{"id":16372,"date":"2024-12-19T17:16:22","date_gmt":"2024-12-19T20:16:22","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=16372"},"modified":"2024-12-19T17:18:19","modified_gmt":"2024-12-19T20:18:19","slug":"maj-tem-papel-fundamental-na-preservacao-da-arte-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2024\/12\/19\/maj-tem-papel-fundamental-na-preservacao-da-arte-nacional\/","title":{"rendered":"MAJ tem papel fundamental na preserva\u00e7\u00e3o da arte nacional"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Museu de Arte de Joinville preserva a arte brasileira por meio de cataloga\u00e7\u00e3o. Gravura de Tarsila do Amaral \u00e9 um exemplo<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por Henrique Duarte<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Museu de Arte de Joinville (MAJ) abriga uma cole\u00e7\u00e3o de 1026 obras catalogadas, entre elas, uma gravura de Tarsila do Amaral. O caso \u00e9 particularmente emblem\u00e1tico, j\u00e1 que o processo \u00e9 uma reinterpreta\u00e7\u00e3o da obra \u201c<em>Paisagem com touro\u201d,<\/em> produzida a partir da pintura original, de 1925. \u00c9 uma transposi\u00e7\u00e3o, gravada por terceiros, que a artista autorizou nos \u00faltimos anos de vida a serem reproduzidos em metal, a fim de satisfazer a demanda do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>A gravura presente no Museu de Arte de Joinville vai al\u00e9m da fun\u00e7\u00e3o est\u00e9tica, ela preserva e garante a hist\u00f3ria da arte nacional. Por meio de t\u00e9cnicas de conserva\u00e7\u00e3o, a obra ganha novas camadas de entendimento e a restaura\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as do acervo se tornaram fundamentais para o legado cultural da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a arte de Tarsila n\u00e3o \u00e9 apenas uma pe\u00e7a do acervo do museu. Ela faz parte de um processo de cataloga\u00e7\u00e3o. Esse processo foi desenvolvido em 2020, durante a pandemia de Covid-19, por D\u00e9bora Zimmermann, assistente cultural e monitora do museu, junto ao seu marido. Na \u00e9poca, com a equipe em <em>home office<\/em> e a reserva t\u00e9cnica sem uma organiza\u00e7\u00e3o clara, localizar uma obra espec\u00edfica era um desafio. \u201cPor exemplo, eu tinha a obra n\u00famero X, mas n\u00e3o sabia em qual gaveta ou estante ela estava\u201d, explicou D\u00e9bora. Antes, utilizava-se uma tabela no LibreOffice, que, por conter imagens e informa\u00e7\u00f5es de mais de mil obras, era lenta e pouco pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi nesse contexto que o banco de dados come\u00e7ou a ser desenvolvido, permitindo reunir imagens, informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e a localiza\u00e7\u00e3o de cada obra em um sistema mais funcional. \u201cAgora, conseguimos acessar rapidamente os dados das pe\u00e7as e verificar seu estado de conserva\u00e7\u00e3o, o que facilita o trabalho de invent\u00e1rio e preserva\u00e7\u00e3o do acervo\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Desafios e novos projetos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar do trabalho t\u00e9cnico realizado pela equipe do museu, o MAJ enfrenta desafios estruturais. Angela Peyerl, coordenadora da institui\u00e7\u00e3o, revela a necessidade de ampliar os espa\u00e7os expositivos e melhorar a infraestrutura para atender \u00e0s demandas do acervo e garantir que o museu receba novas obras. &#8220;Atualmente, temos um acervo extenso, mas muitas obras est\u00e3o armazenadas porque n\u00e3o temos espa\u00e7o suficiente para exposi\u00e7\u00e3o&#8221;, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, Angela menciona lacunas hist\u00f3ricas que precisam ser preenchidas no acervo do museu. &#8220;H\u00e1 uma aus\u00eancia not\u00e1vel de obras de artistas mulheres, ind\u00edgenas e negros. \u00c9 uma quest\u00e3o que precisa ser resolvida para mostrar a diversidade da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica brasileira e garantir uma representa\u00e7\u00e3o mais ampla das hist\u00f3rias que comp\u00f5em nossa hist\u00f3ria&#8221;, pontua.<br>Essas quest\u00f5es se somam \u00e0 falta de recursos financeiros, que impacta diretamente na manuten\u00e7\u00e3o das obras e na realiza\u00e7\u00e3o de novos projetos. Segundo a coordenadora do museu, \u00e9 essencial que haja investimentos para modernizar a estrutura do museu e possibilitar uma maior intera\u00e7\u00e3o com a comunidade local e posteriormente nacional.<strong><br><\/strong>Mesmo diante das limita\u00e7\u00f5es, o MAJ tem planos. Entre eles, est\u00e1 o fortalecimento do di\u00e1logo com artistas contempor\u00e2neos e o est\u00edmulo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o cultural de Joinville. O museu deve ser um espa\u00e7o vivo, que n\u00e3o apenas preserve a mem\u00f3ria art\u00edstica, mas tamb\u00e9m inspire novas gera\u00e7\u00f5es.<br>&#8220;Queremos que o MAJ seja um local onde as pessoas se vejam representadas e onde a arte esteja acess\u00edvel a todos. Isso s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel com parcerias, investimentos e um planejamento de longo prazo&#8221;, conclui Angela.<br>Com um acervo que inclui obras de relev\u00e2ncia nacional e o compromisso de preservar e expandir a cole\u00e7\u00e3o, o Museu de Arte de Joinville segue como um guardi\u00e3o da mem\u00f3ria cultural. Por\u00e9m, para consolidar seu papel como refer\u00eancia, ser\u00e1 preciso superar as barreiras que ainda limitam seu potencial.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Museu de Arte de Joinville preserva a arte brasileira por meio de cataloga\u00e7\u00e3o. Gravura de Tarsila do Amaral \u00e9 um exemplo Por Henrique Duarte O Museu de Arte de Joinville (MAJ) abriga uma cole\u00e7\u00e3o de 1026 obras catalogadas, entre elas, uma gravura de Tarsila do Amaral. 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