{"id":14585,"date":"2023-09-18T15:57:03","date_gmt":"2023-09-18T18:57:03","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=14585"},"modified":"2024-03-18T16:33:48","modified_gmt":"2024-03-18T19:33:48","slug":"no-mundo-no-brasil-e-em-joinville-conheca-a-historia-dos-50-anos-do-hip-hop","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2023\/09\/18\/no-mundo-no-brasil-e-em-joinville-conheca-a-historia-dos-50-anos-do-hip-hop\/","title":{"rendered":"No mundo, no Brasil e em Joinville: conhe\u00e7a a hist\u00f3ria dos 50 anos do hip hop"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Por: Fagner Ramos<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 11 de agosto de 1973, o jamaicano radicado nos EUA, Clive Campbell, conhecido como Kool Herc, decide comemorar o anivers\u00e1rio de sua irm\u00e3, Cindy. Nesta data, mal sabia ele que seria o in\u00edcio de um novo movimento que revolucionaria o mundo da m\u00fasica, e que seria dificilmente roubada do povo negro, mesmo que alguns no caminho tentassem: o hip hop.<\/p>\n\n\n\n<p>Herc, inspirado pelos modos como os DJs Jamaicanos tocavam no intervalo dos shows da banda de seu pai, prolongando as bases instrumentais para os frequentadores dan\u00e7arem enquanto n\u00e3o come\u00e7ava o pr\u00f3ximo set do show, levou a ideia para as festas no Bronx, bairro onde foi morar quando se mudou para os Estados Unidos.<br><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.christies.com\/features\/DJ-Kool-Herc-Birth-of-Hip-Hop-12361-3.aspx\">Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria de Kool Herc feito pela galeria Christies<\/a><br><br>Com dois toca-discos, o DJ alongava uma m\u00fasica instrumental da mesma faixa at\u00e9 escolher outro disco com um ritmo semelhante. Durante a troca, o DJ ainda recitava algumas palavras para despertar o interesse do p\u00fablico, que se empolgava e dan\u00e7ava cada vez mais entusiasmado. Nasce a\u00ed uma das primeiras t\u00e9cnicas do DJ, o <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=7qwml-F7zKQ\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=7qwml-F7zKQ\">\u201cMerry Go-Round\u201d<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Reza a lenda, que o scratch, uma das principais t\u00e9cnicas dos DJs, foi inventada enquanto Herc praticava em seu quarto. Sua m\u00e3e, incomodada com o som alto, bateu na porta e gritou pedindo que ele abaixasse o som. Assustado, ele segurou o disco com a m\u00e3o, e percebeu o ru\u00eddo que o vinil fazia quando era manipulado, ficando maravilhado com o barulho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As t\u00e9cnicas de Kool Herc levavam as pessoas que compareciam nas festas \u00e0 loucura, e v\u00e1rias intera\u00e7\u00f5es entre p\u00fablicos e artistas aconteciam. Pessoas falavam frases durante as bases instrumentais, outras dan\u00e7avam peculiarmente, alguns realizavam desenhos nas paredes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele momento e em um ambiente hostil e decadente que era a Nova York dos anos 70, uma nova manifesta\u00e7\u00e3o cultural iria mudar radical e definitivamente a vida dos jovens no mundo. Nascia o Hip Hop, a jun\u00e7\u00e3o dos DJs, MCs, B-Boys e o Grafite.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"608\" height=\"297\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/DJ-Tony-One-e-Kool-Herc-em-79-Foto-por-Joe-Conzo-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14590\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">DJ Tony One e Kool Herc em 79. \/ Cr\u00e9ditos: Joe Conzo<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Outro personagem importante para a expans\u00e3o da cultura de rua sairia de uma das maiores gangues de Nova York. Vendo e participando daquela efervesc\u00eancia, Lance Taylor, at\u00e9 ent\u00e3o membro da gangue Black Spades, usou de seu dom de l\u00edder, para fortalecer de vez a cultura Hip Hop na Am\u00e9rica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s ganhar um concurso de reda\u00e7\u00e3o, e fazer uma viagem \u00e0 \u00c1frica, Lance Taylor decide retornar para os EUA com o ideal de revolucionar mediante outro esp\u00edrito de grupo, e cria a Zulu Nation, fundamental para expandir o Hip Hop mundo afora. Sai de cena Lance Taylor, e entra a persona Afrika Bambaata.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1160\" height=\"773\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/afrika-bambaataa-Direitos-autorais-1983-David-Corio.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14593\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Afrika Bambaata. \/ Cr\u00e9ditos: 1983 David Corio<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>A Zulu Nation, ong criada por Bambaata, foi fundamental para fomentar a cultura hip hop, com as batalhas de DJs, o conceito e a valoriza\u00e7\u00e3o dos MCs, a prolifera\u00e7\u00e3o de grupos de dan\u00e7as urbanas, os B-Boys, e uma variedade de artistas que espalham mensagens de resist\u00eancia atrav\u00e9s das pinturas em muros, o famoso grafite.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dos guetos para a ind\u00fastria mundial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Criado na cidade que mais moldou a cultura jovem no mundo, Nova York, o rap, o motor propulsor do hip hop, ganhou destaque ao aparecer na TV com grande destaque, em 1979, com o Sugarhill Gang, e a m\u00fasica Rappers Delight. Muito do conceito estava naquele som, como as rimas e as sobreposi\u00e7\u00f5es (sample) de m\u00fasicas, com a base feita em cima de Good Times da banda americana, Chic.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"The Sugarhill Gang - Rapper&#039;s Delight (Official Video)\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mcCK99wHrk0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>A m\u00fasica atingiu as paradas da Billboard, e colocou uma interroga\u00e7\u00e3o na cabe\u00e7a da ind\u00fastria fonogr\u00e1fica da \u00e9poca, que j\u00e1 ciente da fama daquele estilo nas periferias, perceberam que aquilo caberia em discos, e logo poderia ser comercializado e vendido.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro marco no rap, foi novamente capitaneado por Afrika Bambaataa, na m\u00fasica Planet Rock de 1982. Feito em parceria com o produtor Arthur Baker, eles decidiram criar uma base em cima da m\u00fasica da banda alem\u00e3 Kraftwerk \u2014 Trans-Europe Express \u2014 utilizando o est\u00fadio como um instrumento, misturando sintetizadores, baterias eletr\u00f4nicas e vocoder. Desta produ\u00e7\u00e3o, nasceu outro estilo, o eletro funk, e varia\u00e7\u00f5es do Miami bass e freestyle, que depois seria muito utilizada no funk carioca do final dos 80, in\u00edcio dos 90.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Afrika Bambaataa &amp; The Soulsonic Force - Planet Rock (Official Music Video) [HD]\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9J3lwZjHenA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Seria ing\u00eanuo falar que o rap, vindo da cultura do povo preto, n\u00e3o precisasse da \u201cafirma\u00e7\u00e3o\u201d dos brancos para virar um sucesso, e atravessar barreiras. Aconteceu com o rock, quando s\u00f3 virou um estilo popular com a entrada do Elvis no mercado, e n\u00e3o seria t\u00e3o diferente com o rap. O movimento ganhou apoio de produtores brancos, e chancela de bandas como o grupo punk Blondie.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o que chamou muito aten\u00e7\u00e3o mesmo, foi quando o vision\u00e1rio e ex empres\u00e1rio dos Sex Pistols, Malcolm Mclaren, enxergou no rap, aquilo que ele vira no punk. Um movimento vindo dos exclu\u00eddos, e que ganharia o mundo logo. Em 1982, ele lan\u00e7ou a m\u00fasica Buffalo Gals, que virou febre na Europa e apontada por muitos, inclusive no Brasil, uma das principais refer\u00eancias do rap.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Deste ponto em diante, o rap come\u00e7a a tornar-se vi\u00e1vel comercialmente, e v\u00e1rios grupos e vertentes foram surgindo, e influenciando outros estilos. Grupos como RUN-DMC que uniram a moda sendo um dos primeiros a serem patrocinados por uma marca fort\u00edssima da moda, a alem\u00e3 Adidas, ao mesmo tempo, em que eles popularizaram os feats com outros estilos, na poderos\u00edssima Walk This Way com o grupo Aerosmith.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 o protesto e a raiva do Public Enemy, grupo essencial para levantar quest\u00f5es do racismo americano, e refer\u00eancia para o rap de S\u00e3o Paulo, ao mesmo tempo em que grupos como Beastie Boys, formado s\u00f3 por integrantes brancos, ganham destaques na cena.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"794\" height=\"476\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Public-Enemy_Photo-Suzie-Gibbons.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14595\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Public Enemy. \/ Cr\u00e9ditos: Photo Suzie Gibbons<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Da costa leste (Nova York) para a costa oeste (Los Angeles) o rap voltou para as cenas de gangues, e grupos como NWA, apareceram, escancarando toda a viol\u00eancia policial do bairro de Comptons, e as guerras do tr\u00e1fico que dominavam a regi\u00e3o. O rap de L.A mostrava um lado mais mel\u00f3dico ao mesmo tempo, em que as letras refor\u00e7aram a misoginia e a ostenta\u00e7\u00e3o dos integrantes. O termo Gangsta rap ganha notoriedade.<\/p>\n\n\n\n<p>De Los Angeles, sa\u00edram DR. DRE, Ice Cube, Snoop Dogg, a pol\u00eamica gravadora Death Row e a uma das maiores lendas do rap, Tupac Shakur, rival direto de Notorious BIG, rapper influente da segunda onda nova-iorquina.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/NWA.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-14596\" style=\"width:587px;height:392px\" width=\"587\" height=\"392\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">NWA. \/ Cr\u00e9ditos: Divulga\u00e7\u00e3o da \u00e9poca<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Com a ajuda da MTV, o rap virou uma ind\u00fastria milion\u00e1ria nos anos 90 e consolidada at\u00e9 hoje como o estilo mais lucrativo no mundo da m\u00fasica. Jay Z, Kanye West, Beyonce, Rihanna que o digam.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O hip hop e o poder para o povo preto no Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda na d\u00e9cada de 80, o hip hop e o rap seguiram os mesmos passos dos contempor\u00e2neos novaiorquinos. O estilo pegou em cheio os jovens da periferia da cidade de <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=BgQTG2l5oSw&amp;list=PLNCBHBxvjUw-zc0IoqnlSMVAwEKT31uVn\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=BgQTG2l5oSw&amp;list=PLNCBHBxvjUw-zc0IoqnlSMVAwEKT31uVn\">S\u00e3o Paulo<\/a>, que se reuniam nos p\u00e1tios da esta\u00e7\u00e3o de metr\u00f4 S\u00e3o Bento, o mesmo reduto que os punks frequentaram no mesmo per\u00edodo. Dali surgiram Tha\u00edde e Dj Hum como um dos principais expoentes do movimento, Nelson Triunfo, refer\u00eancia do BreakDance e os G\u00eameos, nomes importantes no grafite mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>Miele, o famoso agitador e produtor cultural, foi o primeiro artista no Brasil a gravar a m\u00fasica rap, no Mel\u00f4 do Tagarela. Logo depois vieram os Black Juniors, apresentado por Nelson Triunfo ao famoso produtor musical Mister Sam.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a maior refer\u00eancia foi a colet\u00e2nea Hip Hop Cultura de Rua, tido como o primeiro disco oficial de rap nacional e produzido por Nasi e Andr\u00e9 Jung da banda Ira, Akira S e Dudu Marote, e que contavam com os artistas Tha\u00edde e DJ Hum, C\u00f3digo 13, Credo e MC Jack.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa mesma \u00e9poca, nos fund\u00f5es de SP, Cap\u00e3o Redondo, oriundos da mesma escola da S\u00e3o Bento, surgem os Racionais MCs, com seu rap que entrava em conflito o sistema que aniquilava a popula\u00e7\u00e3o da periferia, com uma pol\u00edtica higienista e racista. O grupo \u00e9 para o <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=cMjeuRXYSRI&amp;t=24s\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=cMjeuRXYSRI&amp;t=24s\">Rap Nacional<\/a>, o que o Caetano Veloso \u00e9 para a MPB, a maior refer\u00eancia do estilo. Todo o rap feito no Brasil, tem o DNA Racionais, seja pelo flow, por batidas, por letras, e principalmente nas atitudes contestadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Racionais come\u00e7aram a carreira em 1988, com a primeira apari\u00e7\u00e3o em disco na colet\u00e2nea Consci\u00eancia Black, ao lado de outros grupos. Foram 3 discos at\u00e9 1993, quando estouraram com o Raio-x Brasil, que os levaram para as r\u00e1dios fora do nicho rap. A m\u00fasica Fim de Semana no Parque, com a participa\u00e7\u00e3o do grupo de Samba Negritude J\u00fanior, mudou o status de um grupo que ainda avessos a fama e sucesso, n\u00e3o passariam mais despercebidos nos quatro cantos de SP e do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas em 1997, com o rap estabelecido em todo o mundo, lan\u00e7aram o cl\u00e1ssico, Sobrevivendo no Inferno. O \u201cboy\u201d, o \u201cbranco\u201d, passou a conhecer e consumir um grupo que at\u00e9 ent\u00e3o fazia shows somente em redutos do rap. O disco foi o respons\u00e1vel por ser o porta-voz de toda a juventude negra brasileira, com o relato dilacerante da realidade do povo preto, pobre, perif\u00e9rico, presidi\u00e1rio e exclu\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com diversos pr\u00eamios, disco do ano por revistas especializadas, e o principal pr\u00eamio da MTV Brasil, com direito a uma apresenta\u00e7\u00e3o antol\u00f3gica no canal aberto, Sobrevivendo no Inferno \u00e9 at\u00e9 hoje utilizado por faculdades em vestibulares, ou estudos antropol\u00f3gicos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nunca realizaram um disco mais ou menos. Em 2002, se reinventaram, e lan\u00e7aram Nada Como Um Dia Ap\u00f3s o Outro Dia. \u00c1lbum duplo, letras afiadas, contestadoras, mas com um flow um pouco mais suave, isso para o quesito Racionais MCs.<\/p>\n\n\n\n<p>Demoraram 12 anos para lan\u00e7ar o sucessor, Cores e Valores, um disco considerado o aceno para o rap moderno dos Racionais. Com apenas 32 minutos, e um olhar direto e reto, as composi\u00e7\u00f5es relatam os mesmos problemas que o povo preto passou a vida inteira, mas agora da vis\u00e3o vidra\u00e7a de seus integrantes. Nesse disco os Racionais foram questionados por parte do seu p\u00fablico, por deixar de lado o rap \u201craiz\u201d e apontar para o trap, que at\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o era um g\u00eanero t\u00e3o aceito como hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Com os Racionais, o rap viveu os dias de gl\u00f3ria, com lendas como Sabotage, RZO, SNJ, Rappin Hood, Black Alien, Planet Hemp, Marcelo D2, B Neg\u00e3o, C\u00e2mbio Negro, MV Bill, e hoje vive o apogeu com Emicida, Criolo, Rincon Sapi\u00eancia, Baco Exu do Blues, Djonga e tantos outros em v\u00e1rios estilos e deriva\u00e7\u00f5es que o rap p\u00f4de proporcionar a cena.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Joinville tem rap sim senhor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com o objetivo de difundir o rap feito por grupos da capital paulista, em Joinville, o g\u00eanero musical come\u00e7ou s\u00f3 por volta de meados da d\u00e9cada de 1990, com o surgimento de alguns grupos. A hist\u00f3ria e um panorama atual do hip hop na maior cidade de Santa Catarina \u00e9 contada por um dos seus maiores nomes, o rapper Ukah, em entrevista concedida ao acad\u00eamico de Jornalismo Fagner Ramos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed aligncenter is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: Hip-Hop | O cen\u00e1rio joinvilense com Ukah\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/7FwgbCVdjrI5HArHROrocp?si=c7ec511cdc854b5f&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>O g\u00eanero musical que chegou a Joinville somente 20 anos ap\u00f3s o surgimento nos EUA tamb\u00e9m foi tema do <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@ArteNoMute\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.youtube.com\/@ArteNoMute\">Projeto Experimental<\/a> dos acad\u00eamicos do curso de Jornalismo, Pedro Simm e Isabela Peixer. Segundo os alunos, trata-se de um document\u00e1rio com o objetivo de registrar a cultura urbana da cidade. Al\u00e9m disso, o conte\u00fado tem como prop\u00f3sito servir de base para estudos e pesquisas sobre o hip hop em Joinville, passando pelos quatro elementos que o comp\u00f5em: o MC, o DJ, o B-Boy e B-Girl e o grafiteiro.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Confira tamb\u00e9m:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed aligncenter is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Especial: 50 anos do Hip-Hop\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/aLYCVcD7GPA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Esta reportagem especial faz parte de um conte\u00fado multim\u00eddia produzido pelos acad\u00eamicos Diogo de Oliveira e Fagner Ramos, da 4\u00aa fase do curso de Jornalismo, para a disciplina de Jornalismo Digital, ministrada pela professora Marina Andrade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Fagner Ramos Em 11 de agosto de 1973, o jamaicano radicado nos EUA, Clive Campbell, conhecido como Kool Herc, decide comemorar o anivers\u00e1rio de sua irm\u00e3, Cindy. 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