{"id":14364,"date":"2023-06-19T16:18:51","date_gmt":"2023-06-19T19:18:51","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=14364"},"modified":"2023-06-26T14:57:50","modified_gmt":"2023-06-26T17:57:50","slug":"imigrantes-haitianos-e-venezuelanos-extensao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2023\/06\/19\/imigrantes-haitianos-e-venezuelanos-extensao\/","title":{"rendered":"Imigrantes haitianos e venezuelanos participam de atividade de extens\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma tarde para compartilhar culturas diferentes. Assim foi o s\u00e1bado (17\/6), na Associa\u00e7\u00e3o de Moradores da Entrada dos Espinheiros (AMESP). Imigrantes venezuelanos e haitianos reuniram-se para compartilhar seus costumes e suas hist\u00f3rias com estudantes de Jornalismo e de Psicologia da Faculdade Ielusc, al\u00e9m de outras pessoas da comunidade. Pratos t\u00edpicos, m\u00fasica, brincadeiras e at\u00e9 sess\u00e3o de fotografias integraram a programa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na cozinha, os preparativos come\u00e7aram logo cedo. Enquanto um grupo de imigrantes venezuelanas preparavam as \u201carepas\u201d, as haitianas trabalhavam na elabora\u00e7\u00e3o do \u201cfritay\u201d, pratos t\u00edpicos de seus pa\u00edses de origem. Com ajuda de uma confeiteira, dois bolos tamb\u00e9m foram preparados. A cobertura trouxe as bandeiras do Haiti e da Venezuela. \u201c\u00c9 a primeira vez que haitianos e venezuelanos aqui do bairro realizam uma atividade assim, em conjunto\u201d, contou a l\u00edder comunit\u00e1ria Nazarita da Rosa.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia de promover um interc\u00e2mbio cultural e proporcionar a integra\u00e7\u00e3o entre brasileiros e imigrantes partiu de uma a\u00e7\u00e3o de extens\u00e3o de alguns professores de Jornalismo da Faculdade Ielusc. \u201cConvidamos os acad\u00eamicos de Psicologia para se juntarem a n\u00f3s e eles prontamente aceitaram\u201d, conta o professor Nasser Barbosa. A comunidade acad\u00eamica tamb\u00e9m realizou uma campanha para arrecadar alimentos e agasalhos para auxiliar as fam\u00edlias de imigrantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme dados divulgados em maio pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para as Migra\u00e7\u00f5es das Na\u00e7\u00f5es Unidas, 1.244 imigrantes venezuelanos moram em Joinville. \u00c9 o segundo maior contingente do Estado, atr\u00e1s apenas de Chapec\u00f3, com 2.614. O Sistema de Registro Nacional Migrat\u00f3rio (Sismigra) apontava, em mar\u00e7o de 2021, a presen\u00e7a de 3.500 haitianos em Joinville.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1080\" height=\"710\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-19-at-16.42.11-1-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14376\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-19-at-16.42.11-1-1.jpeg 1080w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-19-at-16.42.11-1-1-850x560.jpeg 850w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-19-at-16.42.11-1-1-350x230.jpeg 350w\" sizes=\"(max-width: 1080px) 100vw, 1080px\" \/><figcaption><em>Fonte: fotos realizadas pelos alunos da 1\u00ba fase de Jornalismo.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Idioma, saudade e preconceito s\u00e3o principais dificuldades<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo sonho une haitianos e venezuelanos: ter uma vida melhor, com empregos que garantam condi\u00e7\u00f5es dignas de moradia, alimenta\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o. Aprender a l\u00edngua portuguesa est\u00e1 entre as principais dificuldades apontadas pelos imigrantes. Mario Hurtado est\u00e1 no 7\u00ba ano do ensino fundamental e tem outros colegas venezuelanos na sua escola. \u201cA escrita do portugu\u00eas \u00e9 muito dif\u00edcil, mas eu at\u00e9 me conformo porque meus colegas brasileiros tamb\u00e9m tiram nota baixa na mat\u00e9ria de L\u00edngua Portuguesa\u201d, afirma. Mario vive h\u00e1 sete anos em Joinville e gosta do Brasil. \u201cSinto falta de beber Malta\u201d, diz ele sobre um refrigerante venezuelano que n\u00e3o encontra nos mercados locais.<\/p>\n\n\n\n<p>A haitiana Brodjina Tran, 15 anos, chegou a Joinville h\u00e1 apenas quatro meses. Ela e a irm\u00e3, tamb\u00e9m adolescente, j\u00e1 falam um pouco de portugu\u00eas porque familiares que vieram antes iam ensinando nas conversas pela internet. \u201c\u00c9 dif\u00edcil, mas acho que vou aprender logo. Algumas coisas s\u00e3o parecidas com franc\u00eas\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Solidad Desvarennes, 37, fala alto em crioulo, seu idioma de origem, d\u00e1 gargalhadas e se mostra uma pessoa bem descontra\u00edda. Seu jeito muda completamente quando precisa se comunicar em portugu\u00eas. Mesmo morando h\u00e1 seis anos em Joinville, ainda se sente insegura quando precisa falar a l\u00edngua dos brasileiros. No Haiti, ela trabalhava em um sal\u00e3o de beleza. \u201cAqui eu trabalho de ajudante de cozinha e na limpeza\u201d, conta. Marie Rosemine, que tem 44 anos, mas apar\u00eancia de 25, tamb\u00e9m precisou mudar de profiss\u00e3o para se adaptar ao novo pa\u00eds. \u201cEu era cozinheira l\u00e1, mas aqui trabalho na limpeza.\u201d Para ela, a saudade dos parentes que ficaram em solo haitiano \u00e9 a parte mais dif\u00edcil. Marie precisou ficar dois anos longe do marido, que veio antes para o Brasil. \u201cFoi muito dif\u00edcil, mas agora estamos juntos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A luta para reunir os filhos \u00e9 angustiante. Vedete Similien, 37, deixou o filho de 15 anos na Rep\u00fablica Dominicana. O outro, de 11 anos, est\u00e1 com ela em Joinville. \u201cO mais velho n\u00e3o quer vir para Brasil\u201d, lamenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os haitianos \u00e9 comum ouvir hist\u00f3rias de pessoas que possuem forma\u00e7\u00e3o superior, mas, no Brasil, precisam trabalhar em servi\u00e7os bra\u00e7ais, sobretudo na limpeza ou em f\u00e1bricas. Por outro lado, ver venezuelanos trabalhando no com\u00e9rcio \u00e9 mais recorrente. \u201cIsso pode ser reflexo tanto da barreira lingu\u00edstica quanto do racismo que, infelizmente, ainda se faz presente na sociedade\u201d, analisa a professora Mar\u00edlia Moraes, coordenadora do curso de Jornalismo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Saiba mais sobre Arepas e Fritay<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1080\" height=\"718\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-19-at-16.42.11-3.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14377\"\/><figcaption><em>Fonte: fotos realizadas pelos alunos da 1\u00ba fase de Jornalismo.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A estrela do Fritay \u00e9 a banana da terra, que precisa estar verde. A fruta \u00e9 frita em \u00f3leo bem quente. Depois, a banana \u00e9 amassada, passa por uma mistura de \u00e1gua e sal e volta a ser frita. Serve-se com uma salada de repolho, cenoura e piment\u00e3o, temperada com vinagrete. Pode ser acompanhada de carne de frango frita ou tamb\u00e9m de carne bovina.<\/p>\n\n\n\n<p>As arepas s\u00e3o um tipo de p\u00e3o feito com farinha de milho branco (harina pan). A venezuelana Adriana Ortuno conta que o pacote de um quilo da farinha custa, em m\u00e9dia, 25 reais em Joinville. \u201c\u00c9 caro, por isso l\u00e1 em casa eu mesclo com floc\u00e3o de milho para render mais\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Adriana mistura a farinha com \u00e1gua morna, uma pitada de sal e uma pitada de a\u00e7\u00facar (a propor\u00e7\u00e3o de uma x\u00edcara de farinha para uma de \u00e1gua rende 3 por\u00e7\u00f5es). Junta-se a \u00e1gua aos poucos at\u00e9 que se obtenha uma massa homog\u00eanea. A partir de uma bolinha de massa, ela vai moldando nas m\u00e3os at\u00e9 ficar uma pe\u00e7a achatada e circular com espessura de, aproximadamente, um a dois cent\u00edmetros. As arepas podem ser assadas no forno ou numa frigideira\/disco sobre a chama do fog\u00e3o. Depois de prontas, s\u00e3o cortadas ao meio e recheadas com o que sua imagina\u00e7\u00e3o culin\u00e1ria mandar.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o interc\u00e2mbio cultural, as venezuelanas optaram por um recheio feito com carne bovina desfiada e refogada com bastante tempero, banana frita (tipo chips) e uma colher de abacate. Tamb\u00e9m fizeram guacamole e \u201csalsa de alho\u201d como molhos para o acompanhamento.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma tarde para compartilhar culturas diferentes. Assim foi o s\u00e1bado (17\/6), na Associa\u00e7\u00e3o de Moradores da Entrada dos Espinheiros (AMESP). Imigrantes venezuelanos e haitianos reuniram-se para compartilhar seus costumes e suas hist\u00f3rias com estudantes de Jornalismo e de Psicologia da Faculdade Ielusc, al\u00e9m de outras pessoas da comunidade. 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