{"id":17192,"date":"2025-09-23T16:27:29","date_gmt":"2025-09-23T19:27:29","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=17192"},"modified":"2025-10-20T18:48:10","modified_gmt":"2025-10-20T21:48:10","slug":"raizes-nikkei-em-joinville-geracoes-que-florescem-como-o-sakura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2025\/09\/23\/raizes-nikkei-em-joinville-geracoes-que-florescem-como-o-sakura\/","title":{"rendered":"Ra\u00edzes nikkei em Joinville: gera\u00e7\u00f5es que florescem como o sakura"},"content":{"rendered":"\n<p><em>De h\u00e1bitos dom\u00e9sticos a trajet\u00f3rias no Jap\u00e3o, descendentes japoneses em Joinville recriam tradi\u00e7\u00f5es e mant\u00eam viva a identidade nikkei.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por Priscila Pereira<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Joinville, conhecida por sua forte heran\u00e7a alem\u00e3 e italiana, tamb\u00e9m abriga uma comunidade menos numerosa, mas profundamente ligada \u00e0s suas ra\u00edzes: os descendentes de japoneses, conhecidos como <a href=\"https:\/\/discovernikkei.org\/pt\/about\/what-is-nikkei#:~:text=O%20termo%20%E2%80%9Cnikkei%E2%80%9D%20se%20refere,indiv%C3%ADduos%20de%20ascend%C3%AAncia%20racial%20mista.\"><strong>nikkei<\/strong><\/a>. Diferente de cidades como S\u00e3o Paulo ou Curitiba, aqui n\u00e3o se formaram col\u00f4nias inteiras, mas hist\u00f3rias que se desenrolam no cotidiano, no sabor do missoshiro, na disciplina das artes marciais e nas palavras em japon\u00eas ditas em casa. As trajet\u00f3rias de Erica Miura e Kendi Sato, ambos Sansei, netos de imigrantes, revelam como a tradi\u00e7\u00e3o e a adapta\u00e7\u00e3o se encontram na vida da maior cidade de Santa Catarina.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Erica-japa-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17196\" style=\"width:601px;height:539px\" width=\"601\" height=\"539\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Erica-japa-scaled.jpg 2560w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Erica-japa-1536x1378.jpg 1536w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Erica-japa-2048x1837.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 601px) 100vw, 601px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u00c9rica Miura, em traje t\u00edpico japon\u00eas, em frente ao bambu do Tanabata, enfeitado com tanzaku (papeizinhos coloridos com desejos) no Festival Sakura Joinville. \/ Foto: Priscila Pereira<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><strong><em>O legado familiar de Erica Miura<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSou neta de japoneses. Os meus av\u00f3s vieram de <a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Hokkaido,+Jap%C3%A3o\/@43.4390591,142.5758521,7z\/data=!3m1!4b1!4m6!3m5!1s0x5f9f59209f6c888b:0x1c3cc3564fce038f!8m2!3d43.2203266!4d142.8634737!16zL20vMGZ4cms?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDkxNi4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\"><strong>Hokkaido<\/strong><\/a> e <a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Kagoshima,+Jap%C3%A3o\/@31.5229279,130.5581607,10z\/data=!3m1!4b1!4m6!3m5!1s0x353e615200e3c53d:0x9adcfdad5d5c5885!8m2!3d31.5968539!4d130.5571392!16zL20vMDQ5d20?entry=ttu&amp;g_ep=EgoyMDI1MDkxNi4wIKXMDSoASAFQAw%3D%3D\"><strong>Kagoshima<\/strong><\/a> de navio. A gente tem os passaportes e at\u00e9 fomos ao Museu da Imigra\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo para confirmar os registros.\u201d Assim come\u00e7a a hist\u00f3ria de Erica Miura, 46, fisioterapeuta osteopata que mora em Joinville desde 2007.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela lembra que, na chegada, sentiu a diferen\u00e7a cultural: \u201cQuando chegamos, n\u00e3o havia produtos japoneses aqui, Curitiba era a sa\u00edda. Hoje existem restaurantes e lojas, mas antes depend\u00edamos da capital paranaense\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua fam\u00edlia, o idioma sempre foi preservado. Erica frequentou tanto a escola comum quanto a japonesa. Dentro de casa, falava japon\u00eas. Pequenos gestos refor\u00e7aram a tradi\u00e7\u00e3o, tirar os sapatos antes de entrar, preparar pratos t\u00edpicos, manter o respeito \u00e0s hierarquias familiares.<\/p>\n\n\n\n<p>A liga\u00e7\u00e3o cultural tamb\u00e9m se fortaleceu pelo <a href=\"https:\/\/matusabujutsu.org.br\/\"><strong>bujutsu<\/strong><\/a>, arte marcial praticada por ela e seu irm\u00e3o. \u201cO <a href=\"https:\/\/www.cprime.com\/resources\/what-is-a-dojo\/#:~:text=A%20palavra%20dojo%20%2C%20que%20significa,dedica%C3%A7%C3%A3o%20e%20desenvolver%20suas%20habilidades.\"><strong>dojo<\/strong><\/a> \u00e9 um lugar onde a disciplina, o respeito ao mestre e a filosofia japonesa s\u00e3o vividos a cada treino. Para n\u00f3s, \u00e9 manter o elo com nossos antepassados\u201d. Erica ainda passou sete anos no Jap\u00e3o como <a href=\"https:\/\/www.empregosnojapao.nippontour.com.br\/pagina\/o-que-e-ser-um-rdekasseguir\"><strong>dekassegui<\/strong><\/a><strong> <\/strong>no in\u00edcio dos anos 2000. L\u00e1, trabalhou, estudou e consolidou o caminho que a levaria \u00e0 fisioterapia. \u201cA l\u00edngua n\u00e3o foi obst\u00e1culo, meus pais sempre falaram japon\u00eas comigo. Isso me ajudou a me adaptar r\u00e1pido e at\u00e9 a conseguir empregos melhores como tradutora\u201d.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Kendi-Japa-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17195\" style=\"width:501px;height:675px\" width=\"501\" height=\"675\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Kendi-Japa-scaled.jpg 1900w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Kendi-Japa-1140x1536.jpg 1140w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Kendi-Japa-1520x2048.jpg 1520w\" sizes=\"(max-width: 501px) 100vw, 501px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Kendi Sato, em frente a um bonsai durante o Festival Sakura Joinville. \/ Foto: Priscila Pereira<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p><strong><em>A mem\u00f3ria de Kendi Sato<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Kendi Sato, 47, professor de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica e artes marciais, nasceu em Joinville em 1977, mas sua hist\u00f3ria come\u00e7a em 1939, quando seus av\u00f3s deixaram <a href=\"https:\/\/www.google.com\/maps\/place\/Hokkaido,+Jap%C3%A3o\/@42.9852507,141.2479751,3a,91.7y,90t\/data=!3m8!1e2!3m6!1sCIHM0ogKEICAgICajpOiyQE!2e10!3e12!6shttps:%2F%2Flh3.googleus\"><strong>Hokkaido<\/strong><\/a>. Eles desembarcaram em Santos, trabalharam em fazendas de caf\u00e9 no interior paulista, mudaram-se para o Paran\u00e1 e, ap\u00f3s dificuldades, fixaram-se em Joinville.<\/p>\n\n\n\n<p>Na inf\u00e2ncia, Kendi viveu um contraste: \u201cNa escola eu era sempre o \u201cjapa\u201d. N\u00e3o havia outros japoneses por perto. Em casa, as refei\u00e7\u00f5es e os costumes eram diferentes. Isso me marcou muito\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O movimento dekassegui tamb\u00e9m atravessou sua vida. Kendi passou tr\u00eas anos no Jap\u00e3o e seu pai quase 15, tornando-se tradutor em uma empresa. \u201cHoje ensino algumas palavras em japon\u00eas para minha filha, que \u00e9 Yonsei. Ela sonha em conhecer o Jap\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As tradi\u00e7\u00f5es culin\u00e1rias continuam sendo ponte com a mem\u00f3ria familiar: \u201c<a href=\"https:\/\/ohtasushi.com.br\/2021\/11\/11\/conheca-o-missoshiro-a-sopa-japonesa-que-une-sabor-equilibrio-fisico-e-espiritual\/\"><strong>Missoshiro<\/strong><\/a> e <a href=\"https:\/\/www.byfood.com\/blog\/culture\/what-is-tempura\"><strong>tempur\u00e1<\/strong><\/a> sempre aparecem nos encontros. N\u00e3o todo dia, mas em momentos especiais. Isso nos conecta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Gera\u00e7\u00f5es nikkei: identidade em camadas<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os termos usados para nomear as gera\u00e7\u00f5es revelam diferentes experi\u00eancias:<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li><strong>Issei<\/strong>: imigrantes nascidos no Jap\u00e3o;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Nissei<\/strong>: filhos j\u00e1 nascidos no Brasil;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Sansei<\/strong>: netos, caso de Erica e Kendi;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Yonsei<\/strong>: bisnetos, como a filha de Kendi.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Cada camada traz novos sentidos. Os Issei lutaram com a l\u00edngua e com a adapta\u00e7\u00e3o; os Nissei equilibraram dois mundos; os Sansei cresceram em meio a contrastes; e os Yonsei hoje buscam reconectar-se de forma afetiva, seja pelo idioma, pela culin\u00e1ria ou pelo desejo de visitar o Jap\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00e9dico aposentado M\u00e1rio Sato, 77, tesoureiro da Alian\u00e7a Cultural Brasil Jap\u00e3o de Joinville, lembra que a entidade, fundada em 1993, re\u00fane hoje cerca de 40 fam\u00edlias associadas. \u201cHoje a maioria dos nossos associados vem com amor \u00e0 cultura japonesa e n\u00e3o s\u00e3o descendentes\u201d, afirma. Apesar da menor procura formal pela associa\u00e7\u00e3o, a tradi\u00e7\u00e3o segue preservada em diferentes frentes, como nas pr\u00e1ticas marciais de descendentes como Erica Miura e Kendi Sato, que mant\u00eam viva a liga\u00e7\u00e3o com os valores e express\u00f5es culturais japonesas em Joinville.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Sakura Joinville 2025 celebra segunda edi\u00e7\u00e3o com mais p\u00fablico e novas atra\u00e7\u00f5es<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Sakura Joinville mostrou que a cultura japonesa conquistou espa\u00e7o definitivo no calend\u00e1rio da cidade. Realizado na Expoville, o festival reuniu milhares de visitantes ao longo do fim de semana, com oficinas, apresenta\u00e7\u00f5es e atividades voltadas tanto para descendentes quanto para o p\u00fablico em geral (<a href=\"https:\/\/omunicipiojoinville.com\/segunda-edicao-do-sakura-joinville-inicia-com-bom-publico-oficinas-e-atracoes-na-expoville\/?utm_source=chatgpt.com\"><strong>O Munic\u00edpio Joinville<\/strong><\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>A programa\u00e7\u00e3o foi marcada pela diversidade: al\u00e9m das tradicionais apresenta\u00e7\u00f5es de taik\u00f4 e exposi\u00e7\u00e3o de bonsais, o evento trouxe oficinas de origami, demonstra\u00e7\u00f5es de artes marciais e espa\u00e7os dedicados \u00e0 culin\u00e1ria japonesa, onde pratos como yakissoba, tempur\u00e1 e doces wagashi atra\u00edram longas filas (<a href=\"https:\/\/www.visitejoinville.com.br\/sakura-joinville-festival-japones?utm_source=chatgpt.com\"><strong>Visite Joinville<\/strong><\/a>). O p\u00fablico tamb\u00e9m acompanhou novidades, como concursos de cosplay e batalhas de K-pop, al\u00e9m da seletiva oficial catarinense do Miss Nikkey 2025, que movimentou jovens participantes e ampliou o alcance do festival entre diferentes gera\u00e7\u00f5es (<a href=\"https:\/\/www.folhadaserra2.com.br\/cultura\/sakura-joinville-tera-concurso-de-miss-nikkey.15446586?utm_source=chatgpt.com\"><strong>Folha da Serra 2<\/strong><\/a>).<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/DSC_0264-scaled-e1758654875348-864x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17194\" style=\"width:500px;height:592px\" width=\"500\" height=\"592\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/DSC_0264-scaled-e1758654875348-864x1024.jpg 864w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/DSC_0264-scaled-e1758654875348-1296x1536.jpg 1296w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/DSC_0264-scaled-e1758654875348-253x300.jpg 253w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/DSC_0264-scaled-e1758654875348-768x910.jpg 768w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/DSC_0264-scaled-e1758654875348.jpg 1698w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Miss Nikkey 2025 \/ Foto: Priscila Pereira<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Outro ponto alto foi a apresenta\u00e7\u00e3o do projeto do futuro Parque Sakura Joinville, que prev\u00ea um espa\u00e7o permanente de conviv\u00eancia e contempla\u00e7\u00e3o inspirado na cultura nip\u00f4nica. A proposta foi bem recebida pelo p\u00fablico, assim como a presen\u00e7a de mascotes e atividades interativas que aproximaram ainda mais crian\u00e7as e fam\u00edlias (<a href=\"https:\/\/jornalocorreiosc.com.br\/noticias\/geral\/sakura-joinville-festival-japones-abre-distribuicao-de-ingressos.15444436?utm_source=chatgpt.com\"><strong>Jornal O Correios SC<\/strong><\/a>). Consolidando-se como um dos maiores eventos da cultura japonesa de Santa Catarina, o Sakura Joinville \u00e9 mais do que um evento cultural: \u00e9 um espa\u00e7o de integra\u00e7\u00e3o, onde a simbologia da flor de cerejeira se traduz em pertencimento, renova\u00e7\u00e3o e celebra\u00e7\u00e3o coletiva. A programa\u00e7\u00e3o completa segue dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/sakurajoinville.com.br\/?utm_source=chatgpt.com\"><strong>site oficial do festival<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Flor-de-cerejeira-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17193\" style=\"width:609px;height:412px\" width=\"609\" height=\"412\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Flor-de-cerejeira-scaled.jpg 2560w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Flor-de-cerejeira-1536x1040.jpg 1536w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Flor-de-cerejeira-2048x1386.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 609px) 100vw, 609px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u00c1rvore flor de cerejeira \/ Foto: Priscila Pereira<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Mais do que uma \u00e1rvore, a cerejeira japonesa \u00e9 met\u00e1fora de vida. No Jap\u00e3o, sua flora\u00e7\u00e3o marca festivais e rituais coletivos de contempla\u00e7\u00e3o, o<strong> <\/strong><a href=\"https:\/\/sakura.co\/blog\/brief-history-of-hanami\"><strong><em>hanami<\/em><\/strong><\/a>. No Brasil, e especialmente em Joinville, ela se tornou s\u00edmbolo afetivo para descendentes que associam sua brevidade \u00e0 pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o de imigrantes e seus herdeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da beleza, o sakura carrega ensinamentos de resili\u00eancia e renova\u00e7\u00e3o: a \u00e1rvore permanece meses sem flores, at\u00e9 que na primavera ela se enche novamente de cor. Para as fam\u00edlias nikkei, isso reflete o pr\u00f3prio ciclo da imigra\u00e7\u00e3o, per\u00edodos de dificuldade e sil\u00eancio seguidos de novos come\u00e7os.As hist\u00f3rias de Erica e Kendi mostram que ser nikkei em Joinville \u00e9 viver em constante movimento. N\u00e3o se trata apenas de guardar mem\u00f3rias, mas de ressignific\u00e1-las: falar japon\u00eas em casa, cozinhar receitas tradicionais, praticar artes marciais, ensinar aos filhos valores de respeito e disciplina. E, para Kendi, nenhuma imagem traduz melhor essa identidade do que a flor de cerejeira: <strong>\u201cO sakura floresce s\u00f3 por algumas semanas, representa a vida: intensa e passageira. A gente tem que aproveitar o m\u00e1ximo&#8221;.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De h\u00e1bitos dom\u00e9sticos a trajet\u00f3rias no Jap\u00e3o, descendentes japoneses em Joinville recriam tradi\u00e7\u00f5es e mant\u00eam viva a identidade nikkei. Por Priscila Pereira Joinville, conhecida por sua forte heran\u00e7a alem\u00e3 e italiana, tamb\u00e9m abriga uma comunidade menos numerosa, mas profundamente ligada \u00e0s suas ra\u00edzes: os descendentes de japoneses, conhecidos como nikkei. Diferente de cidades como S\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17197,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,88,20,2007,11],"tags":[1612,90,1840,57,48,34,1736],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17192"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17192"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17192\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17207,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17192\/revisions\/17207"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17197"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17192"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17192"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17192"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}