{"id":16714,"date":"2025-06-16T16:59:00","date_gmt":"2025-06-16T19:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=16714"},"modified":"2025-06-16T17:19:15","modified_gmt":"2025-06-16T20:19:15","slug":"quando-o-punk-e-feminino-inclusivo-e-barulhento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2025\/06\/16\/quando-o-punk-e-feminino-inclusivo-e-barulhento\/","title":{"rendered":"Quando o punk \u00e9 feminino, inclusivo e barulhento"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Por Mahyara Luiza<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Direto de Joinville, a banda Cacofonia chega para provar que o punk \u00e9 para todo mundo. Com letras que misturam de pol\u00edtica \u00e0 feminismo, o trio prepara seu primeiro EP e j\u00e1 ocupa os palcos da cena underground catarinense.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O som que incomoda e precisa incomodar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPassar uma mensagem.\u201d \u00c9 assim que as integrantes da banda <strong>Cacofonia<\/strong> definem sua proposta. Nascida na cena underground de Joinville, a banda formada por tr\u00eas mulheres faz do punk um espa\u00e7o de express\u00e3o, acolhimento e resist\u00eancia. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 sobre fazer barulho, embora isso elas fa\u00e7am muito bem. \u00c9 sobre incomodar quem precisa ser incomodado e, ao mesmo tempo, construir um espa\u00e7o onde pessoas que sempre se sentiam oprimidas, dentro e fora da cena, possam existir.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNas nossas m\u00fasicas a gente fala muito de pol\u00edtica. Queremos conscientizar, fazer outras meninas, outras mulheres, entenderem que podem levantar a cabe\u00e7a, que podem se posicionar, que podem saber o que est\u00e1 acontecendo\u201d, conta Sofia Lichtenberg, uma das integrantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas se engana quem acha que o p\u00fablico da Cacofonia \u00e9 restrito. Elas fazem quest\u00e3o de deixar claro que o espa\u00e7o \u00e9 para todo mundo, sejam mulheres cis \u00e0 mulheres trans, homens gays ou pessoas pretas. \u201cAntigamente a Riot Grrrl, um movimento de bandas feministas, n\u00e3o era nada inclusivo com mulheres pretas e pessoas trans, e isso \u00e9 uma coisa que a gente quer fazer diferente, a gente quer mostrar que todo mundo \u00e9 bem vindo nos nossos shows, que nossa m\u00fasica \u00e9 pra todo mundo\u201d, explica as integrantes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Do punk ao emo (sim, tem espa\u00e7o pra tudo)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se fosse pra colocar a Cacofonia dentro de uma caixinha, provavelmente essa caixinha ia explodir. Apesar de se definirem como uma banda de hardcore punk, as meninas n\u00e3o se prendem a r\u00f3tulos. \u201cA gente transita muito entre estilos. Tem uma m\u00fasica que estamos fazendo que tem uma pegada meio emo\u201d, conta Marcela Britto, sem medo de misturar influ\u00eancias e quebrar padr\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Para elas, o importante \u00e9 ter uma base, um norte. \u201c Uma coisa importante, que eu acabei aprendendo, \u00e9 que a gente n\u00e3o pode criar uma banda, chamar as pessoas sem um g\u00eanero definido\u201d afirma Sofia. <\/p>\n\n\n\n<p>A banda criou sua identidade dentro da cena underground, mas isso n\u00e3o impede as meninas de brincarem com diferentes refer\u00eancias musicais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Primeiros passos, primeiros palcos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A caminhada da Cacofonia est\u00e1 s\u00f3 come\u00e7ando, mas j\u00e1 \u00e9 intensa. A banda se prepara para lan\u00e7ar seu primeiro EP, com tr\u00eas m\u00fasicas, ainda este ano. E querem fazer isso acontecer junto ao seu primeiro show, marcado para 29 de agosto no Hangar 7, espa\u00e7o que se tornou um dos principais pontos de encontro da cena underground joinvilense.<\/p>\n\n\n\n<p>O line-up do show conta ainda com as bandas Plano Real, tamb\u00e9m de Joinville, e Jonabug, de S\u00e3o Paulo, que veio ao encontro da Cacofonia depois de um coment\u00e1rio despretensioso da vocalista nas redes. \u201cA gente j\u00e1 curtia a banda, ent\u00e3o pensamos: bora chamar, bora fazer isso acontecer\u201d, relembra Sofia.<\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o para por a\u00ed. No dia seguinte, dia 30, elas tocam em Florian\u00f3polis, e j\u00e1 tem data marcada para setembro, em Blumenau.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG-20250616-WA0011.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16715\" style=\"width:379px;height:265px\" width=\"379\" height=\"265\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG-20250616-WA0011.jpg 1600w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/IMG-20250616-WA0011-1536x1071.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 379px) 100vw, 379px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Kamyli Goudinho<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><strong>E d\u00e1 para viver de banda?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se depender da paix\u00e3o que elas colocam no projeto, d\u00e1 sim. Mas, na pr\u00e1tica, como toda banda independente, a realidade \u00e9 mais p\u00e9 no ch\u00e3o. \u201cPara mim, seria perfeito viver da banda\u201d, diz Sofia. \u201cMas sei que \u00e9 dif\u00edcil, ent\u00e3o penso que d\u00e1 pra conciliar, tipo, trabalhar como designer e, ao mesmo tempo, viver minha banda sem aquela correria insana.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201dPara Marcela, \u00e9 mais como um projeto que, apesar de n\u00e3o ser a principal fonte de renda, tem tanto peso quanto um trabalho formal. \u201cA gente leva muito a s\u00e9rio, \u00e9 mais do que um hobby. Claro que conciliar com a faculdade \u00e9 complicado, mas a gente vai criando h\u00e1bito.\u201d Enquanto isso, Anna Freitas foca nos estudos, se preparando pro vestibular, sem deixar a guitarra de lado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De uma ideia no sof\u00e1 pro grito no palco<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O nome <strong>Cacofonia<\/strong> nasceu, literalmente, de um brainstorm improvisado no sof\u00e1 de uma festa. Influenciadas por bandas como Bulimia e Misoginia, e at\u00e9 por uma m\u00fasica da banda Charlotte Matou Um Cara, as meninas buscavam algo que fosse uma palavra \u00fanica, forte, e que, claro, causasse impacto. \u201cNo come\u00e7o nem todo mundo gostou, mas foi o menos pior. O nome ficou, e depois elas gostaram.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201dE foi assim, de amizades que surgiram entre shows, rol\u00eas e redes sociais, que a Cacofonia se formou. Tr\u00eas garotas que se encontram no punk, mas que hoje constroem algo que vai muito al\u00e9m da m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<p>No fim das contas, a Cacofonia \u00e9 sobre isso: fazer barulho, sim. Mas, principalmente, fazer sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea encontra a banda no Instagram e TikTok como <strong>@cacofoniapunk<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Mahyara Luiza Direto de Joinville, a banda Cacofonia chega para provar que o punk \u00e9 para todo mundo. Com letras que misturam de pol\u00edtica \u00e0 feminismo, o trio prepara seu primeiro EP e j\u00e1 ocupa os palcos da cena underground catarinense. O som que incomoda e precisa incomodar \u201cPassar uma mensagem.\u201d \u00c9 assim que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16719,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[88,20,2007,2018],"tags":[2049,90,57,2048,48,34,143,2047,256],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16714"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16714"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16714\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16723,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16714\/revisions\/16723"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16719"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16714"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16714"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16714"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}