{"id":15725,"date":"2024-08-15T16:54:03","date_gmt":"2024-08-15T19:54:03","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=15725"},"modified":"2024-08-15T16:54:05","modified_gmt":"2024-08-15T19:54:05","slug":"eu-nao-falo-a-sua-lingua-peca-teatral-expoe-desafios-e-experiencias-de-mulheres-surdas-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2024\/08\/15\/eu-nao-falo-a-sua-lingua-peca-teatral-expoe-desafios-e-experiencias-de-mulheres-surdas-no-brasil\/","title":{"rendered":"\u201cEu n\u00e3o falo a sua l\u00edngua\u201d: pe\u00e7a teatral exp\u00f5e desafios e experi\u00eancias de mulheres surdas no Brasil\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Encenada de forma h\u00edbrida por dois atores surdos, a pe\u00e7a do Grupo de Teatro Libra\u00e7\u00e3o estreia neste s\u00e1bado (17), em Joinville&nbsp;<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No palco, um tecido branco pendurado sob a luz de um projetor. Atr\u00e1s dele, a sombra de uma mulher aparece em cena. Ela se movimenta, analisa o pr\u00f3prio corpo e come\u00e7a a se comunicar com as m\u00e3os. Nasce ali a identidade de uma mulher surda e a descoberta de sua l\u00edngua: a Libras, a L\u00edngua Brasileira de Sinais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim \u00e9 o in\u00edcio da pe\u00e7a \u201cEu n\u00e3o falo a sua l\u00edngua\u201d, do Grupo de Teatro Libra\u00e7\u00e3o, com estreia marcada neste s\u00e1bado (17), \u00e0s 19 horas, no Galp\u00e3o de Teatro da Ajote. O projeto foi contemplado pelo Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (Simdec) e conta com o apoio cultural da Secretaria de Cultura e Turismo de Joinville. Por isso, oferece entrada gratuita ao p\u00fablico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pe\u00e7a \u00e9 encenada de forma h\u00edbrida. No palco, a atriz surda Dayane Cristina Gomes interage com personagens que surgem projetados no tecido branco do cen\u00e1rio. Um deles \u00e9 representado pelo tamb\u00e9m ator surdo Darley Goulart, que atualmente reside em S\u00e3o Paulo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cada um dos personagens representa situa\u00e7\u00f5es da vida real, experi\u00eancias comuns a toda mulher surda. A dramaturgia busca expor as nuances de como \u00e9 viver em seu pr\u00f3prio pa\u00eds que, entretanto, n\u00e3o sabe se comunicar em sua l\u00edngua. Fato que se traduz em dificuldades no acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ao trabalho, \u00e0 socializa\u00e7\u00e3o e na consequente solid\u00e3o da pessoa surda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O espet\u00e1culo teatral busca dar visibilidade a essas quest\u00f5es e promover a reflex\u00e3o do p\u00fablico sobre acessibilidade das pessoas com defici\u00eancia e outras caracter\u00edsticas que integram o amplo espectro da diversidade humana e dos direitos constitucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA pe\u00e7a percorre os desafios de viver em uma sociedade que n\u00e3o fala a minha l\u00edngua, mas tamb\u00e9m como o encontro com tantas diferentes pessoas surdas contribui para constru\u00e7\u00e3o da nossa identidade como pessoa surda e de nossas potencialidades\u201d, afirma a atriz Dayane Cristina Gomes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com 30 minutos de dura\u00e7\u00e3o, o espet\u00e1culo \u201cEu n\u00e3o falo a sua l\u00edngua\u201d \u00e9 apresentado em Libras, com locu\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas feita por uma atriz ouvinte, de forma presencial, e por um ator ouvinte, no v\u00eddeo. A apresenta\u00e7\u00e3o ter\u00e1 int\u00e9rprete de Libras para a acessibilidade comunicacional das pessoas surdas no teatro e tamb\u00e9m da atriz com o p\u00fablico ouvinte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"2000\" height=\"1333\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-15726\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/2.png 2000w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/2-1536x1024.png 1536w\" sizes=\"(max-width: 2000px) 100vw, 2000px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9dito: Grupo Libra\u00e7\u00e3o\/Divulga\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sobre o Grupo Libra\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O Grupo de Teatro Libra\u00e7\u00e3o \u00e9 formado por atores surdos e ouvintes que usam Libras. Foi criado em 2011 por Dayane Cristina Gomes e Manoella Carolina Rego para ser um espa\u00e7o de frui\u00e7\u00e3o art\u00edstica teatral para surdos de Joinville.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2018, o grupo integra a estrutura do Instituto de Pesquisa da Arte pelo Movimento \u2013 IMPAR e do Programa de Forma\u00e7\u00e3o Cultural Arte para Todos, auxiliando no fomento da arte em Joinville e prestando consultoria em acessibilidade para outros grupos e artistas da cidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Confira a agenda de apresenta\u00e7\u00f5es:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Fora a estreia no s\u00e1bado (17), a pe\u00e7a ser\u00e1 encenada para o p\u00fablico geral no Ponto de Cultura da Amorabi, no Itinga. Por l\u00e1, tamb\u00e9m ocorre uma roda de conversa sobre acessibilidade, diferen\u00e7as culturais entre ouvintes e pessoas surdas e a import\u00e2ncia do uso da L\u00edngua Brasileira de Sinais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das apresenta\u00e7\u00f5es abertas ao p\u00fablico, a pe\u00e7a&nbsp; ser\u00e1 encenada para estudantes de uma escola p\u00fablica e tamb\u00e9m na Ajidevi &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Joinvilense para Integra\u00e7\u00e3o dos Deficientes Visuais. Ali, al\u00e9m de int\u00e9rprete de Libras, a pe\u00e7a tamb\u00e9m contar\u00e1 com audiodescri\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li>14\/08, \u00e0s 19h: EEB Marli Maria de Souza (Rua \u00c9feso, 514 &#8211; Paranaguamirim).&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>17\/08, \u00e0s 19h: Galp\u00e3o de Teatro da Ajote (Rua Quinze de Novembro, 1383 \u2013 Am\u00e9rica). Aberto ao p\u00fablico. Entrada gratuita.&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>24\/08, \u00e0s 19h: Ponto de Cultura da Amorabi (Rua dos Esportistas, 510 &#8211; Itinga). Aberto ao p\u00fablico. Entrada gratuita.&nbsp;&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>25\/08, \u00e0s 15h: Ponto de Cultura da Amorabi (Rua dos Esportistas, 510 &#8211; Itinga). Roda de conversa, aberta ao p\u00fablico. Entrada gratuita.&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>26\/08, \u00e0s 14h30: Ajidevi (Rua Jornalista Hil\u00e1rio M\u00fcller, 276 &#8211; Floresta).&nbsp;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ficha t\u00e9cnica do espet\u00e1culo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Dire\u00e7\u00e3o: Manoella Carolina Rego<\/p>\n\n\n\n<p>Produ\u00e7\u00e3o: Nathielle Wougles<\/p>\n\n\n\n<p>Dramaturgia: Grupo de Teatro Libra\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Atriz: Dayane Cristina Gomes<\/p>\n\n\n\n<p>Voz da atriz em cena: Nathielle Wougles<\/p>\n\n\n\n<p>Atores convidados: Darley Goulart, N\u00fabia Amorim, Lara Lopes, Nathielle Wougles, Manoella Carolina Rego, Vicente Greg\u00f3rio Rego Parucker.<\/p>\n\n\n\n<p>Voz das proje\u00e7\u00f5es: Robson Benta<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00eddeos e proje\u00e7\u00f5es: Darley Goulart<\/p>\n\n\n\n<p>Grava\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o dos \u00e1udios: Grupo de Teatro Libra\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Facilitadora da Oficina: Dayane Cristina Gomes<\/p>\n\n\n\n<p>Cen\u00e1rio: Manoella Carolina Rego e Anderson Carlos Parucker&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Figurinos: Nathielle Bragagnolo Wougles<\/p>\n\n\n\n<p>Filmagem: Lucas Alvarez<\/p>\n\n\n\n<p>Fotografia: Julia Gomes<\/p>\n\n\n\n<p>Int\u00e9rprete de LIBRAS: N\u00fabia Amorim<\/p>\n\n\n\n<p>Audiodescri\u00e7\u00e3o: Paulo Suldovski e Iraci Seefeldt<\/p>\n\n\n\n<p>Designer gr\u00e1fico: Clic Propaganda<\/p>\n\n\n\n<p>Assessoria de Imprensa: Patricia Stahl Gaglioti<\/p>\n\n\n\n<p>Apoio: Instituto de Pesquisa da Arte pelo Movimento &#8211; IMPAR<\/p>\n\n\n\n<p>Realiza\u00e7\u00e3o: Grupo de Teatro Libra\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Encenada de forma h\u00edbrida por dois atores surdos, a pe\u00e7a do Grupo de Teatro Libra\u00e7\u00e3o estreia neste s\u00e1bado (17), em Joinville&nbsp; No palco, um tecido branco pendurado sob a luz de um projetor. 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