{"id":14020,"date":"2022-12-05T15:23:55","date_gmt":"2022-12-05T18:23:55","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=14020"},"modified":"2022-12-06T10:14:26","modified_gmt":"2022-12-06T13:14:26","slug":"do-boombap-ao-trap-artistas-de-joinville-trabalham-pelo-rap","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2022\/12\/05\/do-boombap-ao-trap-artistas-de-joinville-trabalham-pelo-rap\/","title":{"rendered":"Do boombap ao trap: artistas de Joinville trabalham pelo rap"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Por: Lucas Borba<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O rap tem vivido seus melhores anos e novos artistas est\u00e3o sendo lan\u00e7ados. Do trap ao boombap, a cena de Joinville \u00e9 um reflexo do rap nacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Artistas como Amazona MC, G\u00f3is, Emeumka, Santiago, Teusleep, Mari\u00e1 Mond, Karolli MC e <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=NX1wpgIUEq0\">7selvi<\/a> v\u00eam se destacando nos lan\u00e7amentos dos seus trabalhos em Joinville. Dos grandes artistas que vieram pra c\u00e1, Orochi, L7NNON, MC Hariel e MC Ryan SP agitaram casas de shows, mas sempre atraem mais p\u00fablico que os artistas locais.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das batalhas de rima que acontecem em Joinville \u00e9 a Rimas do Ghetto. S\u00e3o organizadas todas as quartas, \u00e0s 20h30, na pista de skate do bairro Guanabara. Todos os artistas citados nesta reportagem sempre aparecem por l\u00e1. Rimas do Ghetto \u00e9 um evento gratuito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Cantora-Amazona-texto-scaled.jpg\" alt=\"Amazona Mc com roupa vermelha posando para foto\" class=\"wp-image-14022\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Cantora-Amazona-texto-scaled.jpg 2560w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Cantora-Amazona-texto-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Cantora-Amazona-texto-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption><em>Al\u00e9m de cantora, Amazona \u00e9 auxiliar de cozinha, trancista e tatuadora. Cr\u00e9ditos: Lucas Borba&nbsp;&nbsp;<\/em><br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Amazona MC \u00e9 cantora, trancista, tatuadora, dreadmaker, compositora e auxiliar de cozinha. Com uma rotina intensa, ela j\u00e1 lan\u00e7ou dois \u00e1lbuns, dispon\u00edveis nas plataformas digitais. O mais atual foi lan\u00e7ado no <a href=\"https:\/\/youtu.be\/ozG6TRDnqOk\">Brasil Grimes Show<\/a>, quando a artista viajou para o Rio de Janeiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Amazona sempre viu possibilidades diferentes das outras pessoas em situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis. Em vez de esperar, ela decidiu fazer. Acredita que \u00e9 o seu diferencial diante de outros artistas da cena. Assim como muitas pessoas que trabalham com arte, ela precisa de outro trabalho para manter sua renda, bancar suas viagens e produ\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cria da zona sul, ela passou a inf\u00e2ncia no Guanabara e a adolesc\u00eancia andando nas ruas do Adhemar Garcia, como o Parque S\u00e3o Francisco, local que tem quadra de basquete e pista de skate. Para ela, o que diferencia um cria de um playboy s\u00e3o suas atitudes, independentemente de ser perif\u00e9rico ou n\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o da Amazona, muitos caras fingem ser do rap, da comunidade, mas trata mal algum desconhecido que vai conversar com ele. Ela questiona: \u201cA quest\u00e3o de ser cria \u00e9 de ser respeitado na sua quebrada, mas se voc\u00ea n\u00e3o tem respeito nem na sua quebrada, como vai ter respeito em outros lugares?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Quando ela come\u00e7ou na arte, tinha muita dificuldade de falar sobre sua vida pessoal, mas viu muita facilidade em se abrir quando escrevia. Ela decidiu passar sua viv\u00eancia por meio das can\u00e7\u00f5es. Suas refer\u00eancias locais s\u00e3o J.A.M.A.L e Teusleep, do Costa e Silva, e Japa, do Vila Nova. Nacionalmente, s\u00e3o Nina, Flora Matos e Don L.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Amazona, o que ajuda um artista al\u00e9m do talento \u00e9 a perseveran\u00e7a, porque ningu\u00e9m nasce sabendo. Na opini\u00e3o dela, tem casos de gente que j\u00e1 nasceu com dom para certas coisas, por\u00e9m, quando persiste em algo, fica bom com experi\u00eancias. \u201cAtrav\u00e9s da pr\u00e1tica, a gente consegue excel\u00eancia\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O que Amazona notou de mais positivo no hip hop recentemente \u00e9 que as pessoas realmente acreditam na cena underground, mesmo sendo uma cidade que n\u00e3o \u00e9 o forte. Mesmo que n\u00e3o tenha tanta visibilidade, n\u00e3o \u00e9 motivo para desistir.<\/p>\n\n\n\n<p>Amazona acredita que a imprensa foi essencial para manter as pessoas informadas sobre cultura durante a pandemia, quando se tornou necess\u00e1rio manter o isolamento social. A escassez de shows e eventos tornou indispens\u00e1vel o trabalho das redes sociais. A artista considera a imprensa muito importante pelo fato de que muitas pessoas n\u00e3o conseguem chegar em outras cidades ou at\u00e9 mesmo bairros. Conforme Amazona, com a m\u00eddia fica mais f\u00e1cil chegar em lugares que a gente n\u00e3o pisou.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua rotina \u00e9 cansativa pelo fato de fazer in\u00fameras coisas. \u201cEu tento conciliar tudo, \u00e9 dif\u00edcil. Eu ainda n\u00e3o vivo da m\u00fasica\u201d, conta. Quando foi entrevistada, ela trabalhava na Brixton 4 horas e mais 9 horas como auxiliar de cozinha. Al\u00e9m dos dois empregos, fazia dred, tran\u00e7as e tatuagens. Assim a artista se vira para investir na m\u00fasica.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por ter nascido preta, nunca foi uma pessoa que gostou muito de escola. Na viv\u00eancia dela, o preto era muito prejudicado. \u201cAs pessoas n\u00e3o entendiam o porqu\u00ea de ter uma pele mais escura, de ter um cabelo diferente\u201d, relata. Ela j\u00e1 sofreu muito preconceito e foi um fato para n\u00e3o gostar muito do ambiente escolar. Amazona acaba se martirizando um pouco e se prejudicando por causa disso tamb\u00e9m.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCresci no bairro Guanabara, sou cria de l\u00e1, eternamente no meu cora\u00e7\u00e3o. A minha viv\u00eancia de adolescente foi no Adhemar Garcia\u201d, afirma. Como o Adhemar Garcia era um bairro mais pobre, ela come\u00e7ou a entender mais coisas. Ela n\u00e3o se identificava como uma mulher negra, n\u00e3o se aceitava, muito por causa dos outros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, quando voc\u00ea \u00e9 uma pessoa negra em uma cidade alem\u00e3, a sua inf\u00e2ncia n\u00e3o \u00e9 das melhores. Amazona acha importante falar sobre o assunto para as pessoas olharem mais para o pr\u00f3ximo. \u201cO pr\u00f3ximo \u00e9 o espelho da gente. Se voc\u00ea v\u00ea defeito no pr\u00f3ximo, voc\u00ea tem que prestar mais aten\u00e7\u00e3o em voc\u00ea\u201d, complementa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Amazona MC escreveu a m\u00fasica \u201c<a href=\"https:\/\/youtu.be\/HcnZPQWjzn0\">Madrugadas e Avenidas<\/a>\u201d quando vivia muito a madrugada, quando aprontava. No seu dia a dia, \u00e9 o hor\u00e1rio que a cabe\u00e7a est\u00e1 mais pensante, quando para pra repensar como foi o dia e acaba trazendo mais pensamentos. \u201cTu acaba escrevendo sobre isso para n\u00e3o acabar surtando\u201d, conta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a artista, \u00e9 muito complicado fazer qualquer coisa se voc\u00ea for mulher, se for negro ou um branco no hip hop, mas n\u00e3o pode se deixar levar por isso. O machismo faz ela continuar lutando. \u201cNo come\u00e7o era uma pessoa que ligava muito, mas hoje em dia j\u00e1 n\u00e3o n\u00e3o ligo mais porque \u00e9 isso que estimula, que d\u00e1 mais for\u00e7a para gente ir atr\u00e1s. A gente n\u00e3o precisa deles para chegar onde a gente almeja. N\u00f3s, mulheres, conseguiremos tudo que almejamos, desde que a gente fa\u00e7a com cora\u00e7\u00e3o\u201d, declara.<\/p>\n\n\n\n<p>Amazona MC \u00e9 conselheira suplente do Patrim\u00f4nio Imaterial do munic\u00edpio, que \u00e9 a m\u00fasica e culturas como fazer tarrafas ou tran\u00e7as. Faltava uma representatividade do hip hop no meio do conselho de cultura e ela entrou para mobilizar. \u201cConhecer mais como o sistema se relaciona com as demais culturas que n\u00e3o sejam a predominante alem\u00e3. Eu acho muito importante a gente se informar porque ningu\u00e9m vai poder pisar em cima da gente ou chamar a gente de ignorante\u201d, pontua.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A entrada da artista no Conselho Municipal de Cultura foi bem complicada porque no dia em que aconteceu a vota\u00e7\u00e3o para entrar no conselho, a secret\u00e1ria do conselho fez coment\u00e1rios preconceituosos, sendo que ela n\u00e3o conhecia Amazona, s\u00f3 nome art\u00edstico e foto. Quando reagiu a um elogio para a artista durante a live, a secretaria afirmou que Amazona s\u00f3 foi elogiada por ser negra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente j\u00e1 percebe o qu\u00e3o mesquinhas as pessoas s\u00e3o, o quanto uma pessoa preconceituosa pode julgar algu\u00e9m sem nem conhecer s\u00f3 porque a forma como a pessoa age n\u00e3o condiz com o que ela acredita\u201d, diz. Al\u00e9m da sua participa\u00e7\u00e3o no Conselho Municipal de Cultura, Amazona MC \u00e9 uma pessoa muito importante para outros artistas da cidade, participa dos shows e convida eles para cantarem juntos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Todo mundo odeia o Emeumka<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Emeumka tem 33 anos. Produz para o grupo Acesso Restrito e est\u00e1 criando o pr\u00f3prio CD. O cantor e produtor est\u00e1 no rap desde os 15 anos. A primeira m\u00fasica que gravou pegava CD de beat, mas n\u00e3o produzia ainda. Era internet discada e gravava no Audacity, um programa que considerava ruim. M1K nem lembra a primeira m\u00fasica que gravou, mas a m\u00fasica que mais bombou no YouTube foi \u201c<a href=\"https:\/\/youtu.be\/nOKzxufis5Q\">Doce Aroma<\/a>\u201d, do Acesso Restrito.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Todo mundo odeia o Emeumka<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Uma das suas m\u00fasicas lan\u00e7adas no YouTube foi \u201c<a href=\"https:\/\/youtu.be\/xLTuotU5JP4\">S\u00f3 porque eu sou nigga<\/a>\u201d, um som que foi sobre tudo o que ele passou at\u00e9 hoje. \u201cS\u00f3 porque eu sou preto. Tudo que eu falo ali \u00e9 real. Tem que mostrar, cara. Tem mano achando que \u00e9 brincadeira. Eu falo, mano. Dou nos dedos e j\u00e1 era. Gostou, gostou. N\u00e3o gostou, n\u00e3o gostou\u201d, intima.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Emeumka-M1K-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14024\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Emeumka-M1K-scaled.jpg 2560w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Emeumka-M1K-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Emeumka-M1K-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption><em>Emeumka ou M1K \u00e9 cantor e produtor musical. \u00c9 um artista que canta o que vive. Cr\u00e9ditos: Lucas Borba&nbsp;&nbsp;<\/em><br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O Acesso Restrito come\u00e7ou porque se formou na Batalha do Municipal. Foram uns parceiros como o Nowzias, TC e The Gomes que come\u00e7aram o grupo com ele. Emeumka estudou com o TC e j\u00e1 conhecia o The Gomes, mas n\u00e3o trocavam muitas ideias. No movimento ali da batalha, M1K decidiu criar o grupo e o nome. \u201cChamei o DJ Lipe, mas ele \u00e9 DJ do Quinta Dose hoje em dia. Nosso DJ hoje \u00e9 o LP, o Bercle entrou um pouco antes dele\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O lan\u00e7amento do pr\u00f3ximo clipe vai ser a m\u00fasica que for escolhida. M1K ainda quer gravar alguns clipes e est\u00e1 h\u00e1 um tempo sem grava\u00e7\u00f5es. A m\u00fasica mixada e masterizada que mais gostar ser\u00e1 usada em clipe. Est\u00e1 planejando um clipe em preto e branco e outro com efeitos especiais. At\u00e9 o fim do ano pretende lan\u00e7ar um dos clipes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele come\u00e7ou a fazer rap no col\u00e9gio porque j\u00e1 escutava algumas m\u00fasicas. A m\u00e3e dele foi pros EUA e trouxe uns discos do pa\u00eds. Come\u00e7ou a escutar Racionais e a irm\u00e3 tamb\u00e9m escutava. Emeumka tocava viol\u00e3o e isso foi unindo as coisas. Continuou fazendo umas par\u00f3dias, escreveu sempre e gravava no computador, mas n\u00e3o com a mesma qualidade de hoje. N\u00e3o sabia ao certo como fazer. Produzia para o grupo Acesso Restrito, hoje produz para outros artistas. J\u00e1 produziu um beat para a Amazona, um artista de Curitiba e outros MCs.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele come\u00e7ou a fazer freestyle porque j\u00e1 encontrava os outros Mc\u2019s antigamente, quando tinha 16 ou 17 anos. Na frente da Mans\u00e3o e da Bier\u00f4, casas de show de antigamente, bebia e batalhava nas rimas com os outros artistas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nasceu em Curitiba, mas foi adotado e veio para Joinville. \u201cCom 15 dias n\u00e3o tem como tu saber nada de Curitiba, ent\u00e3o sou joinvilense\u201d, diz. Sempre morou no Gl\u00f3ria, em uma lateral da rua Aquidaban. Ele conta os amigos que tem em uma m\u00e3o e n\u00e3o cita nomes. Para M1K, tem gente que n\u00e3o d\u00e1 para considerar amigo, s\u00f3 ele, Deus e quem est\u00e1 por ele, n\u00e3o s\u00f3 quem est\u00e1 por interesse.<\/p>\n\n\n\n<p>O beatmaker que mais gosta de trabalhar \u00e9 ele mesmo porque, conforme o pr\u00f3prio, ningu\u00e9m consegue fazer um beat como ele. \u201cN\u00e3o tem amarra\u00e7\u00e3o de mixagem e masteriza\u00e7\u00e3o. Fa\u00e7o quantas vezes eu quiser e quando quiser: Julius Beats\u201d, divulga.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Suas letras trazem viv\u00eancia. \u201cN\u00e3o sou um mentiroso que n\u00e3o canta o que vive, que s\u00f3 ilude a galera\u201d, afirma. Para Emeumka, tem uns que n\u00e3o tem e n\u00e3o fazem, mas cantam o que n\u00e3o passam. \u201cUma hora a casa cai. Tem estrela cadente a\u00ed, t\u00e3o l\u00e1 em cima, daqui a pouco elas v\u00e3o cair\u201d, complementa.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcredito em Deus, numa for\u00e7a maior, sem religi\u00e3o. J\u00e1 li a b\u00edblia e acredito em Jesus. Eu n\u00e3o sei se \u00e9 tudo o que est\u00e1 escrito ali, mas acredito em uma for\u00e7a maior. Tem mano que vem tentar fazer o cara deixar de acreditar, mas eu acredito em Deus e j\u00e1 \u00e9\u201d, declara.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Nascido em novembro sem ter que correr de cassetetes<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Do signo de escorpi\u00e3o, Gerson Santiago, de 25 anos, \u00e9 conhecido como Santiago no rap e chamam ele de Gerson no skate. Crist\u00e3o, j\u00e1 participou de um grupo de jovens chamado Invert, na igreja quadrangular. Ele achava a Igreja Quadrangular um lugar massa e tinha uma pista de skate l\u00e1 dentro. Para ele, as igrejas neopentecostais vem num formato complicado de ideologia, como se fosse para construir castelos. Mas ele reconhece que a disciplina da igreja \u00e9 muito importante para ele atualmente. Santiago gosta de ir em uma igreja quando n\u00e3o est\u00e1 cheia, como um tempo que deposita sua f\u00e9.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foi na influ\u00eancia gospel que ele fundou o S.K.I. com Willian Reis, depois Mari\u00e1 Mond e West Naza. No come\u00e7o da vida crist\u00e3, os pastores deram uma dire\u00e7\u00e3o porque ele n\u00e3o tinha o pai presente, igual a muitos meninos negros. O av\u00f4 dele foi uma refer\u00eancia porque os pais se separaram aos 8 anos. Muita coisa aconteceu aos 8 anos de idade na vida de Santiago.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Santiago-scaled.jpg\" alt=\"Cantor Santiago com camisa do vesco cantando no microfone\" class=\"wp-image-14025\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Santiago-scaled.jpg 2560w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Santiago-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Santiago-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption><em>Vasca\u00edno, Santiago tamb\u00e9m veste a camisa do Joinville Esporte Clube \u00e0s vezes, assim como Emeumka. Cr\u00e9ditos: Lucas Borba&nbsp;&nbsp;<\/em><br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Catumbi \u00e9 um grupo de raiz de matriz africana, que o influenciou a partir dos 8 anos de idade. \u00c9 um grupo que tem f\u00e9 em Maria do Ros\u00e1rio. Aos 8 anos, mesma \u00e9poca da separa\u00e7\u00e3o dos seus pais, Santiago sofreu um traumatismo craniano. Ele foi atropelado por um carro quando foi comprar picol\u00e9. Botaram f\u00e9 na Nossa Senhora do Ros\u00e1rio por ele, com a promessa de que Santiago, ainda crian\u00e7a, levaria um vaso de flores ao altar. Ele levou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a pandemia, Santiago foi em festa clandestina. Para o m\u00fasico, o per\u00edodo de isolamento fez o p\u00fablico de Joinville sentir vontade de sair. Quando as restri\u00e7\u00f5es de isolamento afrouxaram, muita gente saiu ao mesmo tempo e alguns lugares precisavam impor limite de p\u00fablico. Santiago achou injusto, pois um p\u00fablico mais privilegiado chega antes, sendo que os outros ficam de fora ou esperam uma vaga.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido aos shows que n\u00e3o foram realizados por conta das restri\u00e7\u00f5es do coronav\u00edrus, muitas festas clandestinas foram realizadas com a inten\u00e7\u00e3o de arrecadar dinheiro para artistas e organizadores de eventos. Mesmo que tenha sa\u00eddo durante o per\u00edodo de maior isolamento, Santiago n\u00e3o respeita os negacionistas. O negacionismo \u00e9 um assunto que o irrita porque muita gente morre por n\u00e3o ter seguido as recomenda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e3e de Santiago, Sheila Cristina Tavares, morreu em 2020, aos 42 anos, ap\u00f3s uma s\u00e9rie de cirurgias. Ela n\u00e3o tinha mais os dois rins e passou por hemodi\u00e1lise durante 15 anos. Sheila foi professora e diretora. Ela era formada em psicologia e p\u00f3s-graduada em psicopedagogia. Luana Cristina Tavares Santiago, sua irm\u00e3, morreu de problema card\u00edaco aos 8 meses. Sua m\u00e3e tinha 18 anos na \u00e9poca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Santiago estuda Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o se identificou com a \u00e1rea. Na verdade, o sonho de Gerson Santiago \u00e9 estudar jornalismo. Seu contato com o pai, Gerson Santiago, foi como se n\u00e3o o conhecesse porque era uma pessoa que se preocupava mais em estudar. Gerson \u00e9 formado em administra\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-graduado em processos gerenciais. Al\u00e9m disso, Gerson \u00e9 mestre em engenharia de produ\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sua namorada se chama Amanda. A qualidade que mais admira nela \u00e9 a intelig\u00eancia. Ela \u00e9 estudante de engenharia ambiental na Univille. Para Santiago, amor \u00e9 ficar duas vezes mais feliz porque a pessoa est\u00e1 feliz. Um hobbie de Santiago \u00e9 ler o hor\u00f3scopo, ele \u00e9 de escorpi\u00e3o e ela \u00e9 de aqu\u00e1rio. Ele se sente um namorado de princesa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cElas dizem que n\u00e3o, querendo que sim. Agora n\u00e3o vou decidir por mim\u201d, canta Santiago, na m\u00fasica &#8220;<a href=\"https:\/\/youtu.be\/GVSgE8U68Uw\">Nexo<\/a>&#8220;, can\u00e7\u00e3o que, dependendo da interpreta\u00e7\u00e3o, d\u00e1 a entender que \u00e9 sobre a&nbsp; mulher ser \u201cpega\u201d. Uma situa\u00e7\u00e3o que come\u00e7a sem consentimento e depois fica querendo. O t\u00edtulo da m\u00fasica Nexo era pra ser Sexo. Fala do interesse do homem no relacionamento, que \u00e9 menos respons\u00e1vel que a mulher. \u201cMuitas vezes acontecem fugas. Quer que a pessoa participe, mas se comporta de maneira irrespons\u00e1vel\u201d, explica o rapper.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSem tempo\u201d \u00e9 outra m\u00fasica do tempo de solteiro de Santiago. \u201cEla transa com as m\u00e3os, maltrata as minhas\u201d, canta no som que fez com Willian Reis, artista que conheceu na pra\u00e7a. Santiago se sentia imaturo para namorar e decidiu escrever a m\u00fasica. \u00c9 uma hist\u00f3ria real de uma festa, quando conheceu uma menina e n\u00e3o se deu muito bem com ela. Assim como todas as suas m\u00fasicas, \u201c<a href=\"https:\/\/youtu.be\/zKhcI8visa4\">Sem tempo<\/a>\u201d \u00e9 sobre um acontecimento que marcou a vida dele.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Do \u00e1lbum mais novo do Djonga, a maior refer\u00eancia do hip hop atualmente, Santiago gosta de Giz, a \u00faltima faixa do \u00e1lbum \u201cO Dono do Lugar\u201d. Djonga se declarava como anarquista n\u00e3o convicto. Santiago tamb\u00e9m \u00e9 um anarquista porque n\u00e3o gosta do poder. Santiago e Djonga votaram no Lula.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O skate \u00e9 mais caro para ele hoje, sente muitas dores no corpo por causa do esporte. Quando era adolescente, a fam\u00edlia ajudava a pagar os equipamentos e as pe\u00e7as, mas n\u00e3o \u00e9 a mesma realidade atualmente. Ele nunca teve patroc\u00ednio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3ximo lan\u00e7amento de Santiago ser\u00e1 \u201cFlui&#8221;, dispon\u00edvel no YouTube dia 9 de dezembro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Bolhas de Sab\u00e3o para Eloah e Valentina<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Everton G\u00f3is, de 36 anos, se envolveu na cultura hip hop atrav\u00e9s do skate, em meados de 1999. No ramo, ele \u00e9 mais conhecido como G\u00f3is. Seu contato com o grafite se deu atrav\u00e9s do skate e est\u00e1 a\u00ed at\u00e9 hoje.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma m\u00fasica que o diferencia muito de outros artistas, que se chama \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=xTLh5tbnvGo\">Bolhas de Sab\u00e3o<\/a>\u201d. A can\u00e7\u00e3o foi escrita para as filhas Valentina e Eloah. Das m\u00fasicas que ele lan\u00e7ou, foi a que teve mais cr\u00edticas. \u201cO que me chama aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que foi uma m\u00fasica feita para as minhas filhas, e tive muitas cr\u00edticas do pessoal do pr\u00f3prio movimento\u201d, constata. G\u00f3is j\u00e1 escreveu m\u00fasica para a falecida m\u00e3e, mas optou por n\u00e3o gravar porque se sentiu mal. Tem uma que gravou para o pai e para a m\u00e3e no canal da Rap no Rec.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Gois-scaled.jpg\" alt=\"rapper G\u00f3is vestindo camisa branca e bon\u00e9 preto \" class=\"wp-image-14026\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Gois-scaled.jpg 2560w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Gois-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Gois-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption><em>G\u00f3is, cantor de \u201cMetemarxa\u201d, pediu para ser entrevistado no Parque da Cidade do Guanabara porque \u00e9 um lugar que tem hist\u00f3ria no hip hop. Cr\u00e9ditos: Lucas Borba&nbsp;&nbsp;<\/em><br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Algumas m\u00fasicas do coletivo KDM e a \u201c<a href=\"https:\/\/youtu.be\/GtcyxlUYJfc\">Metemarxa<\/a>\u201d tamb\u00e9m lhe diferenciam um pouco de outros artistas. O KDM foi uma proposta de coletivo, como ele tinha amigos envolvidos no hip hop e todo mundo rimava, come\u00e7aram a visitar ele, tomar vinho, caf\u00e9 e comer p\u00e3o, at\u00e9 que come\u00e7aram a abrir shows.<\/p>\n\n\n\n<p>O que motivou G\u00f3is a come\u00e7ar no rap foram os amigos, andava com muitos conhecidos que fazem som at\u00e9 hoje, por exemplo o Kim, o Lucas V.O. O falecido amigo STIF tamb\u00e9m o incentivava, uma galera que j\u00e1 fazia som naquela \u00e9poca e andava com ele. Come\u00e7ou naturalmente, nada foi for\u00e7ado.<\/p>\n\n\n\n<p>O artista que mais influencia G\u00f3is \u00e9 o Ukah V.O., um cara que o inspira muito e que tem uma grande amizade. Tem a Amazona MC, o Kim, do Acesso Restrito, o 7Selvi e Bercle. \u201cS\u00e3o meus amigos e sou f\u00e3 dos meus amigos. No Brasil tem o Djonga, BK\u2019 e Racionais, mas a minha paix\u00e3o \u00e9 um grupo que n\u00e3o existe mais: Pent\u00e1gono&#8221;, declara.<\/p>\n\n\n\n<p>O que ajuda o artista al\u00e9m do talento \u00e9 ter organiza\u00e7\u00e3o e disciplina. G\u00f3is observa que ajuda muito porque o artista tem que trabalhar, produzir e divulgar. \u201cA gente t\u00e1 vendo a transi\u00e7\u00e3o que est\u00e1 acontecendo entre trap e boombap. Antigamente tinha o rap gangsta. Hoje eles falam as mesmas fitas, mas a batida \u00e9 diferente. Tem muito f\u00e3 que \u00e9 mais rap que muito rapper\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O artista faz de tudo, trabalha como motoboy, tem duas filhas e tenta se organizar no hip hop. \u201cQuerendo ou n\u00e3o, indireta ou diretamente, a gente est\u00e1 sempre envolvido com o movimento, com as festas e artistas locais\u201d. Geralmente eles pedem ajuda na organiza\u00e7\u00e3o dos eventos e G\u00f3is faz o que pode.<\/p>\n\n\n\n<p>G\u00f3is mora no bairro F\u00e1tima e tem muito orgulho de ser cria do bairro. \u201cA minha adolesc\u00eancia foi um neg\u00f3cio diferenciado. Eu comecei a andar na rua, vi muita maldade, deu uma assustada e uns amigos me convidaram pra ir na igreja\u201d, relata. Everton ficou uns 15 anos na igreja e por conta disso tem outra vis\u00e3o de mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tem uns cinco ou seis clipes gravados na pista de skate do Guanabara, pr\u00f3ximo ao bairro onde foi criado. Foi um dos primeiros lugares de Joinville a ter uma festa de hip hop, h\u00e1 cerca de 20 anos. Sistema Nervoso, Vers\u00e3o Original e Manos de F\u00e9 foram grupos que participaram.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Everton G\u00f3is alerta que v\u00e1rias mulheres est\u00e3o surgindo no hip hop. \u201cQuando voc\u00ea fizer uma festa, chama as minas. Tem a Karoli Mc, Amazona MC, e elas reclamam que geralmente n\u00e3o lembram delas\u201d, avisa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira batalha de rima de G\u00f3is foi organizada pelo falecido STIF, o Sena e o Dj Lipe, do Quinta Dose. \u201cSTIF foi um grande amigo, a gente trabalhou junto, vivia praticamente quase todo dia junto, s\u00f3 que veio a falecer ap\u00f3s um acidente\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda tem v\u00eddeos no YouTube sobre a Batalha do Municipal. Patrick HDK e Sangue Bom vieram da Batalha do Municipal. Um dos v\u00eddeos da batalha do Municipal, no canal do G\u00f3is, \u00e9 do rapper Emeumka <a href=\"https:\/\/youtu.be\/D7btfEy3Dvg\">rimando h\u00e1 mais de 10 anos<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assista abaixo o v\u00eddeo que foi produzido com os quatro artistas, em que se apresentaram e falaram sobre cen\u00e1rios de Joinville:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Do boombap ao trap artistas de Joinville trabalham pelo rap\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/A11SYq_fLSs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Lucas Borba O rap tem vivido seus melhores anos e novos artistas est\u00e3o sendo lan\u00e7ados. Do trap ao boombap, a cena de Joinville \u00e9 um reflexo do rap nacional.&nbsp; Artistas como Amazona MC, G\u00f3is, Emeumka, Santiago, Teusleep, Mari\u00e1 Mond, Karolli MC e 7selvi v\u00eam se destacando nos lan\u00e7amentos dos seus trabalhos em Joinville. 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