{"id":13668,"date":"2022-09-30T14:00:00","date_gmt":"2022-09-30T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=13668"},"modified":"2022-09-29T15:05:32","modified_gmt":"2022-09-29T18:05:32","slug":"agent-carter-seguindo-em-frente-no-pos-guerra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2022\/09\/30\/agent-carter-seguindo-em-frente-no-pos-guerra\/","title":{"rendered":"Agent Carter: Seguindo em frente no p\u00f3s-guerra"},"content":{"rendered":"\n<p>Ao longo da primeira temporada de Agent Carter, um dos temas que mais se fazem presentes \u00e9 o de seguir em frente quando tudo parece ser o fim. Para Peggy Carter (Hayley Atwell), protagonista da s\u00e9rie, essa \u00e9 uma quest\u00e3o que paira desde a sequ\u00eancia de abertura. Esta sequ\u00eancia relembra como a personagem terminou o primeiro Capit\u00e3o Am\u00e9rica (2011) e como, com o fim da guerra, ela deve seguir em frente. Isso tudo ap\u00f3s a suposta morte de Steve Rogers, o primeiro vingador.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira temporada de Agent Carter foi exibida entre 6 de janeiro a 24 de fevereiro de 2015. Ela teve oito epis\u00f3dios com dura\u00e7\u00e3o de 40 minutos. Foi produzida pela ABC Studios e pela Marvel Television e se passa no Universo Cinematogr\u00e1fico Marvel. A s\u00e9rie foi criada por Christopher Markus e Stephen McFeely que assinam o primeiro epis\u00f3dio. Quem lidera a sala de roteiristas \u00e9 a dupla Michele Fazekas e Tara Butters.<\/p>\n\n\n\n<p>A s\u00e9rie \u00e9 ambientada em 1946, quase um ano ap\u00f3s o fim do conflito que deixou milh\u00f5es de mortos. Voltando a ativa ap\u00f3s um longo per\u00edodo, Carter est\u00e1 vivendo em Nova York e trabalha como secret\u00e1ria para a SSR, a&nbsp; Reserva Estrat\u00e9gica Cient\u00edfica fundada durante a guerra. Enquanto aspira voos maiores, Peggy recebe a visita de Howard Stark (Dominic Cooper) que pede que a velha amiga o ajude a recuperar armas roubadas de seu cofre. Trabalhando como agente dupla com a ajuda de Edwin Jarvis (James D \u0301Arcy), mordomo de Stark, a ex-namorada de Steve Rogers se v\u00ea envolvida em uma conspira\u00e7\u00e3o que a levar\u00e1 a cantos obscuros do UCM.<\/p>\n\n\n\n<p>Em aspectos estruturais de roteiro, os roteiristas conseguiram criar uma hist\u00f3ria fechada que consegue estabelecer bem os personagens neste p\u00f3s-guerra super heroico. Com pequenas refer\u00eancias aos filmes e a elementos apenas referenciados nos filmes, a s\u00e9rie tem como foco secund\u00e1rio estabelecer o passado deste universo campe\u00e3o de bilheteria. Mas, no campo prim\u00e1rio, a s\u00e9rie tamb\u00e9m tem de desenvolver a protagonista e os personagens ao redor dela.<\/p>\n\n\n\n<p>O mundo de Peggy Carter \u00e9 um mundo muito diferente daquele que seria povoado pelos Vingadores. \u00c9 um mundo mais mundano, mais comum. Por se passar nos anos 1940, a s\u00e9rie estabelece o machismo dos personagens masculinos, em especial o personagem do chefe da hero\u00edna. Interpretado por Shea Whigham, Roger Dooley pode parecer um personagem detest\u00e1vel nos primeiros epis\u00f3dios, mas, ao longo da temporada, ele vai ganhando novas camadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro personagem que consegue ganhar camadas com o passar dos oito epis\u00f3dios \u00e9 o agente Jack Thompson (Chad Michael Murray). Inicialmente apenas mais um colega machista de nossa protagonista, Thompson ganha um epis\u00f3dio inteiro focado em explorar seu passado na guerra. Uma explora\u00e7\u00e3o que consegue inserir novas camadas ao personagem. O mordomo Jarvis tamb\u00e9m tem um passado interessante.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros personagens, entretanto, n\u00e3o s\u00e3o bem explorados pelo roteiro. Um deles \u00e9 o agente Daniel Sousa que come\u00e7a e termina a temporada da mesma forma que come\u00e7ou. Apesar de ganhar uma investiga\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria na segunda metade da temporada. Angie Martinelli (Lyndsy Fonseca), amiga de Carter, tamb\u00e9m ganha pouco destaque ao longo da temporada. Uma pena, pois parecia ser uma personagem muito interessante e com uma grande import\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos de hist\u00f3ria, a primeira temporada de Agent Carter traz uma hist\u00f3ria b\u00e1sica de conspira\u00e7\u00e3o e de segredos enterrados. \u00c9 na forma em que os roteiristas escolheram abord\u00e1- la que a s\u00e9rie ganha seu p\u00fablico. Ela insere algumas coisas que estavam ou seriam&nbsp; desenvolvidas nos filmes. Temos uma ponta do doutor Anton Vanko, o pai de Ivan Vanko, vil\u00e3o do segundo filme do Homem de Ferro (2010). Al\u00e9m disso, temos refer\u00eancias sutis ao projeto que criou uma das personagens mais adoradas pelos f\u00e3s: a V\u00eduva Negra. Al\u00e9m de lampejos da conspira\u00e7\u00e3o que levou ao fim da organiza\u00e7\u00e3o S.H.I.E.L.D em Capit\u00e3o Am\u00e9rica: O soldado invernal (2014). Tal organiza\u00e7\u00e3o reuniu os Vingadores em seu primeiro filme de 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, mesmo com essas refer\u00eancias pontuais ao universo maior da Marvel, a primeira temporada de Agent Carter \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o \u00edmpar. Ela consegue continuar a hist\u00f3ria de Peggy Carter ao mesmo tempo em que explora as origens de algumas coisas apenas citadas nos filmes. \u00c9, sem d\u00favidas, uma produ\u00e7\u00e3o que vale a pena ser vista pelos f\u00e3s da Marvel como um todo; principalmente aqueles aficionados que gostam de saber tudo sobre a franquia bilion\u00e1ria. Ela tamb\u00e9m agradara novos f\u00e3s pela hist\u00f3ria feminista e pela forma como desenvolve seus personagens. Uma boa s\u00e9rie, sem d\u00favidas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao longo da primeira temporada de Agent Carter, um dos temas que mais se fazem presentes \u00e9 o de seguir em frente quando tudo parece ser o fim. Para Peggy Carter (Hayley Atwell), protagonista da s\u00e9rie, essa \u00e9 uma quest\u00e3o que paira desde a sequ\u00eancia de abertura. Esta sequ\u00eancia relembra como a personagem terminou o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":13669,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1580,1598],"tags":[1611,270,1509,1581,1309,1140],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13668"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13668"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13668\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13670,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13668\/revisions\/13670"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13669"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13668"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13668"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13668"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}