{"id":16658,"date":"2025-06-09T13:59:13","date_gmt":"2025-06-09T16:59:13","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=16658"},"modified":"2025-06-09T13:59:15","modified_gmt":"2025-06-09T16:59:15","slug":"poluicao-em-oceanos-pressiona-iniciativas-de-conservacao-marinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2025\/06\/09\/poluicao-em-oceanos-pressiona-iniciativas-de-conservacao-marinha\/","title":{"rendered":"Polui\u00e7\u00e3o em oceanos pressiona iniciativas de conserva\u00e7\u00e3o marinha"},"content":{"rendered":"\n<p>Fragmentos de sacolas e embalagens flex\u00edveis s\u00e3o os itens mais ingeridos por tartarugas, segundo o Oceana Brasil<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por: Camila Bosco e Caroline de Apolin\u00e1rio<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Durante muito tempo, o oceano foi espa\u00e7o de sonhos, lembran\u00e7as e destino de paz. O c\u00e9u limpo, o sol ao fundo e as ondas foram assinaturas de fotografias e destinos de f\u00e9rias. O pr\u00f3prio mar chegou a nomear can\u00e7\u00f5es, como os versos cl\u00e1ssicos de Tim Maia em \u201cAzul da Cor do Mar\u201d que falam sobre um motivo para viver, um sonho azul da cor do mar. No entanto, a paisagem, que antes era t\u00e3o admirada pela beleza e sons relaxantes, aos poucos vai se transformando em uma mar\u00e9 carregada por pl\u00e1sticos e ondas onde os restos de lixo surfam, onde o mar j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais t\u00e3o azul.<\/p>\n\n\n\n<p>A crise clim\u00e1tica, essas palavras que vemos estampadas em tantos lugares, j\u00e1 n\u00e3o se resume a previs\u00f5es. Luciano Lorenzi, 56, professor e pesquisador da Universidade da Regi\u00e3o de Joinville, explica um dos principais caminhos para enfrentar os desastres ambientais. \u201cA popula\u00e7\u00e3o precisa ser educada. As pessoas vivem muito fora da natureza, como se estivessem separadas dela. Muitos ainda acreditam que o ser humano est\u00e1 no controle do ambiente, mas isso \u00e9 uma ilus\u00e3o. N\u00f3s n\u00e3o controlamos nada.\u201d Ele ressalta que o primeiro passo \u00e9 compreender o que \u00e9, de fato, a natureza. \u201cA natureza n\u00e3o \u00e9 um bichinho. Ela \u00e9 extremamente complexa, e o mar \u00e9 um bom exemplo disso. A maior parte das pessoas conhece o ambiente marinho pela praia, mas aquela faixa vis\u00edvel \u00e9 apenas uma pequena parte de um sistema gigantesco e interligado.\u201d<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16659\" style=\"width:510px;height:383px\" width=\"510\" height=\"383\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Professor Luciano Lorenzi no Laborat\u00f3rio de Bentologia em Joinville<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas j\u00e1 s\u00e3o sentidos em diversas \u00e1reas, principalmente na agricultura. \u201cAs perdas de produ\u00e7\u00e3o est\u00e3o cada vez mais frequentes. Eventos extremos, como os que ocorreram recentemente no Rio Grande do Sul \u2014 com tr\u00eas dias seguidos de chuvas intensas \u2014, s\u00e3o exemplos disso. Esses fen\u00f4menos n\u00e3o s\u00e3o novos, mas o que preocupa \u00e9 que est\u00e3o se tornando mais recorrentes. O intervalo entre eles, que antes era de 70 ou 100 anos, agora \u00e9 de apenas 20 ou 30. E isso \u00e9 pouco tempo se pensarmos em gera\u00e7\u00f5es\u201d, explica Lorenzi.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando falamos sobre mudan\u00e7as no clima, \u00e9 comum pensarmos apenas nos fen\u00f4menos atmosf\u00e9ricos, como as chuvas e os ventos. No entanto, h\u00e1 tamb\u00e9m fen\u00f4menos importantes que ocorrem dentro dos oceanos e que est\u00e3o diretamente ligados ao aquecimento global, especialmente por meio das correntes marinhas. Os oceanos t\u00eam uma profundidade m\u00e9dia de 3.500 a 4.000 metros. As regi\u00f5es mais profundas s\u00e3o chamadas de regi\u00f5es abissais, uma classifica\u00e7\u00e3o baseada justamente na profundidade. \u00c0 medida que se desce, a \u00e1gua vai ficando mais fria, com exce\u00e7\u00e3o de algumas \u00e1reas espec\u00edficas onde h\u00e1 atividade vulc\u00e2nica. No geral, essas \u00e1guas profundas mant\u00eam uma temperatura por volta de 4\u202f\u00b0C.<\/p>\n\n\n\n<p>O aquecimento das \u00e1guas oce\u00e2nicas \u00e9 respons\u00e1vel por 40% do aumento global do n\u00edvel do mar, de acordo com o <a href=\"https:\/\/www.unesco.org\/pt\/articles\/novo-relatorio-da-unesco-indice-de-aquecimento-do-oceano-dobrou-em-20-anos-taxa-de-elevacao-do-nivel\">relat\u00f3rio da UNESCO<\/a>. Nas camadas mais profundas, ocorrem circula\u00e7\u00f5es mais lentas, mas que ainda assim exercem grande influ\u00eancia sobre o clima global. Um exemplo bastante conhecido \u00e9 a Corrente do Golfo do M\u00e9xico, que varia ao longo do ano e transporta \u00e1gua quente da regi\u00e3o tropical do golfo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Europa. Normalmente, a \u00e1gua fria \u2014 por ser mais densa \u2014 permanece nas camadas mais profundas, enquanto a \u00e1gua quente \u2014 mais leve \u2014 fica na superf\u00edcie. Quando essas camadas se encontram, h\u00e1 uma movimenta\u00e7\u00e3o provocada pela diferen\u00e7a de temperatura, gerando correntes e circula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A liga\u00e7\u00e3o entre os sistemas oce\u00e2nicos e atmosf\u00e9ricos \u00e9 direta e indissoci\u00e1vel. Segundo o professor Lorenzi, no Hemisf\u00e9rio Norte os efeitos s\u00e3o mais intensos devido \u00e0 maior quantidade de massa continental em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 oce\u00e2nica, o que favorece maiores varia\u00e7\u00f5es de temperatura. J\u00e1 no Hemisf\u00e9rio Sul, os oceanos atuam como reguladores t\u00e9rmicos, absorvendo o calor e liberando-o mais lentamente, o que ameniza as oscila\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas talvez o alerta mais grave do professor seja sobre a presen\u00e7a cada vez maior de pl\u00e1sticos nos oceanos. Ele \u00e9 pesquisador dessa \u00e1rea e estuda os efeitos desses res\u00edduos sobre organismos marinhos. \u201cO problema do pl\u00e1stico \u00e9 muito s\u00e9rio. A gente j\u00e1 sabe que ele est\u00e1 presente em tudo. A popula\u00e7\u00e3o mundial respira, bebe e come pl\u00e1stico. \u00c9 algo invis\u00edvel e silencioso.\u201d Ele explica que os pl\u00e1sticos lan\u00e7ados no ambiente sofrem fragmenta\u00e7\u00e3o e se transformam em micropl\u00e1sticos, que n\u00e3o s\u00e3o vis\u00edveis a olho nu e acabam sendo ingeridos por animais e humanos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Infografico.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-16660\" style=\"width:248px;height:620px\" width=\"248\" height=\"620\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Infografico.png 800w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Infografico-614x1536.png 614w\" sizes=\"(max-width: 248px) 100vw, 248px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Boa parte desses res\u00edduos vem do consumo urbano. Mesmo quem mora longe do mar contribui com a polui\u00e7\u00e3o dos oceanos. \u201cTudo que \u00e9 jogado nos rios acaba chegando no mar. A \u00e1gua que percola o solo leva res\u00edduos para o len\u00e7ol fre\u00e1tico, que por sua vez alimenta os rios. E tudo isso des\u00e1gua no oceano. Ou seja, a polui\u00e7\u00e3o \u00e9 sist\u00eamica.\u201d Al\u00e9m do pl\u00e1stico, h\u00e1 ainda os chamados poluentes emergentes, como a cafe\u00edna, rem\u00e9dios, horm\u00f4nios, anti-inflamat\u00f3rios e antibi\u00f3ticos, que chegam \u00e0s \u00e1guas atrav\u00e9s do esgoto dom\u00e9stico e n\u00e3o s\u00e3o filtrados pelos sistemas de tratamento convencionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os impactos sobre a fauna marinha s\u00e3o brutais. Luciano relata que animais como tartarugas ingerem sacolas pl\u00e1sticas achando que s\u00e3o \u00e1guas-vivas, aves como o guar\u00e1 alimentam seus filhotes com el\u00e1sticos, e le\u00f5es-marinhos ficam presos em embalagens pl\u00e1sticas. \u201cExistem dois tipos principais de impacto: os animais que ingerem lixo e os que ficam presos nele. H\u00e1 pinguins, peixes e outros animais que morrem sufocados ou com deformidades. E quando ingerem pl\u00e1stico, o problema se estende \u00e0 cadeia alimentar.\u201d<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-2-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16663\" style=\"width:488px;height:488px\" width=\"488\" height=\"488\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-2-scaled.jpg 2560w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-2-150x150.jpg 150w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-2-1536x1536.jpg 1536w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-2-2048x2048.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 488px) 100vw, 488px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Guar\u00e1s voltam a ser avistados em Santa Catarina nos \u00faltimos anos &#8211; Foto: Andr\u00e9 Mira\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Nos oceanos, existem as chamadas \u201cilhas de pl\u00e1stico\u201d \u2014 grandes ac\u00famulos de res\u00edduos formados pelo encontro de correntes mar\u00edtimas em regi\u00f5es conhecidas como giros oce\u00e2nicos, que concentram o lixo flutuante, principalmente pl\u00e1stico. A mais conhecida fica no Oceano Pac\u00edfico, tem \u00e1rea estimada em at\u00e9 tr\u00eas vezes o tamanho da Espanha e \u00e9 t\u00e3o expressiva que recebeu o apelido de \u201cO S\u00e9timo Continente\u201d. Atualmente, sabe-se da exist\u00eancia de cinco grandes ilhas de lixo: duas no Pac\u00edfico, duas no Atl\u00e2ntico e uma no \u00cdndico. Essas forma\u00e7\u00f5es criaram um ecossistema invasor no mar, com profundidade estimada em at\u00e9 10 metros. J\u00e1 se discute, inclusive, a exist\u00eancia de um novo ecossistema: a plastisfera, onde organismos passam a viver sobre o pl\u00e1stico flutuante.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, <a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/ciencias\/microplastico-e-detectado-no-cerebro-humano-pela-primeira-vez\/\">pesquisas<\/a> t\u00eam mostrado que part\u00edculas pl\u00e1sticas min\u00fasculas, os chamados micropl\u00e1sticos, podem se acumular em n\u00edveis mais altos no c\u00e9rebro humano do que em outros \u00f3rg\u00e3os, como o f\u00edgado e rins. Amostras de c\u00e9rebro coletadas em 2024 revelaram concentra\u00e7\u00f5es surpreendentemente mais altas dessas part\u00edculas do que cientistas imaginavam, cerca de 7 a 30 vezes maiores do que as encontradas no f\u00edgado ou nos rins.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor destaca que uma mudan\u00e7a de h\u00e1bito, como a separa\u00e7\u00e3o do lixo dom\u00e9stico, j\u00e1 faz enorme diferen\u00e7a. \u201c\u00c9 muito mais pr\u00e1tico jogar tudo no mesmo saco, mas se as pessoas tivessem mais consci\u00eancia e educa\u00e7\u00e3o ambiental, a quantidade de lixo descartado diminuiria consideravelmente.\u201d Ao final da conversa, o professor refor\u00e7a que a transforma\u00e7\u00e3o precisa partir da base. \u201cA mudan\u00e7a tem que vir das pessoas, da educa\u00e7\u00e3o, do dia a dia. O lixo que jogamos no mar volta para n\u00f3s.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Confira alguns pontos abordados pelo professor na entrevista em v\u00eddeo:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Polui\u00e7\u00e3o nos oceanos amea\u00e7a conserva\u00e7\u00e3o marinha | Prof. Luciano Lorenzi\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xoMuMuBp0Bg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias envolvem educa\u00e7\u00e3o ambiental e projetos de campo\u00a0<\/strong><\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Instituto-para-o-Desenvolvimento-do-Investimento-Social-IDIS.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-16664\" style=\"width:315px;height:315px\" width=\"315\" height=\"315\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Instituto-para-o-Desenvolvimento-do-Investimento-Social-IDIS.png 320w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Instituto-para-o-Desenvolvimento-do-Investimento-Social-IDIS-150x150.png 150w\" sizes=\"(max-width: 315px) 100vw, 315px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Fonte: IDIS<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Segundo dados divulgados atrav\u00e9s da <a href=\"https:\/\/www.idis.org.br\/o-brasil-conta-com-57-milhoes-de-voluntarios-ativos-segundo-pesquisa-voluntariado-no-brasil-2021\/\">pesquisa<\/a> realizada pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) em parceria com o Instituto Datafolha no ano de 2021, o Brasil possui cerca de 57 milh\u00f5es de volunt\u00e1rios ativos com uma m\u00e9dia de 18 horas mensais trabalhadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o com a pesquisa anterior do ano de 2011, na \u00faltima d\u00e9cada as a\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias tiveram um aumento significativo, motivados por a\u00e7\u00f5es de solidariedade, o estudo considera impactos registrados pela pandemia do Covid-19 e megaeventos esportivos como a Copa do Mundo e Jogos Ol\u00edmpicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante dessas mudan\u00e7as, organiza\u00e7\u00f5es sociais t\u00eam se movimentado para fornecer servi\u00e7os que auxiliam na desacelera\u00e7\u00e3o da crise clim\u00e1tica. O trabalho volunt\u00e1rio aparece com o prop\u00f3sito em prol de auxiliar pessoas, comunidades ou organiza\u00e7\u00f5es por meio de a\u00e7\u00f5es miradas no interesse social e comunit\u00e1rio. \u00c9 atrav\u00e9s desse tipo de servi\u00e7o n\u00e3o-remunerado que os envolvidos exercem um compromisso de envolvimento com o bem-estar coletivo da sociedade.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/INSTITUTO-COMAR-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16671\" style=\"width:511px;height:313px\" width=\"511\" height=\"313\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Instituto Comar\/Site<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Um exemplo dessa mobiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 o <a href=\"https:\/\/institutocomar.org.br\/\">Instituto COMAR<\/a> (Conserva\u00e7\u00e3o Marinha do Brasil), fundado no estado de Santa Catarina. Atuando h\u00e1 17 anos, o grupo de volunt\u00e1rios formado por cinco bi\u00f3logos fixos, possui o prop\u00f3sito de conservar a biodiversidade marinha e reduzir danos causados nos ecossistemas. A equipe \u00e9 composta pelos bi\u00f3logos: Johnatas Adelir Alves (45 anos), Douglas Macali de Souza (38 anos), Diogo Augusto Moreira (43 anos), Leonardo Bueno (39 anos) e Thiago Felipe de Souza (38 anos). Como miss\u00e3o, o Instituto destaca a proposta de facilitar a sobreviv\u00eancia das futuras gera\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as iniciativas realizadas pelo COMAR, destacam-se os materiais destinados ao Ecoturismo, atividades em campo com prop\u00f3sito de mapear e coletar informa\u00e7\u00f5es de organismos bent\u00f4nicos e nect\u00f4nicos, al\u00e9m da participa\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o ambiental mediante discuss\u00f5es em pol\u00edticas p\u00fablicas, o instituto tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel pela realiza\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de consultorias t\u00e9cnicas. Os trabalhos realizados s\u00e3o feitos principalmente por projetos aprovados por editais ou atrav\u00e9s do apoio de parceiros como a Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o de Joinville em conjunto ao N\u00facleo de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da dedica\u00e7\u00e3o na realiza\u00e7\u00e3o do trabalho, mesmo com mais de 18 mil participantes nos projetos e atendendo mais de 60 escolas em quatro cidades (Joinville, Itapo\u00e1, S\u00e3o Francisco do Sul e Balne\u00e1rio Barra do Sul), a procura por volunt\u00e1rios \u00e9 um desafio persistente. Fatores como a falta de recursos e incentivo governamental para projetos voltados para educa\u00e7\u00e3o ambiental e a neglig\u00eancia sobre os impactos da crise clim\u00e1tica.<br>Em uma entrevista realizada junto ao COMAR, representantes da institui\u00e7\u00e3o destacaram as mudan\u00e7as diretas ocorridas nos ecossistemas locais devido ao agravamento dos efeitos da crise. Al\u00e9m do desmatamento, a polui\u00e7\u00e3o e a invas\u00e3o dos ecossistemas de manguezais s\u00e3o pontos que impactam diretamente na perda de <em>habitats <\/em>naturais de esp\u00e9cies encontradas nessas \u00e1reas e zonas de preserva\u00e7\u00e3o. \u201cCom esta perda n\u00e3o possui mais \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o e assim acaba que movimenta mais a circula\u00e7\u00e3o das \u00e1guas afetadas pelo aumento do n\u00edvel do mar, acaba invadindo \u00e1reas desmatadas\u201d<em>, <\/em>relatou a Institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fragmentos de sacolas e embalagens flex\u00edveis s\u00e3o os itens mais ingeridos por tartarugas, segundo o Oceana Brasil Por: Camila Bosco e Caroline de Apolin\u00e1rio Durante muito tempo, o oceano foi espa\u00e7o de sonhos, lembran\u00e7as e destino de paz. 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