{"id":16806,"date":"2025-06-30T18:56:19","date_gmt":"2025-06-30T21:56:19","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=16806"},"modified":"2025-06-30T18:56:20","modified_gmt":"2025-06-30T21:56:20","slug":"o-ultimo-romantico-conheca-luzzi-saito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2025\/06\/30\/o-ultimo-romantico-conheca-luzzi-saito\/","title":{"rendered":"O \u00faltimo rom\u00e2ntico: conhe\u00e7a Luzzi Saito"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O artista comp\u00f5e, toca guitarra, viol\u00e3o, teclado, e atra\u00ed o p\u00fablico com uma voz mel\u00f3dica e ritmos dan\u00e7antes<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por Pedro Simm<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Luciano Saito, conhecido como Luzzi, \u00e9 um m\u00fasico que reside em Joinville, conhecido pelo constante romantismo em suas letras. Com uma vibe \u00fanica, Luzzi traz composi\u00e7\u00f5es autorais repletas de melodias agrad\u00e1veis, refr\u00f5es marcantes que grudam na cabe\u00e7a e um swing diferenciado.<\/p>\n\n\n\n<p>O interesse por m\u00fasica sempre esteve presente. Luzzi diz que todas as fases da vida foram marcadas por alguma trilha sonora. Mas o envolvimento maior come\u00e7ou na igreja, ainda crian\u00e7a, vendo o grupo de louvor tocar e se imaginando ali.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com 9 anos ganhou seu primeiro viol\u00e3o, aprendeu a tocar na igreja. Logo aos 12 come\u00e7ou com as aulas de piano. Somente aos 14, quando viu uma performance de John Mayer no DVD: Where The Light Is que realmente decidiu que seria artista. \u201cVendi meu videogame, troquei numa guitarra, e assim come\u00e7ou\u201d, pontua Luzzi.<\/p>\n\n\n\n<p>O artista tem diversos momentos marcantes na carreira: a grava\u00e7\u00e3o do primeiro EP em S\u00e3o Paulo, a grava\u00e7\u00e3o de uma performance ao vivo em Curitiba, o lan\u00e7amento do seu EP em um show na AJOTE, entre outros. Mas conta que o momento mais especial que teve foi recente, em um show autoral no Una Pub. \u201cA gente t\u00e1 sempre evoluindo, n\u00e9?\u201d, comentou. \u201cAli eu me senti 100%, tanto tecnicamente quanto na conex\u00e3o com o p\u00fablico, consegui entregar meu melhor.\u201d<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Imagem-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-16807\" style=\"width:509px;height:414px\" width=\"509\" height=\"414\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto por Livia Meinert<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><strong><em>Confira a entrevista pingue-pongue <\/em><\/strong><em><strong>com Luzzi.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Revi: <\/strong>Voc\u00ea consegue viver da sua arte hoje?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Luzzi:<\/strong> Sim, mas n\u00e3o \u00e9 uma tarefa nada f\u00e1cil. Tive a sorte de come\u00e7ar muito novo, tanto tocando na noite como nos trabalhos em est\u00fadio, ent\u00e3o hoje com 25 anos j\u00e1 tenho um certo respeito quanto ao meu trabalho e as pessoas me procuram, seja pra tocar em shows, autorais e covers, ou para produzir\/gravar algo. Mas a demanda em Joinville \u00e9 muito menor comparada a outros lugares, ent\u00e3o \u00e9 preciso correr atras tamb\u00e9m pra sempre ter um trabalho engatilhado, se n\u00e3o voc\u00ea fica pra tr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Revi: <\/strong>Voc\u00ea acha que Joinville \u00e9 uma cidade que apoia a arte?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Luzzi<\/strong>: Sinceramente, acho que n\u00e3o. Melhorou nos \u00faltimos anos, mas acho que por ser uma cidade industrial, o foco sempre ser\u00e1 esse. Mesmo a arte sendo t\u00e3o crucial para a sociedade, parece que os respons\u00e1veis pela gest\u00e3o n\u00e3o entenderam isso, e francamente n\u00e3o tenho uma vis\u00e3o muito otimista pro futuro. At\u00e9 nas casas de show, \u00e9 muito dif\u00edcil conseguir um espa\u00e7o para tocar as minhas pr\u00f3prias m\u00fasicas, sempre tem que estar no meio dos covers, e etc. Isso acaba entrando na mentalidade dos cidad\u00e3os, de certa forma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Revi:&nbsp; <\/strong>O que falta?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Luzzi: <\/strong>Se for resumir, falta entender a import\u00e2ncia da arte. Eu sei que tudo precisa ter um retorno para ser vi\u00e1vel, n\u00e3o adianta ser totalmente contra o sistema, voc\u00ea precisa entrar nele mas n\u00e3o deixar ele entrar em voc\u00ea para se manter original. Mas no contexto joinvilense, voc\u00ea n\u00e3o tem muitas op\u00e7\u00f5es, a maioria dos artistas acabam entrando num limbo de tocar cover em bares e pubs para conseguirem se manter em atividade e se sustentarem, alguns dando aulas, enfim. Faltam festivais autorais, incentivos financeiros, editais municipais, abrir portas para cantarmos nossas m\u00fasicas. As possibilidades existem, mas se n\u00e3o entenderem a arte como algo ordin\u00e1rio, n\u00e3o vai acontecer nada disso. Temos muitos talentos, a maioria escondidos porque os respons\u00e1veis por abrirem essas portas preferem dar holofote pra quem vai cantar mais do mesmo, pra galera consumir cerveja e voltar semana que vem pra ouvir a mesma coisa, saca?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Revi: <\/strong>Tem alguma refer\u00eancia local de arte?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Luzzi:<\/strong> Admiro muito o trabalho dos meus amigos da banda SAMO, pra mim s\u00e3o os principais expoentes da nossa cena. Ramatis, que tamb\u00e9m toca na Piloto Astral, Amanda Linhares, pra mim todos eles s\u00e3o refer\u00eancias de profissionalismo e entrega a arte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Revi:&nbsp; <\/strong>E nacional?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Luzzi:<\/strong> Pra mim os maiores sempre ser\u00e3o Djavan e Milton Nascimento. Mas tenho refer\u00eancias mais pessoais, de como administram a pr\u00f3pria carreira, como a banda Fresno, que n\u00e3o importa a cidade carregam milhares de pessoas pros shows, o focos deles em sustentar a fanbase me inspira demais, Isa Buzzi tamb\u00e9m, minha colega de Jaragu\u00e1, levo como refer\u00eancia de trabalho nas redes sociais e conex\u00e3o com os f\u00e3s. Enfim existem muitas pessoas para se admirar, o Brasil \u00e9 rico de gente boa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Revi: <\/strong>E no mundo?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Luzzi:<\/strong> Bom, a\u00ed fica f\u00e1cil falar dos que mais me inspiram. Digamos que meu trabalho hoje \u00e9 um mix de artistas que eu cresci ouvindo, quando falamos de performance, acho que todo artista pensa no Michael Jackson. Eu sou guitarrista, ent\u00e3o o John Mayer \u00e9 uma grande refer\u00eancia nesse sentido. Quando penso em melodias, Justin Bieber. Quando penso em arranjos eu procuro ouvir Bruno Mars, Beatles. Quando penso em composi\u00e7\u00e3o tenho me inspirado muito em Giveon, enfim. Refer\u00eancia \u00e9 algo que sempre se renova, mas tenho meus preferidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea pode acompanhar os trabalhos de Luzzi nas redes sociais, em @luzzisaito. Para ouvir o som dele, busque por Luzzi Saito no Spotify e no YouTube. Escute o \u00faltimo single dele, chamado \u201cPreso\u201d em todas as plataformas de streaming de m\u00fasica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O artista comp\u00f5e, toca guitarra, viol\u00e3o, teclado, e atra\u00ed o p\u00fablico com uma voz mel\u00f3dica e ritmos dan\u00e7antes Por Pedro Simm Luciano Saito, conhecido como Luzzi, \u00e9 um m\u00fasico que reside em Joinville, conhecido pelo constante romantismo em suas letras. 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