{"id":15663,"date":"2024-07-16T20:44:21","date_gmt":"2024-07-16T23:44:21","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=15663"},"modified":"2024-10-08T17:54:07","modified_gmt":"2024-10-08T20:54:07","slug":"raizes-da-terra-a-luta-dos-trabalhadores-rurais-de-campo-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2024\/07\/16\/raizes-da-terra-a-luta-dos-trabalhadores-rurais-de-campo-alegre\/","title":{"rendered":"Ra\u00edzes da terra: a luta dos trabalhadores rurais de Campo Alegre"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Por Larissa Hirt <\/strong><\/em><strong><br><br><\/strong>Do caf\u00e9 da manh\u00e3 ao jantar a agricultura familiar est\u00e1 presente em nosso dia a dia. Da manh\u00e3 \u00e0 noite, fa\u00e7a chuva ou fa\u00e7a sol, o produtor rural est\u00e1 na lida, seja plantando, colhendo ou tratando os animais. H\u00e1 tamb\u00e9m aqueles que est\u00e3o no preparo dos alimentos. A rotina pode n\u00e3o ser f\u00e1cil, mas muitos trabalhadores do campo levam os ensinamentos e as lembran\u00e7as de inf\u00e2ncia, de quando come\u00e7aram a trabalhar com os pais ou av\u00f3s.<br><br>No interior de Campo Alegre, a fam\u00edlia Romalho segue os aprendizados rurais. Luana Satyrio da Rocha Romalho e Adriano Jos\u00e9 Romalho cresceram na regi\u00e3o, e continuam no campo, afinal, a propriedade onde moram j\u00e1 est\u00e1 indo para a quinta gera\u00e7\u00e3o, contando com a filha do casal, Helena Romalho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/IMG_7094-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15664\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/IMG_7094-scaled.jpg 2560w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/IMG_7094-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/IMG_7094-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Filha do casal, Helena Romalho.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Desde pequena Luana teve contato com a pecu\u00e1ria de leite. Ela e os irm\u00e3os acompanhavam a m\u00e3e durante a ordenha das vacas. E apesar de n\u00e3o ajudar muito nessa parte do processo, ela relembra com carinho dos ensinamentos. \u201cDecerto fica no sangue. Quando eu vim para c\u00e1 eu j\u00e1 queria comprar uma vaca para ter o leite\u201d, comenta.<br><br>Muita coisa mudou desde aquela \u00e9poca. Hoje o casal atua na produ\u00e7\u00e3o dos derivados de leite, e Luana lembra que a m\u00e3e media a temperatura dos produtos no dedo. \u201cAgora a gente tem uma receita para seguir, e medimos usando um term\u00f4metro, pois tem que ter um padr\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/IMG_7089-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15665\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/IMG_7089-scaled.jpg 2560w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/IMG_7089-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/IMG_7089-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fam\u00edlia Romalho.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Mas, alguns servi\u00e7os n\u00e3o mudam. A rotina ainda \u00e9 puxada, \u00e0s 6 horas n\u00e3o tem mais ningu\u00e9m na cama, e logo come\u00e7am os preparos na leitaria. Por l\u00e1, a ordenha ainda \u00e9 manual, o que exige mais tempo da fam\u00edlia. Mas Luana garante que isso tamb\u00e9m traz mais qualidade para o leite, pois eles n\u00e3o usam produtos qu\u00edmicos para a limpeza, o que seria preciso na otimiza\u00e7\u00e3o.&nbsp; \u201cE tamb\u00e9m, na m\u00e3o voc\u00ea v\u00ea qualquer incha\u00e7o que tenha na vaca. Com a ordenhadeira voc\u00ea s\u00f3 vai ver o problema depois que tiver avan\u00e7ado\u201d, explica.<br><br>S\u00e3o feitas duas ordenhas por dia, e durante o tempo livre a fam\u00edlia realiza outros trabalhos pela propriedade, como limpar o terreno, ajuntar sap\u00e9, cortar a grama, alimentar os animais, al\u00e9m \u00e9 claro da produ\u00e7\u00e3o de queijos, natas e manteiga. \u201cO tempo livre \u00e9 para fazer outro tipo de servi\u00e7o\u201d, enfatiza. A produtora tamb\u00e9m comenta que muitas vezes o lazer deles \u00e9 ir at\u00e9 o mercado fazer compras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os Romalho n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos com essa rotina. Ricardo Wohl, produtor rural de erva-mate, apicultor e psicultor tamb\u00e9m tem que se dividir no dia a dia. Desde crian\u00e7a acompanhava o pai e o av\u00f4 nos cultivos de erva-mate. A partir de l\u00e1, aprendeu como cuidar da planta, e hoje, com 46 anos, ainda cultiva nas propriedades, fazendo a ro\u00e7ada e a poda nas \u00e1rvores quando necess\u00e1rio, para que elas brotem melhor. Mas, j\u00e1 percebeu muitos avan\u00e7os no decorrer dos anos. \u201cNaquela \u00e9poca, tudo era um pouco mais dif\u00edcil na agricultura\u201d, comenta, ressaltando que antigamente n\u00e3o tinham muitas informa\u00e7\u00f5es sobre a maneira adequada de cuidar da planta.<\/p>\n\n\n\n<p>O produtor tamb\u00e9m come\u00e7a o dia cedo, e comenta que vai se dividindo conforme a demanda. \u201cNos dias mais favor\u00e1veis a gente mexe com as abelhas, e na \u00e9poca de colheita da erva-mate nosso foco maior \u00e9 ali. Mas a psicultura \u00e9 todo dia. Tem que tratar os peixes todos os dias\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"2560\" height=\"1440\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/IMG_2702-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15666\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/IMG_2702-scaled.jpg 2560w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/IMG_2702-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/IMG_2702-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ricardo Wohl, produtor rural de erva-mate.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>No tempo da oma<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Hoje, Lourdes Dreveck da Maia e Jos\u00e9 Luci da Maia s\u00e3o aposentados. Mas h\u00e1 50 anos estavam colhendo erva-mate em Campo Alegre. O pai de Lourdes colhia erva-mate, e para ela, era a maior alegria estar nos matos puxando a planta. Ela lembra que durante o dia, eles iam em fam\u00edlia cortar a erva, e \u00e0 noite, os vizinhos ajudavam a quebrar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1280\" height=\"853\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/ae49a7ff-c228-4328-ad9b-14e177344d4f.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15667\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Lourdes Dreveck da Maia e Jos\u00e9 Luci da Maia.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><br>A erva-mate j\u00e1 foi fundamental para a economia campo-alegrense. O autor do livro \u201cCampo Alegre: caminhos que se cruzam\u201d, Robson Richard Duvoisin<strong> <\/strong>explica que S\u00e3o Bento, Campo Alegre e at\u00e9 Joinville, s\u00f3 decolaram devido ao poderio da economia que a erva-mate gerava. \u201cA regi\u00e3o sul do Brasil, Argentina, Paraguai, at\u00e9 o Chile, ent\u00e3o, todo esse cone da Am\u00e9rica do Sul, ela n\u00e3o consumia no seu dia a dia, como a gente consome hoje em dia, o cafezinho. Naquela \u00e9poca era erva-mate e ponto\u201d, complementa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a iguaria n\u00e3o foi a \u00fanica presente na economia campo alegrense. O autor do livro ainda esclarece que muito do que se produzia e se produz na cidade est\u00e1 relacionado com a topografia do local. Que, por mais que seja uma serra, ainda existem lugares mais plainos, onde \u00e9 poss\u00edvel trabalhar com maquin\u00e1rios maiores. Ent\u00e3o s\u00e3o regi\u00f5es com uma produ\u00e7\u00e3o de milho, batatinha, soja e fumo, que tamb\u00e9m fez parte da vida de Jos\u00e9.<br><br>Ele recorda que nos anos em que se plantava fumo, n\u00e3o havia descanso, \u201cera trabalho o ano inteiro\u201d, enfatiza. O trabalho come\u00e7ava em maio, fazendo os canteiros, depois vinha a planta do fumo na ro\u00e7a, a cultiva\u00e7\u00e3o, e todos os cuidados com a planta, como capinar, passar cultivador e s\u00f3 depois a colheita. Por \u00faltimo a classifica\u00e7\u00e3o do fumo, antes do vento frio de geada atingir a planta.<br><br>N\u00e3o muito longe da propriedade de Lourdes e Jos\u00e9, outro casal tamb\u00e9m se manteve na agricultura. L\u00facia e Rofino Telma cresceram e se criaram em Campo Alegre. L\u00e1 tiveram nove filhos, e mais de 50 anos de casamento. E todos esses anos, a renda da fam\u00edlia veio da agricultura. Ali\u00e1s, ainda vem da agricultura. Mas agora, como diz Rofino, as coisas est\u00e3o um pouco mais leve do que antigamente. \u201cAntigamente era tudo de caro\u00e7a\u201d, fala.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1280\" height=\"960\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/5ecf5a74-0108-4127-8865-739405ceaeae.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15668\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">L\u00facia e Rofino Telma.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><br>L\u00facia tamb\u00e9m recorda que anos atr\u00e1s era tudo na base da enxada, tudo no \u201cmuque\u201d, como ela diz. Mas foi na rotina de acordar cedo e ir para o campo, que o casal criou os filhos. \u201cEles iam junto e ficavam dentro do cesto.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De l\u00e1 para c\u00e1 os produtores evolu\u00edram com o tempo. Afinal, come\u00e7aram cedo com os trabalhos rurais. Rofino, agora com 73 anos, parou de estudar na quarta s\u00e9rie. \u201cO papai ficou doente, ent\u00e3o eu e meu irm\u00e3o sa\u00edmos da escola para ir trabalhar na ro\u00e7a\u201d. Eles ainda acordam cedo para cuidar dos animais, seja no s\u00e1bado, domingo, P\u00e1scoa, Natal ou Ano Novo, mas agora eles j\u00e1 possuem tratores e outras ferramentas agr\u00edcolas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Desafios di\u00e1rios<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong><br><\/strong>O frio da manh\u00e3 de inverno na ro\u00e7a, ou sacrificar horas de lazer n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos desafios na vida do agricultor. Adriano Roberto Resch, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Joinville, comenta que o pequeno produtor \u00e9 muito punido, principalmente na parte dos defensivos agr\u00edcolas, diferentes dos agrot\u00f3xicos. \u201cN\u00f3s somos v\u00edtimas de grandes monop\u00f3lios que s\u00e3o as grandes ind\u00fastrias\u201d, complementa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o produtor rural muitas vezes \u00e9 discriminado, como explicou a sindicalista rural Sueli Baade. \u201cSe o agricultor chega em determinado lugar e ele fala naquela simplicidade dele, ele \u00e9 alvo de deboche.\u201d E completa dizendo que se o governo n\u00e3o fazer com que o agricultor continue na agricultura, n\u00e3o existir\u00e1 sindicato e n\u00e3o existir\u00e1 mais agricultor. \u201cCada vez mais a gente est\u00e1 vendo uma evas\u00e3o\u201d, diz \u201co meu caf\u00e9 veio de um agricultor, o meu p\u00e3o veio de um agricultor. Ent\u00e3o as pessoas n\u00e3o v\u00e3o l\u00e1 para os agricultores e o governo muito menos\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Outras gera\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p><strong><br><\/strong>Apesar das dificuldades, L\u00facia, Rofino, Adriano, Luana e Ricardo se complementam quando dizem que n\u00e3o pretendem deixar da vida o campo, e esperam que as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia tenham essa qualidade de vida.<br><br>J\u00e1 Lourdes e Jos\u00e9, depois de anos morando no centro de S\u00e3o Bento do Sul, resolveram em 2020 voltar para a casa onde Lourdes se criou, e eles n\u00e3o t\u00eam mais planos de voltar para a cidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=y0cHbqS1wKA\">Link do document\u00e1rio &#8220;Ra\u00edzes da terra: a luta dos trabalhadores rurais&#8221; <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Larissa Hirt Do caf\u00e9 da manh\u00e3 ao jantar a agricultura familiar est\u00e1 presente em nosso dia a dia. 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