{"id":17842,"date":"2025-12-15T14:27:12","date_gmt":"2025-12-15T17:27:12","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=17842"},"modified":"2025-12-15T14:27:13","modified_gmt":"2025-12-15T17:27:13","slug":"casos-de-abandono-de-animais-aumentam-durante-fim-de-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2025\/12\/15\/casos-de-abandono-de-animais-aumentam-durante-fim-de-ano\/","title":{"rendered":"Casos de abandono de animais aumentam durante fim de ano"},"content":{"rendered":"\n<p><em>F\u00e9rias e festas de final de ano provocam mais casos de abandono enquanto abrigos da regi\u00e3o enfrentam lota\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por Mahyara Luiza<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O abandono de c\u00e3es e gatos volta a preocupar com a chegada das f\u00e9rias e das festas de fim de ano. A Secretaria de Meio Ambiente reconhece a alta entre dezembro e fevereiro, mas ainda n\u00e3o disp\u00f5e de estat\u00edsticas consolidadas. A press\u00e3o sobre os abrigos cresce nesse per\u00edodo, segundo gestores municipais. A Pol\u00edcia Civil registrou 4,2 mil inqu\u00e9ritos por maus-tratos entre 2019 e 2024, n\u00famero que inclui abandono e confirma a dimens\u00e3o do problema.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em Joinville, ainda n\u00e3o h\u00e1 dados oficiais que indiquem o ritmo de crescimento, mas a lota\u00e7\u00e3o permanente dos abrigos funciona como indicador indireto da demanda. Levantamentos nacionais divulgados em 2024 apontam alta m\u00e9dia de 30% nos casos entre dezembro e janeiro, tend\u00eancia refor\u00e7ada pela CNN Brasil, que relaciona o movimento \u00e0s mudan\u00e7as de rotina t\u00edpicas da \u00e9poca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o prev\u00ea puni\u00e7\u00f5es. A Lei Federal n\u00ba 14.064\/2020 enquadra o abandono como maus-tratos. Em Santa Catarina, o C\u00f3digo Estadual de Prote\u00e7\u00e3o aos Animais determina san\u00e7\u00f5es administrativas, j\u00e1 em Joinville, a Lei Complementar n\u00ba 691\/2024 exige comunica\u00e7\u00e3o de ind\u00edcios ou ocorr\u00eancia de maus-tratos. Mesmo assim, os registros oficiais n\u00e3o acompanham a quantidade estimada por protetores, h\u00e1 casos que ocorrem sem den\u00fancia e ficam fora das estat\u00edsticas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa realizada pela Cobasi Cuida em 2023, dezembro e janeiro s\u00e3o as datas que mais acontecem abandonos e devolu\u00e7\u00f5es de animais, juntamente com o m\u00eas de julho. De acordo com Osnilda Bachtold, uma das fundadoras e coordenadora atual do Abrigo Animal em Joinville, muitos desses animais s\u00e3o deixados em caixas, vias p\u00fablicas ou casas vazias durante as viagens. Al\u00e9m disso, muito dos filhotes adotados por impulso no meio do ano s\u00e3o devolvidos ao atingir porte adulto. Para o abrigo, a falta de planejamento familiar e a ado\u00e7\u00e3o sem orienta\u00e7\u00e3o alimentam o ciclo de abandono e impulsiona a sobrecarga dos abrigos e ONG\u2019s de prote\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Capturar.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17843\" style=\"width:473px;height:478px\" width=\"473\" height=\"478\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Abrigo no bairro Vila Nova acolhe cerca de 300 animais | Mahyara Luiza<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Institu\u00e7\u00f5es joinvilenses enfrentam lota\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O Abrigo Animal de Joinville enfrenta superlota\u00e7\u00e3o. A coordenadora do abrigo acompanha o movimento desde a cria\u00e7\u00e3o do abrigo, h\u00e1 24 anos. Ela relata que dezembro marca a pior fase do ano. \u201cChega final de ano, n\u00e3o vem para adotar. Vem para trazer. O pessoal pensa somente nas f\u00e9rias\u201d. Por causa da falta de espa\u00e7o, parte dos resgates permanece temporariamente no Centro de Bem -Estar Animal de Joinville (CBEA). \u201cUltimamente est\u00e1 ficando mais l\u00e1, porque a gente est\u00e1 com superlota\u00e7\u00e3o. Logo eles tamb\u00e9m v\u00e3o estar, n\u00e3o sei como vai ficar\u201d, afirma. Segundo Osnilda, a prefeitura recolhe animais feridos, realiza o tratamento e depois repassa ao abrigo para ado\u00e7\u00e3o. O apoio financeiro cobre apenas parte da ra\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As devolu\u00e7\u00f5es aumentam no in\u00edcio do ano. \u201cDe janeiro at\u00e9 mar\u00e7o voltaram mais de 20 animais. N\u00f3s ficamos muito chateadas. Adotam filhotes com dois meses e devolvem quando t\u00eam seis meses ou um ano\u201d, afirma. Para ela, o impacto emocional \u00e9 grande e profundo. \u201cO animal n\u00e3o entende. Ele nunca esteve em um abrigo\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na rede privada, o quadro \u00e9 semelhante. A estudante Larissa Sacenti, 23 anos, estagi\u00e1ria de uma cl\u00ednica veterin\u00e1ria, afirma que o abandono \u00e9 muito recorrente. A cl\u00ednica que ela trabalha mant\u00e9m parceria com o Instituto Au-Miau. \u201cPraticamente todos os que est\u00e3o l\u00e1 s\u00e3o abandonados\u201d, relata. O local abriga cerca de 15 animais, incluindo gatos com esporotricose, uma micose subcut\u00e2nea causada por fungos, que \u00e9 tratada com subs\u00eddio do munic\u00edpio. Larissa relata casos de viol\u00eancia e um desses casos envolve um cachorro atropelado pela pr\u00f3pria fam\u00edlia. O animal teve uma fratura na pelve. \u201cA dona insistia para fazer eutan\u00e1sia porque dizia que n\u00e3o gostava do cachorro. A gente precisou fazer ela assinar um termo de entrega e ficamos com ele\u201d, conta. Para a estagi\u00e1ria, as leis precisam ser mais r\u00edgidas. \u201cAs pessoas abandonam como se os atos delas n\u00e3o tivessem consequ\u00eancias\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A funda\u00e7\u00e3o mant\u00e9m programas de ado\u00e7\u00e3o e apadrinhamento de animais idosos durante o ano, para reduzir gastos e estimular visitas. Volunt\u00e1rios ajudam no cuidado, mas o fluxo de animais supera a capacidade atual. A institui\u00e7\u00e3o recomenda que os tutores planejem hospedagem, cuidadores ou transporte antes de viajar. Para as entidades, a responsabilidade cont\u00ednua \u00e9 a principal medida para conter o abandono.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F\u00e9rias e festas de final de ano provocam mais casos de abandono enquanto abrigos da regi\u00e3o enfrentam lota\u00e7\u00e3o Por Mahyara Luiza O abandono de c\u00e3es e gatos volta a preocupar com a chegada das f\u00e9rias e das festas de fim de ano. 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