{"id":14379,"date":"2023-06-26T14:53:44","date_gmt":"2023-06-26T17:53:44","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=14379"},"modified":"2023-06-26T15:08:08","modified_gmt":"2023-06-26T18:08:08","slug":"o-corpo-negro-e-os-estereotipos-no-bale-classico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2023\/06\/26\/o-corpo-negro-e-os-estereotipos-no-bale-classico\/","title":{"rendered":"O corpo negro e os estere\u00f3tipos no bal\u00e9 cl\u00e1ssico"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Por: Ana Pinto e Hayana Ribas<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Racismo, palavra de sete letras que tem sua origem etnogr\u00e1fica derivada da jun\u00e7\u00e3o da palavra &#8220;ra\u00e7a&#8221;, derivada do italiano &#8220;razza&#8221;, e do sufixo -ismo. De acordo com o dicion\u00e1rio de portugu\u00eas, \u201cpreconceito e discrimina\u00e7\u00e3o direcionados a algu\u00e9m tendo em conta sua origem \u00e9tnico-racial, geralmente se refere \u00e0 ideologia de que existe uma ra\u00e7a melhor que outra\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A palavra j\u00e1 deveria estar em desuso h\u00e1 muito tempo. Cidad\u00e3os negros n\u00e3o deveriam ter que lutar dia ap\u00f3s dia por respeito. Em mar\u00e7o de 1960, na \u00c1frica do Sul, 20 mil negros protestavam contra uma lei que n\u00e3o permitia que eles circulassem em todos os lugares. A manifesta\u00e7\u00e3o era pac\u00edfica, at\u00e9 que tropas do Ex\u00e9rcito come\u00e7aram a disparar contra a multid\u00e3o. Ao todo, 69 pessoas morreram e outras 186 ficaram feridas. Em mem\u00f3ria ao massacre, que ficou conhecido como Shaperville, a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) instituiu o dia 21 de mar\u00e7o como o Dia Internacional pela Elimina\u00e7\u00e3o da Discrimina\u00e7\u00e3o Racial.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, as coisas demoraram um pouco mais para acontecer. S\u00f3 em 1888&nbsp; a princesa Isabel assinou a lei \u00c1urea que acabou com a escravid\u00e3o no pa\u00eds. Na \u00e9poca, s\u00f3 a partir do decreto \u00e9 que pessoas escravizadas puderam ser libertos e livres. Por\u00e9m, ser\u00e1 que eles foram livres mesmo?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio dos Estados Unidos, ou da \u00c1frica do Sul, no Brasil, nunca houve leis e medidas implementadas com o objetivo de acabar com a segrega\u00e7\u00e3o. Isso fez com que tiv\u00e9ssemos a falsa ideia de democracia racial, quando, na verdade, mecanismos foram criados durante e depois do per\u00edodo da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura para manter privil\u00e9gios e refor\u00e7ar a desigualdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Se de um lado pessoas negras lutam todos os dias por igualdade, do outro notamos o conforto e o privil\u00e9gio de pessoas brancas. Quando analisamos o acesso de negros a direitos b\u00e1sicos, como cultura e arte, presenciamos cada vez mais a falta desses direitos e a luta evidenciada dessa parte da popula\u00e7\u00e3o. Que, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica) de 2022, representa 56% da popula\u00e7\u00e3o do Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em Joinville, maior cidade do estado de Santa Catarina, tamb\u00e9m conhecida como cidade da dan\u00e7a, a cultura e a arte s\u00e3o usadas frequentemente como cart\u00e3o postal do munic\u00edpio. Principalmente porque o munic\u00edpio abriga a sede brasileira da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, a maior escola de bal\u00e9 cl\u00e1ssico do mundo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-20-at-19.12.51-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14380\"\/><figcaption>Escola Teatro Bolshoi em Joinville. Cr\u00e9ditos: Ana Pinto.<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A escola foi fundada em janeiro de 1825 em Moscou na R\u00fassia, com o nome de &#8220;Grande Teatro Petrovski\u201d, quando o bal\u00e9 passava por um processo de desprendimento de suas origens francesas e passava a englobar outras culturas. Por\u00e9m, at\u00e9 a escola chegar em solo brasileiro, foram 170 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1996 a escola fez uma turn\u00ea no Brasil e Joinville foi inclu\u00edda na rota, coincidentemente na mesma \u00e9poca do Festival de Dan\u00e7a, que realizava sua d\u00e9cima quarta edi\u00e7\u00e3o. Os russos ficaram impressionados com a rever\u00eancia da cidade diante da arte, e a partir da\u00ed o diretor art\u00edstico da escola come\u00e7ou a esbo\u00e7ar o projeto de uma sede na cidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil foi fundada em 15 de mar\u00e7o de 2000 em Joinville. Desde ent\u00e3o, j\u00e1 formou centenas de alunos e ajudou a realizar o sonho e transformar a vida de diversos bailarinos, de todos os estados do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u201c<strong>Cidade da dan\u00e7a\u201d, mas ser\u00e1 para todos?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-20-at-19.12.50-2.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14381\"\/><figcaption>Bailarino Paulo Souza. Cr\u00e9ditos: Ana Pinto.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>&nbsp;Paulo Souza, 19 anos, bailarino negro natural de Guarulhos e morador da grande S\u00e3o Paulo, se mudou para Joinville quando tinha 11 anos. O rapaz passou nos testes e ganhou uma bolsa de estudos para cursar bal\u00e9 cl\u00e1ssico na renomada escola de dan\u00e7a, Escola do Teatro Bolshoi no Brasil. Joinville est\u00e1 localizada ao norte de Santa Catarina, e, segundo dados do IBGE de 2021, a cidade \u00e9 composta por 604.708 habitantes, com sua popula\u00e7\u00e3o predominantemente composta por pessoas brancas.<\/p>\n\n\n\n<p>Paulo afirma que foi muito bem acolhido pelo Bolshoi, e que se adaptou bem \u00e0 rotina de estudos da escola. Entretanto, quando questionado sobre como a cidade lhe recebeu e se j\u00e1 sofreu algum tipo de preconceito, a resposta infelizmente muda de contexto.\u201cAs coisas chatas que eu j\u00e1 recebi daqui foram a quest\u00e3o do racismo absurdamente forte e da homofobia. Quando mais novo j\u00e1 fui seguido pelos seguran\u00e7as de um supermercado por ser negro, al\u00e9m de uma vez j\u00e1 ouvir xingamentos e piadinhas por ser gay quando estava praticando exerc\u00edcios no mirante\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na quest\u00e3o da dan\u00e7a, Paulo reflete que ainda \u00e9 um mundo muito racista.&nbsp; \u201cPor exemplo, em alguns pa\u00edses como R\u00fassia e Alemanha as companhias n\u00e3o aceitam bailarinos negros. Existe uma obra chamada \u2018A filha do fara\u00f3\u2019, nela os personagens s\u00e3o pretos, mas na R\u00fassia eles pintam os bailarinos brancos de pretos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao ser questionado sobre como \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o dos bailarino negros com o Bolshoi de Joinville, e se a escola faz distin\u00e7\u00e3o de ra\u00e7a entre os alunos, a resposta foi clara: \u201cNo Bolshoi eu nunca senti nada em rela\u00e7\u00e3o ao racismo [&#8230;]. N\u00f3s estamos no Brasil, um pa\u00eds formado por pessoas de diferentes etnias e a escola respeita esta diversidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, segundo o bailarino,&nbsp; \u201c[&#8230;] o Bolshoi \u2018bate\u2019 bastante de frente com essa quest\u00e3o racial. Eles colocam gente preta em pap\u00e9is de protagonismo e destaque. Afinal, n\u00e3o faz o menor sentido voc\u00ea repetir uma coisa que acontece l\u00e1 (fora do Brasil) aqui\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Paulo tamb\u00e9m fala sobre a import\u00e2ncia da representatividade de bailarinos negros na dan\u00e7a e como isso pode impactar na luta contra o racismo. Para ele, mostrar que pessoas negras podem estar onde elas quiserem e mostrar que todo lugar pode ser delas, \u00e9 o mais importante. De acordo com o jovem, todo lugar que tenha um preto j\u00e1 \u00e9 uma forma de abrir caminho para outros e evidenciar cada vez mais a luta dessas pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s sempre somos jogados para as dan\u00e7as afros, pro samba, para dan\u00e7as mais sexualizadas. [&#8230;] Ok, a gente faz parte desses lugares, mas n\u00f3s tamb\u00e9m podemos estar no bal\u00e9 cl\u00e1ssico, na moda russa, na engenheira etc.\u201d, afirma Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados do IBGE 2020, Joinville \u00e9 a cidade com maior n\u00famero de cidad\u00e3os negros em Santa Catarina, 18% da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 negra. Acredita-se que essa comunidade se estabeleceu na cidade no s\u00e9culo XVIII, antes mesmo da chegada dos imigrantes europeus.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, pesquisas e estudos mostram que a partir da chegada dos imigrantes, o povoado negro perdeu seus bens, e passou a ser escravizado pelas pessoas brancas da \u00e9poca. O Cemit\u00e9rio do Imigrante, grande s\u00edmbolo cultural da cidade e primeiro cemit\u00e9rio constru\u00eddo em Joinville, apresenta na maioria de suas l\u00e1pides apenas nomes de indiv\u00edduos brancos, enquanto as l\u00e1pides destinadas ao sepultamento de escravos negros permanecem sem identifica\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O racismo acaba sendo um preconceito estrutural, j\u00e1 enraizado na cabe\u00e7a de diversas pessoas. \u00c9 dif\u00edcil de combater, pois ele \u00e9 transmitido de gera\u00e7\u00e3o para gera\u00e7\u00e3o. Por isso, cada vez mais, se torna necess\u00e1rio dar voz e lugar para as pessoas negras compartilharem sua luta di\u00e1ria, e, quem sabe um dia, acabar com esse preconceito que machuca tanto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"578\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-20-at-19.12.50-3.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14382\"\/><figcaption>Bailarino Paulo Souza. Cr\u00e9ditos: Ana Pinto.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pele preta, sapatilha rosa<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Tayssa Sousa, 17 anos, tamb\u00e9m bailarina negra, natural de Bel\u00e9m do Par\u00e1, se mudou para Joinville em 2017 ap\u00f3s ser aprovada na escola Bolshoi. Ela conta que sofreu com o racismo e xenofobia quando chegou no munic\u00edpio, \u201ca primeira vez que sofri racismo na vida foi em Joinville\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O mundo da dan\u00e7a, principalmente do bal\u00e9 cl\u00e1ssico, com origens europeias, continua sendo uma arte elitista, at\u00e9 mesmo no seu vesti\u00e1rio. \u201cMe sinto muito mais bonita e representada com meia cal\u00e7a e sapatilhas pintadas da minha cor, j\u00e1 que nas meninas brancas o rosa-claro mescla com suas peles\u201d, conta Tayssa sobre como se sente com as roupas oferecidas pela escola. Nesse caso, Tayssa conta que as meninas negras costumam pintar suas pr\u00f3prias sapatilhas com maquiagem para chegar perto de seu tom de pele.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1021\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-20-at-19.12.51.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14383\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-20-at-19.12.51.jpeg 1021w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-20-at-19.12.51-150x150.jpeg 150w\" sizes=\"(max-width: 1021px) 100vw, 1021px\" \/><figcaption>Bailarina Tayssa Sousa. Cr\u00e9ditos: arquivo pessoal.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>As sapatilhas de bal\u00e9 foram criadas em 1820 e eram originalmente brancas. Com o passar dos anos, elas foram sendo confeccionadas na cor rosa, para ficarem mais parecidas ao tom de pele das bailarinas europeias. Foram necess\u00e1rios quase 200 anos para que apenas em 2017 a primeira sapatilha que combinasse com a pele negra fosse lan\u00e7ada e produzida em grande escala pela marca norte-americana, Gaynor Minden.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui no Brasil, este movimento chegou apenas em 2020, com a bailarina e ativista&nbsp; precursora, Ingrid Silva. A bailarina, nascida em 1988, na zona norte do Rio de Janeiro, teve seu primeiro contato oficial com o bal\u00e9 aos oito anos de idade. Aos 17, j\u00e1 estagiava na escola de dan\u00e7a Grupo Corpo e come\u00e7ava a ganhar destaque com seu talento.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, Ingrid \u00e9 cofundadora da plataforma EmpowHerNY que, desde 2018, conecta diferentes mulheres para que troquem&nbsp; experi\u00eancias, fa\u00e7am descobertas, contem suas hist\u00f3rias, inventem e se reinventem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"819\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/WhatsApp-Image-2023-06-20-at-19.12.50-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14384\"\/><figcaption>Ingrid Silva na capa da revista Vogue (novembro de 2020).<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Com sua relev\u00e2ncia, a bailarina usou a voz para expor pautas relevantes para comunidade negra, como a da cor das sapatilhas. \u201cNo bal\u00e9 cl\u00e1ssico, as bailarinas usam meia-cal\u00e7a e sapatilha para criar uma linha cont\u00ednua na silhueta\u201d, explica Ingrid sobre o motivo e a import\u00e2ncia da representa\u00e7\u00e3o nas vestimentas do bal\u00e9.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ativista passou 12 anos pintando suas pr\u00f3prias sapatilhas, at\u00e9 que come\u00e7ou a questionar o porqu\u00ea de n\u00e3o encontrar vestimentas que inclu\u00edssem pessoas negras. As sapatilhas pintadas de Ingrid fazem parte do acervo do Museu Nacional de Arte Africana Smithsonian, nos Estados Unidos, desde 2020.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, o custo de uma sapatilha de ponta no pa\u00eds, tanto rosa quanto marrom, variam de R$280,00 a R$1.000,00. Uma quest\u00e3o que acaba por perpetuar desigualdades&nbsp; e dificultar o acesso para a maioria da realidade brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>A bailarina Tayssa acredita em um futuro onde essa luta por direitos tenha valido a pena e que a arte seja desburocratizada para todos: \u201c\u00c9 de extrema import\u00e2ncia que os bailarinos negros recebam mais visibilidade nos pr\u00f3ximos anos, essa ideia de que o bal\u00e9 \u00e9 apenas para brancos \u00e9 completamente irreal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos avan\u00e7os recentes na luta contra o racismo no mundo e no bal\u00e9 cl\u00e1ssico, h\u00e1 ainda muito a ser feito para garantir a igualdade de oportunidades para todas as etnias. Paulo e Tayssa concordam que esta \u00e9 uma luta di\u00e1ria e que ainda existem pontos a serem melhorados, os dois t\u00eam opini\u00f5es semelhantes que se cruzam em diversos pontos. Embora algumas companhias tenham implementado pol\u00edticas para promover a diversidade, muitas ainda t\u00eam um longo caminho a percorrer.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A conscientiza\u00e7\u00e3o e a educa\u00e7\u00e3o sobre a hist\u00f3ria do racismo tanto no bal\u00e9 quanto no mundo, s\u00e3o fundamentais para a mudan\u00e7a. Sendo assim, com mais e mais vozes se unindo para exigir mudan\u00e7as, \u00e9 esperado que todos continuem a avan\u00e7ar em dire\u00e7\u00e3o a um futuro mais inclusivo e justo para todos e todas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Ana Pinto e Hayana Ribas &nbsp;Racismo, palavra de sete letras que tem sua origem etnogr\u00e1fica derivada da jun\u00e7\u00e3o da palavra &#8220;ra\u00e7a&#8221;, derivada do italiano &#8220;razza&#8221;, e do sufixo -ismo. 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