{"id":14698,"date":"2023-10-04T14:00:00","date_gmt":"2023-10-04T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=14698"},"modified":"2024-09-18T16:57:41","modified_gmt":"2024-09-18T19:57:41","slug":"o-ponto-de-vista-de-quem-passou-pelo-cancer-de-mama","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2023\/10\/04\/o-ponto-de-vista-de-quem-passou-pelo-cancer-de-mama\/","title":{"rendered":"O ponto de vista de quem passou pelo c\u00e2ncer de mama"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Por: Larissa Hirt<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Conquistas ap\u00f3s o c\u00e2ncer de mama: Uma perspectiva inspiradora de uma sobrevivente.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, Sandra Fran\u00e7a da Silva, 40, teve uma guinada na sua vida ao ser diagnosticada com c\u00e2ncer de mama. A doen\u00e7a \u00e9 a primeira causa de morte por c\u00e2ncer na popula\u00e7\u00e3o feminina no Brasil. E outubro \u00e9 o m\u00eas de conscientiza\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de mama.<\/p>\n\n\n\n<p>Os sintomas come\u00e7aram em janeiro do ano passado. \u201cSenti uma dor na parte debaixo do seio perto da costela e debaixo da axila, mas n\u00e3o dei muita aten\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s uma semana passou a dor, depois surgiu um n\u00f3dulo na parte superior do seio\u201d, comenta Sandra, \u201ce fui s\u00f3 em maio no posto de sa\u00fade, e peguei o encaminhamento para fazer uma ultrassom, e no laudo deu classifica\u00e7\u00e3o BI-RADS 4\u201d. relata Sandra<\/p>\n\n\n\n<p>O cirurgi\u00e3o oncol\u00f3gico do Hospital e Maternidade Sagrada Fam\u00edlia, Helio Carneiro, 40, explica que o Breast Imaging-Reporting and Data System (BI-RADS), \u00e9 um sistema de classifica\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 amplamente utilizado em radiologia mam\u00e1ria para padronizar a avalia\u00e7\u00e3o e a comunica\u00e7\u00e3o de achados em exames de mama, como mamografias, ultrassonografias e resson\u00e2ncias magn\u00e9ticas. Ele foi desenvolvido pelo Col\u00e9gio Americano de Radiologia e \u00e9 uma ferramenta essencial para ajudar a categorizar as les\u00f5es de mama e orientar os m\u00e9dicos na tomada de decis\u00f5es cl\u00ednicas\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>O modelo vai da categoria zero a seis. O BI-RADS quatro, como o caso de Sandra, significa que h\u00e1 altera\u00e7\u00f5es na mamografia onde o risco varia entre 2% a 95% da les\u00e3o se tornar cancer\u00edgena. Nesse caso, as pacientes devem ser submetidas a realiza\u00e7\u00e3o da bi\u00f3psia da les\u00e3o, para que assim o diagn\u00f3stico correto seja atribu\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sandra desabafa sobre o in\u00edcio do tratamento: \u201cEm agosto fiz a bi\u00f3psia de agulhamento. No dia 14 de novembro de 2022 fiz a cirurgia de retirada dos n\u00f3dulos e confirmou que era c\u00e2ncer, ent\u00e3o a m\u00e9dica disse que teria que retirar toda a mama e os linfonodos que ficam na axila. Fiz outra cirurgia no dia dez de fevereiro de 2023, tirei toda a mama e j\u00e1 foi colocado a pr\u00f3tese.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A mamografia \u00e9 uma ferramenta importante para descobrir o c\u00e2ncer de mama. Segundo dados do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA), em 2021, foram realizadas 3.497.439 mamografias em mulheres no SUS, sendo 3.145.930 mamografias de rastreamento. E o Instituto tamb\u00e9m orienta que mulheres entre 50 a 69 anos fa\u00e7am o exame a cada dois anos. Mas s\u00f3 os exames n\u00e3o s\u00e3o o suficiente para o tratamento. Sandra tamb\u00e9m passou por sess\u00f5es de quimioterapia.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram seis meses de tratamento, ao todo, oito quimioterapias. E a sensa\u00e7\u00e3o da \u00faltima sess\u00e3o, foi motivo de alegria. \u201cAntes n\u00e3o entendia porque tanta comemora\u00e7\u00e3o quando acabam as quimioterapias. Agora entendo a luta que \u00e9, e a import\u00e2ncia de enfrentar de cabe\u00e7a erguida\u201d. Sandra ainda completa: \u201cFoi uma emo\u00e7\u00e3o muito grande, sempre quando ia fazer a quimioterapia, ia feliz, sabia que ali estava a minha cura. E a \u00faltima foi uma sensa\u00e7\u00e3o de dever cumprido, que mais uma etapa foi vencida, a etapa mais dif\u00edcil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas junto com a felicidade e sensa\u00e7\u00e3o de cura, vinham tamb\u00e9m os efeitos colaterais e a baixa autoestima. Sandra comenta que depois das quimios sofreu com enjoo, tontura, fraqueza, dores nas articula\u00e7\u00f5es e formigamento nas pontas dos dedos. Sandra como se sentiu com os efeitos colaterais: \u201cE sou um pouco vaidosa. Quando tive que cortar os cabelos foi bem dif\u00edcil chorei muito, me olhava no espelho e n\u00e3o me reconhecia, fiquei uma semana assim.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Os medicamentos de quimioterapia atacam as c\u00e9lulas cancer\u00edgenas mas tamb\u00e9m afetam outras c\u00e9lulas saud\u00e1veis, como as que produzem cabelo. \u201cFelizmente, na maioria das vezes, a perda de cabelo causada pela quimioterapia \u00e9 tempor\u00e1ria. Geralmente as pacientes esperam que seu cabelo volte a crescer tr\u00eas a seis meses ap\u00f3s o t\u00e9rmino do tratamento, embora temporariamente ele possa ter uma cor ou textura diferente\u201d, completa Helio.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje em dia as campanhas do Outubro Rosa tem outro significado para Sandra. \u201cQuanto mais informa\u00e7\u00e3o melhor, menos medo tamb\u00e9m. As meninas da Rede Feminina fazem um trabalho espetacular, n\u00e3o s\u00f3 nessa \u00e9poca, mas o ano inteiro, elas sempre v\u00e3o no hospital levar suco ou \u00e1gua de c\u00f4co, torradinha ou bolinho para os pacientes e acompanhantes no setor oncol\u00f3gico\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p>Sei que n\u00e3o terminei o tratamento e que para dizer que estou curada s\u00f3 daqui dez anos. Mas me sinto curada. Tenho que fazer ainda as radioterapias, fazer a cirurgia para retirar os ov\u00e1rios pois meu c\u00e2ncer \u00e9 hormonal. Mas sigo em frente.\u201d Sandra faz parte do grupo de mulheres que luta diariamente contra o c\u00e2ncer no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Larissa Hirt &#8220;Conquistas ap\u00f3s o c\u00e2ncer de mama: Uma perspectiva inspiradora de uma sobrevivente.&#8221; Em 2022, Sandra Fran\u00e7a da Silva, 40, teve uma guinada na sua vida ao ser diagnosticada com c\u00e2ncer de mama. A doen\u00e7a \u00e9 a primeira causa de morte por c\u00e2ncer na popula\u00e7\u00e3o feminina no Brasil. E outubro \u00e9 o m\u00eas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":14699,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14,1588,1837,17],"tags":[883,1577,34,258,18],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14698"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14698"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14698\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14701,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14698\/revisions\/14701"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14699"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14698"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14698"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14698"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}