{"id":16207,"date":"2024-11-25T15:00:48","date_gmt":"2024-11-25T18:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=16207"},"modified":"2024-11-25T15:00:49","modified_gmt":"2024-11-25T18:00:49","slug":"violencia-contra-a-mulher-mostra-urgencia-em-reeducar-a-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2024\/11\/25\/violencia-contra-a-mulher-mostra-urgencia-em-reeducar-a-sociedade\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia contra a mulher mostra urg\u00eancia em reeducar a sociedade"},"content":{"rendered":"\n<p><em>ONU estabeleceu o dia 25 de novembro como a data para marcar a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre essa viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por Crislaine Moreira<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, em 2023, a cada seis horas uma mulher foi v\u00edtima de feminic\u00eddio e cerca de 1,3 milh\u00e3o de brasileiras sofreram algum tipo de viol\u00eancia. Esses n\u00fameros ressaltam a import\u00e2ncia do dia Internacional Pela Elimina\u00e7\u00e3o da Viol\u00eancia Contra a Mulher, estabelecido 25 de novembro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A data foi criada em 1999 pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), para a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre uma das formas mais persistentes e generalizadas de viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos. A escolha foi em homenagem \u00e0s irm\u00e3s Mirabal, ativistas pol\u00edticas brutalmente assassinadas em 1960, que se tornaram s\u00edmbolo de resist\u00eancia contra a opress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia assume diversas formas e atinge mulheres de todas as idades, ra\u00e7as e classes sociais. Por\u00e9m, a viol\u00eancia de g\u00eanero afeta ainda mais negras e perif\u00e9ricas. Em 2023, o Brasil uniu a campanha global de 21 dias pela elimina\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra a mulher, \u00e0 luta pelo Dia da Consci\u00eancia Negra, celebrado em 20 de novembro. A campanha termina em 10 de dezembro, no Dia da Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos, em mais de 150 pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>A soci\u00f3loga Valdete Daufemback explica o motivo da jun\u00e7\u00e3o dessas datas. \u201cEntendeu-se que, nesse processo de viol\u00eancia, as mulheres negras sofrem mais do que as n\u00e3o negras&#8221;, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos avan\u00e7os legais, como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminic\u00eddio, a realidade vivida reflete um ciclo de viol\u00eancia que as silencia, amea\u00e7a e mata. \u201cAs leis n\u00e3o diminu\u00edram os n\u00fameros de viol\u00eancia. Mata-se a mulher, simplesmente, por ser mulher. N\u00e3o \u00e9 pela lei. Tem que ter outros mecanismos. Precisamos ter uma outra sociedade&#8221;, comenta a soci\u00f3loga.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada Ana Paula Nunes explica que os maiores desafios das v\u00edtimas de viol\u00eancia s\u00e3o lidar com o medo e a vergonha. &#8220;Segundo pesquisas realizadas, o medo \u00e9 o maior causador das mulheres n\u00e3o denunciarem. O segundo \u00e9 o julgamento social. Ainda n\u00e3o avan\u00e7amos nesse seguimento&#8221;, comenta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A import\u00e2ncia da informa\u00e7\u00e3o para o combate \u00e0 viol\u00eancia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A conscientiza\u00e7\u00e3o e a educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o vistas como ferramentas poderosas no combate \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero. Para a advogada Ana Paula Nunes, a mudan\u00e7a come\u00e7a com a instru\u00e7\u00e3o&nbsp; e o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. &#8220;N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um papel da mulher entender seus direitos e trabalhar como se isso fosse uma guerra. \u00c9 extremamente importante falar com crian\u00e7as e adolescentes sobre esse tema. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 um empoderamento. A informa\u00e7\u00e3o salva&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A soci\u00f3loga Valdete Daufemback refor\u00e7a esse ponto ao falar sobre a diferen\u00e7a na educa\u00e7\u00e3o de meninas e meninos. &#8220;Na maioria dos lares, a educa\u00e7\u00e3o entre meninos e meninas \u00e9 diferente. \u00c9 ensinado aos meninos serem mais \u2018mach\u00f5es\u2019, enquanto as meninas s\u00e3o ensinadas a serem mais recatadas, recolhidas. Principalmente educa\u00e7\u00e3o sexual, n\u00e3o se fala dos meninos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O Dia Internacional Pela Elimina\u00e7\u00e3o da Viol\u00eancia Contra a Mulher \u00e9 mais do que uma data no calend\u00e1rio. Ele representa a luta di\u00e1ria de milh\u00f5es de mulheres por dignidade, respeito e sobreviv\u00eancia. &#8220;Nosso caminho \u00e9 todos os dias. Toda a oportunidade que tem de falar, mostrar, vivenciar e praticar essas a\u00e7\u00f5es em defesa dos direitos humanos, em defesa das mulheres contra a viol\u00eancia, \u00e9 um exerc\u00edcio que devemos fazer todos os dias&#8221;, enfatiza Valdete.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ONU estabeleceu o dia 25 de novembro como a data para marcar a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre essa viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos Por Crislaine Moreira No Brasil, em 2023, a cada seis horas uma mulher foi v\u00edtima de feminic\u00eddio e cerca de 1,3 milh\u00e3o de brasileiras sofreram algum tipo de viol\u00eancia. 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