{"id":14334,"date":"2023-05-18T16:42:04","date_gmt":"2023-05-18T19:42:04","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=14334"},"modified":"2023-05-18T17:53:19","modified_gmt":"2023-05-18T20:53:19","slug":"desafios-da-primeira-amamentacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2023\/05\/18\/desafios-da-primeira-amamentacao\/","title":{"rendered":"Desafios da primeira amamenta\u00e7\u00e3o\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p>M\u00e3es de primeira viagem relatam as dificuldades e a import\u00e2ncia da amamenta\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Por: Beatriz da Silva de Sa Dias<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A maternidade real pode ser bem mais desafiadora do que parece. E amamentar talvez seja uma das principais manifesta\u00e7\u00f5es da persist\u00eancia, da paci\u00eancia e da doa\u00e7\u00e3o que o processo de cuidar de outro ser humano exige.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A rotina de uma m\u00e3e de primeira viagem nem sempre \u00e9 f\u00e1cil e quando se d\u00e1 dentro de uma Unidade de Cuidados Intermedi\u00e1rios Neonatal (UCI-Neo), pode se tornar ainda mais dolorosa. Assim foi a situa\u00e7\u00e3o do casal, Ana Francisca, de 25 anos, e Felipe Martins, de 27, moradores do bairro Paranaguamirim, regi\u00e3o sul de Joinville.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Gr\u00e1vida de 30 semanas e diagnosticada com pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia e diabetes gestacional, Ana Francisca foi encaminhada para a Maternidade Darcy Vargas, para garantir o atendimento necess\u00e1rio durante o parto. Al\u00e9m do nascimento prematuro realizado no dia 05 de fevereiro de 2023, o casal ainda precisou lidar com a tristeza de ver sua primeira filha, Anna Luiza, t\u00e3o fr\u00e1gil em uma situa\u00e7\u00e3o complexa, com sondas e acessos venosos em um corpo pequeno, durante os 27 dias em que esteve internada na UCI neonatal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esta unidade de interna\u00e7\u00e3o \u00e9 destinada a pacientes potencialmente cr\u00edticos, que requerem aten\u00e7\u00e3o de enfermagem cont\u00ednua, com recursos humanos especializados, materiais espec\u00edficos e outras tecnologias destinadas ao diagn\u00f3stico e terapia.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de jovem, Ana Francisca teve uma gesta\u00e7\u00e3o turbulenta e precisou ser assistida por diversos profissionais durante toda a gesta\u00e7\u00e3o. Outro problema que atingiu Ana, foi a defici\u00eancia nutricional. Foi necess\u00e1rio adicionar suplementa\u00e7\u00e3o de c\u00e1lcio e ferro para levar a gesta\u00e7\u00e3o at\u00e9 o m\u00e1ximo poss\u00edvel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando minha filha saiu da dieta zero e recebeu leite humano doado, percebi que aquele alimento foi fundamental para ela combater a infec\u00e7\u00e3o, terminar os antibi\u00f3ticos e crescer de forma saud\u00e1vel. O poder que o leite materno tem realmente protege o beb\u00ea de muitas coisas e faz com que ele se desenvolva\u201d, ressalta a m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p>Assistida pela equipe de Banco de Leite da Maternidade Darcy Vargas (MDV), Ana garante que o processo de amamenta\u00e7\u00e3o exclusiva da nova integrante da fam\u00edlia foi fundamental para que Anna Luiza se desenvolvesse mais r\u00e1pido e com melhor qualidade de vida. Ela conta ainda que n\u00e3o sabia o qu\u00e3o importante era esse processo de amamenta\u00e7\u00e3o e de como o leite materno era essencial para que o beb\u00ea crescesse de forma saud\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEra uma vontade minha mesmo, eu amamentando minha pr\u00f3pria filha de forma natural, sem precisar do banco de leite (&#8230;) Acho que a partir do momento que eu conseguir amamentar, a primeira mamada dela, eu j\u00e1 fiquei satisfeita.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os desafios da <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/fantastico\/noticia\/2023\/03\/08\/amamentacao-a-importancia-da-informacao-e-da-rede-de-apoio.ghtml\">amamenta\u00e7\u00e3o<\/a> s\u00e3o in\u00fameros, ainda mais para as m\u00e3es de primeira viagem que carregam uma bagagem emocional a mais para lidar com a nova rotina. \u201cA minha gesta\u00e7\u00e3o foi dif\u00edcil, tive muitos problemas e tamb\u00e9m pouca informa\u00e7\u00e3o de como seria depois que o beb\u00ea nascesse, essas tarefas eu tive que aprender de formas mais cuidadosas, mas que me ajudaram muito, e fica de aprendizado caso eu tenha um segundo filho,\u201d conclui Ana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"759\" height=\"881\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Ana-Francisca-e-Anna-Luiza.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-14335\"\/><figcaption>Ana Francisca e a pequena Anna Luiza, ainda no hospital. Cr\u00e9dito: Arquivo pessoal.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cA relev\u00e2ncia do aleitamento \u00e9 ineg\u00e1vel, principalmente porque, at\u00e9 os seis primeiros meses de vida, o leite materno \u00e9 o \u00fanico alimento que supre as necessidades do beb\u00ea\u201d, explica a pediatra Maria Beatriz do Nascimento, respons\u00e1vel pelo Banco de Leite, da MDV.<\/p>\n\n\n\n<p>O setor em Joinville \u00e9 refer\u00eancia estadual para o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e Funda\u00e7\u00e3o Fio Cruz. \u201cA prioridade da amamenta\u00e7\u00e3o com o leite doado \u00e9 sempre para beb\u00eas prematuros e internados na UTI Neo Natal\u201d, conta a m\u00e9dica Beatriz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A tal da pega correta<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Quando Rael, 1 ano, nasceu, a auxiliar administrativa Rafaela Bentivoglio, 30 anos, n\u00e3o tinha nenhum grande preparo para amamentar. Ela passou por uma gesta\u00e7\u00e3o de risco e, nos \u00faltimos tr\u00eas meses, quando contava que estaria se organizando melhor para a chegada do filho, com cursos e palestras, teve que ficar de repouso. Ainda na maternidade, ela percebeu que amamentar n\u00e3o seria assim t\u00e3o simples.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNos sent\u00edamos pressionados pela equipe do hospital. Eles falavam que se o beb\u00ea n\u00e3o mamasse de tr\u00eas em tr\u00eas horas precisaria ir para a UTI. Ent\u00e3o fic\u00e1vamos na pilha de acord\u00e1-lo\u201d, lembra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a dor do corte da ces\u00e1rea, Rafaela n\u00e3o conseguia se sentar direito, o que atrapalhou tanto o posicionamento do beb\u00ea quanto a pega. Para piorar, as informa\u00e7\u00f5es vindas dos enfermeiros eram confusas. Um falava que a pega estava certa &#8211; mesmo com a rec\u00e9m-m\u00e3e sentindo dor. Outro que era melhor usar um bico artificial para ajudar. A falta de informa\u00e7\u00f5es vindas dos pr\u00f3prios profissionais deixavam Rafaela ainda mais preocupada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 amamenta\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu n\u00e3o sabia que tinha uma \u2018pega\u2019 correta da beb\u00ea. A falta de informa\u00e7\u00e3o trouxe feridas no meu seio\u201d, desabafa a lactante, que passou a extrair o leite para oferecer ao filho por conta das fortes dores. Rafaela saiu do hospital amamentando, mas, ao longo do tempo, o seio foi ficando machucado, porque a pega n\u00e3o estava correta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cLembro que eu chorava para amamentar. Foi formando uma casquinha de sangue no seio, foi muito ruim\u201d. Ela recorreu a uma consultora de amamenta\u00e7\u00e3o, que fez toda a diferen\u00e7a no processo. A consultora ajudou Rael a fazer a pega correta, e ensinou a passar o pr\u00f3prio leite em todo o mamilo para ajudar. Da\u00ed para frente tudo aconteceu com tranquilidade e a amamenta\u00e7\u00e3o passou a ser boa &#8211; para a m\u00e3e e para o beb\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"841\" height=\"550\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Rafaela-e-Rael.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-14336\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Rafaela-e-Rael.png 841w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Rafaela-e-Rael-350x230.png 350w\" sizes=\"(max-width: 841px) 100vw, 841px\" \/><figcaption>Rafaela amamentando Rael na maternidade. Cr\u00e9dito: Arquivo pessoal.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Aline Ferraz, 33 anos, tamb\u00e9m compartilha experi\u00eancias traum\u00e1ticas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 amamenta\u00e7\u00e3o. Quando sua filha Alice nasceu, ela n\u00e3o tinha informa\u00e7\u00f5es sobre esse momento da maternidade. \u201cA cria\u00e7\u00e3o n\u00e3o vem com manual de instru\u00e7\u00f5es, principalmente de amamenta\u00e7\u00e3o. E, na primeira noite depois do parto, eu tive uma madrugada do terror\u201d, lembra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s quase 24 horas sem conseguir amamentar sua filha, Aline esperava que \u201cum anjo entrasse no quarto\u201d para ajud\u00e1-la. Ent\u00e3o, na troca de turnos, ela pediu ajuda a uma enfermeira que, atenciosamente, ensinou a forma certa de amamentar. \u201cEla veio, colocou a Alice no meu colo, apoiou a cabecinha dela e direcionou a boca no meu peito. Conseguimos vir para casa com ela mamando\u201d, conta.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A dor, apesar de ser comum, n\u00e3o \u00e9 normal, por isso \u00e9 importante buscar acompanhamento m\u00e9dico e psicol\u00f3gico ao enfrentar dificuldades. \u201cAmamentar n\u00e3o tem que doer, se est\u00e1 doendo ou desconfort\u00e1vel, \u00e9 porque provavelmente tem alguma coisa errada. A posi\u00e7\u00e3o ou pega inadequada ou at\u00e9 mesmo a presen\u00e7a de algum fator externo\u201d, aponta Fernanda Gaspar, enfermeira especialista em aleitamento materno.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1022\" height=\"592\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/A-pega.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-14337\"\/><figcaption>Cr\u00e9dito: Hospital Israelita Albert Einstein.<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A imagem lista sete pontos importantes que podem ser observados para garantir que o beb\u00ea tenha uma amamenta\u00e7\u00e3o eficaz. Caso a pega seja ineficaz, a m\u00e3o pode ser predisposta a diversas intercorr\u00eancias mam\u00e1rias, desconforto, al\u00e9m de diminuir a produ\u00e7\u00e3o l\u00e1ctea e isso ter reflexo no desenvolvimento pondero-estatural do beb\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O excesso de leite<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Em sua primeira gesta\u00e7\u00e3o, no nascimento de Afonso, 3 anos, a professora Cecilia Bianchi, 39 anos, n\u00e3o teve uma experi\u00eancia exatamente f\u00e1cil com a amamenta\u00e7\u00e3o. Ela sempre teve muito leite. Muito, muito leite. Parece o desejo de toda m\u00e3e, certo? Mas isso gerou um desconforto tremendo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os seios estavam sempre vazando e doloridos por conta do peso, sem falar que precisavam ser massageados constantemente para n\u00e3o empedrar. Cec\u00edlia n\u00e3o tinha nem a pr\u00e1tica nem a informa\u00e7\u00e3o para isso. Viu os bicos ficarem bem machucados e os epis\u00f3dios de mastite foram constantes. Nada para recordar com muita alegria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDepois dessa primeira experi\u00eancia, passei a recomendar a todas as minhas amigas gr\u00e1vidas, que se informassem o quanto antes sobre amamenta\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m sobre a import\u00e2ncia do leite materno nos primeiros meses. E, quando engravidei do meu segundo filho, Adolfo, 1 ano, senti como se estivesse me tornando uma <em>expert<\/em> em perrengues sobre amamenta\u00e7\u00e3o\u201d, relembra Cec\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"847\" height=\"454\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Cecilia-e-Adolfo.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-14338\"\/><figcaption>Cec\u00edlia amamentando o pequeno Adolfo. Cr\u00e9dito: Arquivo pessoal.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>A import\u00e2ncia do Aleitamento materno<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em um cen\u00e1rio atual de inseguran\u00e7a alimentar, a <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/brasil\/2022\/08\/5033062-especialistas-reforcam-importancia-do-leite-materno-no-desenvolvimento-do-bebe.html\">amamenta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma garantia de alimenta\u00e7\u00e3o segura e adequada<\/a> para milhares de crian\u00e7as no Brasil e no mundo. O aleitamento materno \u00e9 uma fonte de alimento segura, apropriada, barata, eficaz e econ\u00f4mica de alimenta\u00e7\u00e3o. A amamenta\u00e7\u00e3o est\u00e1 vinculada \u00e0 boa nutri\u00e7\u00e3o, \u00e0 seguran\u00e7a alimentar e \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de desigualdades.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"925\" height=\"688\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Amamentacao.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-14339\"\/><figcaption>Cr\u00e9dito: Hospital Israelita Albert Einstein.<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Para a nutricionista Lais Sampaio, 26 anos, o <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mg\/vales-mg\/noticia\/2022\/07\/31\/agosto-dourado-semana-de-amamentacao-lembra-a-importancia-do-aleitamento-materno.ghtml\">aleitamento materno<\/a> \u00e9 uma pr\u00e1tica fundamental para o desenvolvimento da crian\u00e7a. Ele envolve muito mais do que apenas o ato de nutrir, envolve uma grande intera\u00e7\u00e3o entre m\u00e3e e filho com repercuss\u00f5es importantes sobre o desenvolvimento cognitivo, estado nutricional e emocional da crian\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A nutricionista explica que o aleitamento materno deve come\u00e7ar a ser tratado ainda na gravidez. &#8220;Nessa fase, nos preocupamos muito com o parto e esquecemos que logo em seguida vem a amamenta\u00e7\u00e3o. \u00c9 muito comum uma mulher que est\u00e1 amamentando dizer que n\u00e3o sabia que era t\u00e3o dif\u00edcil&#8221;, comenta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme explica Lais, amamentar n\u00e3o deve ser dolorido. &#8220;Isso n\u00e3o pode acontecer&#8221;, aponta a nutricionista, ao lembrar que a dor \u00e9 um dos principais motivos que levam \u00e0 desist\u00eancia do aleitamento materno. &#8220;A qualquer sinal de dor ou desconforto ao amamentar, busque ajuda de um profissional de sa\u00fade, aquele que acredita na amamenta\u00e7\u00e3o e que sabe manejar o aleitamento materno&#8221;, diz a nutricionista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Cada vez mais aparecem estudos mostrando os benef\u00edcios do leite materno com a amamenta\u00e7\u00e3o prolongada e seu impacto ao longo da vida. Quanto mais a crian\u00e7a mama, mais benef\u00edcios ela ter\u00e1 em sua sa\u00fade a curto, m\u00e9dio e longo prazo&#8221;, destaca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses ajuda a prevenir a fome, a desnutri\u00e7\u00e3o e a obesidade ao garantir todos os nutrientes e calorias necess\u00e1rias para o crescimento e desenvolvimento do beb\u00ea. No Brasil, al\u00e9m da exclusividade no primeiro semestre de vida, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade recomenda a amamenta\u00e7\u00e3o at\u00e9 os dois anos de idade ou mais, pois ela \u00e9 respons\u00e1vel por passar os nutrientes e anticorpos para a crian\u00e7a, protegendo contra infec\u00e7\u00f5es enquanto o sistema imunol\u00f3gico se desenvolve.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e3es de primeira viagem relatam as dificuldades e a import\u00e2ncia da amamenta\u00e7\u00e3o Por: Beatriz da Silva de Sa Dias A maternidade real pode ser bem mais desafiadora do que parece. 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