{"id":16811,"date":"2025-07-02T17:36:09","date_gmt":"2025-07-02T20:36:09","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=16811"},"modified":"2025-07-02T17:38:04","modified_gmt":"2025-07-02T20:38:04","slug":"frozen-the-broadway-musical","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2025\/07\/02\/frozen-the-broadway-musical\/","title":{"rendered":"Frozen: The Broadway Musical"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Resenha cr\u00edtica por Guilherme Beck Scolari<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente tive o tremendo prazer de prestigiar as superprodu\u00e7\u00f5es musicais \u201cwicked\u201d e \u201cmeninas malvadas\u201d ao vivo em S\u00e3o Paulo. Foi a primeira vez em meus 20 anos que assisti a musicais de tamanha escala e investimento. A experi\u00eancia foi indubitavelmente de tirar o f\u00f4lego &#8211; pois ver performances ao vivo de atores t\u00e3o profissionais e bem dirigidos, assim como trocas de figurino cirurgicamente precisas e cen\u00e1rios din\u00e2micos constru\u00eddos com absoluta perfei\u00e7\u00e3o. Dito isso, para conseguir assistir as pe\u00e7as, houve um tremendo planejamento de hor\u00e1rios e verba &#8211; e caso deseje repetir a dose, terei de fazer todo esse plano mais uma vez.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, as grava\u00e7\u00f5es teatrais feitas de forma profissional como Hamilton e Cats se tornam excelentes ferramentas de democratiza\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o&nbsp; do teatro &#8211; ainda que n\u00e3o transmitam em sua totalidade a experi\u00eancia de se assistir ao vivo. Nesse contexto, a Disney adicionou em seu cat\u00e1logo de streaming a vers\u00e3o da Broadway de um de seus maiores sucessos dos \u00faltimos anos: Frozen, aqui em sua vers\u00e3o Broadway.<\/p>\n\n\n\n<p>Em aspectos t\u00e9cnicos, a grava\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a se assemelha muito ao feito em \u201cHamilton\u201d, utilizando de planos mais abertos para transmitir o escopo dos cen\u00e1rios e n\u00fameros musicais e \u00e2ngulos mais intimistas ao real\u00e7ar a performance facial dos atores. De forma geral, a dire\u00e7\u00e3o agrada &#8211; ainda que os \u00e2ngulos que mostram a plateia em meio a pe\u00e7a tenha resultado em uma desnecess\u00e1ria quebra de imers\u00e3o. No mais, o trabalho \u00e9 inegavelmente bem feito, oferecendo o melhor que a tecnologia de som e \u00e1udio podem comprar (dito isso, uma vers\u00e3o gravada para realidade virtual poderia ser um grande avan\u00e7o na preserva\u00e7\u00e3o e maior imers\u00e3o de performances teatrais, assim como um \u00f3timo uso para a tecnologia &#8211; aumentando a acessibilidade e democratizando o acesso &#8211; ainda que \u00f3culos desse tipo possuam um alto valor de mercado).<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao musical, a maior parte das m\u00fasicas j\u00e1 consagradas pelo filme de 2013 est\u00e3o aqui presentes. O grande destaque continua com \u201cLet it go\u201d, que finaliza o primeiro ato da pe\u00e7a com uma performance dign\u00edssima. Al\u00e9m disso, novas m\u00fasicas originais foram escritas para a vers\u00e3o teatral &#8211; mas, infelizmente, n\u00e3o adicionam muito a experi\u00eancia, com melodias que pouco empolgam e letras que s\u00e3o, em geral, sem forte inspira\u00e7\u00e3o. Os f\u00e3s mais ass\u00edduos devem gostar das adi\u00e7\u00f5es musicais, por darem um pouco mais de destaque para alguns personagens secund\u00e1rios como Hans e Oaken &#8211; embora n\u00e3o tenham energia o suficiente para ficar a longo prazo do p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora certas escolhas de elenco n\u00e3o tenham sido minhas favoritas, muito pela indiferen\u00e7a \u00e0 fidedignidade visual de certos personagens com suas vers\u00f5es originais&nbsp; &#8211; As atua\u00e7\u00f5es s\u00e3o inegavelmente boas, essencialmente recriando com poucas altera\u00e7\u00f5es o j\u00e1 visto na vers\u00e3o animada. O destaque fica com Laura Dawkes, que interpreta Anna, esbanjando o carisma e a do\u00e7ura necess\u00e1rios para sua personagem. Samantha Barks solta a voz como Elsa, brilhando principalmente nos n\u00fameros musicais, e <a href=\"https:\/\/www.imdb.com\/name\/nm1065292\/?ref_=tt_cst_t_3\">Craig Gall<\/a>ivan funciona muito bem como al\u00edvio c\u00f4mico em sua vers\u00e3o de Olaf.<\/p>\n\n\n\n<p>O set design \u00e9 deslumbrante, trazendo praticamente tudo de essencial da anima\u00e7\u00e3o para a realidade. Alguns itens e personagens chave foram retirados dessa vers\u00e3o e, embora n\u00e3o impactem muito no conjunto da obra, ficam mais evidentes por algumas coreografias que, na minha vis\u00e3o, poderiam ser mais interessantes. Al\u00e9m disso, uma m\u00fasica essencial foi cortada para abrir laias para uma composi\u00e7\u00e3o original para essa vers\u00e3o, tirando parte do peso da can\u00e7\u00e3o original e fazendo muita falta.<\/p>\n\n\n\n<p>Frozen: The Musical \u00e9 uma excelente forma de se voltar para o reino congelado de Arendelle (muito melhor do que um live-action, diga-se de passagem) &#8211; mesmo que com algumas mudan\u00e7as desnecess\u00e1rias e escolhas criativas aparentemente sem sentido. As m\u00fasicas novas podem n\u00e3o surpreender, mas pouco ofendem. A grandiosidade da produ\u00e7\u00e3o encanta muito, merecendo ser assistida na maior qualidade sonora e de som dispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Avalia\u00e7\u00e3o: 3,5\/5. \u2b50\u2b50\u2b50\u00bd<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resenha cr\u00edtica por Guilherme Beck Scolari Recentemente tive o tremendo prazer de prestigiar as superprodu\u00e7\u00f5es musicais \u201cwicked\u201d e \u201cmeninas malvadas\u201d ao vivo em S\u00e3o Paulo. Foi a primeira vez em meus 20 anos que assisti a musicais de tamanha escala e investimento. 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