{"id":16322,"date":"2024-12-13T14:01:13","date_gmt":"2024-12-13T17:01:13","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=16322"},"modified":"2024-12-13T14:01:15","modified_gmt":"2024-12-13T17:01:15","slug":"abelhas-sem-ferrao-conquistam-novos-criadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2024\/12\/13\/abelhas-sem-ferrao-conquistam-novos-criadores\/","title":{"rendered":"Abelhas sem ferr\u00e3o conquistam novos criadores"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Por Giovanna Marques, J\u00falia Moloies e Maria Luiza Pacheco<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>As abelhas sem ferr\u00e3o est\u00e3o cada vez mais populares, atraindo novos criadores. A Apis mellifera pode ser criada no quintal de casa, pois n\u00e3o oferece risco para as pessoas. O cultivo desses insetos \u00e9 chamado de meliponicultura e est\u00e1 cada vez mais popular no Brasil, afirma a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Estudos das Abelhas em textos publicados.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Para muitos meliponicultores, essa atividade \u00e9 um \u201chobby ecol\u00f3gico\u201d que proporciona diversos benef\u00edcios: desde uma forma de terapia at\u00e9 um leque de op\u00e7\u00f5es de fonte de renda, al\u00e9m de colaborar ainda com a preserva\u00e7\u00e3o do ambiente.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Essa populariza\u00e7\u00e3o pode ser motivada por v\u00e1rios fatores, como explica Rinaldo Marques, 45, que cultiva abelhas em sua casa h\u00e1 tr\u00eas anos. \u201cCriar essas abelhas n\u00e3o demanda um cuidado di\u00e1rio, \u00e9 bem vi\u00e1vel.\u201d Segundo ele, esses agentes da natureza atuam na poliniza\u00e7\u00e3o de flores e \u00e1rvores frut\u00edferas da sua pr\u00f3pria casa e regi\u00f5es pr\u00f3ximas.<br><\/p>\n\n\n\n<p>O meliponicultor possui 35 caixas de 13 esp\u00e9cies diferentes. Rinaldo conta que estuda constantemente e consome conte\u00fados que outros produtores compartilham na internet. \u201cPara quem tem o interesse de iniciar a meliponicultura, meu principal conselho \u00e9 que busque pelo conhecimento b\u00e1sico. \u00c9 uma responsabilidade ambiental importante, n\u00e3o pode fazer de qualquer maneira\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"815\" height=\"416\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/f1063b6e-93f9-40b7-8b8f-a81abf991ca5.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16325\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Abelhas atuam como polinizadoras (Foto: Maria Luiza Pacheco, Arquivo Pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Import\u00e2ncia ecol\u00f3gica<\/h2>\n\n\n\n<p>As abelhas s\u00e3o polinizadores, fazendo com que a vegeta\u00e7\u00e3o ao redor cres\u00e7a e prospere. \u201cElas aumentam muito a produtividade de frutas e flores\u201d, afirma \u00c9den Federolf, Bacharel em Ecologia pela UCPel, que atua h\u00e1 12 anos na \u00e1rea e \u00e9 respons\u00e1vel pelo melipon\u00e1rio Quest. Diferentes esp\u00e9cies polinizam diferentes plantas, ampliando a diversidade. <\/p>\n\n\n\n<p>As abelhas sem ferr\u00e3o s\u00e3o divididas em duas grandes tribos: a Trigonini e a Meliponini. Cada tribo possui uma estrutura que a identifica na entrada do ninho. A Trigonini constr\u00f3i um pito com cerume na entrada e a Meliponini faz raios salientes de barro ou geopr\u00f3polis ao redor da entrada que, por sinal, permanece sempre protegida pelas sentinelas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/0c40e9ec-f025-4536-ab98-64eca00a6402.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16323\" style=\"width:691px;height:425px\" width=\"691\" height=\"425\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/0c40e9ec-f025-4536-ab98-64eca00a6402.jpeg 1600w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/0c40e9ec-f025-4536-ab98-64eca00a6402-1536x945.jpeg 1536w\" sizes=\"(max-width: 691px) 100vw, 691px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Interior de uma caixa da esp\u00e9cie Guaraipo (Foto: Giovanna Marques, Arquivo Pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Atualmente, h\u00e1 diversos melipon\u00e1rios na regi\u00e3o de Joinville, como o Quest, que virou um \u201csantu\u00e1rio\u201d para as abelhas. \u00c9 um lugar para acampamento em fam\u00edlia, ideal para tirar um tempo da vida corrida da cidade. As abelhas servem de incentivo aos visitantes para apreciarem como elas trabalham e sa\u00edrem inspirados da visita.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"477\" height=\"240\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/2c4afa16-a2e8-4d91-a1a6-dfa0e950329d.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16326\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Melipon\u00e1rio Quest localizado em Schroeder, no Norte de SC (Foto: Giovanna Marques, Arquivo Pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Assim como os humanos, as abelhas tamb\u00e9m s\u00e3o afetadas pela polui\u00e7\u00e3o e pela degrada\u00e7\u00e3o do ambiente. Al\u00e9m de riscos naturais, como os predadores, elas sofrem com a urbaniza\u00e7\u00e3o e industrializa\u00e7\u00e3o crescentes, que provocam desmatamento de florestas e polui\u00e7\u00e3o. A Bugia, uma esp\u00e9cie nativa da regi\u00e3o de Joinville, est\u00e1 em risco de extin\u00e7\u00e3o, pois seus ninhos s\u00e3o feitos em \u00e1rvores grossas, normalmente usadas para produ\u00e7\u00e3o de madeira.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Empreendedorismo<\/h2>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de abelhas sem ferr\u00e3o tamb\u00e9m proporciona uma fonte de renda para muitas fam\u00edlias. Paulino Padilha de Lins, 62, \u00e9 um meliponicultor, e dono do Melipon\u00e1rio Padilha. \u201cAmo cuidar das abelhas, j\u00e1 s\u00e3o mais de 50 anos me dedicando a isso\u201d, relata. Ele possui mais de 100 caixas de variadas esp\u00e9cies.<\/p>\n\n\n\n<p><br>As abelhas nativas produzem cerca de 1 kg de mel por ano, enquanto as abelhas com ferr\u00e3o produzem, em m\u00e9dia, 15 kg anualmente. A vantagem est\u00e1 no manejo, que \u00e9 mais barato e n\u00e3o exige roupas e equipamentos especiais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1600\" height=\"1154\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/2b270948-6684-4134-8742-d0da2e7b5852.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16324\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/2b270948-6684-4134-8742-d0da2e7b5852.jpeg 1600w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/2b270948-6684-4134-8742-d0da2e7b5852-1536x1108.jpeg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Potes de mel da abelha sem ferr\u00e3o Manda\u00e7aia (Foto: Giovanna Marques, Arquivo Pessoal)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Entre as poss\u00edveis fontes de renda est\u00e3o o mel, o pr\u00f3polis (mistura de barro e resina que veda a caixa e tem uso medicinal), o atrativo (solu\u00e7\u00e3o de pr\u00f3polis e mel, utilizada nas iscas e tamb\u00e9m um m\u00e9todo de atrair enxames na natureza) e ainda a fabrica\u00e7\u00e3o de caixas, com pre\u00e7os que variam de R$ 50,00 a R$100,00.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Os interessados em saber mais detalhes sobre a cria\u00e7\u00e3o das abelhas sem ferr\u00e3o ou em visitar os melipon\u00e1rios, podem entrar em contato com os produtores atrav\u00e9s dos contatos:<\/p>\n\n\n\n<p><br>\u25cf \u00c9den Federolf: (47) 99221-0430<br>\u25cf Paulo Padilha: (47) 98825-5540<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Giovanna Marques, J\u00falia Moloies e Maria Luiza Pacheco As abelhas sem ferr\u00e3o est\u00e3o cada vez mais populares, atraindo novos criadores. A Apis mellifera pode ser criada no quintal de casa, pois n\u00e3o oferece risco para as pessoas. 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