{"id":16824,"date":"2025-07-09T16:11:15","date_gmt":"2025-07-09T19:11:15","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=16824"},"modified":"2025-07-09T16:11:16","modified_gmt":"2025-07-09T19:11:16","slug":"jurassic-world-recomeco-alerta-de-bomba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2025\/07\/09\/jurassic-world-recomeco-alerta-de-bomba\/","title":{"rendered":"Jurassic World: Recome\u00e7o (ALERTA DE BOMBA!)"},"content":{"rendered":"\n<p>Resenha critica por\u00a0<em>Guilherme Beck Scolari<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em mais uma tentativa de revigorar a franquia, <em>Jurassic World: Recome\u00e7o<\/em> chegou aos cinemas prometendo muito aos f\u00e3s do longa original. Na dire\u00e7\u00e3o, o prestigiado Gareth Edwards assumiu o controle criativo, <strong>liderando <\/strong>um elenco recheado de estrelas, como Scarlett Johansson, Mahershala Ali e Jonathan Bailey &#8211; parecia a receita ideal para o sucesso! Ent\u00e3o, como se saiu essa nova entrada no universo de <em>Jurassic<\/em>?<\/p>\n\n\n\n<p>Minha resposta curta para tal pergunta \u00e9 simples: mal, muito mal! N\u00e3o apenas os sinais de desgaste da franquia est\u00e3o mais presentes do que nunca, mas sua constru\u00e7\u00e3o \u00e9 extremamente bagun\u00e7ada, com personagens irritantes, clich\u00eas mal utilizados e um esgotamento criativo que chega a dar d\u00f3!<\/p>\n\n\n\n<p>A narrativa do longa conta com dois arcos principais: um deles segue os personagens mercen\u00e1rios, vendidos como protagonistas pelo material promocional, enquanto o outro acompanha uma fam\u00edlia que achou uma boa ideia velejar sobre \u00e1guas cheias de dinossauros mutantes (n\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o leu errado). N\u00e3o somente a trama \u00e9 estupidamente imbecil, mas requer muita boa vontade do espectador para suspender a descren\u00e7a diante dos absurdos propostos. Existem momentos do roteiro que for\u00e7am a barra, usando artif\u00edcios como a morte falsa de diversos personagens para tentar emular &#8211; sem sucesso &#8211; qualquer pingo de emo\u00e7\u00e3o do espectador.<\/p>\n\n\n\n<p>No mais, as cenas de a\u00e7\u00e3o seguem a artificialidade do roteiro. Os personagens que possuem real import\u00e2ncia na hist\u00f3ria s\u00e3o protegidos por um escudo invis\u00edvel, nunca passando a impress\u00e3o de que correm qualquer tipo de perigo &#8211; al\u00e9m de, mesmo ap\u00f3s lutarem com diversas esp\u00e9cies de DINOSSAUROS MUTANTES, n\u00e3o apresentarem sequer um ferimento aparente. Al\u00e9m disso, falta inventividade: as coreografias das cenas s\u00e3o muito repetitivas e, por muitas vezes, se contentam apenas em recriar cenas j\u00e1 vistas anteriormente na franquia, usando como justificativa \u201chomenagear\u201d filmes anteriores, mas num tom vazio e sem impacto.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem d\u00favidas, minha maior decep\u00e7\u00e3o fica em torno da dire\u00e7\u00e3o de Gareth Edwards. Apesar de ter criado uma boa cena de abertura para esse novo longa (trazendo uma deliciosa atmosfera dos slashers oitentistas), ele j\u00e1 provou ser um excelente storyteller quando o assunto \u00e9 escala. Seu trabalho em <em>Godzilla<\/em> (2014), assim como em <em>Rogue One<\/em> (2016), se destaca pela forma como transmite o tamanho dos elementos em cena. Infelizmente, parece que, em <em>Jurassic World: Recome\u00e7o<\/em>, Edwards se contentou em enquadrar seus dinossauros de maneira muito convencional, tirando boa parte do que considero a grande marca de sua dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No elenco principal, Scarlett Johansson e Mahershala Ali n\u00e3o fazem nada para sair do convencional, contentando-se em fazer poses e car\u00f5es, com personagens que t\u00eam a profundidade de uma folha de papel &#8211; ainda que possuam carisma o suficiente para, minimamente, sustentar seus pap\u00e9is. No arco da fam\u00edlia, j\u00e1 n\u00e3o posso dizer o mesmo, pois seus personagens s\u00e3o t\u00e3o indescritivelmente insuport\u00e1veis que se torna dif\u00edcil para qualquer ator salv\u00e1-los. No mais, Jonathan Bailey se destaca, pois recebe um pouco mais de profundidade e diverte com o \u00fanico personagem que parece se importar com o que est\u00e1 acontecendo em cena.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro elemento p\u00e9ssimo do longa s\u00e3o as cenas com <em>product placement<\/em> (produtos de empresas que patrocinaram o filme inseridos em cena para divulga\u00e7\u00e3o da marca) que, al\u00e9m de excessivas, s\u00e3o inseridas em momentos-chave da hist\u00f3ria, tirando o foco da cena e distraindo por sua obviedade, tornando o roteiro, que j\u00e1 n\u00e3o era muito forte, em algo completamente ris\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do mais, a integra\u00e7\u00e3o dos efeitos visuais consegue ser menos convincente do que a do filme original de 1993 &#8211; ainda que tecnicamente melhores &#8211; e a trilha sonora brilhante de John Williams, uma vez t\u00e3o marcante, agora se esvazia em meio \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o excessiva e \u00e0 falta de inventividade das m\u00fasicas novas.<\/p>\n\n\n\n<p>Pode at\u00e9 parecer que eu odiei por completo esse novo <em>Jurassic World<\/em>, mas ressalto que o filme ainda consegue ser melhor do que a bomba anterior da franquia: <em>Jurassic World: Dom\u00ednio<\/em> (2022). Mas, infelizmente, os belos cen\u00e1rios e a bonita cinematografia, assim como o estrelado elenco, ficaram longe de me conquistar. N\u00e3o gaste seu dinheiro para ir ao cinema; recomendo assistir ao longa no streaming &#8211; caso tenha interesse.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Avalia\u00e7\u00e3o: 2\/5<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resenha critica por\u00a0Guilherme Beck Scolari Em mais uma tentativa de revigorar a franquia, Jurassic World: Recome\u00e7o chegou aos cinemas prometendo muito aos f\u00e3s do longa original. Na dire\u00e7\u00e3o, o prestigiado Gareth Edwards assumiu o controle criativo, liderando um elenco recheado de estrelas, como Scarlett Johansson, Mahershala Ali e Jonathan Bailey &#8211; parecia a receita ideal [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16825,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2023,88,20,1990,1580,26,1598],"tags":[270,90,1840,57,1625,34,1581,1309],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16824"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16824"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16824\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16826,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16824\/revisions\/16826"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16825"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16824"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16824"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16824"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}