{"id":1329,"date":"2018-12-12T14:05:33","date_gmt":"2018-12-12T16:05:33","guid":{"rendered":"http:\/\/revidigital.com.br\/?p=1329"},"modified":"2018-12-12T14:05:33","modified_gmt":"2018-12-12T16:05:33","slug":"estudo-aponta-falta-de-jornalismo-rural-em-joinville","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2018\/12\/12\/estudo-aponta-falta-de-jornalismo-rural-em-joinville\/","title":{"rendered":"Estudo aponta falta de jornalismo rural em Joinville"},"content":{"rendered":"<h4><em>Por Helena Bosse<\/em><\/h4>\n<div><\/div>\n<div>Apesar de ser a cidade mais populosa do estado, <strong>Joinville<\/strong> possui espa\u00e7o para a pr\u00e1tica do <strong>jornalismo rural.<\/strong> Esta foi a conclus\u00e3o a que chegou o acad\u00eamico Leonardo Augusto Fernandes, ap\u00f3s desenvolver sua pesquisa &#8220;A (In) visibilidade do meio <strong>rural<\/strong> no jornalismo de Joinville&#8221;, orientada pela professora Mar\u00edlia Crispi de Moraes. A apresenta\u00e7\u00e3o para a banca avaliadora, composta pelas professoras Valdete Daufemback e Solange Engelmann, ocorreu na noite de ter\u00e7a-feira.\u00a0 O principal objetivo da monografia foi captar a percep\u00e7\u00e3o dos produtores e represantes de associa\u00e7\u00f5es de Joinville sobre a abordagem jornal\u00edstica de assuntos que interessam ao meio rural.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O acad\u00eamico contextualizou a escolha do tema por meio de um resgate hist\u00f3rico que tra\u00e7ou uma linha desde a chegada dos imigrantes, passando pela onda migrat\u00f3ria da d\u00e9cada de 1970 at\u00e9 os dias atuais. Ele destacou que Joinville possui mais de 915 km\u00b2 de \u00e1rea rural, embora apenas parte seja agricult\u00e1vel, e cerca de 18 mil pessoas vivendo no campo, 97% desse contingente formado por produtores da <strong>agricultura<\/strong> familiar. Leonardo tamb\u00e9m\u00a0 relatou a evolu\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o rural que, inicialmente, visavam beneficiar \u00e0s grandes companhias de insumos e m\u00e1quinas agr\u00edcolas. Com o passar do tempo, o volume de informa\u00e7\u00f5es e de pessoas interessadas ampliou a oferta de produtos jornal\u00edsticos voltados ao meio rural.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em sua pesquisa, o estudante fez uma an\u00e1lise qualitativa, com entrevistas semiestruturadas\u00a0 a agricultores e lideran\u00e7as rurais. Tamb\u00e9m houve pesquisa documental por meio da verifica\u00e7\u00e3o das edi\u00e7\u00f5es do jornal A Not\u00edcia no trimestre de setembro, outubro e novembro, a fim de verificar a frequ\u00eancia de temas rurais pautados e quais os assuntos abordados. Praticamente metade das publica\u00e7\u00f5es no per\u00edodo limitaram-se a informar cota\u00e7\u00f5es de produtos agr\u00edcolas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Leonardo constatou que h\u00e1 a falta de conte\u00fado especializado e que a internet \u00e9 um dos meios mais utilizados para buscar informa\u00e7\u00f5es por esse p\u00fablico.\u00a0 &#8220;\u00c9 percept\u00edvel que nem todos os entrevistados sabem o que \u00e9 jornalismo, muito menos o que \u00e9 jornalismo rural&#8221;, explicou. As entidades de classe tamb\u00e9m sentem necessidade de um ve\u00edculo espec\u00edfico e, quando precisam divulgar algo, precisam ir at\u00e9 os ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1332\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/Julia-Nort.jpg\" alt=\"\" width=\"711\" height=\"445\" \/><\/div>\n<div>Leonardo destacou o apoio da namorada Julia Nort durante toda a pesquisa<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A professora Solange Engelmann disse que a pesquisa \u00e9 importante, pois &#8220;traz uma fatia do jornalismo que \u00e9 marginal na cidade&#8221;. Apontou corre\u00e7\u00f5es sobre alguns conceitos, al\u00e9m de fazer contribui\u00e7\u00f5es para enriquecer a pesquisa, como, por exemplo, alguns marcos hist\u00f3ricos a serem inseridos. Atentou tamb\u00e9m para a metodologia do estudo e\u00a0 elogiou as entrevistas feitas pelo acad\u00eamico. Ela considerou que a an\u00e1lise qualitativa feita sobre as publica\u00e7\u00f5es do AN poderia ser mais explorada.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A professora Valdete Daufemback fez observa\u00e7\u00f5es sobre o contexto hist\u00f3rico analisado pelo acad\u00eamico e recomendou melhorar o recorte metodol\u00f3gico. Ela tamb\u00e9m ponderou que as entrevistas deveriam ter ocorrido\u00a0 no meio rural, no ambiente do agricultor. Valdete ainda alertou para a presen\u00e7a dos chamados &#8220;neorurais&#8221;, pessoas que decidiram deixar a cidade para viver no campo. Geralmente j\u00e1 possuem estabilidade econ\u00f4mica advinda de outros meios e passam a viver na \u00e1rea rural, mas sem a mesma rela\u00e7\u00e3o com a terra vivida pelos agricultores tradicionais. Leonardo foi aprovado com nota 8,5.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Helena Bosse Apesar de ser a cidade mais populosa do estado, Joinville possui espa\u00e7o para a pr\u00e1tica do jornalismo rural. 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