{"id":16044,"date":"2024-10-21T15:52:05","date_gmt":"2024-10-21T18:52:05","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=16044"},"modified":"2024-10-21T15:52:06","modified_gmt":"2024-10-21T18:52:06","slug":"projeto-para-construcao-de-praca-no-sambaqui-espinheiros-ii-em-joinville-avanca-com-apoio-da-comunidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2024\/10\/21\/projeto-para-construcao-de-praca-no-sambaqui-espinheiros-ii-em-joinville-avanca-com-apoio-da-comunidade\/","title":{"rendered":"Projeto para constru\u00e7\u00e3o de pra\u00e7a no Sambaqui Espinheiros II em Joinville avan\u00e7a com apoio da Comunidade"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Por Stephanie Dumke<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Com R$ 54 mil destinados para o desenvolvimento dos projetos, a iniciativa visa a preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e a cria\u00e7\u00e3o de uma pra\u00e7a voltada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o patrimonial e conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia do s\u00edtio arqueol\u00f3gico localizado na Vila Paranaense, no bairro Comasa.<\/p>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o de Amigos do Museu Arqueol\u00f3gico de Sambaqui de Joinville (AAMASJ) est\u00e1 dando importantes passos para a preserva\u00e7\u00e3o e revitaliza\u00e7\u00e3o do s\u00edtio arqueol\u00f3gico Espinheiros II, localizado na Vila Paranaense, no bairro Comasa. Uma \u00e1rea urbanizada de Joinville com aproximadamente 10 mil metros quadrados. O projeto, que est\u00e1 em fase de desenvolvimento com reuni\u00f5es realizadas junto \u00e0 comunidade, busca n\u00e3o apenas resgatar e preservar a hist\u00f3ria do povo sambaqui, que habitou a regi\u00e3o h\u00e1 cerca de tr\u00eas mil anos, mas tamb\u00e9m fomentar a conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o local sobre a import\u00e2ncia desse patrim\u00f4nio arqueol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXfBnQpD-rIBQrT6MLcvhSm65zPVRJX5l36BxrCXZl_s2_ApAR-k77mgJXGRbDEgrVQADjj8w6IdvW8EkFhTtSb4sncEMBft2djYqeSRLiiByM7MnpYEXAE9b_xLCYauXwnKid5vRP1TTk8YafLaRjnz9vkWoBzV3KWajzkcQ-W7DJsFBxYxNw?key=NinlaOD0cqgzkcC4l5afXw\" alt=\"\" style=\"width:825px;height:583px\" width=\"825\" height=\"583\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem \u00e1rea do S\u00edtio Arqueol\u00f3gico.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A AAMASJ, que \u00e9 um organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos, criada em 2012 para apoiar a\u00e7\u00f5es em s\u00edtios arqueol\u00f3gicos de Joinville com o objetivo de proteger esse patrim\u00f4nio, elaborou o projeto Projetando o Futuro do Passado &#8211; revitaliza\u00e7\u00e3o, urbaniza\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o do Sambaqui Espinheiros II, que foi contemplado no Edital do Simdec\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Os recursos iniciais, no valor de R$ 54 mil, foram destinados para as etapas de topografia, arquitetura, paisagismo e comunica\u00e7\u00e3o visual, que est\u00e3o sendo coordenadas pela AAMASJ. Segundo Magda Carrion Bartz, representante da associa\u00e7\u00e3o, o projeto tem como objetivo transformar o entorno do s\u00edtio arqueol\u00f3gico em um espa\u00e7o de conviv\u00eancia e educa\u00e7\u00e3o patrimonial. \u201cH\u00e1 31 anos a comunidade do entorno aguarda a implanta\u00e7\u00e3o de melhorias na \u00e1rea. Nessa proposta, que est\u00e1 tendo a participa\u00e7\u00e3o da comunidade, o objetivo \u00e9 elaborar um projeto que vise, al\u00e9m da preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio arqueol\u00f3gico, a melhoria da qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o, respeitando os anseios e contemplando a indica\u00e7\u00e3o de equipamentos que gostariam de ter instalados ali\u201d, afirmou Magda.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resgate Hist\u00f3rico e Conscientiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O s\u00edtio arqueol\u00f3gico Sambaqui Espinheiros II guarda vest\u00edgios da antiga civiliza\u00e7\u00e3o do povo sambaqui, cujos materiais e artefatos revelam aspectos de uma sociedade que habitou a costa de Santa Catarina h\u00e1 cerca de 3 mil anos. O local j\u00e1 passou por diversos desafios ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas. A Vila Paranaense nasceu em uma \u00e1rea de manguezal e teve uma ocupa\u00e7\u00e3o desordenada entre as d\u00e9cadas de 1970 e 1980. Parte do terreno chegou a ser ocupada por moradias, levando a um impacto significativo na preserva\u00e7\u00e3o do s\u00edtio. Em 1991, algumas a\u00e7\u00f5es do poder p\u00fablico realocaram 35 casas: 32 foram removidas, e outras tr\u00eas foram recuadas para proteger o local. Desde ent\u00e3o, a\u00e7\u00f5es de salvamento arqueol\u00f3gico foram implementadas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Infraestrutura e Previs\u00f5es\u00a0<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A requalifica\u00e7\u00e3o do s\u00edtio prev\u00ea a cria\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de estruturas voltadas tanto para a prote\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o quanto para o uso comunit\u00e1rio. Entre as interven\u00e7\u00f5es planejadas est\u00e3o a instala\u00e7\u00e3o de cal\u00e7adas, trilhas, rampas de acesso ao topo do s\u00edtio, bancos, \u00e1reas de contempla\u00e7\u00e3o, estacionamento, e ilumina\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o projeto inclui espa\u00e7os de lazer, como uma horta comunit\u00e1ria, uma \u00e1rea de brinquedos, um pequeno campo de futebol e uma academia ao ar livre.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXdd0KjymhXCpiJ1zR96ube3z4Igul9Kw9fm29nU1W5zYaQ7jNQdDX_S_i2W3HVAz8CBqrEGco-PUfm3Bg_dTTIn9iHodFdcwPxpL5mK7GDiJRp3USRYwjKis4pci8hw-ld4msOQgOlHNahSxDX9FBUrAgN5ffl_c3HDYHaJ93T2DkUZZxoiKQ?key=NinlaOD0cqgzkcC4l5afXw\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">vProposta em constru\u00e7\u00e3o, divulgada por Magda Carrion Bartz.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cNesse momento estamos na elabora\u00e7\u00e3o do projeto executivo e paisag\u00edstico. O produto final ser\u00e1 o projeto completo com todos os itens precificados, assim como o detalhamento das etapas de implanta\u00e7\u00e3o. A partir da\u00ed a AAMASJ buscar\u00e1 recursos, apoio e patroc\u00ednio para a implementa\u00e7\u00e3o dos itens propostos no projeto\u201d, afirma Magda. J\u00e1 foi feita uma reuni\u00e3o com a comunidade para apresenta\u00e7\u00e3o da pr\u00e9-proposta e est\u00e3o sendo consideradas as reivindica\u00e7\u00f5es feitas. A previs\u00e3o \u00e9 que o projeto, que ter\u00e1 o p\u00e1ssaro Guar\u00e1 como s\u00edmbolo, seja conclu\u00eddo at\u00e9 fevereiro de 2025, quando ser\u00e1 apresentado um levantamento detalhado dos recursos financeiros necess\u00e1rios para a execu\u00e7\u00e3o completa das obras.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXfRort5on9CVTSMP15QSmVp2YR6o5VeJWw9jdtADLYO0w302pDgWyNPmIxk1hFk7OtDhgMyltDz_iO_WADQL4T9rkRyyxM2zODH6eF9eGLgYm7h9JHMdvCGsyO885lqgDziCudv1H1HsinG1Q6ZHPautaZ9doYu7Oe9MiGNrW13FWHEv1qA-Q?key=NinlaOD0cqgzkcC4l5afXw\" alt=\"\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Identidade Visual do projeto, divulgada por Magda Carrion Bartz.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Box Informativo: O Povo Sambaqui<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O termo &#8220;sambaqui&#8221; vem do tupi-guarani e significa &#8220;monte de conchas&#8221;. O povo sambaqui, que habitou a costa sul e sudeste do Brasil h\u00e1 milhares de anos, construiu esses montes com conchas, ossos de peixes, fragmentos de cer\u00e2mica e outros materiais, criando verdadeiros monumentos que serviam como cemit\u00e9rios, locais de moradia e at\u00e9 espa\u00e7os de ritual. As descobertas arqueol\u00f3gicas na regi\u00e3o de Joinville ajudam a desvendar mais sobre os h\u00e1bitos e costumes dessa sociedade, que viveu h\u00e1 cerca de tr\u00eas mil anos na regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Stephanie Dumke Com R$ 54 mil destinados para o desenvolvimento dos projetos, a iniciativa visa a preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e a cria\u00e7\u00e3o de uma pra\u00e7a voltada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o patrimonial e conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia do s\u00edtio arqueol\u00f3gico localizado na Vila Paranaense, no bairro Comasa. A Associa\u00e7\u00e3o de Amigos do Museu Arqueol\u00f3gico de Sambaqui [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[852],"tags":[48],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16044"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16044"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16044\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16045,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16044\/revisions\/16045"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16044"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16044"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16044"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}