{"id":14220,"date":"2023-04-19T14:27:41","date_gmt":"2023-04-19T17:27:41","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=14220"},"modified":"2023-04-19T14:27:42","modified_gmt":"2023-04-19T17:27:42","slug":"materiais-reciclaveis-representaram-676-dos-residuos-coletados-pela-ambiental-em-marco-em-joinville","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2023\/04\/19\/materiais-reciclaveis-representaram-676-dos-residuos-coletados-pela-ambiental-em-marco-em-joinville\/","title":{"rendered":"Materiais recicl\u00e1veis representaram 6,76% dos res\u00edduos coletados pela Ambiental em mar\u00e7o, em Joinville"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Dados revelam desafios sobre a gest\u00e3o de res\u00edduos e a educa\u00e7\u00e3o ambiental na cidade<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por: B\u00e1rbara Siementkowski<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Costuma-se dizer que buscar uma sociedade sustent\u00e1vel \u00e9 papel de todos. Por\u00e9m, o que \u00e9 necess\u00e1rio para que essa busca seja efetiva? Em Joinville, a\u00e7\u00f5es s\u00e3o realizadas, como a coleta seletiva, trabalho de cooperativas, a\u00e7\u00f5es educacionais e eventos. Entretanto, o \u00edndice de reciclagem ainda \u00e9 baixo, o que mostra que educa\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 um assunto complexo e desafiador.<br><br>Segundo a Ambiental, empresa respons\u00e1vel pela coleta de lixo e gest\u00e3o de res\u00edduos em Joinville, <strong>de janeiro a outubro de 2022<\/strong>, foram coletados uma m\u00e9dia de 11.468 toneladas de res\u00edduos por m\u00eas na cidade. Deste total, apenas 557 toneladas, que representa aproximadamente 5%, foi a quantidade recolhida de materiais recicl\u00e1veis pela coleta seletiva no per\u00edodo. Ou seja, 95% dos res\u00edduos coletados foram encaminhados diretamente para o Aterro Sanit\u00e1rio.<br><br>Estes dados mostraram a expressiva quantidade de res\u00edduos que n\u00e3o foi reciclada ou separada para a coleta seletiva durante o per\u00edodo, o que gera mais polui\u00e7\u00e3o e impacta negativamente o meio ambiente.<br>Entretanto, dados divulgados pela Prefeitura de Joinville nesta segunda-feira, 17, revelaram uma poss\u00edvel melhora nesses \u00edndices. Segundo a Unidade de Limpeza Urbana da Secretaria de Infraestrutura Urbana (Seinfra), houve um aumento de 50,47% do n\u00famero de cargas de materiais recicl\u00e1veis coletadas pela empresa Ambiental, quando comparados mar\u00e7o de 2022 e mar\u00e7o de 2023.<br><br>A propor\u00e7\u00e3o de materiais recicl\u00e1veis coletados em rela\u00e7\u00e3o aos res\u00edduos comuns tamb\u00e9m aumentou quando comparados estes mesmos per\u00edodos. Enquanto em mar\u00e7o do ano passado os recicl\u00e1veis representaram 4,23% do total geral da coleta de Joinville, no mesmo m\u00eas, neste ano, esses materiais chegaram a 6,76%.<br><br>Ainda assim, apesar dos n\u00fameros apresentados serem melhores que a m\u00e9dia nacional, Joinville enfrenta desafios e dilemas relacionados \u00e0 gest\u00e3o de res\u00edduos, a\u00e7\u00f5es educacionais e investimentos na \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Assecrejo &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica dos Catadores e Recicladores de Joinville<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Por cima de um grande muro pintado de azul \u00e9 poss\u00edvel avistar um galp\u00e3o, com maquin\u00e1rios, materiais e pessoas trabalhando. \u00c9 ali, naquela rua do bairro Aventureiro que funciona a Assecrejo, a Associa\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica dos Catadores e Recicladores de Joinville.<br><br>A Assecrejo \u00e9 uma das seis cooperativas cadastradas no munic\u00edpio para receber o material recicl\u00e1vel da coleta seletiva da Ambiental. Severino Tavares Nunes, conhecido como Primo, coordena a associa\u00e7\u00e3o e explica que 99% dos materiais que eles recebem, vem da coleta seletiva. O processo do material come\u00e7a a partir das baias: \u201cA Ambiental traz e descarrega os materiais nas baias, n\u00e3o vem de apenas um bairro espec\u00edfico, mas de v\u00e1rias regi\u00f5es da cidade. Depois que a Ambiental descarrega, inicia o processo de separa\u00e7\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"2560\" height=\"1440\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/assecrejo-1-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14221\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/assecrejo-1-scaled.jpg 2560w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/assecrejo-1-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/assecrejo-1-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption>A Assecrejo foi fundada em 2002. Foto: B\u00e1rbara Siementkowski \/ Assecrejo.\n<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Para Primo, separar o material recicl\u00e1vel e garantir o destino certo atrav\u00e9s da coleta seletiva e das cooperativas beneficia toda uma cadeia sustent\u00e1vel. \u201cO que acontece \u00e9 que, muitas vezes, quando a gente n\u00e3o manda nossos res\u00edduos pela coleta, eles podem acabar sendo jogados nos mangues ou sendo queimados, isso porque nem todo material tem valor no mercado e muitas pessoas que pegam os res\u00edduos na rua acabam se desfazendo destes que n\u00e3o tem valor\u201d. Geralmente os materiais que mais t\u00eam valor s\u00e3o as latinhas de alum\u00ednio, por isso, muitos outros tipos de materiais (como o isopor e sacolas de supermercado) que poderiam ser mandados para as cooperativas s\u00e3o descartados.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ainda explica que o trabalho das cooperativas cadastradas no munic\u00edpio, como a pr\u00f3pria Assecrejo, n\u00e3o tem fins lucrativos e tamb\u00e9m cumpre um papel social. \u201cOs res\u00edduos que v\u00e3o para as cooperativas beneficiam todas as pessoas que trabalham nelas. E s\u00e3o pessoas que j\u00e1 est\u00e3o em uma classe social de maior vulnerabilidade e que muitas vezes n\u00e3o encontram espa\u00e7o no mercado de trabalho\u201d, diz Primo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na cooperativa trabalham 17 pessoas e a Assecrejo realiza a\u00e7\u00f5es para resgatar a cidadania e valorizar esses trabalhadores. \u201cJ\u00e1 tiramos muitas pessoas das drogas e do alcoolismo\u201d, relata. Eles tamb\u00e9m recebem profissionais que fazem diversos tipos de palestras com temas relacionados \u00e0 sa\u00fade, motiva\u00e7\u00e3o e outros. \u201cHoje eu vejo o trabalho da reciclagem como um trabalho digno, como qualquer outro, e eu trabalho para que seja assim, mas ainda existe muito preconceito por parte das pessoas\u201d.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"2560\" height=\"1440\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/assecrejo-5-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14222\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/assecrejo-5-scaled.jpg 2560w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/assecrejo-5-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/assecrejo-5-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption>Para Primo a educa\u00e7\u00e3o ambiental precisa ser cont\u00ednua. Foto: B\u00e1rbara Siementkowski \/ Assecrejo.\n<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Atualmente s\u00e3o coletadas cerca de 90 toneladas de material recicl\u00e1vel pela Assecrejo, mas Primo entende que este n\u00famero poderia ser maior. Para ele, falta educa\u00e7\u00e3o ambiental para a popula\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><strong><em>\u201cA educa\u00e7\u00e3o ambiental tem que ser cont\u00ednua, para voc\u00ea ter uma no\u00e7\u00e3o hoje aqui a gente recebe cachorro morto, teste de covid, absorvente, papel higi\u00eanico e muitas vezes recebemos grandes quantidades desses materiais, vindo at\u00e9 mesmo de \u2018pessoas jur\u00eddicas\u2019\u201d.<\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Segundo dados da Ambiental, aproximadamente 20% do que \u00e9 encaminhado para as cooperativas \u00e9 descartado por serem materiais n\u00e3o poss\u00edveis de serem reciclados ou que v\u00e3o de forma que impede a reciclagem, como, por exemplo, as embalagens de marmitas de isopor que chegam com restos de comida ou sujas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"2560\" height=\"1440\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/assecrejo-3-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14223\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/assecrejo-3-scaled.jpg 2560w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/assecrejo-3-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/assecrejo-3-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption>Ap\u00f3s o recebimento dos materiais trazidos pela Ambiental, inicia o processo de separa\u00e7\u00e3o. Foto: B\u00e1rbara Siementkowski \/ Assecrejo.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Desafios da gest\u00e3o de res\u00edduos em Joinville<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar dos impactos significativos da reciclagem no meio ambiente, este ainda \u00e9 um assunto que precisa ser mais discutido e estudado. A pr\u00f3pria Assecrejo realiza a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o ambiental atrav\u00e9s de uma pe\u00e7a de teatro, que j\u00e1 foi apresentada em institui\u00e7\u00f5es da cidade, como em escolas e tamb\u00e9m faculdades.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Joinville, a\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o promovidas pelo coletivo Lixo Zero Joinville, entre as mais marcantes est\u00e1 a Semana Lixo Zero.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o, que aconteceu em 2022, cerca de 120 a\u00e7\u00f5es foram realizadas por toda a cidade. Entre essas a\u00e7\u00f5es est\u00e3o atividades educativas em escolas, mutir\u00f5es de limpeza e recolhimento de materiais nas ruas, palestras e oficinas. Na ocasi\u00e3o, mais de 40 toneladas de res\u00edduos foram recolhidas das ruas e encaminhadas para os destinos corretos.<\/p>\n\n\n\n<p>Arthur Rancatti, cofundador do coletivo Joinville Lixo Zero e Embaixador Lixo Zero do Instituto Lixo&nbsp;Zero&nbsp;Brasil, conta que o coletivo surgiu em 2013, a partir da organiza\u00e7\u00e3o do 1\u00ba Congresso da Juventude Lixo Zero, um ano depois o Juventude Lixo Zero se tornou o Coletivo Lixo Zero.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDesde 2013 realizamos a\u00e7\u00f5es em prol da gest\u00e3o de res\u00edduos da cidade. S\u00f3 que naquela \u00e9poca o evento ainda era novo, o conceito Lixo Zero tamb\u00e9m era novo, ent\u00e3o n\u00e3o tinha uma capilaridade. Mas com o passar dos anos o evento foi criando um corpo t\u00e3o grande que as a\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a partir da pr\u00f3pria comunidade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;Ainda assim, Arthur entende que existem muitos desafios na gest\u00e3o de res\u00edduos em Joinville. Para ele, Joinville tem pouco investimento na educa\u00e7\u00e3o ambiental. Al\u00e9m disso, falta estrutura para as cooperativas e tamb\u00e9m falta a popula\u00e7\u00e3o entender que ela precisa fazer a separa\u00e7\u00e3o dos materiais para a coleta seletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor exemplo, hoje Joinville est\u00e1 investindo milh\u00f5es de reais em uma unidade de recupera\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica para tratar res\u00edduo n\u00e3o recicl\u00e1vel. Em contrapartida, na reciclagem, compostagem ou educa\u00e7\u00e3o ambiental n\u00e3o temos o mesmo montante de investimento, ent\u00e3o estamos sempre tratando o problema e nunca a causa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Arthur analisa que ao inv\u00e9s de investir em uma unidade de recupera\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica para tratar o que est\u00e1 sendo mandado para o aterro, este dinheiro poderia ser investido em a\u00e7\u00f5es que incentivam o destino correto dos materiais, como a reciclagem e a compostagem. Al\u00e9m de que, segundo ele, metade do res\u00edduo n\u00e3o recicl\u00e1vel \u00e9 org\u00e2nico, ou seja, \u00e9 \u00e1gua e n\u00e3o vira energia e a outra metade s\u00e3o os recicl\u00e1veis que deveriam ir para as cooperativas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA usina incinera os res\u00edduos e n\u00f3s do coletivo Lixo Zero somos contra qualquer tipo de queima de res\u00edduo. Al\u00e9m de ser uma tecnologia obsoleta, ela deseduca a popula\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que n\u00e3o traz a mensagem da separa\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos e \u00e9 um investimento muito alto que poderia estar indo para a\u00e7\u00f5es de compostagem e cooperativas de reciclagem.\u201d, afirma Arthur.<\/p>\n\n\n\n<p>O conceito lixo zero parte da n\u00e3o gera\u00e7\u00e3o, portanto se n\u00e3o h\u00e1 gera\u00e7\u00e3o de lixo n\u00e3o h\u00e1 o que queimar. Agora, quando h\u00e1 gera\u00e7\u00e3o, que seja encaminhado para reciclagem ou compostagem.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cRes\u00edduo s\u00f3lido sempre foi empurrado com a barriga em nosso pa\u00eds e Joinville \u00e9 uma cidade cheia de tecnologia, industrial e n\u00e3o consegue chegar a 10% de reciclagem, por qu\u00ea? Porque n\u00e3o tem investimento concreto na \u00e1rea.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quais os dilemas e limita\u00e7\u00f5es da Educa\u00e7\u00e3o Ambiental?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em um artigo intitulado \u201cQual educa\u00e7\u00e3o ambiental? Elementos para um debate sobre educa\u00e7\u00e3o ambiental e extens\u00e3o rural\u201d, a psic\u00f3loga e doutora em educa\u00e7\u00e3o, Isabel Cristina de Moura Carvalho, explica que \u00e9 complexo falar sobre educa\u00e7\u00e3o ambiental e nos mostra duas vertentes dela: a educa\u00e7\u00e3o ambiental comportamental e a educa\u00e7\u00e3o ambiental popular.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira tem como perspectiva a educa\u00e7\u00e3o como um agente difusor de conhecimentos a respeito do meio ambiente e como forma de mudar h\u00e1bitos e comportamentos. A educa\u00e7\u00e3o ambiental comportamental tamb\u00e9m v\u00ea nas crian\u00e7as o principal p\u00fablico dessas a\u00e7\u00f5es, uma vez que, por estarem em processo de desenvolvimento, sup\u00f5e-se que a consci\u00eancia ambiental por ser melhor internalizada do que aqueles grupos que j\u00e1 t\u00eam comportamentos formados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a educa\u00e7\u00e3o ambiental popular v\u00ea que o processo de educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionado com a forma\u00e7\u00e3o de sujeitos pol\u00edticos, que veem a sociedade com um olhar cr\u00edtico. Segundo a pesquisadora, mais do que o foco no comportamento, a educa\u00e7\u00e3o ambiental popular entende que a rela\u00e7\u00e3o do ser humano com o meio ambiente est\u00e1 dentro de um contexto social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as limita\u00e7\u00f5es da educa\u00e7\u00e3o ambiental, a pesquisadora discute que novos comportamentos n\u00e3o necessariamente induzem uma transforma\u00e7\u00e3o significativa. \u201cUma pessoa pode aprender a valorizar um ambiente saud\u00e1vel e n\u00e3o polu\u00eddo, ter comportamentos tais como n\u00e3o sujar as ruas e participar dos mutir\u00f5es de limpeza do seu bairro. Essa mesma pessoa, no entanto, pode considerar adequada a pol\u00edtica de produ\u00e7\u00e3o e transfer\u00eancia de lixo t\u00f3xico para outra regi\u00e3o. Numa perspectiva individualista, isto preserva seu meio ambiente imediato, a despeito do preju\u00edzo que possa ter, por exemplo, para outras popula\u00e7\u00f5es afetadas por estes res\u00edduos t\u00f3xicos.\u201d escreve Carvalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, tamb\u00e9m se discute sobre t\u00eanue linha entre educa\u00e7\u00e3o ambiental, empoderamento e responsabiliza\u00e7\u00e3o. <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=JbjlyC_r0Nw&amp;t=324s&amp;ab_channel=BBCNewsBrasil\">O document\u00e1rio produzido pela BBC, intitulado \u201cWhy Plastic?\u201d<\/a> questiona a responsabiliza\u00e7\u00e3o de grandes empresas na gera\u00e7\u00e3o do lixo e explica o termo \u201cGreenwashing\u201d, que \u00e9 o nome dado para empresas que se apropriam de causas ambientais apenas como artif\u00edcio de marketing.<\/p>\n\n\n\n<p>Arthur entende como uma responsabilidade coletiva, do consumidor, do comerciante e do fabricante. \u201cEu penso que a responsabilidade \u00e9 dos tr\u00eas, por exemplo, uma garrafa PET, eu teria que devolver onde comprei e o comerciante deveria devolver para o fabricante. Mas tamb\u00e9m temos a coleta seletiva, que entrega os materiais para as cooperativas, ent\u00e3o nada mais justo que esses fabricantes investirem nas cooperativas. Inclusive, a pol\u00edtica nacional dos res\u00edduos s\u00f3lidos fala sobre a responsabilidade compartilhada.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados revelam desafios sobre a gest\u00e3o de res\u00edduos e a educa\u00e7\u00e3o ambiental na cidade Por: B\u00e1rbara Siementkowski Costuma-se dizer que buscar uma sociedade sustent\u00e1vel \u00e9 papel de todos. Por\u00e9m, o que \u00e9 necess\u00e1rio para que essa busca seja efetiva? Em Joinville, a\u00e7\u00f5es s\u00e3o realizadas, como a coleta seletiva, trabalho de cooperativas, a\u00e7\u00f5es educacionais e eventos. 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