{"id":16412,"date":"2025-03-24T17:52:46","date_gmt":"2025-03-24T20:52:46","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=16412"},"modified":"2025-03-24T17:52:48","modified_gmt":"2025-03-24T20:52:48","slug":"mercado-cinematografico-nacional-ganha-espaco-e-visibilidade-em-evento-da-cidade-apos-tres-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2025\/03\/24\/mercado-cinematografico-nacional-ganha-espaco-e-visibilidade-em-evento-da-cidade-apos-tres-anos\/","title":{"rendered":"Mercado cinematogr\u00e1fico nacional ganha espa\u00e7o e visibilidade em evento da cidade ap\u00f3s tr\u00eas anos"},"content":{"rendered":"\n<p>Primeira edi\u00e7\u00e3o aconteceu em 2022 e trouxe acolhimento e feedbacks positivos<\/p>\n\n\n\n<p><em>Por Camila Regina Schatzmann Gomes<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;Joinville sediou espa\u00e7o para a segunda edi\u00e7\u00e3o do Festival Cinema de Ver\u00e3o. Foram quatro dias de verdadeira imers\u00e3o no universo cinematogr\u00e1fico e cultural local, com uma programa\u00e7\u00e3o diversificada tendo como carro-chefe de sua abertura o show do grupo de surf rock, Strato Feelings.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;O evento contou com a presen\u00e7a de espectadores, al\u00e9m de artistas locais e regionais, que prestigiaram a edi\u00e7\u00e3o. A programa\u00e7\u00e3o aconteceu em tr\u00eas locais distintos da cidade: o Museu de Artes de Joinville (MAJ), o Instituto Internacional Juarez Machado (IIJM) e a Associa\u00e7\u00e3o dos Artistas Pl\u00e1sticos de Joinville (AAPLAJ), reunindo um p\u00fablico diversificado e entusiasta da arte audiovisual. Nos quatro dias de dura\u00e7\u00e3o, foram exibidos cinco produ\u00e7\u00f5es experimentais, dois document\u00e1rios, dezoito curtas catarinenses na mostra competitiva, al\u00e9m de oito filmes do cinema brasileiro e duas sess\u00f5es infantis. O evento contou tamb\u00e9m com roda de conversas com a equipe do festival e alguns artistas, proporcionando um espa\u00e7o de reflex\u00e3o e troca cultural. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;A segunda edi\u00e7\u00e3o do festival tamb\u00e9m se destacou pela inclus\u00e3o, oferecendo acessibilidade ao p\u00fablico surdo e tornando a experi\u00eancia ainda mais completa e acolhedora. \u201cPessoas com defici\u00eancia tamb\u00e9m t\u00eam direito \u00e0 cultura&#8221;, afirmou a int\u00e9rprete de libras Nubia Amorim. Ela completou: \u201cAs legendas ajudam bastante, mas nem todas as pessoas surdas conseguem ler em portugu\u00eas, pois a l\u00edngua de sinais \u00e9 um idioma diferente.\u201d A profissional ainda destacou a import\u00e2ncia de adaptar os filmes, incluindo a tradu\u00e7\u00e3o em l\u00edngua de sinais no mercado cinematogr\u00e1fico.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-24-at-16.57.41-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16417\" style=\"width:426px;height:567px\" width=\"426\" height=\"567\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><br>Cr\u00e9dito: Brendha Souza<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>&nbsp;Nesta edi\u00e7\u00e3o, o evento incluiu na programa\u00e7\u00e3o espa\u00e7os destinados a debates sobre temas abordados em algumas exibi\u00e7\u00f5es, como o document\u00e1rio<strong> \u201c<\/strong>Era o Hotel Cambridge\u201d, de Eliane Caff\u00e9, e \u201cMulheres Radicais\u201d, de Isabel Nascimento e Isabel de Luca. \u201cO Festival surgiu como uma proposta em 2021, em um contexto de sa\u00edda ainda da pandemia, quando as pessoas estavam sentindo muita falta de ir ao cinema\u201d, explica a administradora Laudy Lins Campos, diretora executiva do Festival Cinema de Ver\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desafio do cinema brasileiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0\u00a0O Brasil \u00e9 um dos maiores consumidores de filmes estrangeiros no mundo, em abril do ano passado, a Ag\u00eancia Nacional do Cinema (ANCINE), divulgou uma pesquisa sobre o desempenho dos filmes estrangeiros e brasileiros em 2023 nas telas, onde foram lan\u00e7ados 161 longas-metragens nacionais e 254 estrangeiros. Em um cen\u00e1rio p\u00f3s pandemia verifica-se que a recupera\u00e7\u00e3o do mercado de cinema no Brasil acontece num ritmo ainda mais lento que em v\u00e1rios outros mercados relevantes. Os filmes nacionais levaram 3,7 milh\u00f5es de espectadores aos cinemas em 2023, fatia que representa 3,2% do p\u00fablico, o resultado \u00e9 84,6% menor que em 2019 (per\u00edodo antes da pandemia).\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;O filme nacional de maior p\u00fablico em 2023, <em>\u2018Nosso Sonho\u2019<\/em>, ultrapassou 500 mil ingressos vendidos, mas ainda assim ficou atr\u00e1s dos lan\u00e7amentos internacionais como <em>\u2018Barbie\u2019<\/em> (10,7 milh\u00f5es de ingressos), <em>\u2018Super Mario Bros\u2019<\/em> (6,6 milh\u00f5es) e &nbsp;\u201cVelozes e Furiosos\u201d (6,5 milh\u00f5es), isso evidencia o dom\u00ednio do mercado cinematogr\u00e1fico internacional. \u201cA hegemonia do mercado americano ainda \u00e9 um fato e essas obras ocupam lugar de destaque na m\u00eddia convencional e no perfil de consumo da nossa gente. A plataforma que montamos \u00e9 realmente muito necess\u00e1ria nesse contexto\u201d, afirmou Laudy.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/WhatsApp-Image-2025-03-24-at-17.43.41.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16420\" style=\"width:612px;height:459px\" width=\"612\" height=\"459\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"> <br>Cr\u00e9dito: Brendha Souza<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;A facilidade de acesso a produ\u00e7\u00f5es estrangeiras tamb\u00e9m \u00e9 um fator importante. Plataformas de streaming como por exemplo Netflix e Amazon Prime, oferecem uma grande lista de t\u00edtulos internacionais, tornando o consumo de cinema estrangeiro ainda mais acess\u00edvel e atrativo. H\u00e1 grande predomin\u00e2ncia de filmes de grande or\u00e7amento, geralmente dublados ou legendados em portugu\u00eas, facilitando a inclus\u00e3o do p\u00fablico nacional, neste cen\u00e1rio o cinema brasileiro encontra desafios para conquistar o mesmo espa\u00e7o nas telas e nas prefer\u00eancias do p\u00fablico. Fatores como or\u00e7amento reduzido e menor investimento em campanhas de marketing dificultam a visibilidade de muitas produ\u00e7\u00f5es brasileiras. \u201cAcho que o festival tem bastante impacto na regi\u00e3o pela visibilidade e por toda a experi\u00eancia proporcionada de consumo dessas obras, chega a ser educativo e um processo de forma\u00e7\u00e3o de p\u00fablico para o mercado brasileiro\u201d, destacou a produtora. \u201cAl\u00e9m dessa camada, temos a quest\u00e3o de o cinema brasileiro n\u00e3o ser muito difundido e apreciado pelo p\u00fablico geral. \u00c9 algo que os profissionais de cultura v\u00eam combatendo desde sempre, e o festival surge como essa for\u00e7a tamb\u00e9m, para mostrar que a produ\u00e7\u00e3o de cinema brasileiro est\u00e1 em alta, produzindo muitas obras de muita qualidade, como pudemos ver agora com a vit\u00f3ria do Oscar de &#8220;Ainda<em> <\/em>Estou Aqui\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Difus\u00e3o Cultural<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;Os lugares onde o festival aconteceu abriu espa\u00e7o para que a cultura da cidade fosse exposta. A escolha de locais como o Museu de Artes de Joinville (MAJ), o Instituto Internacional Juarez Machado (IIJM) e a Associa\u00e7\u00e3o dos Artistas Pl\u00e1sticos de Joinville (AAPLAJ) para sediar o festival reflete a diversidade de espa\u00e7os culturais da cidade, proporcionando aos participantes e ao p\u00fablico uma imers\u00e3o em diferentes ambientes art\u00edsticos. Proporcionando um momento para conhecer produ\u00e7\u00f5es inovadoras e tamb\u00e9m para refor\u00e7ar a import\u00e2ncia do cinema como ferramenta de express\u00e3o cultural.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_20250321_193408-1-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16419\" style=\"width:607px;height:455px\" width=\"607\" height=\"455\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_20250321_193408-1-scaled.jpg 2560w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_20250321_193408-1-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/IMG_20250321_193408-1-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 607px) 100vw, 607px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><br>Instituto Internacional Juarez Machado (IIJM)<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;\u201cEu acho muito legal ter eventos desse tipo, porque n\u00e3o temos muitos eventos culturais aqui na cidade. Ent\u00e3o \u00e9 bom para termos uma outra vis\u00e3o e perspectiva de tudo, tamb\u00e9m do artista, que eu acabei de visitar, nunca tinha vindo ao museu Juarez Machado antes\u201d, declarou Maria Fernanda, massaterapeuta e uma das visitantes do segundo dia do evento. \u201cJ\u00e1 havia tido em outros eventos antes, mas aqui \u00e9 realmente outra perspectiva, em meio a todas as artes, nessa pegada mais art\u00edstica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;A segunda edi\u00e7\u00e3o do Festival Cinema de Ver\u00e3o trouxe junto a ele n\u00e3o apenas a difus\u00e3o do mercado cinematogr\u00e1fico nacional, mas al\u00e9m disso a reflex\u00e3o sobre a arte como meio de express\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Primeira edi\u00e7\u00e3o aconteceu em 2022 e trouxe acolhimento e feedbacks positivos Por Camila Regina Schatzmann Gomes &nbsp;&nbsp;Joinville sediou espa\u00e7o para a segunda edi\u00e7\u00e3o do Festival Cinema de Ver\u00e3o. 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