{"id":14874,"date":"2023-11-09T15:30:00","date_gmt":"2023-11-09T18:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=14874"},"modified":"2024-03-18T17:06:58","modified_gmt":"2024-03-18T20:06:58","slug":"festival-armageddon-chega-a-joinville","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2023\/11\/09\/festival-armageddon-chega-a-joinville\/","title":{"rendered":"Festival Armageddon chega a Joinville"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Por Fagner Ramos<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Apesar dos desafios, Heavy Metal faz do rock um estilo ainda relevante para todas as idades<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O festival Armageddon, voltado ao Heavy Metal, chega em Joinville no dia 18 de novembro, trazendo nomes de peso do estilo mundial e brasileiro, unindo o cl\u00e1ssico ao novo e refor\u00e7ando a for\u00e7a do estilo na cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Agendado para 2022, o festival foi adiado devido ao cancelamento da banda principal, Venom Inc, e agora em 2023, traz em seu cast o Abbath, banda norueguesa de remanescentes do Immortal. Haver\u00e1 tamb\u00e9m apresenta\u00e7\u00f5es do Angra, banda brasileira mundialmente conhecida, e dos cariocas do Dorsal Atl\u00e2ntica, uma das principais bandas do Thrash Metal nacional e influ\u00eancia para bandas como Sepultura e Korzus, al\u00e9m de mais 10 atra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Fazer um evento desse porte em Joinville \u00e9 um desafio, conforme relato de Fernando Zimmermann, 37, criador do festival. \u201c<em>Os esfor\u00e7os s\u00e3o v\u00e1rios, n\u00e3o adianta voc\u00ea somente querer e ter dinheiro. Voc\u00ea precisa de pessoas e parcerias honestas ao seu redor para que tudo funcione. O meio underground e m\u00e9dio porte, existem muitas pessoas que n\u00e3o s\u00e3o profissionais e isso acaba atingindo na totalidade. Aqui no Brasil, o custo para um festival \u00e9 muito alto, a log\u00edstica no Brasil a cada ano que passa fica um absurdo, pre\u00e7os abusivos. Eu diria que hoje \u00e9 um risco enorme, e tem que ter muita cautela para repassar esses custos no valor do ingresso<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Joinville Rock and Roll<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o Armageddon Fest que levanta a bandeira do rock na cidade. Eventos paralelos como o Black Stoner Fest, lojas de discos como a Rock Total Discos ou a loja de roupas e acess\u00f3rios Escambau, e locais para shows como a Casa Raul, fazem de Joinville um celeiro do rock e rotas de artistas do g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale citar bandas que movimentam a cena rock, como o Zombie Cookbook que acaba de lan\u00e7ar um novo disco intitulado Horroris Causa, e os alternativos do Somaa, que est\u00e3o h\u00e1 12 anos na cena e acabaram de disponibilizar o \u00e1lbum Antena.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Fernando Camacho, 52, dono do selo Black Hole Productions que nasceu como um fanzine em 85, e j\u00e1 foi revista impressa, site, e agora selo e distribuidora, algumas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o necess\u00e1rias para manter Joinville viva no rock. \u201c<em>Santa Catarina \u00e9 ber\u00e7o de v\u00e1rios festivais e shows, alguns acontecem aqui por perto e em Joinville. Temos v\u00e1rios produtores locais, selos, lojas, programas de r\u00e1dio que sem d\u00favida realizam uma \u00f3tima promo\u00e7\u00e3o de nossas bandas e da m\u00fasica pesada em geral, e ajudam a impulsionar e manter a cena local viva e forte. Organizo o BLACK HOLE FEST, onde tocam bandas do selo e algumas bandas convidadas<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O fim est\u00e1 pr\u00f3ximo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O rock \u00e9 atualmente relacionado a um estilo para pessoas mais velhas, e isso reflete nas bandas com 30, 40, 50 anos de estrada e nos p\u00fablicos que as consomem. Para Fernando Zimmermann, em partes esse estigma tem raz\u00e3o. \u201c<em>Acredito nas novas gera\u00e7\u00f5es, dependemos dela para continuarmos em frente. Falando pelo lado de produtor, eu digo, \u00e9 de velho! Pois \u00e9 um trabalho enorme faz\u00ea-los tirar de casa, pagar ingressos. Temos que ter um cronograma apertado e cedo, pois muitas bandas n\u00e3o tocam mais depois das 23h e p\u00fablico tamb\u00e9m n\u00e3o quer ficar mais at\u00e9 muito tarde<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 meio s\u00e9culo a m\u00eddia decreta o fim do rock. Come\u00e7ou em 1959 na trag\u00e9dia de avi\u00e3o que culminou na morte de Buddy Holly, Ritchie Valens. Depois com o fim dos Beatles em 1970, a morte de Elvis Presley em 1977, e de&nbsp; Kurt Cobain em 1994, al\u00e9m de meados dos anos 2000, a perda de popularidade para outros estilos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Fernando Camacho, isso n\u00e3o \u00e9 relevante, \u201cExiste tanta coisa para se pensar e que nos leva a acreditar que o rock vive, que nem dou muita aten\u00e7\u00e3o. Pode ser que n\u00e3o seja um g\u00eanero musical mais popular hoje em dia. Para quem pensa que o rock morreu, pe\u00e7o que v\u00e1 em algum festival ou show e ficar\u00e1 assustado com a vitalidade deste senhor que possui f\u00e3s apaixonados que n\u00e3o deixam o estilo morrer.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fagner Ramos Apesar dos desafios, Heavy Metal faz do rock um estilo ainda relevante para todas as idades O festival Armageddon, voltado ao Heavy Metal, chega em Joinville no dia 18 de novembro, trazendo nomes de peso do estilo mundial e brasileiro, unindo o cl\u00e1ssico ao novo e refor\u00e7ando a for\u00e7a do estilo na [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[97,88],"tags":[1577,90,1765,1819,1818],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14874"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14874"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14874\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15142,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14874\/revisions\/15142"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14874"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14874"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14874"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}