{"id":16786,"date":"2025-06-27T18:36:06","date_gmt":"2025-06-27T21:36:06","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=16786"},"modified":"2025-06-27T18:36:08","modified_gmt":"2025-06-27T21:36:08","slug":"quando-a-gratidao-tem-espaco-fisico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2025\/06\/27\/quando-a-gratidao-tem-espaco-fisico\/","title":{"rendered":"Quando a gratid\u00e3o tem espa\u00e7o f\u00edsico"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Trabalho volunt\u00e1rio no bairro Morro do Meio ajuda a reconstruir a vida de moradores de Joinville<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Por: Camila Bosco e Caroline de Apolin\u00e1rio<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A palavra <strong>gratid\u00e3o <\/strong>no dicion\u00e1rio <a href=\"https:\/\/michaelis.uol.com.br\/moderno-portugues\/busca\/portugues-brasileiro\/gratid%C3%A3o\/\">Michellis <\/a>da l\u00edngua portuguesa aparece acompanhada de significados como \u201c<em>agradecimento<\/em>\u201d e \u201c<em>reconhecimento<\/em>\u201d, em sua linguagem derivada do latim \u201c<em>gratus<\/em>\u201d refere-se a \u201c<em>emo\u00e7\u00e3o de reconhecimento quando algu\u00e9m fez algo por voc\u00ea<\/em>\u201d. Em tempos atuais de rapidez e instantaneidade, pensar al\u00e9m de si e doar seus melhores sentimentos a algo ou algu\u00e9m como forma de agradecimento, \u00e9 um ato de nobreza. A certeza \u00e9 que, para algumas pessoas, gratid\u00e3o tem nome e endere\u00e7o: <a href=\"https:\/\/www.conforme.org.br\/\">Instituto Conforme<\/a>, no bairro Morro do Meio, em Joinville (SC).<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio \u00e0s paredes pintadas e a um ambiente marcado por hist\u00f3rias, h\u00e1 10 anos o Conforme presta atendimento a fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. Pequenos gestos como abra\u00e7os, conversas e at\u00e9 mesmo o simples ato de ouvir mostram que a ajuda volunt\u00e1ria vai al\u00e9m da entrega material. Ela envolve acolhimento, empatia e afeto em cada a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Hist\u00f3rias de acolhimento e transforma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Imagine que, ap\u00f3s anos de esfor\u00e7o para construir sua moradia, um lugar onde a fam\u00edlia descansa, onde mem\u00f3rias foram criadas e onde se vive o aconchego de cada dia, tudo isso seja amea\u00e7ado ou perdido de uma hora para outra. De repente, a \u00e1gua da enchente invade, leva o conforto, transforma a casa e deixa para tr\u00e1s sentimentos confusos, dif\u00edceis de nomear. A vida inteira vira de ponta cabe\u00e7a. Uma enchente que atingiu o bairro Morro do Meio trouxe preju\u00edzos materiais e, claro, tamb\u00e9m emocionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi dessa forma que Edna Carla Ramos, 52 anos, conheceu o Instituto Conforme. Natural do Paran\u00e1, mas morando h\u00e1 40 anos em Joinville, Edna enfrentou uma situa\u00e7\u00e3o ainda mais tr\u00e1gica. Em 2024, passou por enchentes e viu de perto documentos, m\u00f3veis e alimentos boiando na \u00e1gua. Antes de chegar ao Instituto Conforme, Edna foi encaminhada pela Unidade B\u00e1sica de Sa\u00fade (UBS) e pelo Centro de Refer\u00eancia de Assist\u00eancia Social (CRAS).<\/p>\n\n\n\n<p>Emocionada, a moradora do bairro relatou que o primeiro contato aconteceu com a psic\u00f3loga do Instituto, que a ajudou em um momento t\u00e3o dif\u00edcil e confuso, quando ela se sentia perdida e chorava ao contar sua hist\u00f3ria. \u201cEu sei o que passou pela minha cabe\u00e7a, vontade de desistir [&#8230;] porque eu n\u00e3o sabia mais o que fazer e todas as portas estavam se fechando\u201d, contou. Com os olhos brilhando, ela mostrou seu amor pelo neto e o definiu com a frase: \u201cEle \u00e9 o meu cora\u00e7\u00e3o fora do peito\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Edna ainda complementou dizendo que a ajuda volunt\u00e1ria que recebe tamb\u00e9m se estende ao acolhimento da crian\u00e7a, que passa por atendimentos com a psic\u00f3loga e a fonoaudi\u00f3loga. Atualmente, ela participa do grupo de dan\u00e7a e do centro de conviv\u00eancia do Instituto, e faz parte do grupo de flashback de Joinville. Edna abre o convite para que outras pessoas procurem esse tipo de trabalho que o local oferece. Segundo ela, \u00e9 evidente que receber um abra\u00e7o e ter outra pessoa para conversar e lhe ouvir, faz toda a diferen\u00e7a.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXcnE7SjkuTubjZt6BJ088t3ETmo76e3kW-omcZwIcsdY80WLgp7_Ls6ERHG2KoQjayA2bxKTjfUe0AGyCakdvu95vZJexrRjPq5bD29v8WMtTxFKu21ouhF9jwr4sbGYxfY7o9_SQ?key=P0W1c-2qWU1UgN26GdeKmw\" alt=\"\" style=\"width:566px;height:315px\" width=\"566\" height=\"315\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Edna, em entrevista \u00e0 Revi, conta sobre sua experi\u00eancia no Instituto Conforme &#8211; Foto: Caroline de Apolin\u00e1rio<\/strong><br><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Aos 57 anos, Berenice Teixeira encontrou no Instituto Conforme um ref\u00fagio e um novo come\u00e7o, ap\u00f3s um per\u00edodo de grande dificuldade e desemprego, que levou sua fam\u00edlia a uma situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade com sete pessoas na mesma casa. Ela relata que, ap\u00f3s in\u00fameras portas se fecharem, o Instituto foi a \u00fanica que se abriu, oferecendo n\u00e3o apenas alimento, mas principalmente acolhimento e carinho.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Berenice descreve a chegada ao Instituto como um al\u00edvio imediato, uma verdadeira interven\u00e7\u00e3o divina. Em quase sete anos de apoio, relatou que ela e sua fam\u00edlia, incluindo seus netos, nunca passaram necessidade, recebendo roupas, cal\u00e7ados e alimentos, especialmente em momentos como o Natal.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, a palavra &#8220;gratid\u00e3o&#8221; \u00e9 o s\u00edmbolo que \u00e9 resultado de tudo isso. Ela enfatiza a import\u00e2ncia de ter algu\u00e9m para ouvir e dar for\u00e7a, o que a ajudou a enfrentar as dificuldades. Esperan\u00e7osa, sonha em um dia poder retribuir a ajuda que recebeu, chegando ao local dizendo: &#8220;agora quem vai poder ajudar voc\u00eas sou eu&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hist\u00f3rias como a de Berenice e Edna s\u00e3o parte de resultados da transforma\u00e7\u00e3o que o trabalho volunt\u00e1rio e o acolhimento podem gerar na vida de indiv\u00edduos e fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. Pequenos gestos como abra\u00e7os, conversas e simplesmente ter algu\u00e9m para ouvir, demonstram que a ajuda volunt\u00e1ria pode transformar vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira alguns trechos das entrevistas com as moradoras do bairro Morro do Meio:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Instituto conforme: Quando a gratid\u00e3o tem espa\u00e7o f\u00edsico\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/r2NPhSs-tpQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pessoas que fazem o voluntariado acontecer<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Por tr\u00e1s das rotinas de acolhimento no Instituto Conforme, est\u00e1 a hist\u00f3ria de quem recebe e tamb\u00e9m de quem doa. Elisabeth da Rosa Carneiro Almeida, de 60 anos, \u00e9 um desses rostos que fazem parte do dia a dia do espa\u00e7o. Vinda do Rio Grande do Sul em mar\u00e7o de 2023, ela encontrou no Instituto uma fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCheguei aqui sem nada. Eles me deram cama, sof\u00e1, toalha, roupa. Tudo\u201d, lembra. Com emo\u00e7\u00e3o e espontaneidade, ela conta que foi acolhida na mesma semana em que chegou, e que, rapidamente, passou a ajudar como volunt\u00e1ria. \u201cJ\u00e1 fiquei aqui at\u00e9 hoje. Vai fazer um ano que sou volunt\u00e1ria. Gosto muito delas, me apaixonei pela equipe.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Desde ent\u00e3o, Elisabeth auxilia em diversas atividades. Ajuda na limpeza, na busca de verduras e doa\u00e7\u00f5es, na montagem de sacolas e no cuidado com o espa\u00e7o f\u00edsico. \u201cFa\u00e7o de tudo um pouco, menos costura. Isso n\u00e3o \u00e9 comigo\u201d, brinca. \u201cHoje mesmo, eu tava l\u00e1 mexendo com verdura. Gosto de agito, de estar em movimento.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao falar sobre o impacto do Instituto na comunidade, ela \u00e9 direta ao dizer que, se n\u00e3o fosse esse apoio, muita gente estaria passando necessidade. Para as fam\u00edlias, o Instituto \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o, assim como \u00e9 para ela. Emocionada, relembra que sempre gostou de ajudar, mesmo antes de vir para Joinville, fazendo festas para as crian\u00e7as l\u00e1 no Sul, distribuindo sacol\u00e9 e p\u00e3o \u2014 um costume que vem da m\u00e3e. Aqui ela continua essa tradi\u00e7\u00e3o, mas com ainda mais for\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando perguntada sobre o que diria para quem pensa em ser volunt\u00e1rio, ela resume com firmeza que \u00e9 fundamental ser volunt\u00e1rio de cora\u00e7\u00e3o, sem buscar reconhecimento, pois aqui n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 trabalho, mas tamb\u00e9m carinho e fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXd-bQ2QPn-pdWPMQMucE86aY3A7s8zBUxt-kL-saT7yctI-1FrrlK91I3da_LvMsKS5OHO9LKg7-ZqiT94XL_HUS8QjUEmtUsoTggjjhBllS4hYEwX8IjnODEIglYgO2WDrY4ZEsw?key=P0W1c-2qWU1UgN26GdeKmw\" alt=\"\" style=\"width:560px;height:314px\" width=\"560\" height=\"314\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>No primeiro s\u00e1bado de cada m\u00eas, o Instituto realiza a entrega das cestas b\u00e1sicas \u00e0s fam\u00edlias cadastradas \u2014 Foto: Caroline de Apolin\u00e1rio<\/strong><br><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>H\u00e1 quatro anos como volunt\u00e1ria no Instituto Conforme, Maria Regina da Silva Jo\u00e3o, de 65 anos, encontrou no espa\u00e7o uma nova forma de exercer sua voca\u00e7\u00e3o: a educa\u00e7\u00e3o. Professora aposentada, ela chegou ao Instituto com o desejo de continuar ensinando \u2014 e foi exatamente isso que fez ao alfabetizar 14 crian\u00e7as em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu me ofereci para vir. Ningu\u00e9m me chamou. Vi o movimento daqui, vim conhecer e descobri que precisavam de professores. Levantei a m\u00e3o e me coloquei \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. E foi a\u00ed que tudo come\u00e7ou\u201d, conta. O refor\u00e7o escolar atendia crian\u00e7as encaminhadas pelas escolas da regi\u00e3o, muitas com s\u00e9rias dificuldades de aprendizagem, agravadas pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o isolamento, os alunos recebiam atividades semanais da escola, mas muitos n\u00e3o tinham acesso \u00e0 internet, celular ou acompanhamento em casa. \u201cOs pais faziam as tarefas no lugar das crian\u00e7as, porque n\u00e3o sabiam como ensinar. Elas vinham pra c\u00e1 sem saber ler\u201d, lembra.<\/p>\n\n\n\n<p>Natural de Crici\u00fama, ela mora h\u00e1 40 anos em Joinville, sendo vizinha do Instituto no bairro Morro do Meio. Mesmo ap\u00f3s o fim do projeto de refor\u00e7o, ela permanece ativa nas demais atividades. \u201cHoje eu ajudo no bazar, na cozinha, na organiza\u00e7\u00e3o, no que precisar. J\u00e1 recebi convite para voltar a trabalhar, mas eu n\u00e3o troco isso aqui por nada\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Regina, o impacto do Instituto vai al\u00e9m da entrega de cestas b\u00e1sicas ou de alimentos. \u201cAs fam\u00edlias precisam de uma palavra, de um ombro amigo. \u00c0s vezes \u00e9 isso que faz a diferen\u00e7a.\u201d Ela afirma que doar seu tempo \u00e9 algo que a realiza profundamente. \u201cAs pessoas acham que ajudar sem ganhar dinheiro n\u00e3o vale a pena. Mas isso aqui n\u00e3o tem pre\u00e7o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Como funciona o Instituto Conforme?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>H\u00e1 quase uma d\u00e9cada atuando como volunt\u00e1rio no Instituto Conforme, Cassius Andr\u00e9 da Silva viu de perto a transforma\u00e7\u00e3o de vidas no bairro Morro do Meio, em Joinville. Diretor executivo desde 2019, ele coordena a equipe e cuida da parte administrativa e dos projetos da organiza\u00e7\u00e3o, bra\u00e7o social da Comunidade Crist\u00e3 Silo\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>O Instituto atende fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social, mas para isso \u00e9 necess\u00e1rio que os benefici\u00e1rios estejam inscritos no Cadastro \u00danico, com renda familiar de at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo. Ap\u00f3s serem encaminhados pelo CRAS, os moradores passam por uma escuta com a assistente social da entidade. \u201cA pessoa conta toda a hist\u00f3ria dela, depois a gente faz uma checagem para verificar se tudo o que foi relatado \u00e9 realmente a realidade. S\u00f3 ent\u00e3o ela passa a ser atendida\u201d, explica Cassius.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, a equipe conta com cerca de 15 pessoas, somando volunt\u00e1rios e colaboradores fixos. Apesar da dedica\u00e7\u00e3o, a demanda \u00e9 crescente, e a necessidade de mais apoio \u00e9 constante. \u201cHoje eu tenho uma psic\u00f3loga volunt\u00e1ria, mas precisaria de mais, porque a demanda \u00e9 muito grande e n\u00e3o conseguimos atender todos\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>Cassius lembra de muitas hist\u00f3rias que marcaram sua trajet\u00f3ria no Instituto, mas uma, em especial, o emociona at\u00e9 hoje. \u201cUma mulher foi atendida por n\u00f3s durante oito meses, quando veio para Joinville com dois filhos, sem conseguir se manter. Anos depois, ela voltou, agora como uma empres\u00e1ria bem-sucedida, para fazer uma doa\u00e7\u00e3o ao Instituto. Foi uma transforma\u00e7\u00e3o completa\u201d, contou. Segundo ele, esse \u00e9 o maior prop\u00f3sito da entidade: \u201cajudar as pessoas a transformarem suas vidas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das cestas b\u00e1sicas entregues no primeiro s\u00e1bado de cada m\u00eas, o Instituto tamb\u00e9m atende demandas emergenciais. \u201cA fome n\u00e3o espera\u201d, afirma Cassius. Por isso, mesmo fora do calend\u00e1rio fixo, a equipe oferece apoio com alimentos, fraldas, itens de higiene e outros materiais, sempre que poss\u00edvel. Atualmente, s\u00e3o cerca de 30 fam\u00edlias fixas e mais de 40 atendidas em demandas espont\u00e2neas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os projetos oferecidos pelo Instituto v\u00e3o al\u00e9m do assistencialismo. O espa\u00e7o promove encontros com idosos, atividades f\u00edsicas, projetos com jovens e oficinas com psic\u00f3logos. Outro exemplo \u00e9 o projeto \u201cMarias do Morro\u201d, voltado \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de mulheres na costura. Ao final do curso, elas recebem certifica\u00e7\u00e3o e parte da renda obtida com a venda dos produtos retornam para as participantes. \u201cElas aprendem, produzem e ainda t\u00eam um recurso. \u00c9 desenvolvimento pessoal e renda ao mesmo tempo\u201d, resume.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/lh7-rt.googleusercontent.com\/docsz\/AD_4nXf3O7hrzHBNOouM0GBtIVhGtWRWE2l1RXqi2j_NxGqMlhO-mbwXSIRJoeJuNbKyE6JTUzYkOZOM9U_hTRdPDOaIbjQuxWF15kl9bCPDEv_61hzfsrLabA1XLs3ZQ2k5nzeb8XDT5A?key=P0W1c-2qWU1UgN26GdeKmw\" alt=\"\" style=\"width:279px;height:442px\" width=\"279\" height=\"442\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Projeto Marias do Morro promove a inclus\u00e3o de mulheres no mercado de trabalho por meio da costura com materiais recicl\u00e1veis. Foto: Caroline de Apolin\u00e1rio<\/strong><br><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Cassius tamb\u00e9m faz um convite: \u201cTodo ser humano pode fazer um pouquinho mais. \u00c0s vezes, a gente tem uma casa boa, comida no prato, \u00e1gua quente no banho e nem percebe o quanto isso \u00e9 privil\u00e9gio. Com pequenos gestos, voc\u00ea pode ajudar o Instituto Conforme a continuar transformando vidas aqui no Morro do Meio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como ajudar?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As doa\u00e7\u00f5es ao Instituto Conforme podem ser feitas de diferentes maneiras. A contribui\u00e7\u00e3o em dinheiro pode ser realizada via Pix, usando o CNPJ 26.217.425\/0001-40. Al\u00e9m disso, o Instituto recebe alimentos, cestas b\u00e1sicas e materiais de higiene e limpeza diretamente em sua sede.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra forma de apoiar \u00e9 por meio do trabalho volunt\u00e1rio, seja no atendimento \u00e0s fam\u00edlias, na organiza\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os ou nas a\u00e7\u00f5es promovidas pelo projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>O bazar solid\u00e1rio tamb\u00e9m \u00e9 uma importante frente de arrecada\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia. As pe\u00e7as doadas s\u00e3o triadas com cuidado, e somente itens em bom estado s\u00e3o disponibilizados. O atendimento no bazar ocorre \u00e0s sextas-feiras, das 14h \u00e0s 17h.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es podem ser encontradas no site <a href=\"https:\/\/www.conforme.org.br\/\">https:\/\/www.conforme.org.br\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalho volunt\u00e1rio no bairro Morro do Meio ajuda a reconstruir a vida de moradores de Joinville Por: Camila Bosco e Caroline de Apolin\u00e1rio A palavra gratid\u00e3o no dicion\u00e1rio Michellis da l\u00edngua portuguesa aparece acompanhada de significados como \u201cagradecimento\u201d e \u201creconhecimento\u201d, em sua linguagem derivada do latim \u201cgratus\u201d refere-se a \u201cemo\u00e7\u00e3o de reconhecimento quando algu\u00e9m fez [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16787,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[97,88,20,4,127,2007,26,11],"tags":[1577,90,108,57,48,34,2060],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16786"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16786"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16786\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16788,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16786\/revisions\/16788"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16787"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16786"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16786"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16786"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}