{"id":15877,"date":"2024-09-24T17:41:49","date_gmt":"2024-09-24T20:41:49","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=15877"},"modified":"2024-09-25T16:26:49","modified_gmt":"2024-09-25T19:26:49","slug":"esporte-como-ponto-de-virada-joinvilense-supera-desafios-psicologicos-atraves-do-jiu-jitsu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2024\/09\/24\/esporte-como-ponto-de-virada-joinvilense-supera-desafios-psicologicos-atraves-do-jiu-jitsu\/","title":{"rendered":"Esporte como ponto de virada: joinvilense supera desafios psicol\u00f3gicos atrav\u00e9s do jiu-j\u00edtsu"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Sarah Falc\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Aos 14 anos, Emily Silva brilha no tatame e conquista lugar em competi\u00e7\u00f5es catarinenses<\/p>\n\n\n\n<p>Engana-se quem pensa que o Brasil \u00e9 conhecido apenas como \u201cpa\u00eds do futebol\u201d. O jiu-j\u00edtsu tem conquistado cada vez mais espa\u00e7o, destacando-se pela efic\u00e1cia nas competi\u00e7\u00f5es e pelos impactos na sa\u00fade mental e no desenvolvimento pessoal de crian\u00e7as e adolescentes. A arte marcial envolve cuidados com a alimenta\u00e7\u00e3o, controle de peso, sono de qualidade e uma mente preparada para agir com precis\u00e3o no momento certo. Essa combina\u00e7\u00e3o tem ajudado muitos jovens a se desenvolverem tanto fisicamente quanto psicologicamente. A faixa cinza Emily Silva, de 14 anos, encontrou no esporte uma forma de enfrentar e superar crises de ansiedade que a seguiam desde os 11 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>As dificuldades antes do envolvimento no mundo esportivo destacam-se na hist\u00f3ria de Emily. Aos 7 anos, a atleta joinvilense foi diagnosticada com TDAH (Transtorno do D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o e Hiperatividade) e DPAC (Dist\u00farbio do Processamento Auditivo Central), o que impactava negativamente seu desempenho escolar e bem-estar. \u201cAntes de come\u00e7ar jiu-j\u00edtsu eu tinha muitas crises de ansiedade, tomava rem\u00e9dios, mas ainda n\u00e3o adiantava\u201d, conta a adolescente.<\/p>\n\n\n\n<p>A virada de chave ocorreu quando ela pediu \u00e0 m\u00e3e, Keila Winter, 43, para experimentar uma aula no jiu-j\u00edtsu ou no muay thai. \u201cPensei que a Emily n\u00e3o ia se identificar com isso porque achei muito dif\u00edcil, um esporte cheio de t\u00e9cnica. Mas deixei ela fazer, o apoio dos pais faz um diferencial muito grande\u201d, lembra a m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo ap\u00f3s assistir a uma amiga competir, Emily voltou determinada a tamb\u00e9m participar das competi\u00e7\u00f5es e enfrentar os desafios no tatame. Em menos de um ano de pr\u00e1tica, a adolescente notou melhorias significativas em sua sa\u00fade f\u00edsica e mental. \u201cComecei o jiu-j\u00edtsu e foi uma das coisas que ajudou na minha ansiedade. Hoje n\u00e3o preciso mais tomar rem\u00e9dio\u201d, diz a joinvilense.<\/p>\n\n\n\n<p>Gustavo Riesenberg, professor de jiu-j\u00edtsu, conta que notou melhora e evolu\u00e7\u00e3o durante o tempo de treino de Emily. \u201cOs resultados dela no esporte come\u00e7aram a aparecer. Ela ganhou v\u00e1rios campeonatos, que aumentaram a confian\u00e7a. Algumas derrotas tamb\u00e9m aconteceram e com elas o aprendizado para recome\u00e7ar e voltar mais forte\u201d, explica o professor.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"2560\" height=\"1706\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/ESPORTE-COMO-PONTO-DE-VIRADA-Foto_-Sarah-Falcao-1-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-15881\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/ESPORTE-COMO-PONTO-DE-VIRADA-Foto_-Sarah-Falcao-1-1.jpg 2560w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/ESPORTE-COMO-PONTO-DE-VIRADA-Foto_-Sarah-Falcao-1-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/ESPORTE-COMO-PONTO-DE-VIRADA-Foto_-Sarah-Falcao-1-1-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O papel do Jiu-Jitsu na regula\u00e7\u00e3o emocional<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Mariah Theodoro, psic\u00f3loga cl\u00ednica e do esporte, explica que o exerc\u00edcio f\u00edsico regular desempenha um papel fundamental na regula\u00e7\u00e3o de neurotransmissores no c\u00e9rebro. \u201cN\u00e3o s\u00f3 existe uma regula\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica, como tamb\u00e9m o al\u00edvio de sintomas que nos levam a sentir em maior intensidade quando estamos sob tens\u00e3o. O movimento do corpo \u00e9 excelente para reduzir a vulnerabilidade emocional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00e1tica do jiu-j\u00edtsu deve ser iniciada de forma gradual e consciente, para que n\u00e3o ocorra problemas de sa\u00fade, ou que a pessoa comece sem indica\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas. A psic\u00f3loga explica que \u00e9 necess\u00e1rio ter um check-up m\u00e9dico em dia para come\u00e7ar a treinar com a sa\u00fade em ordem.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDepois, encontrem uma academia onde se sintam acolhidos, joguem-se na experi\u00eancia e n\u00e3o fiquem presos ao desempenho, mas sim ao prazer do processo de aprendizado. Gradualmente, isso aumentar\u00e1 o foco e o prazer de estar ali\u201d, destacou Mariah.<\/p>\n\n\n\n<p>Por mais que haja competi\u00e7\u00e3o, a psic\u00f3loga afirma a import\u00e2ncia de respeitar os pr\u00f3prios limites, sem compara\u00e7\u00f5es com pessoas mais avan\u00e7adas.\u201c\u00c9 importante deixar que os limites sejam as respostas para as quais voc\u00ea deve continuar preservando e destravando passo a passo. N\u00e3o se compare aos outros, mas a voc\u00ea mesmo. Cada dia ser\u00e1 um e cada dia uma nova experi\u00eancia de si, de seus movimentos, de sua cogni\u00e7\u00e3o. A consist\u00eancia valer\u00e1 mais a pena do que a intensidade. Se desvendar nas artes marciais aumenta nossa confian\u00e7a sobre o que somos capazes, no que somos bons ou n\u00e3o t\u00e3o bons\u201d, completa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sarah Falc\u00e3o Aos 14 anos, Emily Silva brilha no tatame e conquista lugar em competi\u00e7\u00f5es catarinenses Engana-se quem pensa que o Brasil \u00e9 conhecido apenas como \u201cpa\u00eds do futebol\u201d. 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