{"id":13866,"date":"2022-11-16T16:15:37","date_gmt":"2022-11-16T19:15:37","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=13866"},"modified":"2022-11-16T16:15:39","modified_gmt":"2022-11-16T19:15:39","slug":"avanco-nas-tecnologias-aumenta-uso-de-aplicativos-de-relacionamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2022\/11\/16\/avanco-nas-tecnologias-aumenta-uso-de-aplicativos-de-relacionamento\/","title":{"rendered":"Avan\u00e7o nas tecnologias aumenta uso de aplicativos de relacionamento"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Por: Ana J\u00falia Dagnoni Zanotto<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O s\u00e9culo XXI como um todo est\u00e1 marcado por muitos avan\u00e7os nas tecnologias, o que gera um aumento no n\u00famero de pessoas que utilizam a internet para praticamente tudo, desde atividades como trabalhar home office at\u00e9 conhecer poss\u00edveis parceiros amorosos online. Por\u00e9m, existem alguns perigos e alertas sobre esses relacionamentos por redes sociais e aplicativos. A preocupa\u00e7\u00e3o principal vem da delegada D\u00e9bora Mafra, da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), que afirma: \u201c\u00c9 muito perigoso n\u00f3s, n\u00e3o s\u00f3 as mulheres, mas todas as pessoas, irmos a encontros com pessoas desconhecidas. Os crimes aumentaram, principalmente entre as adolescentes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o se trata apenas de perigos para a integridade f\u00edsica da pessoa, mas tamb\u00e9m de outros provenientes de fen\u00f4menos como os da chamada \u201cUberiza\u00e7\u00e3o\u201d dos relacionamentos. Tal termo surgiu na internet mais ou menos no per\u00edodo em que o aplicativo de carros particulares Uber se tornou mais conhecido, por volta dos \u00faltimos cinco anos. Se trata de uma compara\u00e7\u00e3o entre os relacionamentos \u201cinstant\u00e2neos\u201d e a utiliza\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Uber, onde o passageiro pede um carro e este chega em poucos minutos, depois o passageiro pode dar uma avalia\u00e7\u00e3o para a viagem e ainda classific\u00e1-la de zero a cinco estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tinder, um dos aplicativos de relacionamento que foi comparado com o fen\u00f4meno da Uberiza\u00e7\u00e3o, possui mais de dez milh\u00f5es de usu\u00e1rios ativos no Brasil, segundo dados da revista Isto\u00e9 de mar\u00e7o de 2022. Este foi o tema de uma pesquisa realizada com 76 jovens de 18 a 28 anos, e os resultados mostram que mais de 55% dos entrevistados afirmam ter interesse em utilizar o aplicativo, ou j\u00e1 o utilizam, enquanto os outros 45% demonstram medo e falta de interesse nesse formato de conhecer novas pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Eduardo Souza, um estudante de 21 anos que utiliza o Tinder h\u00e1 pelo menos cinco meses, diz que se sente inseguro pois nunca sabe se aquela pessoa com quem est\u00e1 conversando \u00e9 realmente aquilo que diz ser. Ele ainda fala que h\u00e1 muita superficialidade, as fotos que se exp\u00f5e s\u00e3o julgadas como se a pessoa por tr\u00e1s delas fosse um produto: \u201cVoc\u00ea recebe likes, deslikes, \u00e9 tudo t\u00e3o autom\u00e1tico que chega a ser estranho. \u00c0s vezes me sinto mal pois parece que deixamos de valorizar as quest\u00f5es mais profundas dos relacionamentos, mas ao mesmo tempo \u00e9 t\u00e3o pr\u00e1tico conhecer gente de qualquer lugar do mundo, por exemplo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro vi\u00e9s, muitos que j\u00e1 tinham dificuldade em se relacionarem pessoalmente com os outros, viram na internet e nos aplicativos uma forma mais \u201cconfort\u00e1vel\u201d de fazer isso. A jovem Rafaela Silveira, 19 anos, disse: \u201cN\u00e3o precisar sair de casa e nem mostrar necessariamente meu rosto d\u00e1 seguran\u00e7a, pois sempre sofri com a timidez.\u201d Enquanto isso, muitos afirmam sentir medo em se envolver e compartilhar coisas com algu\u00e9m que n\u00e3o viu pessoalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>A psic\u00f3loga Adriana Nunan, alerta para as quest\u00f5es importantes que devem ser levadas em considera\u00e7\u00e3o antes de embarcar em um relacionamento online: \u201cVejo muita gente avaliando as pessoas pelo desempenho delas, como se estivessem mesmo prestando e recebendo um servi\u00e7o\u201d. Ela ainda compara as rela\u00e7\u00f5es por aplicativo com o termo do soci\u00f3logo Bauman da \u201cSociedade L\u00edquida\u201d. \u201cO problema n\u00e3o mora necessariamente no meio online, mas ele facilita essa desvaloriza\u00e7\u00e3o dos sentimentos m\u00fatuos\u201d, completa a psic\u00f3loga. Fen\u00f4menos como o <em>ghosting <\/em>(quando a pessoa some)<em>, <\/em>muito associado com a Uberiza\u00e7\u00e3o, contribuem para que as pessoas se sintam mais pressionadas a agradar umas \u00e0s outras e n\u00e3o serem elas mesmas, e isto, segundo Adriana, \u00e9 um problema que afeta a sa\u00fade mental.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, ap\u00f3s dois anos do in\u00edcio da pandemia e distanciamento social, o \u00fanico modo que muitas pessoas encontraram de manter suas rela\u00e7\u00f5es foi pela internet. Dados da Pew Research Center, de 2020, mostram que ao longo desses dois anos a utiliza\u00e7\u00e3o dos apps cresceu cerca de 215%. O que tamb\u00e9m aumentou nesse per\u00edodo foram as manifesta\u00e7\u00f5es virtuais de p\u00e1ginas como a Revista TPM (Trip Para Mulher), que realizou mat\u00e9rias voltadas para reflex\u00e3o do p\u00fablico acerca da banaliza\u00e7\u00e3o dos sentimentos e das rela\u00e7\u00f5es online, especialmente amorosas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Ana J\u00falia Dagnoni Zanotto O s\u00e9culo XXI como um todo est\u00e1 marcado por muitos avan\u00e7os nas tecnologias, o que gera um aumento no n\u00famero de pessoas que utilizam a internet para praticamente tudo, desde atividades como trabalhar home office at\u00e9 conhecer poss\u00edveis parceiros amorosos online. 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