{"id":16754,"date":"2025-06-18T17:16:44","date_gmt":"2025-06-18T20:16:44","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=16754"},"modified":"2025-06-18T17:16:46","modified_gmt":"2025-06-18T20:16:46","slug":"como-treinar-o-seu-dragao-perai-de-novo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2025\/06\/18\/como-treinar-o-seu-dragao-perai-de-novo\/","title":{"rendered":"Como Treinar o Seu Drag\u00e3o \u2013 Pera\u00ed, de novo?"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Por Guilherme Beck Scolari<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desde que a Disney come\u00e7ou a empurrar sua divis\u00e3o de produ\u00e7\u00f5es live-action de forma incisiva, uma forte discuss\u00e3o sobre o esgotamento criativo da ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica se iniciou. Embora muito criticadas por n\u00e3o possu\u00edrem \u201calma\u201d e por, muitas vezes, piorarem cl\u00e1ssicos j\u00e1 conhecidos, as vers\u00f5es \u201ccom pessoas\u201d das anima\u00e7\u00f5es raramente falham em trazer muito dinheiro para os cofres dos est\u00fadios. Nesse contexto, a DreamWorks decidiu abra\u00e7ar a proposta dos remakes em live-action com um de seus maiores sucessos &#8211; e uma das minhas anima\u00e7\u00f5es favoritas do est\u00fadio: Como Treinar o Seu Drag\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Conceitualmente, n\u00e3o acho que os live-actions sejam abomina\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas, como muitos julgam por a\u00ed. Entretanto, preciso destacar que sinto certo cansa\u00e7o com esse tipo de longa, que, por vezes, se contenta em apenas \u201crequentar\u201d aquilo j\u00e1 visto na anima\u00e7\u00e3o, com pouco cuidado ou criatividade. Apesar do ceticismo inicial, seria mentira dizer que n\u00e3o me diverti com essa nova vers\u00e3o de <em>Como Treinar o Seu Drag\u00e3o<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><br>A mudan\u00e7a de formato traz diferen\u00e7as significativas em rela\u00e7\u00e3o ao longa original, j\u00e1 que, por exemplo, um drag\u00e3o fotorrealista transmite muito mais medo do que sua vers\u00e3o animada. Al\u00e9m disso, a sensa\u00e7\u00e3o de escala, somada \u00e0 excelente implementa\u00e7\u00e3o do som, resulta em cenas de a\u00e7\u00e3o de tirar o f\u00f4lego, nas quais cada impacto e rugido impressionam! Em contrapartida, a vertente realista acaba dando um tom mais s\u00e9rio ao longa, que, \u00e0s vezes, entra em conflito com os momentos mais leves do roteiro, transmitindo uma artificialidade n\u00e3o presente na anima\u00e7\u00e3o. Soma-se a isso uma certa sensa\u00e7\u00e3o de estranhamento ao ver uma recria\u00e7\u00e3o praticamente id\u00eantica ao original, mas, dessa vez, sem as surpresas que se tem ao ver um filme pela primeira vez. A dura\u00e7\u00e3o levemente maior dessa vers\u00e3o &#8211; que possui 1 hora e 56 minutos &#8211; tamb\u00e9m evidencia o excelente aproveitamento de tempo do longa de 2010, que, com apenas 1 hora e 38 minutos, consegue fechar com perfei\u00e7\u00e3o sua hist\u00f3ria e seus arcos de personagens.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Em rela\u00e7\u00e3o aos atores, todos entregam o que \u00e9 exigido &#8211; ainda que causem uma certa estranheza pela recria\u00e7\u00e3o visual quase perfeita em rela\u00e7\u00e3o ao filme animado. Mason Thames, que d\u00e1 vida a Solu\u00e7o, vem ganhando cada vez mais espa\u00e7o na ind\u00fastria, tendo um semblante semelhante ao de Heath Ledger e encantando com seu carisma juvenil. Nico Parker, embora visualmente diferente da Astrid animada, encarna sua personagem com confian\u00e7a, trazendo toda a destreza necess\u00e1ria. O grande destaque do elenco fica com Gerard Butler, que tem uma presen\u00e7a de tela est\u00f3ica que casa perfeitamente com seu personagem &#8211; vulgo Stoico, maximizando o arco do personagem para al\u00e9m da anima\u00e7\u00e3o, com uma performance multifacetada e imponente.<\/p>\n\n\n\n<p><br>No mais, os efeitos especiais s\u00e3o motivo de elogio, sendo essenciais para a constru\u00e7\u00e3o do universo e funcionamento desta vers\u00e3o. Banguela ganha vida e encanta com o charme de sua vers\u00e3o animada, assim como a perfeita integra\u00e7\u00e3o dos efeitos pr\u00e1ticos com os digitais. Al\u00e9m disso, a trilha sonora se mant\u00e9m no n\u00edvel da original &#8211; com pequenas diferen\u00e7as que agregam \u00e0 nova vers\u00e3o, sem descaracterizar o excelente trabalho da trilha de 2010.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Minha recomenda\u00e7\u00e3o para aqueles que t\u00eam interesse em reviver a hist\u00f3ria de Solu\u00e7o e Banguela &#8211; e, acima de tudo, n\u00e3o se incomodam com a proposta dos live-actions &#8211; \u00e9 que o longa seja assistido na maior tela poss\u00edvel, pois o terceiro ato, assim como as cenas de voo, trazem uma experi\u00eancia digna de IMAX, aumentando o impacto visual daquilo que j\u00e1 foi visto na anima\u00e7\u00e3o, mesmo sem, necessariamente, fazer isso pelo lado emocional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Avalia\u00e7\u00e3o:<\/strong> 3,5\/5 \u2b50\ufe0f\u2b50\ufe0f\u2b50\ufe0f\u00bd<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-18-at-17.03.11-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16755\" style=\"width:442px;height:553px\" width=\"442\" height=\"553\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-18-at-17.03.11-1.jpeg 1280w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/WhatsApp-Image-2025-06-18-at-17.03.11-1-1229x1536.jpeg 1229w\" sizes=\"(max-width: 442px) 100vw, 442px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9ditos: Dreamworks<\/figcaption><\/figure><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Guilherme Beck Scolari Desde que a Disney come\u00e7ou a empurrar sua divis\u00e3o de produ\u00e7\u00f5es live-action de forma incisiva, uma forte discuss\u00e3o sobre o esgotamento criativo da ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica se iniciou. 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