{"id":17666,"date":"2025-11-27T18:50:08","date_gmt":"2025-11-27T21:50:08","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=17666"},"modified":"2025-11-27T18:53:09","modified_gmt":"2025-11-27T21:53:09","slug":"patudos-da-rua-onde-o-poder-publico-nao-chega-elas-chegam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2025\/11\/27\/patudos-da-rua-onde-o-poder-publico-nao-chega-elas-chegam\/","title":{"rendered":"Patudos da Rua: onde o poder p\u00fablico n\u00e3o chega, elas chegam"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Por Ketlin Mylena Ribeiro e Taynara Back Procopio<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Era fim de tarde quando uma volunt\u00e1ria da <em>Patudos da Rua<\/em> resgatou de uma casa da regi\u00e3o do Quiriri tr\u00eas c\u00e3ezinhos que haviam sido abandonados ap\u00f3s a fam\u00edlia se mudar do local. Ela estava apenas de passagem pela regi\u00e3o visitando uma familiar, mas ao se deparar com tamanha dor dos animais os levou para tutela da organiza\u00e7\u00e3o. A m\u00e3ezinha dos filhotes estava extremamente magra e assustada. Miriam, outra volunt\u00e1ria da Patudos, conta que o processo de recupera\u00e7\u00e3o foi intenso: \u201cEu lembro que ela levantou a cabe\u00e7a devagar e abanou o rabo, mesmo sem for\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-27-at-17.38.42-2.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17667\" style=\"width:269px;height:582px\" width=\"269\" height=\"582\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-27-at-17.38.42-2.jpeg 739w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-27-at-17.38.42-2-709x1536.jpeg 709w\" sizes=\"(max-width: 269px) 100vw, 269px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><strong>Foto: stories das redes sociais da Patudos da Rua<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Foi assim que os pequenos entraram para a lista de vidas salvas pela Patudos da Rua \u2014 uma associa\u00e7\u00e3o que, silenciosamente, luta todos os dias contra o abandono crescente nas ruas de Joinville. Ruas onde c\u00e3es e gatos vagueiam doentes, famintos, invis\u00edveis. Ruas onde o socorro s\u00f3 chega porque alguns poucos insistem em n\u00e3o virar o rosto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Joinville n\u00e3o possui n\u00fameros oficiais atualizados sobre quantos animais vivem nas ruas. O Centro de Bem-Estar Animal (CBEA) registrou mais de 580 ado\u00e7\u00f5es em 2024, n\u00famero que cresceu desde 2022. Mas a aus\u00eancia de dados n\u00e3o significa aus\u00eancia de problema: basta circular pela zona Norte, pelo bairro Paranaguamirim ou pela regi\u00e3o do Boehmerwald para ver c\u00e3es vagando em bandos, cadelas prenhas, gatos debilitados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A falta de pol\u00edticas p\u00fablicas amplia a crise: castra\u00e7\u00e3o insuficiente, pouca fiscaliza\u00e7\u00e3o contra maus-tratos, nenhum programa robusto de acolhimento. Com isso, a superpopula\u00e7\u00e3o cresce, assim como as doen\u00e7as, os atropelamentos e o sofrimento. E o impacto n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 dos animais \u2014 afeta tamb\u00e9m a sa\u00fade p\u00fablica, j\u00e1 que zoonoses e ac\u00famulos de col\u00f4nias desassistidas aumentam riscos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 nesse cen\u00e1rio que grupos como o Patudos da Rua tentam fazer o que o Estado deveria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como surgiu a Associa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Patudos da Rua nasceu em 2015 por um grupo de protetoras de animais que concentrava seus esfor\u00e7os na reabilita\u00e7\u00e3o e cuidados de animais em situa\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade. Isso inclui tratamentos m\u00e9dicos, castra\u00e7\u00e3o, vacina\u00e7\u00e3o, chipagem e, o mais importante, a promo\u00e7\u00e3o de ado\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis. \u201cCome\u00e7ou com um resgate aqui e ali\u201d, lembra Miriam. \u201cQuando vimos, j\u00e1 est\u00e1vamos com dezenas de animais para cuidar e muita gente pedindo ajuda.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, o trabalho funciona de forma totalmente volunt\u00e1ria, com poucas pessoas se revezando em quase todas as frentes. \u201cNos falta tudo: recursos, pol\u00edticas p\u00fablicas, estrutura\u2026\u201d, diz Miriam. \u201cA gente faz porque ningu\u00e9m mais faz.\u201d Sem sede f\u00edsica, muitos animais ficam temporariamente em lares volunt\u00e1rios \u2014 e, \u00e0s vezes, na pr\u00f3pria casa das volunt\u00e1rias, que improvisam quartos, banheiros e \u00e1reas externas para acomodar resgatados.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O caso que machuca lembrar<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>\u201cTeve um que n\u00e3o conseguimos salvar\u201d, diz Miriam, em voz baixa. Era um c\u00e3o atropelado na BR-101. Quando chegaram, o animal n\u00e3o resistiu ao trauma. \u201c\u00c9 muito dif\u00edcil\u2026 a gente chora, mas volta. Porque no outro dia j\u00e1 tem outro pedindo ajuda.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2023, um gato preso numa boca de lobo mobilizou dezenas de pessoas. A associa\u00e7\u00e3o conseguiu, com apoio de moradores e de uma equipe de resgate volunt\u00e1ria, retirar o animal com vida. \u201cAli, sentimos que o problema n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 nosso\u201d, ela lembra. O maior obst\u00e1culo, segundo Miriam, \u00e9 a falta de pol\u00edticas p\u00fablicas de conscientiza\u00e7\u00e3o e posse respons\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>A isso se somam:<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li>falta de recursos financeiros;<br><\/li>\n\n\n\n<li>abandono constante;<br><\/li>\n\n\n\n<li>maus-tratos;<br><\/li>\n\n\n\n<li>devolu\u00e7\u00f5es, que aumentam no fim do ano;<br><\/li>\n\n\n\n<li>escassez de volunt\u00e1rios.<br><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>\u201cFinal de ano \u00e9 quando mais devolvem\u201d, relata. \u201cAs pessoas querem viajar e n\u00e3o t\u00eam onde deixar o animal. Isso nos entristece muito. O animal se apega, mesmo que por pouco tempo.\u201d Al\u00e9m do f\u00edsico, existe o peso emocional: ver dor todos os dias cobra um pre\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o de Miriam \u00e9 direta: \u201cSim, sofremos muito com a falta de apoio para uma quest\u00e3o que \u00e9 DEVER do ESTADO!\u201d. Joinville carece de pol\u00edticas permanentes de: castra\u00e7\u00e3o em larga escala; fiscaliza\u00e7\u00e3o efetiva contra maus-tratos; campanhas de educa\u00e7\u00e3o; parcerias reais com organiza\u00e7\u00f5es independentes. Com a aus\u00eancia dessas a\u00e7\u00f5es, a associa\u00e7\u00e3o precisa suprir lacunas que deveriam ser p\u00fablicas. Cada animal retirado das ruas evita novas ninhadas, reduz riscos sanit\u00e1rios e diminui o sofrimento que se multiplica a cada ciclo de abandono.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quem \u00e9 Miriam, a volunt\u00e1ria que n\u00e3o desiste<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Miriam, volunt\u00e1ria e uma das vozes mais ativas da associa\u00e7\u00e3o, divide seu tempo entre trabalho, fam\u00edlia e a causa animal \u2014 uma rotina que exige equil\u00edbrio, resili\u00eancia e coragem. \u201cEu fa\u00e7o porque amo. Porque eles precisam. E porque algu\u00e9m tem que fazer\u201d, diz. Ela fala sobre responsabilidade, sobre vidas que dependem de interven\u00e7\u00e3o humana. \u201cAdotem com responsabilidade. \u00c9 uma vida de uns 10 ou 15 anos. Precisam de amor, ra\u00e7\u00e3o boa, abrigo, companhia e veterin\u00e1rio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os planos da associa\u00e7\u00e3o para o futuro est\u00e3o: conquistar um espa\u00e7o f\u00edsico para abrigar temporariamente os animais; ampliar campanhas de castra\u00e7\u00e3o; contar com mais volunt\u00e1rios e alcan\u00e7ar maior visibilidade para educar a popula\u00e7\u00e3o. \u201cQueremos que o abandono diminua. Parece simples, mas \u00e9 o mais dif\u00edcil\u201d, diz Miriam. Por fim, ela mostra uma foto postada nas redes para atualizar o estado de um dos animais: o mesmo filhote encontrado na casa no Quiriri agora dorme no sof\u00e1 da nova fam\u00edlia, aconchegado, sereno. \u201cDexter\u201d \u00e9 como foi apelidado.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-27-at-17.38.42-1-2.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17670\" style=\"width:414px;height:405px\" width=\"414\" height=\"405\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong><em>Foto: redes sociais da Patudos. <\/em><\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-27-at-17.38.42.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17671\" style=\"width:409px;height:431px\" width=\"409\" height=\"431\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong><em>Foto: Dexter e sua nova tutora.<\/em><\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>\u201c\u00c9 por isso que a gente continua\u201d, ela diz. E, por um instante, todo o peso acumulado parece ficar mais leve.<\/p>\n\n\n\n<p>A biom\u00e9dica Laura, 22 anos, moradora do bairro Espinheiros, sabe bem o que significa mudar o destino de um animal. Na casa dela, vivem cinco pets \u2014 quatro cachorros e um gato \u2014 e dois deles chegaram atrav\u00e9s do Patudos da Rua.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma delas \u00e9 a Candy, adotada em 8 de outubro de 2016, durante uma feirinha organizada pela associa\u00e7\u00e3o. Candy viveu seus primeiros anos de vida acorrentada, presa a uma corrente curta que deixou marcas vis\u00edveis at\u00e9 hoje. \u201cEla n\u00e3o recebia comida nem \u00e1gua direito. Foi retirada por ordem judicial\u201d, conta Laura. Depois da apreens\u00e3o, Candy passou quase um ano no abrigo, esperando por algu\u00e9m que a enxergasse.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando chegou \u00e0 nova casa, mal se reconhecia como um cachorro: quieta, acanhada, medrosa, n\u00e3o brincava, n\u00e3o latia. Mas, com o tempo \u2014 e com amor \u2014 algo come\u00e7ou a mudar. Quase um ano depois, a fam\u00edlia adotou Pit, outra vira-lata t\u00edmida que, sem saber, ajudaria na transforma\u00e7\u00e3o. \u201cA Pit foi essencial para a socializa\u00e7\u00e3o da Candy. Elas se completaram\u201d, diz Laura.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, nove anos depois, Candy carrega mais alguns pelinhos brancos e enfrenta um linfoma indolente, sendo paciente paliativa. Mas continua brincalhona, carinhosa, cheia de vida \u2014 e cercada de cuidado. \u201cA gente faz de tudo para garantir a melhor qualidade de vida dela. Ela merece\u201d, completa.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-27-at-17.38.43-1-1.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17686\" style=\"width:314px;height:341px\" width=\"314\" height=\"341\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-27-at-17.38.43-1-1.jpeg 1472w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-27-at-17.38.43-1-1-1414x1536.jpeg 1414w\" sizes=\"(max-width: 314px) 100vw, 314px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong><em>Fotos: Cadelinha Candy e o passar dos anos demonstrado nos pelinhos brancos que surgem ao redor dos olhos<\/em><\/strong><em>.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-27-at-17.38.43-3.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17687\" style=\"width:320px;height:469px\" width=\"320\" height=\"469\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><strong>Cr\u00e9ditos: Laura de Vicente Schmidt.<\/strong><\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Outra hist\u00f3ria de amor \u00e9 a da professora de ingl\u00eas S\u00edlvia, moradora do Jardim Iriri\u00fa que j\u00e1 adotou tr\u00eas animais e tornou o ato de ajudar parte de sua rotina di\u00e1ria. Ela costuma sair de casa levando ra\u00e7\u00e3o na bolsa \u2014 um gesto simples que se repete em qualquer lugar por onde passa. \u201cN\u00e3o consigo ver um animal na rua e ficar sem fazer nada\u201d, conta. Para ela, cada potinho de comida deixado na cal\u00e7ada \u00e9 uma forma de lembrar que eles existem, sentem fome, frio e medo \u2014 e que algu\u00e9m precisa se importar.<\/p>\n\n\n\n<p>Hist\u00f3rias como as de Laura e S\u00edlvia mostram o impacto real do trabalho da associa\u00e7\u00e3o: quando uma vida encontra um lar, todo um ciclo de sofrimento \u00e9 interrompido. E, muitas vezes, quem resgata descobre que tamb\u00e9m \u00e9 salvo um pouco no processo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ketlin Mylena Ribeiro e Taynara Back Procopio Era fim de tarde quando uma volunt\u00e1ria da Patudos da Rua resgatou de uma casa da regi\u00e3o do Quiriri tr\u00eas c\u00e3ezinhos que haviam sido abandonados ap\u00f3s a fam\u00edlia se mudar do local. 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