{"id":14559,"date":"2023-09-11T14:52:16","date_gmt":"2023-09-11T17:52:16","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=14559"},"modified":"2023-09-11T15:04:02","modified_gmt":"2023-09-11T18:04:02","slug":"setembro-amarelo-a-importancia-de-discutir-saude-mental-nas-escolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2023\/09\/11\/setembro-amarelo-a-importancia-de-discutir-saude-mental-nas-escolas\/","title":{"rendered":"Setembro Amarelo: a import\u00e2ncia de discutir sa\u00fade mental nas escolas"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Escolas de Joinville utilizam din\u00e2micas e conversas com profissionais para transmitir conhecimento sobre bem-estar emocional<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Setembro \u00e9 conhecido como o m\u00eas da preven\u00e7\u00e3o ao suic\u00eddio. A campanha Setembro Amarelo, que se iniciou no Brasil em 2015, surgiu quando nesse mesmo m\u00eas em 1994, um jovem estadunidense de 17 anos, tirou a pr\u00f3pria vida. Ele tinha um carro amarelo, e no dia do seu vel\u00f3rio, seus familiares e amigos distribu\u00edram cart\u00f5es amarrados em fitas amarelas com frases de apoio para pessoas que estivessem enfrentando problemas emocionais. Por este motivo a fita amarela tornou-se o s\u00edmbolo da campanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados atualizados do relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) de 2022 estipulam que globalmente ocorrem em m\u00e9dia 800 mil suic\u00eddios por ano. Essa a quarta maior causa de mortalidade entre adolescentes e jovens de 15 a 29 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Emo\u00e7\u00f5es negativas podem se originar por multifatores, sejam eles psicol\u00f3gicos, gen\u00e9ticos, sociais, traum\u00e1ticos ou abusos. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade informa que cada caso \u00e9 \u00fanico e deve ser tratado na sua individualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Por esta raz\u00e3o, \u00e9 importante estimular e desenvolver o di\u00e1logo desde cedo. Em algumas escolas de Joinville, existem projetos e a\u00e7\u00f5es de acompanhamento, para crian\u00e7as e adolescentes, com psic\u00f3logos e demais especialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, na escola municipal Laura Andrade, ocorreram projetos sobre sa\u00fade mental com alunos do 1\u00b0 ao 9\u00b0 ano, com o objetivo de promover reflex\u00f5es entre as crian\u00e7as e adolescentes sobre a import\u00e2ncia da vida, do autocuidado, sentimentos e emo\u00e7\u00f5es. As abordagens foram adaptadas para as diferentes faixas et\u00e1rias. \u201cCada estudante deveria escrever ou desenhar sobre a valoriza\u00e7\u00e3o da vida junto com a fam\u00edlia em um cora\u00e7\u00e3o amarelo. Os cora\u00e7\u00f5es foram colocados em uma \u00e1rvore no p\u00e1tio da escola e todos tiveram a oportunidade de ler. Notamos que os estudantes perceberam a import\u00e2ncia de acolher todos os tipos de sentimentos, al\u00e9m de entenderem o impacto que suas a\u00e7\u00f5es e palavras podem ter na vida de outras pessoas\u201d, conta a diretora Aparecida de Oliveira Modesto.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2018, quando cursava o ensino m\u00e9dio na escola estadual Gustavo Augusto Gonzaga, Diogo de Oliveira foi diagnosticado com ansiedade e depress\u00e3o. Por este motivo, faltava aulas com frequ\u00eancia e n\u00e3o interagia com os colegas de classe. Ap\u00f3s conversa com a institui\u00e7\u00e3o e com o psiquiatra, notou-se a necessidade de afastamento do aluno. Al\u00e9m da compreens\u00e3o por parte da escola, disponibilizaram um professor do Estado para dar aulas particulares para ele. \u201cMe senti acolhido e seguro no momento que estava enfrentando. Meu principal medo era reprovar e perder o conte\u00fado nesse per\u00edodo, mas essa assist\u00eancia possibilitou que isso n\u00e3o acontecesse e retornei a escola no ano seguinte\u201d, relatou Diogo.<\/p>\n\n\n\n<p>Falar sobre o assunto \u00e9 ainda mais delicado por conta do efeito Werther, que se originou de um livro escrito em 1774 por Johann Wolfgang Goethe. Nele, o protagonista, o jovem Werther, tira a pr\u00f3pria vida por um amor imposs\u00edvel. Nos anos seguintes, ocorreu um aumento de mortes na Europa por suic\u00eddio e semelhantes ao do livro.De t\u00e3o significativo, o caso foi usado para nomear esse efeito, que seria como um est\u00edmulo para os que j\u00e1 possuem pensamentos autodestrutivos, explica o psic\u00f3logo e p\u00f3s-graduado em sa\u00fade mental, Willian do Ros\u00e1rio. \u201cPrincipalmente na adolesc\u00eancia, \u00e9 comum que haja sensa\u00e7\u00f5es e pensamentos de mal-estar, pelas mudan\u00e7as f\u00edsicas e ps\u00edquicas, al\u00e9m dos contextos socioculturais. Os sentimentos nessa fase s\u00e3o potencializados, ent\u00e3o estimulamos os adolescentes a descrever lembran\u00e7as felizes, dessa forma, desenvolvemos uma sensa\u00e7\u00e3o de bem-estar. Durante essas aulas, eles sentiam seguran\u00e7a em nos procurar para conversar e expor seus sentimentos\u201d, contou William.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurar profissionais especialistas no assunto como terapeutas, psic\u00f3logos e psiquiatras \u00e9 essencial para desenvolver a fala e entender melhor os sentimentos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escolas de Joinville utilizam din\u00e2micas e conversas com profissionais para transmitir conhecimento sobre bem-estar emocional Setembro \u00e9 conhecido como o m\u00eas da preven\u00e7\u00e3o ao suic\u00eddio. A campanha Setembro Amarelo, que se iniciou no Brasil em 2015, surgiu quando nesse mesmo m\u00eas em 1994, um jovem estadunidense de 17 anos, tirou a pr\u00f3pria vida. 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