{"id":17623,"date":"2025-11-19T16:12:11","date_gmt":"2025-11-19T19:12:11","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=17623"},"modified":"2025-11-19T16:12:12","modified_gmt":"2025-11-19T19:12:12","slug":"frankenstein-2025-esta-vivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2025\/11\/19\/frankenstein-2025-esta-vivo\/","title":{"rendered":"Frankenstein (2025): Est\u00e1 VIVO!"},"content":{"rendered":"\n<p><em><strong>Resenha cr\u00edtica por Guilherme Beck Scolari<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Talvez um dos personagens mais ic\u00f4nicos de todos os tempos, o monstro de Frankenstein ressurge com uma nova proposta. Desta vez, capitaneado por Guillermo del Toro, o longa aposta em refor\u00e7ar os temas do livro original a partir da forte veia criativa do diretor e de uma nova roupagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma \u00e9poca em que se debate a moralidade e o excesso de conte\u00fado gerado por intelig\u00eancia artificial dominando o espa\u00e7o digital, <em>Frankenstein<\/em> vem como um al\u00edvio no cat\u00e1logo da Netflix. N\u00e3o acredito que seja um longa-metragem isento de defeitos, mas sua forte veia art\u00edstica traz um aspecto \u201ccinem\u00e3o\u201d ineg\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Felizmente, o filme n\u00e3o se contenta apenas com os visuais bonitos, mas se aprofunda nos debates proporcionados pelo livro, trabalhando com a vulnerabilidade de seu protagonista para explorar a humanidade do monstro e a monstruosidade humana, assim como a busca por identidade em uma profunda jornada psicol\u00f3gica e emocional.<\/p>\n\n\n\n<p>Jacob Elordi se destaca pela vulnerabilidade em sua vers\u00e3o do monstro. O ator usa e abusa de sua fisicalidade no retrato da criatura, que muitas vezes lembra um ser andr\u00f3geno de outro planeta. Oscar Isaac est\u00e1 explosivo e repulsivo em sua vers\u00e3o de Victor, parecendo muito ter se divertido nas grava\u00e7\u00f5es. Mia Goth deixa uma impress\u00e3o forte com uma personagem marcante, ainda que com um reduzido tempo de tela.<\/p>\n\n\n\n<p>O roteiro brilha em sua sensibilidade, mas por vezes extrapola a obviedade, causando um choque pela discrep\u00e2ncia entre o profundo e o raso. Por exemplo, em uma cena onde Victor explica com todas as palavras uma das mensagens do filme (caso o espectador n\u00e3o a tenha entendido) &#8211; contrastando com o apurado visual e di\u00e1logos do filme, que j\u00e1 haviam deixado o recado bem claro. Isso n\u00e3o tira o brilho do longa de forma alguma, mas \u00e9 percept\u00edvel. Outro elemento que pode vir a tirar a imers\u00e3o de alguns s\u00e3o os inconsistentes efeitos especiais &#8211; por vezes intoc\u00e1veis, mas por outras um tanto inconsistentes. Ademais, achei o filme um pouco longo, ainda que use bem de sua dura\u00e7\u00e3o na maior parte do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>No mais, acredito que o longa seja um prato cheio. A trilha sonora de Alexandre Desplat \u00e9 profunda, impactante e melanc\u00f3lica. A cinematografia do dinamarqu\u00eas Dan Laustsen \u00e9 riqu\u00edssima e enche os olhos ao enfatizar a escala dos cen\u00e1rios, contrastando com o qu\u00e3o m\u00ednimos os personagens aparentam ser em tela. Recomendo o longa fortemente, pois ele \u00e9 tocante, sens\u00edvel e fica com o espectador mesmo ap\u00f3s os \u00faltimos cr\u00e9ditos rolarem.<\/p>\n\n\n\n<p>Avalia\u00e7\u00e3o: \u2b50\u2b50\u2b50\u2b50\/5<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/20250818144748_frankenstein.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17625\" style=\"width:630px;height:423px\" width=\"630\" height=\"423\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Divulga\u00e7\u00e3o: Netflix<\/figcaption><\/figure><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resenha cr\u00edtica por Guilherme Beck Scolari Talvez um dos personagens mais ic\u00f4nicos de todos os tempos, o monstro de Frankenstein ressurge com uma nova proposta. 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