{"id":17043,"date":"2025-09-12T14:08:46","date_gmt":"2025-09-12T17:08:46","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=17043"},"modified":"2025-09-29T16:55:21","modified_gmt":"2025-09-29T19:55:21","slug":"ciclo-da-violencia-segue-em-joinville","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2025\/09\/12\/ciclo-da-violencia-segue-em-joinville\/","title":{"rendered":"Ciclo da viol\u00eancia segue em Joinville"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Maior cidade de Santa Catarina j\u00e1 registra 2,4 mil casos de viol\u00eancia contra mulher em 2025<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por Adryan Dal Negro e Giovanna Marques<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos sete primeiros meses de 2025, Joinville registrou 2.498 casos de viol\u00eancia contra a mulher, incluindo dois feminic\u00eddios. Os dados s\u00e3o do painel Observat\u00f3rio de Viol\u00eancia Contra a Mulher, disponibilizado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).<\/p>\n\n\n\n<p>Com a diferen\u00e7a de apenas um caso a mais em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2024, as ocorr\u00eancias deste ano se mant\u00eam estatisticamente sem varia\u00e7\u00e3o. O painel do Observat\u00f3rio divide as ocorr\u00eancias em nove classifica\u00e7\u00f5es, entre viol\u00eancias f\u00edsicas, morais, sexuais e psicol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2025-09-05-at-15.09.45.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17045\" style=\"width:553px;height:416px\" width=\"553\" height=\"416\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>A maior quantidade de casos registrados s\u00e3o de amea\u00e7a, com cerca de 1,1 mil den\u00fancias, seguido por les\u00e3o corporal dolosa leve (582) e inj\u00faria (419). Em 2025, mar\u00e7o foi o m\u00eas mais violento para as mulheres em Joinville, com 439 ocorr\u00eancias.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2025-09-05-at-15.09.46.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17044\" style=\"width:563px;height:468px\" width=\"563\" height=\"468\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Conforme o painel, a idade m\u00e9dia das v\u00edtimas \u00e9 de 37,5 anos em Joinville. \u201cNessa faixa et\u00e1ria, muitas mulheres est\u00e3o em relacionamentos duradouros, j\u00e1 t\u00eam filhos e compartilham a casa e a vida com o agressor, o que torna muito mais dif\u00edcil romper o ciclo da viol\u00eancia\u201d, explica a advogada J\u00falia Melim, que atua em defesa dos direitos das mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>O feminic\u00eddio \u00e9 o ponto final do ciclo de viol\u00eancia. Na maior cidade catarinense, duas mulheres perderam a vida pelo fato de serem mulheres. Em ambos os casos, cometidos em maio e junho, o meio utilizado pelos autores foi a agress\u00e3o f\u00edsica e nenhum deles tinha registro de boletim de ocorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A delegada Ge\u00f3rgia Bastos, titular da Delegacia de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Crian\u00e7a, ao Adolescente, \u00e0 Mulher e ao Idoso de Joinville (DPCAMI), explica que \u201co homem autor de viol\u00eancia dom\u00e9stica costuma ser um cidad\u00e3o comum \u2018fora de casa\u2019: trabalhador, socialmente, educado, pagador de imposto e praticante de alguma religi\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Crian\u00e7as e adolescentes tamb\u00e9m s\u00e3o v\u00edtimas<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Entre os 2.498 casos deste ano, 82 foram cometidos contra menores de idade. \u201cTodos os crimes de viol\u00eancia contra a crian\u00e7a e adolescente s\u00e3o fatos graves e que causam preocupa\u00e7\u00e3o para a Pol\u00edcia Civil. Quanto menor a idade da crian\u00e7a, maior a preocupa\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o de que as crian\u00e7as n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de se defender e procurar ajuda\u201d, afirma a Patr\u00edcia Zimmermann D\u00b4\u00c1vila, delegada da Pol\u00edcia Civil de Santa Catarina (PCSC).<\/p>\n\n\n\n<p>Normalmente as den\u00fancias de viol\u00eancia contra menores de idade s\u00e3o feitas por uma pessoa que convive com a v\u00edtima e que acaba tendo conhecimento dos fatos de alguma maneira,<\/p>\n\n\n\n<p>conta a representante da PCSC. Por isso, \u00e9 essencial a colabora\u00e7\u00e3o entre todos os agentes da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Mulher busca autonomia ap\u00f3s agress\u00f5es<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quebrar o ciclo da viol\u00eancia, seja ela em qualquer uma das suas manifesta\u00e7\u00f5es, \u00e9 um ato de coragem e for\u00e7a para as v\u00edtimas. A advogada Ana Paula Nunes Chaves, que luta na defesa dos direitos das mulheres em Joinville, j\u00e1 atendeu muitos casos, mas um deles marcou a sua mem\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Carolina* chegou at\u00e9 Ana Paula por meio das filhas. Dentro do casamento, sofria viol\u00eancias patrimonial e psicol\u00f3gica severas, era totalmente dependente do marido e n\u00e3o possu\u00eda acesso \u00e0 dinheiro ou outros bens. \u201cEla descobriu que o marido mantinha outro relacionamento, no qual ele era financeiramente generoso, o oposto do que era com ela. Embora j\u00e1 soubesse de trai\u00e7\u00f5es passadas, sempre o perdoava por n\u00e3o ver alternativas. Quando chegou a mim, estava completamente perdida sem saber o que queria ou poderia fazer.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A autoridade do homem dentro de casa era t\u00e3o extrema que ele controlava at\u00e9 mesmo o sabonete usado pela esposa. Na gaveta, Carolina tinha apenas dois suti\u00e3s, enquanto o marido comprava lingeries para a amante. At\u00e9 mesmo uma marca preferida de amaciante para roupas da v\u00edtima era alvo de restri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s apoio jur\u00eddico da advogada e um acordo com o agressor, a mulher fez sua primeira transfer\u00eancia banc\u00e1ria da vida toda: um pagamento pix \u00e0 Ana Paula pelas consultas. &#8220;Eu sou um passarinho que acabou de sair da gaiola. Ainda voo raso, mas sei que um dia vou voar alto&#8221;, Carolina afirmou com orgulho \u00e0 advogada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMesmo sem process\u00e1-lo judicialmente, para mim, essa foi a hist\u00f3ria mais emblem\u00e1tica. Porque o mais importante foi v\u00ea-la compreender os pr\u00f3prios direitos. Mais do que qualquer senten\u00e7a judicial, o essencial \u00e9 que a mulher saiba que tem direitos e saiba onde procurar ajuda\u201d, destaca a advogada.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>*<\/strong><\/em><em>Nome fict\u00edcio usado para n\u00e3o identificar a v\u00edtima<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Acolhimento \u00e0s mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2025-09-05-at-15.09.46-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17047\" style=\"width:602px;height:339px\" width=\"602\" height=\"339\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2025-09-05-at-15.09.46-1.jpeg 1600w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/WhatsApp-Image-2025-09-05-at-15.09.46-1-1536x864.jpeg 1536w\" sizes=\"(max-width: 602px) 100vw, 602px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>O acolhimento de mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia em Joinville ainda enfrenta limita\u00e7\u00f5es. A DPCAMI funciona em hor\u00e1rio comercial, mas uma decis\u00e3o judicial determinou que, no prazo de 18 meses, passe a operar 24 horas. Fora desse hor\u00e1rio, os casos s\u00e3o encaminhados \u00e0 Central de Plant\u00e3o Policial.<\/p>\n\n\n\n<p>A cidade tamb\u00e9m conta com casas de acolhimento, como a Casa Rosa Mulher, que tem capacidade para at\u00e9 24 pessoas, podendo receber mulheres sozinhas ou acompanhadas de filhos em situa\u00e7\u00e3o de risco. O espa\u00e7o oferece apoio psicossocial e orienta\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a advogada Ana Paula Nunes Chaves, o medo e a vergonha ainda s\u00e3o os principais fatores que impedem mulheres de registrar ocorr\u00eancia. \u201cO grande motivo pelo qual muitas n\u00e3o denunciam \u00e9 o medo da rea\u00e7\u00e3o do agressor, seguido da vergonha. Quando a den\u00fancia n\u00e3o \u00e9 levada a s\u00e9rio, a v\u00edtima se sente desamparada e muitas vezes desiste\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para a crescente migra\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia para o ambiente digital, como no caso de persegui\u00e7\u00f5es, difama\u00e7\u00f5es virtuais e uso indevido de imagens. \u201cO espa\u00e7o virtual se tornou mais uma frente de viol\u00eancia contra a mulher. Mostrando que a tecnologia, ao mesmo tempo em que aproxima, tamb\u00e9m abre brechas para pr\u00e1ticas abusivas\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio mostra que Joinville possui estruturas importantes, mas a efetividade do atendimento depende de uma rede que funcione de forma cont\u00ednua, humanizada e integrada, para que as mulheres n\u00e3o desistam de romper o ciclo da viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Santa Catarina lida com aus\u00eancia de delegacias 24 horas<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o \u201cAgosto Lil\u00e1s\u201d \u00e9 o m\u00eas dedicado \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o e ao combate \u00e0 viol\u00eancia contra a mulher. Conforme a lei federal n. 14.541\/2023, o atendimento das delegacias especializadas no atendimento \u00e0s mulheres deve acontecer de forma ininterrupta, mesmo em finais de semana e feriados.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, Santa Catarina conta com 32 delegacias do g\u00eanero. No entanto, nenhuma das unidades presta atendimento 24 horas. Ulisses Gabriel, delegado-geral da Pol\u00edcia Civil de Santa Catarina (PCSC), alega que h\u00e1 falta de recursos e equipes efetivas para suprir a especifica\u00e7\u00e3o da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA lei federal foi criada, foi sancionada, s\u00f3 que n\u00e3o transferiu o recurso para que n\u00f3s pud\u00e9ssemos abrir essas unidades. Eu precisaria de um grande conjunto de policiais e teria que tirar eles do trabalho de investiga\u00e7\u00e3o\u201d, argumenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com o posicionamento da PCSC, o funcionamento 24 horas das delegacias especializadas \u00e9 destinado apenas ao registro de ocorr\u00eancias, que tamb\u00e9m pode ser feito em qualquer outra unidade policial ou ainda por meio da delegacia virtual.<\/p>\n\n\n\n<p>A delegada Patr\u00edcia Zimmermann D\u00b4\u00c1vila explica que o policial que faz o registro de ocorr\u00eancia em uma delegacia da mulher \u00e9 o mesmo que faz na Central de Plant\u00e3o, por meio da Sala Lil\u00e1s \u2013 um espa\u00e7o utilizado como alternativa \u00e0 falta de delegacias 24 horas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Sala Lil\u00e1s como atendimento especializado<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Sala Lil\u00e1s \u00e9 um espa\u00e7o criado para oferecer acolhimento e atendimento humanizado a mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia. Presente em institui\u00e7\u00f5es como delegacias, hospitais e \u00f3rg\u00e3os de sa\u00fade, ela busca garantir que o relato da v\u00edtima seja feito em um ambiente seguro, reservado e sigiloso, reduzindo o constrangimento e a revitimiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O funcionamento envolve uma equipe multidisciplinar formada por policiais, psic\u00f3logos, enfermeiros e assistentes sociais, capacitados para lidar com casos de viol\u00eancia de g\u00eanero. O diferencial est\u00e1 no acolhimento imediato, na escuta sem julgamentos e no encaminhamento para servi\u00e7os de apoio psicol\u00f3gico, jur\u00eddico e de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Eliane de Souza Rafael, psic\u00f3loga que atuou tr\u00eas anos na delegacia da mulher, diz que a maior contribui\u00e7\u00e3o desse modelo \u00e9 o fortalecimento emocional das v\u00edtimas. Segundo ela, muitas mulheres se veem presas em rela\u00e7\u00f5es abusivas por depend\u00eancia afetiva ou financeira, e quando o sistema falha em proteg\u00ea-las, acabam retornando ao agressor. A amea\u00e7a tamb\u00e9m n\u00e3o pode ser subestimada, j\u00e1 que desencadeia traumas graves como ansiedade, depress\u00e3o e estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da aus\u00eancia de uma delegacia 24 horas exclusiva para atendimento \u00e0s mulheres, a Sala Lil\u00e1s surge como uma alternativa importante.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maior cidade de Santa Catarina j\u00e1 registra 2,4 mil casos de viol\u00eancia contra mulher em 2025 Por Adryan Dal Negro e Giovanna Marques Nos sete primeiros meses de 2025, Joinville registrou 2.498 casos de viol\u00eancia contra a mulher, incluindo dois feminic\u00eddios. 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