{"id":16221,"date":"2024-11-21T16:18:27","date_gmt":"2024-11-21T19:18:27","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=16221"},"modified":"2024-11-21T16:18:28","modified_gmt":"2024-11-21T19:18:28","slug":"a-conservadora-coreia-do-sul-se-abre-a-representacao-lgbtqi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2024\/11\/21\/a-conservadora-coreia-do-sul-se-abre-a-representacao-lgbtqi\/","title":{"rendered":"A conservadora Coreia do Sul se abre \u00e0 representa\u00e7\u00e3o LGBTQI+"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Produ\u00e7\u00f5es audiovisuais enfrentam resist\u00eancia ao trazer \u00e0 tona temas pol\u00eamicos<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por Maria Clara Kuboski Dos Santos<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma das s\u00e9ries mais comentadas do ano na Coreia do Sul causou pol\u00eamica n\u00e3o s\u00f3 pela trama envolvente, mas por abordar temas reais e sens\u00edveis. \u201cLove in the Big City\u201d foi a primeira a retratar, em um contexto local, a vida de um jovem gay vivendo com HIV (v\u00edrus da imunodefici\u00eancia humana), causador da AIDS, em meio a uma sociedade que ainda lida com temas de sexualidade e sa\u00fade com cautela e, por vezes, sil\u00eancio. Ao desafiar essa tradi\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o ganhou aplausos e rejei\u00e7\u00f5es, expondo um dilema enfrentado por muitos cineastas: como quebrar tabus e abrir espa\u00e7o para narrativas que representam a<br>diversidade LGBTQI+. Vit\u00f3ria Machado, formada em cinema, afirma que tanto o cinema quanto s\u00e9ries e novelas ainda est\u00e3o no come\u00e7o da representatividade e aceita\u00e7\u00e3o da comunidade LGBTQI+. \u201cClaro<br>que em 2024, h\u00e1 muita visibilidade das mulheres negras em pap\u00e9is principais, e isso \u00e9 maravilhoso! Por\u00e9m, na quest\u00e3o de mulheres l\u00e9sbicas, como no meu caso, elas n\u00e3o aparecem tanto. E, quando aparecem, sinto que ainda \u00e9 pouco\u201d. O administrador da p\u00e1gina \u201cCinematografia Queer\u201d, Eduardo de Assun\u00e7\u00e3o, refor\u00e7a a import\u00e2ncia de protagonistas representativos no cinema, principalmente para jovens em fase de autodescoberta. &#8220;Acho extremamente importante, n\u00e3o apenas pela quest\u00e3o da identifica\u00e7\u00e3o dos jovens LGBTs em forma\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m pelo conhecimento da hist\u00f3ria do movimento, que, assim como a s\u00e9tima arte, evoluiu com o passar das d\u00e9cadas\u201d, observa. \u201cConectar-se com uma obra cinematogr\u00e1fica \u00e9 tamb\u00e9m uma maneira de se autoconhecer.&#8221;. Ele destaca que o cinema permite que jovens e adultos da comunidade reflitam sobre a pr\u00f3pria identidade ao verem suas hist\u00f3rias ganharem vida nas telas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Resist\u00eancia e estere\u00f3tipos no cinema<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar do avan\u00e7o, Vit\u00f3ria Machado aponta que, ao tratar de pap\u00e9is l\u00e9sbicos, a representa\u00e7\u00e3o ainda deixa a desejar, geralmente seguindo padr\u00f5es heteronormativos. \u201c O mundo ainda \u00e9 muito heteronormativo, sempre focando muito nos homens brancos, cis e h\u00e9teros\u201d, ela explica, apontando uma tend\u00eancia de refor\u00e7ar pap\u00e9is limitados no cinema. As narrativas que fogem aos estere\u00f3tipos oferecem mais do que entretenimento: s\u00e3o fontes de identifica\u00e7\u00e3o. No entanto, a recep\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e do p\u00fablico geralmente reflete uma sociedade dividida em rela\u00e7\u00e3o a essas mudan\u00e7as. \u201cEu acredito que o p\u00fablico est\u00e1 um pouco dividido entre amar as personagens LGBTQI+ e odi\u00e1-las\u201d, comenta Vit\u00f3ria. Apesar da recep\u00e7\u00e3o ainda lenta, essas representa\u00e7\u00f5es auxiliam na transforma\u00e7\u00e3o gradual da percep\u00e7\u00e3o social, particularmente entre as gera\u00e7\u00f5es mais novas. Eduardo destaca a import\u00e2ncia desses filmes para uma sociedade mais receptiva e aberta, considerando que o cinema queer \u00e9 &#8220;uma excelente op\u00e7\u00e3o para promover direitos, levantar bandeiras, tocar em feridas e continuar batalhando por uma sociedade mais tolerante&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tail\u00e2ndia legaliza o casamento LGBTQI+<\/h2>\n\n\n\n<p>No dia 18 de junho deste ano, a comunidade LGBTQI+ teve outra vit\u00f3ria quando a Tail\u00e2ndia legalizou a igualdade de casamento. Esta decis\u00e3o foi fortemente impactada pela crescente presen\u00e7a da comunidade na cultura popular, em particular nos filmes e s\u00e9ries que ganharam ampla aceita\u00e7\u00e3o. Um exemplo disso foi a s\u00e9rie \u201cNot Me\u201d, que buscou destacar a ilegalidade de casamentos homoafetivos e questionou a falta de reconhecimento legal de tais relacionamentos no pa\u00eds. A sociedade est\u00e1 gradualmente se abrindo para a diversidade, com o aumento da representa\u00e7\u00e3o da comunidade LGBTQIA+ na m\u00eddia. Produ\u00e7\u00f5es audiovisuais, tanto na Tail\u00e2ndia quanto na Coreia do Sul, est\u00e3o sendo fundamentais nesse aspecto de mudan\u00e7a social.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produ\u00e7\u00f5es audiovisuais enfrentam resist\u00eancia ao trazer \u00e0 tona temas pol\u00eamicos Por Maria Clara Kuboski Dos Santos Uma das s\u00e9ries mais comentadas do ano na Coreia do Sul causou pol\u00eamica n\u00e3o s\u00f3 pela trama envolvente, mas por abordar temas reais e sens\u00edveis. \u201cLove in the Big City\u201d foi a primeira a retratar, em um contexto local, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16222,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[1928,1927,1267,673,1686,12],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16221"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16221"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16221\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16223,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16221\/revisions\/16223"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16222"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16221"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16221"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16221"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}