{"id":17434,"date":"2025-10-27T16:33:51","date_gmt":"2025-10-27T19:33:51","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=17434"},"modified":"2025-10-27T16:33:53","modified_gmt":"2025-10-27T19:33:53","slug":"a-nova-rota-dos-veteranos-em-joinville","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2025\/10\/27\/a-nova-rota-dos-veteranos-em-joinville\/","title":{"rendered":"A nova rota dos veteranos em Joinville"},"content":{"rendered":"\n<p><em>De maior artilheiro da hist\u00f3ria do JEC at\u00e9 campe\u00e3o da Copa do Brasil, a Primeirona se consolida como um espet\u00e1culo \u00e0 parte em Joinville<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por Raulino Dalcim<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, o futebol amador da cidade vem ganhando holofotes pelo equil\u00edbrio t\u00e9cnico e pela presen\u00e7a constante de atletas que j\u00e1 tiveram passagem pelo profissional. Em 2025, a m\u00e9dia chega a quase sete jogadores por clube, refor\u00e7ando o car\u00e1ter competitivo da Primeirona. Muitas dessas contrata\u00e7\u00f5es acontecem gra\u00e7as \u00e0 rede de contatos de dirigentes e treinadores, que utilizam amizades constru\u00eddas ao longo da carreira para contratar nomes de peso.<\/p>\n\n\n\n<p>O perfil dos veteranos varia: alguns n\u00e3o atuam profissionalmente h\u00e1 anos e encontram no amador a chance de seguir jogando, enquanto outros chegam diretamente de campeonatos estaduais recentes. Dudu Silva, t\u00e9cnico do Sercos, equipe que conta com diversos ex-profissionais, comenta sobre a fase da Liga. \u201cA Primeirona de Joinville cresceu tanto que hoje consegue atrair atletas ainda em boa forma f\u00edsica e competitiva\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nomes como Lima, Wellington Saci e Elizeu j\u00e1 vestiram a camisa do JEC e hoje defendem, respectivamente, Estacaville, Sercos e Juventus no futebol amador. No caso de v\u00e1rios jogadores, a decis\u00e3o vai al\u00e9m do futebol nas quatro linhas, as quest\u00f5es pessoais e problemas f\u00edsicos tamb\u00e9m fazem a diferen\u00e7a. O calend\u00e1rio mais flex\u00edvel e a proximidade com a fam\u00edlia se tornam atrativos. Cleyton Meireles, com passagens por Ava\u00ed e Brusque e atualmente tamb\u00e9m no Sercos, fala sobre principal recompensa de atuar no amador. \u201cO futebol amador me devolveu a oportunidade de estar perto da minha fam\u00edlia, isso n\u00e3o tem pre\u00e7o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O aspecto financeiro \u00e9 outro ponto relevante. Hoje, clubes da Primeirona conseguem oferecer ajudas de custo compar\u00e1veis \u00e0s categorias de base de equipes profissionais, o que amplia o interesse de jogadores experientes. Dentro de campo, a presen\u00e7a de atletas rodados refor\u00e7a a confian\u00e7a dos treinadores. Para Dudu Silva, a diferen\u00e7a vai al\u00e9m das quatro linhas. \u201cA leitura de jogo, o posicionamento e a tomada de decis\u00e3o fazem muita diferen\u00e7a. O comprometimento, a disciplina nos treinos e a forma como eles se preparam acabam influenciando os demais atletas\u201d, completa o treinador.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Da elite ao amador<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Com passagens por Gr\u00eamio, Cruzeiro e Fluminense, onde conquistou a Copa do Brasil de 2007, Hiziel Soares, ou simplesmente Soares, \u00e9 um dos principais nomes da Primeirona. Desde 2024 defendendo a Sercos, o atacante encontrou no amador a oportunidade de seguir praticando o que mais gosta e, ao mesmo tempo, permanecer pr\u00f3ximo da fam\u00edlia. \u201cEu amo jogar bola, \u00e9 o que eu sei fazer. Minha fam\u00edlia e meus amigos ficam felizes em me ver dentro de campo\u201d, destaca o atacante.<\/p>\n\n\n\n<p>Na temporada passada, um problema card\u00edaco o afastou da fase final da competi\u00e7\u00e3o, contribuindo para o vice-campeonato do clube do bairro Costa e Silva. Em 2025, totalmente recuperado, Soares veste novamente a bra\u00e7adeira de capit\u00e3o e projeta o t\u00edtulo. \u201cA diferen\u00e7a que vejo \u00e9 somente o p\u00fablico. A atmosfera \u00e9 a mesma e a vontade de vencer continua forte\u201d, completa Soares.<\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a de nomes consagrados, entretanto, tamb\u00e9m gera debate. Reginaldo Fino, gerente de futebol do Cianorte, eleva o modelo de competi\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, tem suas cr\u00edticas. \u201cPor um lado, a competi\u00e7\u00e3o fica mais vistosa, mais atrativa, mas, por outro, acaba tirando espa\u00e7o de quem tem a ess\u00eancia do futebol amador\u201d explica o gerente. Segundo ele, a tradi\u00e7\u00e3o do amador est\u00e1 justamente em ser disputado por atletas sem v\u00ednculo com o futebol profissional. \u201cQuando voc\u00ea traz muitos jogadores experientes, inevitavelmente limita o espa\u00e7o de quem tem o final de semana reservado para jogar pela paix\u00e3o, e n\u00e3o pela carreira\u201d, conclui o diretor da equipe que disputa a quarta divis\u00e3o do futebol brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Seja pela qualidade t\u00e9cnica, pela visibilidade ou pelo debate que provoca, a presen\u00e7a dos veteranos j\u00e1 \u00e9 parte do DNA da Primeirona. Resta agora acompanhar como essa mistura de gera\u00e7\u00f5es e trajet\u00f3rias seguir\u00e1 moldando o futuro da maior competi\u00e7\u00e3o amadora de Joinville.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De maior artilheiro da hist\u00f3ria do JEC at\u00e9 campe\u00e3o da Copa do Brasil, a Primeirona se consolida como um espet\u00e1culo \u00e0 parte em Joinville Por Raulino Dalcim Nos \u00faltimos anos, o futebol amador da cidade vem ganhando holofotes pelo equil\u00edbrio t\u00e9cnico e pela presen\u00e7a constante de atletas que j\u00e1 tiveram passagem pelo profissional. 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