{"id":14669,"date":"2023-09-28T15:42:42","date_gmt":"2023-09-28T18:42:42","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=14669"},"modified":"2023-09-28T15:44:57","modified_gmt":"2023-09-28T18:44:57","slug":"em-busca-de-sentidos-no-menor-shopping-da-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2023\/09\/28\/em-busca-de-sentidos-no-menor-shopping-da-cidade\/","title":{"rendered":"Em busca de sentidos no menor\u00a0 shopping da cidade"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Por: Leonardo Budal<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo gostando do luxo, eu aprendi que n\u00e3o precisamos de muito para aproveitarmos os sabores da vida. Descobri tamb\u00e9m que h\u00e1 outras formas de prazer na vida, diferentes do que estamos acostumados a ouvir e sentir. Sensa\u00e7\u00f5es como uma brisa refrescante em um dia de ver\u00e3o, a sensa\u00e7\u00e3o de ser aquecido com um bom caf\u00e9 durante o inverno ou at\u00e9 mesmo a sensa\u00e7\u00e3o de vento em meus cabelos.<br>Estava no menor shopping da cidade. Eu gostava dele, era pequeno e tinha um restaurante com comida boa e barata. O movimento era agrad\u00e1vel, n\u00e3o havia muita gente, ent\u00e3o a fila era bem pequena. Paguei a refei\u00e7\u00e3o e sentei em uma das mesas da pra\u00e7a de alimenta\u00e7\u00e3o. Faltava bastante tempo at\u00e9 voltar ao trabalho, por\u00e9m, a fome n\u00e3o me permitiu comer o prato de comida com paci\u00eancia.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Era uma tarde de pregui\u00e7a, n\u00e3o estava com vontade de trabalhar.&nbsp; Com t\u00e9dio, comecei a observar os arredores e fui capaz de perceber algumas particularidades bem interessantes.&nbsp; Uma crian\u00e7a que fazia birra por conta de um sorvete, um casal entrando na loja de chocolates, a atendendente de uma padaria que parecia t\u00e3o entediada como eu. Diferentes rostos e rotinas, todos estavam imersos em seus pr\u00f3prios mundos de pensamentos, cada um com seus problemas a resolver. De alguma forma eu tamb\u00e9m estava perdido nesse meu mundinho particular.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo estava t\u00e3o quieto, existia uma paz profunda no recinto. Piscava lentamente os olhos, estava come\u00e7ando a ficar sonolento, estava prestes a ir embora quando eu, de longe, pude observar algo promissor. Um senhor com seus cinquenta anos, trazendo em suas costas um case de viol\u00e3o. Ele era o m\u00fasico que tocaria naquela quarta-feira. N\u00e3o existia nada muito relevante em sua apar\u00eancia, trajava-se com informalidade, seu equipamento parecia meio antigo, mas nada muito gritante. a verdadeira surpresa ainda estava por vir.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a calma de quem fazia aquilo a muitos anos, o m\u00fasico montou todo seu equipamento ao palco, sentou e come\u00e7ou sua apresenta\u00e7\u00e3o. Foi muito interessante observar a leveza presente em seus movimentos, parecia que eu estava diante de um grande mestre de sua ocupa\u00e7\u00e3o. Fiquei hipnotizado com suas habilidades, senti que sua arte foi capaz de expulsar todos os meus sentimentos de monotonia que me consumiam. Foi como observar o despertar a um novo mundo de experi\u00eancias, finalmente pude me libertar de minha pris\u00e3o mental e pude finalmente entender pelo menos um pouco o conceito de empatia.<\/p>\n\n\n\n<p>O velho senhor dedilhava seu viol\u00e3o e era poss\u00edvel perceber a emo\u00e7\u00e3o em cada nota, em cada acorde. Fiquei l\u00e1 escutando sua apresenta\u00e7\u00e3o at\u00e9 o final e quando a \u00faltima m\u00fasica foi tocada, fiz quest\u00e3o de aplaudir a dedica\u00e7\u00e3o do artista que al\u00e9m de seu instrumento, foi capaz de me tocar profundamente em meu conceito de divers\u00e3o. Vou guardar com carinho o rosto e a habilidade desse artista que infelizmente nunca ter\u00e1 o reconhecimento merecido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Leonardo Budal Mesmo gostando do luxo, eu aprendi que n\u00e3o precisamos de muito para aproveitarmos os sabores da vida. 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