{"id":14796,"date":"2023-10-24T13:14:22","date_gmt":"2023-10-24T16:14:22","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=14796"},"modified":"2023-10-24T13:14:23","modified_gmt":"2023-10-24T16:14:23","slug":"secretaria-de-educacao-de-joinville-procura-parcerias-para-manter-o-ensino-civico-militar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2023\/10\/24\/secretaria-de-educacao-de-joinville-procura-parcerias-para-manter-o-ensino-civico-militar\/","title":{"rendered":"Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o de Joinville procura parcerias para manter o ensino c\u00edvico-militar\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Por Ellen Gerber e Crislaine Moreira<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o de Joinville apresentou um plano para dar continuidade ao ensino c\u00edvico-militar na escola Presidente Castello Branco. O Programa Nacional de Escolas C\u00edvico-Militares (Pecim) transformava escolas p\u00fablicas em c\u00edvico-militares e foi institu\u00eddo pelo governo Jair Bolsonaro em 2019. A iniciativa contava com apoio financeiro das For\u00e7as Armadas e do governo federal, que investiu cerca de R$100 milh\u00f5es entre 2020 e 2022. De acordo com o Plano Or\u00e7ament\u00e1rio do Sistema Integrado de Planejamento e Or\u00e7amento (Siop), este valor ficou entre as 15 maiores verbas da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o fim do governo Bolsonaro, a nova administra\u00e7\u00e3o do Brasil optou pelo corte da verba federal que mantinha as atividades c\u00edvico-militares em ambiente escolar. Ficou a crit\u00e9rio dos estados e munic\u00edpios encerrar ou manter o modelo com recursos pr\u00f3prios.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/whatsapp-image-2021-12-06-at-17.47.22.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-14798\" style=\"width:840px;height:473px\" width=\"840\" height=\"473\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Prefeitura de Joinville\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Em Joinville, o modelo foi adotado na Escola Municipal Presidente Castello Branco. O an\u00fancio do fim do programa federal mobilizou os respons\u00e1veis pelos alunos, que incentivaram as autoridades municipais a darem continuidade ao modelo. Sem o programa que garantia a verba federal, a Prefeitura de Joinville recorreu \u00e0 Secretaria Estadual de Educa\u00e7\u00e3o para buscar recursos. De acordo com o Secret\u00e1rio de Educa\u00e7\u00e3o de Joinville, Diego Calegari, \u201co principal impedimento \u00e9 a falta de militares da reserva para atender \u00e0 demanda local\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A continuidade do modelo c\u00edvico-militar, entretanto, gera controv\u00e9rsias. Para o coordenador do Centro de Direitos Humanos (CDH), Nasser Haidar Barbosa, \u00e9 um erro \u201cgrav\u00edssimo\u201d permitir que esse programa siga e deveria ser completamente proibida a continuidade desse tipo de a\u00e7\u00e3o. \u201cOs efeitos acabam sendo muito contr\u00e1rios ao que a gente defende. Fazemos a defesa de uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade, mas entendemos que n\u00e3o precisa ocorrer por meio da militariza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 justificativa pedag\u00f3gica e t\u00e9cnica de quem entende de educa\u00e7\u00e3o para que se utilize o modelo militar. Desta forma, entendemos que a justificativa \u00e9 pura e simplesmente ideol\u00f3gica. Seguir carreira militar precisa ser uma escolha do sujeito dentro de uma outra l\u00f3gica\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o CDH, existem v\u00e1rios impactos negativos da presen\u00e7a de militares no processo educacional, por exemplo, o gasto de dinheiro p\u00fablico para manter pessoas que n\u00e3o s\u00e3o profissionais e t\u00e9cnicos de educa\u00e7\u00e3o e que n\u00e3o t\u00eam nenhum tipo de vincula\u00e7\u00e3o com a educa\u00e7\u00e3o para exercerem atividades basicamente de vigil\u00e2ncia. \u201cIsso n\u00e3o tem nada de pedag\u00f3gico. A escola deveria ser um ambiente libertador, de constru\u00e7\u00e3o da cr\u00edtica\u201d, completou o diretor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para manter o modelo c\u00edvico-militar, a Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o pretende&nbsp; ter aux\u00edlio do Corpo de Bombeiros Volunt\u00e1rios de Joinville (CBVJ). A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que o CBVJ assuma o programa em 2024, abrangendo atividades rotineiras de ensino, atividades no contraturno e do programa Bombeiro Mirim. Segundo o diretor executivo do CBVJ, Marcos Luiz Krelling, \u00e9 prematuro, por parte da Associa\u00e7\u00e3o, falar sobre esse tema, uma vez que o Conselho Municipal de Educa\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o se pronunciou sobre o projeto. \u201cTudo ainda est\u00e1 no \u00e2mbito de proposta do Executivo Municipal\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A Prefeitura de Joinville n\u00e3o quis se pronunciar sobre o tema. \u201cAssim que o modelo for definido e formatado, iremos torn\u00e1-lo p\u00fablico. Essa \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o da Prefeitura Municipal de Joinville\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ellen Gerber e Crislaine Moreira A Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o de Joinville apresentou um plano para dar continuidade ao ensino c\u00edvico-militar na escola Presidente Castello Branco. 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