{"id":14426,"date":"2023-07-11T16:31:23","date_gmt":"2023-07-11T19:31:23","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=14426"},"modified":"2024-03-20T17:17:24","modified_gmt":"2024-03-20T20:17:24","slug":"sus-como-porta-de-entrada-para-tratamentos-fitoterapicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2023\/07\/11\/sus-como-porta-de-entrada-para-tratamentos-fitoterapicos\/","title":{"rendered":"SUS como porta de entrada para tratamentos fitoter\u00e1picos"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Por Larissa Hirt<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O uso de plantas medicinais \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o antiga. A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) divulgou que, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990, 65 a 80% da popula\u00e7\u00e3o, dos pa\u00edses em desenvolvimento, as utilizavam como \u00fanica forma de acesso aos cuidados b\u00e1sicos de sa\u00fade. \u201cH\u00e1 65 anos, quando eu era mais novo, n\u00e3o t\u00ednhamos acesso a rem\u00e9dios de farm\u00e1cia. Quando a gente ficava mal, sempre faziam um ch\u00e1zinho de alguma planta medicinal. Era assim que a gente se curava\u201d, relembra Jos\u00e9 da Maia, de 75 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/o2R5ES149b96FeLi_gmoxmgfqqgk9z8gnV9OV8rRb2bvFjiWETCulJ7LlcakNlPMbQlBQdI5MSnouZu4GP5IDq_i0XEzDbgyj5d_JyfTvpioBeSN5mDeDFFQapzb9E5tg7VPQe8eFkcRi4LrQLqYvBc\" alt=\"\" style=\"width:840px;height:528px\" width=\"840\" height=\"528\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Jos\u00e9 da Maia tomando ch\u00e1 de hortel\u00e3 . Cr\u00e9ditos: Larissa Hirt<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A fitoterapia compreende os terap\u00eauticos que utilizam os medicamentos, onde constituintes ativos s\u00e3o plantas ou derivados vegetais. Mas s\u00e3o medicamentos que merecem cuidados, assim como os f\u00e1rmacos de farm\u00e1cia. A Pol\u00edtica Nacional de Plantas Medicinais e Medicamentos Fitoter\u00e1picos, criada pelo decreto &nbsp;n\u00ba 5.813, de 22 de junho de 2006, tem por objetivo garantir o acesso seguro da popula\u00e7\u00e3o e o uso racional de plantas medicinais. E \u00e9 um servi\u00e7o oferecido pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ana Carla Prade, 48 anos, farmac\u00eautica respons\u00e1vel pelo Farm\u00e1cia Viva em S\u00e3o Bento do Sul, explica: \u201c\u00e9 um tratamento que pode ser oferecido pelo SUS e isso vai depender do entendimento da gest\u00e3o sobre conceitos fundamentais de sa\u00fade. E quando a gente fala de socioecologia, quando a gente fala de valoriza\u00e7\u00e3o da biodiversidade brasileira, quando a gente fala de sa\u00fade integrativa que tem a ver n\u00e3o s\u00f3 com a utiliza\u00e7\u00e3o de um medicamento, mas com uma compreens\u00e3o muito maior do ser humano. A fitoterapia est\u00e1 inserida nesses processos, \u00e9 um tratamento natural, \u00e9 um tratamento que preconiza o uso de plantas para quest\u00f5es leves de sa\u00fade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com dados do ObservaPICS\/Fiocruz (2022), no Brasil, foram contabilizados 555 servi\u00e7os. 81 (14,6%), est\u00e3o ativos e 72 em implementa\u00e7\u00e3o. J\u00e1 em Santa Catarina, 13 (16,3%) est\u00e3o ativos. No munic\u00edpio de S\u00e3o Bento do Sul, essa j\u00e1 \u00e9 uma realidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/r7DJylmM6AMl1n5_4M3RAyLyTuOb2rWt5YC6QMZVfnb7_PTF_ajw8sWu-mrw9nVlCYnDQ_0dHkBL7d5leuVcO0Y7vjXFvNBQfPI62Z6xSxt1zUn_GAzki3DKS8GPWLgZuyQ4YjJeNR1A5RNhFEx3svk\" alt=\"\" style=\"width:577px;height:371px\" width=\"577\" height=\"371\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Fonte: CARLESSI, P. C.; SOUSA, I. M. C.ObservaPICS, 2022.<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Seu Eraldo Skonieczny, de 53 anos, conheceu o programa em 2019, pela indica\u00e7\u00e3o da m\u00e9dica da Estrat\u00e9gia de Sa\u00fade Familiar (ESF) Francine Weihermann. \u201cH\u00e1 alguns anos eu vinha fazendo um tratamento para dor de est\u00f4mago com medica\u00e7\u00e3o de farm\u00e1cia. A doutora me indicou um tratamento de espinheira santa\u201d, comenta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, foi encaminhado para a Farm\u00e1cia Viva do munic\u00edpio. Aos cuidados da farmac\u00eautica Ana Carla Prade, Eraldo passou por um tratamento de cinco semanas, e a melhora foi percept\u00edvel. \u201cHoje me sinto muito melhor e ainda tomo o ch\u00e1, mas com menos frequ\u00eancia. J\u00e1 se tornou um h\u00e1bito tomar o ch\u00e1 de espinheira santa, al\u00e9m dele auxiliar na prote\u00e7\u00e3o do est\u00f4mago\u201d, destaca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O acesso ao tratamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Assim como Skonieczny fez, para ter acesso ao servi\u00e7o, a porta de entrada \u00e9 a Unidade B\u00e1sica de Sa\u00fade, com o acompanhamento do m\u00e9dico da fam\u00edlia, ou do profissional capacitado. Ap\u00f3s anos fazendo tratamento para dor de est\u00f4mago, com medicamento sint\u00e9tico, a m\u00e9dica Francine Weihermann o encaminhou para a Farm\u00e1cia Viva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara acessar a fitoterapia ou um fitoter\u00e1pico, uma droga vegetal que \u00e9 a forma farmac\u00eautica que n\u00f3s trabalhamos aqui, a pessoa precisa passar na unidade de sa\u00fade e via encaminhamento ela vai para uma consulta em fitoterapia. Nessa consulta, esse tratamento vai ser prescrito e a droga vegetal, o ch\u00e1, s\u00f3 sai aqui do Farm\u00e1cia Viva com essa receita, com essa prescri\u00e7\u00e3o\u201d, explica Ana Prade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda se tem a cren\u00e7a de que por ser natural, n\u00e3o pode fazer mal. Mas, assim como qualquer medicamento ou tratamento, precisa ter orienta\u00e7\u00e3o e cuidado. Os profissionais tamb\u00e9m devem estar aptos para fazer encaminhamentos. N\u00e3o \u00e9 uma exclusividade m\u00e9dica. \u201cOs dentistas podem prescrever e v\u00e1rias enfermeiras foram treinadas em protocolos municipais para atender os pacientes em determinadas situa\u00e7\u00f5es de sa\u00fade. Como sa\u00fade mental, protocolo do uso da espinheira-santa para quest\u00f5es digestivas e o protocolo de sa\u00fade bucal e orofaringe\u201d, enfatiza a farmac\u00eautica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados da Secretaria de Sa\u00fade de S\u00e3o Bento do Sul, a Farm\u00e1cia Viva, juntamente com o Centro de Pr\u00e1ticas Integrativas e Complementares em Sa\u00fade (CEMPICS) j\u00e1 realizaram 12.780 atendimentos desde a sua inaugura\u00e7\u00e3o, em 2019. \u201c\u00c9 bastante demanda, principalmente para quest\u00f5es relacionadas \u00e0 ansiedade, a essa dispepsia alta que muitas vezes o omeprazol n\u00e3o \u00e9 muito efetivo, profissionais que desejam retirar o omeprazol dos pacientes, para ins\u00f4nia, e os dentistas prescrevem bastante\u201d, comenta, \u201ctem uma demanda, mas n\u00e3o \u00e9 uma demanda como a do auriculoterapia, que as pessoas pedem mais\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ervan\u00e1ria municipal e as parcerias com os produtores&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, 18 munic\u00edpios onde existem servi\u00e7os em fitoterapia, t\u00eam parceria com produtores locais em caso de plantio. O Recanto do Noti, localizado no bairro Rio Vermelho Povoado, em S\u00e3o Bento do Sul, \u00e9 parceiro do projeto e h\u00e1 cinco anos plantam espinheiras-santas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A propriet\u00e1ria do recanto, Marisa Muelhmann, de 65 anos, comenta que conheceram pelo Programa de Pagamento por Servi\u00e7os Ambientais (PSA). E as plantas s\u00e3o doadas para o SUS. \u201cS\u00e3o estimadas 200 mudas de espinheira santa, a colheita e a planta\u00e7\u00e3o s\u00e3o feitas a m\u00e3o, e n\u00e3o se pode usar nenhum produto qu\u00edmico\u201d, fala.<\/p>\n\n\n\n<p>O modelo no munic\u00edpio \u00e9 de ervanaria, al\u00e9m de ser um estabelecimento que realiza dispensa\u00e7\u00e3o de plantas medicinais, tamb\u00e9m atua na desidrata\u00e7\u00e3o e armazenamento correto. A forma de atua\u00e7\u00e3o na cidade se d\u00e1 por meio do plantio e beneficiamento de plantas medicinais. Al\u00e9m de S\u00e3o Bento do Sul, mais seis locais em Santa Catarina atuam dessa maneira, totalizando 8,8%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh5.googleusercontent.com\/pnQaU-vzmaMzA1G3R7kyjfbgybZOeiQwjQebqtY6yWs9eJfoaGJzDY4SXYhlKzSPFU7U8h_cBCjNZFq0ZwQxpi56Dra49XBFpHAId-DKESaa5JwOlu1G7F6Bhh_Jo0VE9XNeAfLUEoyUxxuFP3PCqM4\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Fonte: CARLESSI, P. C.; SOUSA, I. M. C.ObservaPICS, 2022.<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>As dificuldades da inser\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos avan\u00e7os em pesquisas cient\u00edficas sobre o tema, uma das dificuldades \u00e9 a aceita\u00e7\u00e3o, seja por parte da popula\u00e7\u00e3o, como por parte dos profissionais. \u201cNa faculdade de medicina n\u00e3o \u00e9 ensinado nada de fitoterapia, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 falam contra, que n\u00e3o funciona, que \u00e9 coisa de v\u00f3, que \u00e9 coisa do passado. Isso \u00e9 uma das dificuldades\u201d, comenta a m\u00e9dica Francine.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, n\u00e3o tem tanto medicamento fitoter\u00e1pico no mercado hoje em dia, a manipula\u00e7\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que nomes comerciais s\u00e3o poucos e caros. Das 555 unidades de servi\u00e7o em fitoterapia no Brasil, 4,3% ofertam dispensa\u00e7\u00e3o de medicamentos fitoter\u00e1picos industrializados, sem plantio ou manipula\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O processamento tamb\u00e9m exige um cuidado, desde a planta\u00e7\u00e3o, secagem, armazenamento e modo de preparo. \u201c\u00c9 mais complicado para uma pessoa de casa fazer, por exemplo, precisa secar a planta. A pessoa acha que secar um dia j\u00e1 t\u00e1 bom, mas tem que secar no sol, numa estufa, sen\u00e3o pega fungo. E a\u00ed estraga toda a planta. Em vez de fazer o bem, pode fazer mal. Ent\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil essa erva que ela tem no quintal, ela mesma poder utilizar\u201d, explica, \u201cmas cada vez mais est\u00e3o falando nesse tema(&#8230;) eu acho que \u00e9 uma tend\u00eancia que veio pra ficar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/a_-K0Vf-OkYnXANhDS9qeCyPGhm5qagMyiSQAXfcPvIvpRj0H51uyg2IApVmI_xzzYYSiQ3CYQFtdleWTHNnfDounae2K5zThn47s4Ijo3oFU8ufgU9NyesT-rz2-Ml3oGzUsJEx9unhYzkhMsJhXbk\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Ch\u00e1s prontos e embalados para a distribui\u00e7\u00e3o. Cr\u00e9ditos: Larissa Hirt.<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Os benef\u00edcios&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><\/strong>Uma pesquisa realizada em 2019, pelo Conselho Federal de Farm\u00e1cia (CFF), por meio do Instituto Datafolha, constatou que a automedica\u00e7\u00e3o \u00e9 um h\u00e1bito comum a 77% dos brasileiros que fizeram uso de medicamentos nos \u00faltimos seis meses da coleta de dados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs medicamentos sint\u00e9ticos se utilizados de forma irracional, por tempo indeterminado, a n\u00e3o ser que realmente por crit\u00e9rio m\u00e9dico, eles podem sim fazer mal \u00e0 sa\u00fade. A automedica\u00e7\u00e3o \u00e9 uma realidade, as pessoas tomam medicamentos sem nem saber para qu\u00ea, qual a fun\u00e7\u00e3o daquele medicamento e o tempo que ele pode ser utilizado, e sim eles podem fazer mal. Por exemplo, anti-inflamat\u00f3rios de forma indiscriminada pode levar a problemas de est\u00f4mago, pode levar a problemas renais. A gente tem sim dentro dos medicamentos sint\u00e9ticos um potencial de intoxica\u00e7\u00e3o que \u00e9 bastante grave cada vez mais as pessoas t\u00eam dispon\u00edveis nas farm\u00e1cias, nos corredores da farm\u00e1cia os medicamentos. Ent\u00e3o elas v\u00e3o l\u00e1 e se servem sem uma orienta\u00e7\u00e3o adequada\u201d, explica Prade.<\/p>\n\n\n\n<p>As Pr\u00e1ticas Integrativas e Complementares, bem como a fitoterapia, s\u00e3o tratamentos que utilizam saberes tradicionais, e de uma forma mais suave. A biodiversidade dispon\u00edvel, por exemplo, \u00e9 um benef\u00edcio, h\u00e1 muita diversidade na maneira que cada munic\u00edpio ou estado encontrou para realizar seus programas de Fitoterapia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os usu\u00e1rios tamb\u00e9m saem ganhando, o tratamento com plantas medicinais, tem uma pot\u00eancia menor do que um medicamento sint\u00e9tico, por\u00e9m os efeitos adversos s\u00e3o menores. \u201cEle possui menos efeitos colaterais, \u00e9 s\u00e3o utilizadas doses menores. No caso de sa\u00fade mental, o potencial de depend\u00eancia desse tratamento \u00e9 muito baixo. Ele n\u00e3o deixa, por exemplo, n\u00e3o d\u00e1 d\u00e9ficit de mem\u00f3ria como acontece com alguns medicamentos sint\u00e9ticos, ansiol\u00edticos\u201d, complementa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos tratamentos n\u00e3o podem ser substitu\u00eddos pela fitoterapia. \u201cA gente n\u00e3o pode, por exemplo, substituir um antibi\u00f3tico por uma planta medicinal\u201d, refor\u00e7a, \u201cmas a gente pode complementar o efeito do antibi\u00f3tico com a planta medicinal. Isso n\u00e3o tem problema nenhum.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A fitoterapia no SUS se faz pela uni\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico, saber popular e uma gest\u00e3o interessada em investir.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Larissa Hirt O uso de plantas medicinais \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o antiga. 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