{"id":16127,"date":"2024-11-11T16:20:59","date_gmt":"2024-11-11T19:20:59","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=16127"},"modified":"2024-12-03T16:04:10","modified_gmt":"2024-12-03T19:04:10","slug":"santa-catarina-avanca-com-sistema-inovador-de-prevencao-a-deslizamentos-de-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2024\/11\/11\/santa-catarina-avanca-com-sistema-inovador-de-prevencao-a-deslizamentos-de-terra\/","title":{"rendered":"Santa Catarina avan\u00e7a com sistema inovador de preven\u00e7\u00e3o a deslizamentos de terra"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O estado catarinense lidera o ranking com maior hist\u00f3rico de deslizamentos e inunda\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, com 2.939 mil locais mapeados<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por Dyeimine Senn<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o de um sistema de monitoramento de deslizamentos de terra com tecnologia de ponta est\u00e1 prestes a transformar a gest\u00e3o de riscos de desastres em Santa Catarina. Trata-se do &#8220;Sistema de Alerta Antecipado Multiescalar para Deslizamentos de Terra&#8221;, um projeto inovador, aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) em dezembro de 2023.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto, liderado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Defesa Civil estadual, busca integrar dados geol\u00f3gicos, meteorol\u00f3gicos e geot\u00e9cnicos em alta resolu\u00e7\u00e3o, com o objetivo de prever e prevenir deslizamentos em todo o estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Com um investimento significativo de quase R$ 2 milh\u00f5es, o projeto promete trazer grandes melhorias para a prepara\u00e7\u00e3o e enfretamento em situa\u00e7\u00f5es de risco de desastres, introduzindo inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e cient\u00edficas de alto n\u00edvel. A previs\u00e3o \u00e9 que, em at\u00e9 tr\u00eas anos, o sistema seja implementado em todo o territ\u00f3rio catarinense, servindo como modelo para ser replicado em outras regi\u00f5es do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Deslizamentos de terra em Santa Catarina<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Santa Catarina \u00e9 uma das regi\u00f5es brasileiras mais vulner\u00e1veis a desastres naturais. Com um relevo acidentado, densas \u00e1reas urbanas em encostas e uma variabilidade clim\u00e1tica que inclui a passagem de frentes frias, ciclones e chuvas intensas, o estado j\u00e1 foi palco de trag\u00e9dias associadas a deslizamentos de terra, enchentes e inunda\u00e7\u00f5es. &#8220;\u00c9 o estado brasileiro com mais munic\u00edpios altamente suscet\u00edveis aos processos que causam desastres&#8221;, explica Pedro Ivo Camarinha, coordenador do projeto e especialista em geodin\u00e2mica de desastres.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com dados do Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil, Santa Catarina lidera o ranking de estados com maior hist\u00f3rico de deslizamentos e inunda\u00e7\u00f5es, especialmente em munic\u00edpios como Brusque, Joinville e Lages. S\u00e3o 2.939 mil locais mapeados, a maioria por possibilidade de ocorr\u00eancia de deslizamentos, alagamentos ou enxurradas. Em todo pa\u00eds, s\u00e3o 13,5 mil \u00e1reas de risco. O projeto surge, portanto, como uma necessidade urgente para reduzir os riscos de desastres.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"984\" height=\"554\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/2191786c-b9c5-450d-83e5-40d91283075c.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16128\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">&nbsp;Cratera em S\u00e3o Bento do Sul (SC). Cr\u00e9ditos: Redes sociais\/Reprodu\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Um projeto de relev\u00e2ncia nacional<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A escolha de Santa Catarina como estado piloto n\u00e3o \u00e9 por acaso. Al\u00e9m de seu hist\u00f3rico de desastres naturais, o estado possui uma Defesa Civil considerada refer\u00eancia nacional. &#8220;Santa Catarina tem uma complexidade geogr\u00e1fica e clim\u00e1tica \u00fanica, e \u00e9 por isso que o sistema est\u00e1 sendo testado aqui. Se funcionar, ser\u00e1 aplic\u00e1vel em qualquer lugar do Brasil&#8221;, destaca o coordenador do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Com um projeto robusto e inovador, Santa Catarina est\u00e1 prestes a se tornar um exemplo na preven\u00e7\u00e3o de desastres naturais no pa\u00eds, oferecendo um sistema que vai al\u00e9m do tradicional monitoramento meteorol\u00f3gico e que foca na prote\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis. Um avan\u00e7o que promete otimizar as a\u00e7\u00f5es da Defesa Civil para salvar vidas e minimizar danos em regi\u00f5es altamente suscet\u00edveis a deslizamentos de terra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Parcerias estrat\u00e9gicas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O projeto \u00e9 conduzido pelo Cemaden em colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Defesa Civil do estado, al\u00e9m da Universidade Estadual Paulista (UNESP) e a Universidade Federal de Itajub\u00e1 (UNIFEI). Esta uni\u00e3o de esfor\u00e7os combina expertise acad\u00eamica com experi\u00eancia pr\u00e1tica em gest\u00e3o de desastres, criando uma abordagem multifacetada para o problema.<\/p>\n\n\n\n<p>Murilo da Silva Esp\u00edndola, pesquisador e engenheiro geot\u00e9cnico do Departamento de Geologia da UFSC, destaca a import\u00e2ncia da experi\u00eancia da universidade com a geologia de Blumenau. &#8220;Temos um conhecimento profundo sobre a geotecnia da regi\u00e3o, que \u00e9 fundamental para o desenvolvimento do sistema&#8221;, afirma Esp\u00edndola.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A UFSC j\u00e1 desenvolveu uma s\u00e9rie de projetos acad\u00eamicos que contribu\u00edram para o avan\u00e7o do conhecimento sobre a estabilidade de encostas e os fatores que influenciam os deslizamentos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Blumenau: modelo de efici\u00eancia em monitoramento de desastres naturais<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Blumenau foi escolhida como cidade-piloto para testar uma das etapas do projeto, que \u00e9 focada em alertas direcionados para regi\u00f5es espec\u00edficas dentro dos munic\u00edpios. Devido ao seu avan\u00e7ado sistema de monitoramento e resposta a desastres naturais. Atualmente a cidade j\u00e1 conta com o AlertaBlu, um sistema de alerta municipal que serve de refer\u00eancia no Brasil. Al\u00e9m disso, a geologia e geomorfologia da regi\u00e3o j\u00e1 foram extensivamente estudadas, o que economiza tempo e permite maior precis\u00e3o nas an\u00e1lises.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro fator que coloca Blumenau \u00e0 frente \u00e9 a quantidade de pluvi\u00f4metros (sensores que medem a chuva em tempo real) j\u00e1 instalados na cidade. \u201cIsso nos ajuda a realizar v\u00e1rias pesquisas e testes de modelos. Em Joinville, por outro lado, embora a cidade esteja contemplada nas an\u00e1lises regionais do sistema de alerta, n\u00e3o h\u00e1 essa estrutura robusta, e, portanto, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel realizar uma an\u00e1lise no n\u00edvel intra-municipal t\u00e3o precisa quanto em Blumenau\u201d, afirma o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Gaspar e Brusque tamb\u00e9m est\u00e3o sendo consideradas para futuras etapas do projeto. No entanto, a inclus\u00e3o dessas cidades depender\u00e1 da obten\u00e7\u00e3o de dados adequados, especialmente em rela\u00e7\u00e3o ao hist\u00f3rico de deslizamentos e a presen\u00e7a de equipamentos de medi\u00e7\u00e3o de chuvas.<\/p>\n\n\n\n<p>A escolha de Blumenau como munic\u00edpio piloto \u00e9 baseada em crit\u00e9rios t\u00e9cnicos e hist\u00f3ricos. Blumenau possui uma vasta base de dados sobre desastres naturais e, mais importante, j\u00e1 \u00e9 monitorada pelo Cemaden com sensores de umidade do solo instalados, o que oferece uma infraestrutura pronta para as an\u00e1lises mais profundas. Al\u00e9m disso, o hist\u00f3rico de eventos desastrosos em Blumenau, que frequentemente resultam em deslizamentos, fez com que a cidade fosse priorizada tanto pelo Cemaden quanto pelos gestores do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ser uma cidade piloto, \u00e9 necess\u00e1rio um grande volume de dados hist\u00f3ricos sobre deslizamentos, um mapeamento detalhado das \u00e1reas de risco, e uma s\u00e9rie de informa\u00e7\u00f5es pluviom\u00e9tricas obtidas de esta\u00e7\u00f5es distribu\u00eddas pelo munic\u00edpio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Benef\u00edcios indiretos e expans\u00e3o do sistema em Joinville<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar de Joinville n\u00e3o ser foco das an\u00e1lises do sistema de alertas no n\u00edvel intra-municipal, a cidade ser\u00e1 beneficiada pelo sistema em uma escala mais ampla. O munic\u00edpio receber\u00e1 alertas e informa\u00e7\u00f5es na escala regional e municipal, permitindo uma prepara\u00e7\u00e3o e resposta adequada a deslizamentos. \u201cO munic\u00edpio estar\u00e1 inserido na rede que se beneficiar\u00e1 do sistema assim que ele estiver estabelecido. Por ser um sistema multiescalar, ele prev\u00ea a cobertura de todo o estado de Santa Catarina nas an\u00e1lises regionais (com at\u00e9 3 dias de anteced\u00eancia) e de todos os munic\u00edpios catarinenses na escala municipal (com at\u00e9 1 dia de anteced\u00eancia). O que precisamos agora \u00e9 de tempo e recursos para expandir essa cobertura e aproximar mais munic\u00edpios das metodologias que estamos desenvolvendo\u201d, conclui o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Especificidades&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Joinville, embora contemplada no projeto, n\u00e3o ser\u00e1 um munic\u00edpio piloto, como \u00e9 o caso de Blumenau. Isso ocorre principalmente pela falta de uma base de dados t\u00e3o robusta quanto a de Blumenau, que disp\u00f5e de um hist\u00f3rico detalhado de deslizamentos, mapas geot\u00e9cnicos e dados pluviom\u00e9tricos acumulados ao longo dos anos. Ainda assim, o projeto considera especificidades de Joinville como o perfil socioecon\u00f4mico da popula\u00e7\u00e3o em \u00e1reas&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>de risco, o hist\u00f3rico local de precipita\u00e7\u00f5es e as condi\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas da cidade. Esses par\u00e2metros s\u00e3o fundamentais para calibrar o sistema de alertas e aumentar a precis\u00e3o das previs\u00f5es em uma escala mais ampla<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O sistema vai monitorar Joinville de forma global, avaliando o munic\u00edpio como um todo sem distin\u00e7\u00e3o entre \u00e1reas de maior ou menor risco. Analisamos a densidade populacional em \u00e1reas vulner\u00e1veis e a suscetibilidade de cada regi\u00e3o, utilizando dados que nos ajudem a prever deslizamentos e calcular o impacto potencial&#8221;, explica o coordenador do projeto. Embora n\u00e3o haja pontos focais espec\u00edficos, o sistema considera as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e geol\u00f3gicas que mais afetam o munic\u00edpio, incluindo os volumes de chuva que possam desencadear deslizamentos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como funciona o Sistema de Alerta Antecipado&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Pedro Ivo Camarinha, especialista em geodin\u00e2mica de desastres, explica o sistema inovador que utiliza dados meteorol\u00f3gicos, geol\u00f3gicos e aprendizado de m\u00e1quina para antecipar deslizamentos com precis\u00e3o impressionante. Desde alertas regionais emitidos dias antes, at\u00e9 previs\u00f5es espec\u00edficas para bairros em risco iminente, o sistema promete transformar a gest\u00e3o de desastres. Mas por que cidades como Blumenau e Brusque recebem an\u00e1lises t\u00e3o detalhadas, enquanto Joinville n\u00e3o? Entenda como essa tecnologia funciona e o impacto que pode ter na prote\u00e7\u00e3o de vidas e comunidades.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Sistema de Alerta Antecipado - Revi Digital\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3AjIYY8t_7w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>As diferen\u00e7as entre as escalas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Camarinha revela como o sistema inova ao atuar em tr\u00eas n\u00edveis: na escala regional, mobiliza a Defesa Civil estadual para alertar munic\u00edpios; na municipal, direciona a\u00e7\u00f5es preventivas em \u00e1reas cr\u00edticas; e na intra-municipal, realiza an\u00e1lises detalhadas bairro a bairro, possibilitando evacua\u00e7\u00f5es em pontos de maior risco. Entenda como cada n\u00edvel funciona e impacta a gest\u00e3o de desastres.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"As diferen\u00e7as entre as escalas - Revi Digital\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nt6ucVODbfY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Previs\u00f5es meteorol\u00f3gicas de alta resolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>As previs\u00f5es meteorol\u00f3gicas de alta resolu\u00e7\u00e3o s\u00e3o um componente vital do sistema, pois permitem uma compreens\u00e3o detalhada das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas que podem impactar a estabilidade do solo. Quanto mais precisas forem as previs\u00f5es sobre precipita\u00e7\u00f5es e volumes de chuva, maior ser\u00e1 a capacidade de prever quedas na resist\u00eancia do solo e, consequentemente, o risco de deslizamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esp\u00edndola ressalta que n\u00e3o se trata apenas de saber se vai chover ou n\u00e3o, mas de entender os volumes de precipita\u00e7\u00e3o e a infiltra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua nas encostas. Essa abordagem avan\u00e7ada ajudar\u00e1 a aprimorar os alertas sobre riscos de deslizamentos, oferecendo informa\u00e7\u00f5es cruciais para a Defesa Civil e outras autoridades respons\u00e1veis pela seguran\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A inova\u00e7\u00e3o na previs\u00e3o de desastres<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O grande diferencial do sistema est\u00e1 no uso de tecnologias avan\u00e7adas, como o aprendizado de m\u00e1quina, que permite ao sistema &#8220;aprender&#8221; com eventos passados e adaptar suas previs\u00f5es conforme os padr\u00f5es meteorol\u00f3gicos e geol\u00f3gicos evoluem. &#8220;O uso dessas tecnologias \u00e9 uma abordagem in\u00e9dita no Brasil. Estamos falando de um sistema inteligente que se adapta \u00e0s varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e geol\u00f3gicas&#8221;, explica Camarinha.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o projeto se destaca pela integra\u00e7\u00e3o de diferentes frentes de pesquisa \u2014 meteorologia, geologia, geot\u00e9cnica e ci\u00eancias sociais \u2014, que s\u00e3o combinadas para fornecer uma vis\u00e3o hol\u00edstica dos fatores que podem levar a deslizamentos. Essa abordagem multiescalar e multidisciplinar \u00e9 o que permite uma previs\u00e3o em tempo real, oferecendo uma resposta mais r\u00e1pida e eficaz, algo que os sistemas atuais de monitoramento no Brasil ainda enfrentam dificuldades para realizar.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto crucial \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o de dados populacionais, como o n\u00famero de pessoas em \u00e1reas de risco e suas caracter\u00edsticas socioecon\u00f4micas. Esses dados ajudam a direcionar melhor as a\u00e7\u00f5es de defesa civil, priorizando regi\u00f5es onde vivem mais pessoas vulner\u00e1veis, como idosos e crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Caracter\u00edsticas geot\u00e9cnicas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O papel das caracter\u00edsticas geot\u00e9cnicas \u00e9 fundamental na an\u00e1lise de riscos de deslizamentos. Murilo da Silva Esp\u00edndola, pesquisador e engenheiro geot\u00e9cnico do Departamento de Geologia da UFSC, explica que tr\u00eas par\u00e2metros do solo s\u00e3o cruciais para entender o comportamento do solo: o \u00e2ngulo de atrito, a coes\u00e3o e o peso espec\u00edfico do solo. A UFSC j\u00e1 possui um banco de dados extenso sobre as propriedades geot\u00e9cnicas dos solos em Blumenau e \u00e1reas adjacentes, o que facilitar\u00e1 as an\u00e1lises de estabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre a umidade do solo e a resist\u00eancia \u00e9 um ponto chave na previs\u00e3o de deslizamentos. A satura\u00e7\u00e3o do solo devido \u00e0s chuvas diminui sua resist\u00eancia, aumentando o risco de deslizamentos. Portanto, a coleta de dados sobre as caracter\u00edsticas geot\u00e9cnicas, combinada com previs\u00f5es meteorol\u00f3gicas precisas, \u00e9 essencial para a efic\u00e1cia do sistema.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O diferencial do Sistema Multiescalar<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O grande diferencial deste sistema multiescalar em rela\u00e7\u00e3o aos j\u00e1 existentes no Brasil est\u00e1 na sua capacidade de conectar diferentes escalas de an\u00e1lise \u2013 federal, estadual e municipal \u2013 e integrar m\u00faltiplos modelos de previs\u00e3o meteorol\u00f3gica. O sistema visa ser uma ferramenta pr\u00e1tica e eficaz para as Defesas Civis locais, refor\u00e7ando a capacidade de decis\u00e3o e a\u00e7\u00e3o nas situa\u00e7\u00f5es de risco.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa combina\u00e7\u00e3o entre m\u00faltiplas previs\u00f5es de tempo, dados geot\u00e9cnicos e sensores de umidade torna o sistema mais preciso. O sistema vai al\u00e9m da simples emiss\u00e3o de alertas, pois est\u00e1 sendo desenvolvido em conjunto com as Defesas Civis estaduais e regionais, de modo a melhorar os protocolos de resposta em desastres. &#8220;Nosso foco \u00e9 garantir que a Defesa Civil tenha ferramentas para atuar de forma mais objetiva, com base em dados de alta resolu\u00e7\u00e3o que possibilitem decis\u00f5es mais r\u00e1pidas e acertadas&#8221;, ressalta o coordenador.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong><strong>Uso de dados de alta resolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Uma das grandes inova\u00e7\u00f5es do projeto \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o de dados meteorol\u00f3gicos e geot\u00e9cnicos de alta resolu\u00e7\u00e3o, gerados por modelos de previs\u00e3o de tempo em alt\u00edssima resolu\u00e7\u00e3o e sensores de umidade do solo instalados em Blumenau.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esses dados, combinados com os hist\u00f3ricos pluviom\u00e9tricos, permitir\u00e3o previs\u00f5es de curto prazo mais eficazes, com alertas que podem ser emitidos com horas de anteced\u00eancia, aumentando significativamente a capacidade de resposta das Defesas Civis. &#8220;Blumenau \u00e9 um dos poucos munic\u00edpios do Brasil com sensores de umidade instalados, e isso ser\u00e1 crucial para fazermos previs\u00f5es mais precisas em curtos per\u00edodos&#8221;, destaca Pedro.<\/p>\n\n\n\n<p>A coleta de dados de alta resolu\u00e7\u00e3o, incluindo informa\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas e geot\u00e9cnicas espec\u00edficas, ser\u00e1 essencial para entender como as condi\u00e7\u00f5es ambientais afetam a estabilidade do solo. &#8220;A resist\u00eancia do solo \u00e9 influenciada pela umidade, e previs\u00f5es precisas de precipita\u00e7\u00f5es s\u00e3o cruciais para nossa an\u00e1lise&#8221;, explica Esp\u00edndola. A combina\u00e7\u00e3o de dados meteorol\u00f3gicos com informa\u00e7\u00f5es sobre a geologia local permitir\u00e1 a defini\u00e7\u00e3o de limiares de chuva espec\u00edficos para prever deslizamentos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A import\u00e2ncia dos dados para a an\u00e1lise de riscos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O coordenador do projeto revela o papel essencial dos dados na preven\u00e7\u00e3o de deslizamentos. Ele demonstra como a combina\u00e7\u00e3o de mapas atualizados de \u00e1reas de risco, hist\u00f3ricos de desastres e informa\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas detalhadas permite prever padr\u00f5es e proteger as regi\u00f5es mais vulner\u00e1veis. Entenda como a precis\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es impacta a efic\u00e1cia das a\u00e7\u00f5es preventivas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"A import\u00e2ncia dos dados para a an\u00e1lise de riscos - Revi Digital\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wflaRuZoOkI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Desafios operacionais e tecnol\u00f3gicos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o de um sistema de monitoramento t\u00e3o abrangente e detalhado n\u00e3o est\u00e1 isenta de desafios. Um dos maiores obst\u00e1culos, segundo os especialistas, \u00e9 garantir a infraestrutura necess\u00e1ria para processar as grandes quantidades de dados em tempo real e gerar resultados r\u00e1pidos. &#8220;Precisamos de servidores dedicados e de uma estrutura computacional robusta para dar suporte \u00e0s an\u00e1lises, que devem ser realizadas com a maior tempestividade poss\u00edvel&#8221;, comenta um dos t\u00e9cnicos respons\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro desafio cr\u00edtico \u00e9 garantir que as Defesas Civis locais realmente adotem o sistema como uma ferramenta efetiva de tomada de decis\u00e3o. &#8220;O grande risco \u00e9 que, apesar de todos os recursos investidos, o sistema seja subutilizado. Precisamos garantir o engajamento das Defesas Civis, e para isso organizamos seis workshops para apresentar a ferramenta, treinar as equipes e garantir que ela ser\u00e1 usada no dia a dia&#8221;, explica o coordenador do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Frederico Rudorf, coordenador estadual da Defesa Civil de Santa Catarina, destaca que a gest\u00e3o de deslizamentos \u00e9 uma tarefa complexa. A Defesa Civil j\u00e1 implementou uma rede avan\u00e7ada de monitoramento em tempo real no Vale do Itaja\u00ed, mas ainda enfrenta desafios significativos. &#8220;A previs\u00e3o de movimentos de massa \u00e9 complexa, devido \u00e0 intera\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios fatores, como geologia, hidrologia e ocupa\u00e7\u00e3o do solo&#8221;, afirma Rudorf.<\/p>\n\n\n\n<p>A integra\u00e7\u00e3o de dados de diferentes fontes \u00e9 crucial para melhorar a precis\u00e3o das previs\u00f5es. A Defesa Civil tem trabalhado para estabelecer limiares de chuva baseados em dados hist\u00f3ricos e an\u00e1lises estat\u00edsticas, mas a calibra\u00e7\u00e3o de modelos preditivos para diferentes escalas continua a ser um desafio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Impacto para a popula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O impacto esperado para as comunidades locais, especialmente em Joinville, depender\u00e1 em grande parte da capacidade da Defesa Civil de adotar o sistema e integr\u00e1-lo em seus protocolos de resposta a desastres. Embora o sistema n\u00e3o atue diretamente com a popula\u00e7\u00e3o, ele pode fortalecer a confian\u00e7a nos alertas emitidos e nas a\u00e7\u00f5es preventivas das Defesas Civis. &#8220;\u00c9 muito dif\u00edcil convencer a popula\u00e7\u00e3o a deixar suas casas em \u00e1reas de risco, mas com um sistema de alerta mais preciso e com protocolos claros, esperamos que essas a\u00e7\u00f5es preventivas sejam melhor aceitas&#8221;, pontua o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Os desafios da gest\u00e3o de deslizamentos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A gest\u00e3o de riscos de deslizamentos de terra \u00e9 multifacetada, envolvendo uma s\u00e9rie de desafios que v\u00e3o al\u00e9m da mera resposta a emerg\u00eancias. Segundo o coordenador estadual da Defesa Civil de Santa Catarina,&nbsp; Frederico Rudorf, o conhecimento do risco \u00e9 fundamental para o desenvolvimento de pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes. Desde 2018, a Secretaria da Prote\u00e7\u00e3o e Defesa Civil, em parceria com a CPRM (Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil), lan\u00e7ou uma s\u00e9rie de iniciativas, incluindo a entrega de 295 pr\u00e9-cartas de suscetibilidade e 105 cartas finais que mapeiam \u00e1reas propensas a movimentos de massa.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, mesmo com esse avan\u00e7o, muitos desafios permanecem. A previs\u00e3o de deslizamentos \u00e9 complexa, envolvendo vari\u00e1veis como volume e intensidade de chuva, geologia do terreno, cobertura vegetal e ocupa\u00e7\u00e3o humana. \u201cEstabelecer limiares de chuva espec\u00edficos \u00e9 crucial. Eles s\u00e3o definidos com base em dados hist\u00f3ricos e precisam ser calibrados para diferentes regi\u00f5es\u201d, explica Rudorf.<\/p>\n\n\n\n<p>A necessidade de tecnologias avan\u00e7adas \u00e9 outro ponto cr\u00edtico. A Defesa Civil de Santa Catarina implantou uma rede de monitoramento em tempo real no Vale do Itaja\u00ed, com 42 esta\u00e7\u00f5es que transmitem dados a cada 15 segundos. Contudo, a expans\u00e3o desse sistema para outras regi\u00f5es do estado requer investimentos significativos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Capacita\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da tecnologia, a capacidade de resposta das comunidades \u00e9 essencial. A Defesa Civil est\u00e1 comprometida em treinar munic\u00edpios e comunidades para que saibam como agir em situa\u00e7\u00f5es de risco. \u201cReceber o alerta \u00e9 apenas o primeiro passo; as pessoas precisam entender como e quando agir\u201d, enfatiza Rudorf.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, a integra\u00e7\u00e3o com o Cemaden e a cont\u00ednua capacita\u00e7\u00e3o dos profissionais da Defesa Civil s\u00e3o passos cruciais para garantir um futuro mais seguro para os catarinenses. O fortalecimento das redes de monitoramento e a cria\u00e7\u00e3o de modelos num\u00e9ricos avan\u00e7ados de previs\u00e3o meteorol\u00f3gica prometem otimizar as opera\u00e7\u00f5es de resposta a desastres.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstamos em um caminho de inova\u00e7\u00e3o e aprimoramento cont\u00ednuo. Com as melhores pr\u00e1ticas e tecnologias, estamos nos preparando para enfrentar os desafios impostos pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e pela ocupa\u00e7\u00e3o desordenada do solo\u201d, conclui Frederico Rudorf.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um estado onde a natureza pode ser tanto amiga quanto inimiga, a gest\u00e3o eficiente dos riscos de deslizamentos de terra \u00e9 uma quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia e desenvolvimento sustent\u00e1vel. A colabora\u00e7\u00e3o entre institui\u00e7\u00f5es, o uso de tecnologias avan\u00e7adas e a conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o os pilares que podem transformar esse cen\u00e1rio, garantindo seguran\u00e7a e resili\u00eancia para todos os cidad\u00e3os catarinenses.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto de alerta antecipado tamb\u00e9m visa disseminar informa\u00e7\u00f5es eficazes sobre riscos e medidas de seguran\u00e7a, utilizando canais como SMS, WhatsApp, Telegram e redes sociais. A expectativa \u00e9 que, em tr\u00eas anos, o sistema esteja oper\u00e1vel em todo o Brasil, com um primeiro prot\u00f3tipo previsto para os pr\u00f3ximos 12 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro desafio enfrentado \u00e9 a ocupa\u00e7\u00e3o desordenada de \u00e1reas de risco, que aumenta a vulnerabilidade a deslizamentos. A implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para o planejamento urbano \u00e9 fundamental para evitar o crescimento em \u00e1reas suscet\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/d0084e98-2a30-4df5-bd07-8e8f8152d939.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16129\" style=\"width:842px;height:632px\" width=\"842\" height=\"632\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Workshop no Audit\u00f3rio do Cemaden discute sistema de alerta antecipado multiescalar para deslizamento de terra, em mar\u00e7o de 2024. Cr\u00e9ditos: Governo Federal.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O papel da defesa civil e das Prefeituras<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o do sistema exigir\u00e1 uma articula\u00e7\u00e3o estreita com as defesas civis municipais e estaduais. Segundo o coordenador do projeto e especialista em geodin\u00e2mica de desastres, o eixo de comunica\u00e7\u00e3o de riscos \u00e9 um dos principais focos do projeto, que busca garantir que as informa\u00e7\u00f5es dos alertas cheguem de forma eficaz a todos os envolvidos. Workshops j\u00e1 est\u00e3o sendo realizados para alinhar a linguagem e os protocolos entre as institui\u00e7\u00f5es parceiras, como a UFSC, a Defesa Civil e o Cemaden.<\/p>\n\n\n\n<p>O engajamento das prefeituras tamb\u00e9m ser\u00e1 fundamental para o sucesso do projeto. &#8220;Estamos come\u00e7ando a criar grupos focais para iniciar o processo de comunica\u00e7\u00e3o de riscos com os munic\u00edpios&#8221;, afirma Camarinha. A expectativa \u00e9 que todas as prefeituras catarinenses possam se beneficiar do sistema, mesmo aquelas que n\u00e3o fa\u00e7am parte dos testes-piloto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pr\u00f3ximas etapas do projeto<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O projeto, que ser\u00e1 desenvolvido ao longo dos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos, est\u00e1 atualmente em uma fase inicial. Em 2024, as equipes est\u00e3o focadas na organiza\u00e7\u00e3o dos dados e m\u00e9todos, al\u00e9m de fortalecer as parcerias com a Defesa Civil estadual e regional. Blumenau j\u00e1 est\u00e1 sendo inclu\u00edda de maneira mais ativa no processo, com equipes de pesquisa e monitoramento atuando diretamente na cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm 2025, planejamos expandir essa colabora\u00e7\u00e3o para outras coordenadorias regionais, como a que abrange Joinville, e fortalecer parcerias com defesas civis municipais de outras cidades-chave para essa tem\u00e1tica. Joinville, em especial, \u00e9 uma cidade que tem potencial para se integrar mais profundamente no projeto no futuro, embora, no momento, n\u00e3o esteja entre os munic\u00edpios-piloto\u201d, aponta o especialista.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Investimento e futuro do projeto<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O projeto, financiado pelo CNPq e pelo Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o, conta com o maior aporte financeiro dentre os mais de 80 projetos aprovados em 2023. Foram investidos cerca de R$ 1,7 milh\u00f5es apenas para viabilizar a infraestrutura tecnol\u00f3gica necess\u00e1ria para a implementa\u00e7\u00e3o do sistema.<\/p>\n\n\n\n<p>A longo prazo, a meta \u00e9 que o sistema de alerta seja oper\u00e1vel em todo o Brasil. O primeiro prot\u00f3tipo deve estar pronto em at\u00e9 12 meses, com a previs\u00e3o de que o projeto completo esteja funcionando em tr\u00eas anos. &#8220;Estamos cientes do desafio t\u00e9cnico e cient\u00edfico, mas confiantes de que os resultados transformar\u00e3o a forma como lidamos com desastres naturais no Brasil&#8221;, conclui Camarinha.<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa \u00e9 que o projeto traga n\u00e3o s\u00f3 avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos no monitoramento de desastres, mas tamb\u00e9m contribua para a forma\u00e7\u00e3o de uma cultura de preven\u00e7\u00e3o nas cidades envolvidas. Com dados em tempo real e an\u00e1lises preditivas, espera-se que as autoridades possam agir com mais anteced\u00eancia, evitando trag\u00e9dias como as que marcaram o estado nos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Blumenau, Gaspar e Brusque est\u00e3o, de diferentes maneiras, no centro desse esfor\u00e7o. E \u00e0 medida que o projeto avan\u00e7a, a esperan\u00e7a \u00e9 que ele sirva de modelo para outras regi\u00f5es do Brasil que enfrentam desafios semelhantes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estado catarinense lidera o ranking com maior hist\u00f3rico de deslizamentos e inunda\u00e7\u00f5es do pa\u00eds, com 2.939 mil locais mapeados Por Dyeimine Senn A implementa\u00e7\u00e3o de um sistema de monitoramento de deslizamentos de terra com tecnologia de ponta est\u00e1 prestes a transformar a gest\u00e3o de riscos de desastres em Santa Catarina. 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