{"id":16340,"date":"2024-12-16T10:47:17","date_gmt":"2024-12-16T13:47:17","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=16340"},"modified":"2024-12-16T10:47:18","modified_gmt":"2024-12-16T13:47:18","slug":"joinville-enfrenta-desafios-e-busca-fortalecer-o-cinema-local","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2024\/12\/16\/joinville-enfrenta-desafios-e-busca-fortalecer-o-cinema-local\/","title":{"rendered":"Joinville enfrenta desafios e busca fortalecer o cinema local"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Cineasta aponta a falta de espa\u00e7os e recursos para o desenvolvimento do audiovisual joinvilense<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por Maria Eduarda Alecrim<\/em><\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto Joinville \u00e9 amplamente reconhecida como a cidade da dan\u00e7a e das flores, o cinema local luta por reconhecimento. Apesar do talento dos cineastas e das iniciativas crescentes na \u00e1rea, os desafios para produ\u00e7\u00e3o, exibi\u00e7\u00e3o e alcance do p\u00fablico ainda s\u00e3o uma realidade, fortemente influenciada pelas pol\u00edticas culturais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a cineasta Heloisa Mazzuchetti, o cinema joinvilense enfrenta barreiras que limitam a execu\u00e7\u00e3o e exibi\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00f5es locais. \u201cHoje, a gente n\u00e3o tem muitos lugares para exibir os nossos projetos em Joinville. O que acontece muito \u00e9 enviar para festivais fora da cidade, mas, localmente, os espa\u00e7os ainda s\u00e3o escassos\u201d, explica. Segundo ela, iniciativas acad\u00eamicas, como as exibi\u00e7\u00f5es realizadas pelas faculdades que oferecem o curso de Cinema, ajudam a movimentar a cena, mas ainda n\u00e3o suprem a demanda por festivais e eventos espec\u00edficos na cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Os desafios n\u00e3o se restringem \u00e0 exibi\u00e7\u00e3o. A produ\u00e7\u00e3o de filmes tamb\u00e9m enfrenta dificuldades ligadas \u00e0 falta de recursos. Helo\u00edsa lembra de seu \u00faltimo projeto, realizado com o apoio de parcerias e uma campanha para arrecada\u00e7\u00e3o de fundos. \u201cS\u00f3 a equipe t\u00e9cnica tinha 20 pessoas. No m\u00ednimo, o que eu deveria dar seria alimenta\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que todos estavam trabalhando por amor \u00e0 arte\u201d, conta. Ela acredita que, com maior acesso a financiamentos, seria poss\u00edvel explorar melhor o potencial criativo das produ\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Impacto das pol\u00edticas culturais no cinema local<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar das limita\u00e7\u00f5es, Helo\u00edsa reconhece o impacto positivo de pol\u00edticas culturais como os editais de incentivo. \u201cHoje, vemos muita gente enviando projetos para editais. Antes, isso n\u00e3o acontecia, e at\u00e9 sobrava verba porque n\u00e3o havia propostas suficientes\u201d, afirma. Ela refor\u00e7a a import\u00e2ncia de iniciativas que garantem recursos n\u00e3o apenas para a produ\u00e7\u00e3o, mas para a circula\u00e7\u00e3o dos filmes: \u201cExistem editais que destinam verbas espec\u00edficas para a distribui\u00e7\u00e3o, o que ajuda muito a levar as produ\u00e7\u00f5es ao p\u00fablico.\u201d No entanto, segundo Helo\u00edsa, o cinema local ainda opera em uma esp\u00e9cie de \u201cbolha\u201d. \u201cPoucas pessoas sabem que est\u00e1 sendo feito cinema em Joinville. A cidade precisa de mais aten\u00e7\u00e3o e reconhecimento nessa \u00e1rea. N\u00e3o somos apenas a cidade da dan\u00e7a ou das bicicletas, temos muito mais a oferecer\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O audiovisual no cinema joinvilense<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Fahya Kury Cassins, s\u00f3cia e diretora de uma produtora em Joinville, compartilha sua perspectiva sobre o papel de ter uma produtora no desenvolvimento do cinema em Joinville. Desde sua funda\u00e7\u00e3o, a produtora tem se destacado ao apresentar novas hist\u00f3rias ao p\u00fablico e promover projetos de qualifica\u00e7\u00e3o em cinema e audiovisual. Entre suas contribui\u00e7\u00f5es ao cinema local, est\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o de trabalho e renda, a exibi\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00f5es e a forma\u00e7\u00e3o de interessados na \u00e1rea.A produtora tem obtido sucesso na capta\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos e privados para viabilizar seus projetos. Fahya ressalta que a Oficina Produ\u00e7\u00f5es utiliza recursos municipais, estaduais e federais, inclusive via mecenato \u2014 modalidade que permite a participa\u00e7\u00e3o da iniciativa privada por meio de isen\u00e7\u00e3o de impostos. Al\u00e9m disso, n\u00e3o hesitam em investir recursos pr\u00f3prios para garantir a realiza\u00e7\u00e3o de suas produ\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Impacto das pol\u00edticas culturais<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para Fahya, as pol\u00edticas culturais s\u00e3o essenciais para o desenvolvimento do cinema local. Segundo ela, \u201cno mundo inteiro o cinema s\u00f3 existe com investimento de pol\u00edticas culturais e econ\u00f4micas para a produ\u00e7\u00e3o. Toda verba investida em cinema retorna para a sociedade de diversas formas\u201d. Por\u00e9m, ela critica a burocracia nos editais municipais, que n\u00e3o se adequaram ao decreto federal de 2024, e ressalta que as barreiras administrativas dificultam tanto a produ\u00e7\u00e3o quanto a exibi\u00e7\u00e3o. A falta de infraestrutura tamb\u00e9m \u00e9 uma limita\u00e7\u00e3o: \u201cn\u00e3o temos nenhuma sala de cinema p\u00fablica, n\u00e3o temos espa\u00e7os culturais equipados para exibi\u00e7\u00f5es e quase n\u00e3o h\u00e1 investimento municipal nos espa\u00e7os culturais j\u00e1 existentes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Fahya observa que o mercado local ainda carece de op\u00e7\u00f5es para exibi\u00e7\u00e3o de filmes produzidos em Joinville, especialmente fora das salas comerciais. Contudo, fora da cidade, as produ\u00e7\u00f5es t\u00eam sido bem recebidas. Apesar das limita\u00e7\u00f5es, ela relata experi\u00eancias positivas em exibi\u00e7\u00f5es locais, como a estreia realizada na Escola Municipal Professor Reinaldo Pedro de Fran\u00e7a, no Morro do Amaral.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Perspectivas para o futuro<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Ao refletir sobre o futuro do cinema em Joinville, Fahya aponta tr\u00eas pilares essenciais: qualifica\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra, estrutura e investimentos. Sem esses elementos, o crescimento do setor estar\u00e1 comprometido, mesmo com iniciativas de sucesso, como o filme Gritos do Sul (2022), que ganhou proje\u00e7\u00e3o nacional. \u201cAp\u00f3s o boom, corremos o risco de ver muitas pessoas abandonarem a \u00e1rea e at\u00e9 mesmo a cidade em busca de melhores oportunidades\u201d, alerta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cineasta aponta a falta de espa\u00e7os e recursos para o desenvolvimento do audiovisual joinvilense Por Maria Eduarda Alecrim Enquanto Joinville \u00e9 amplamente reconhecida como a cidade da dan\u00e7a e das flores, o cinema local luta por reconhecimento. Apesar do talento dos cineastas e das iniciativas crescentes na \u00e1rea, os desafios para produ\u00e7\u00e3o, exibi\u00e7\u00e3o e alcance [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16341,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[88,1837],"tags":[269,456,270,90,48,614,1941],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16340"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16340"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16340\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16342,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16340\/revisions\/16342"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16341"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16340"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16340"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16340"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}