{"id":17890,"date":"2025-12-18T19:49:50","date_gmt":"2025-12-18T22:49:50","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=17890"},"modified":"2025-12-18T19:49:52","modified_gmt":"2025-12-18T22:49:52","slug":"mostra-afro-reune-geracoes-para-celebrar-a-potencia-da-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2025\/12\/18\/mostra-afro-reune-geracoes-para-celebrar-a-potencia-da-arte\/","title":{"rendered":"Mostra afro re\u00fane gera\u00e7\u00f5es para celebrar a pot\u00eancia da arte"},"content":{"rendered":"\n<p>Evento abre espa\u00e7o para di\u00e1logos sobre mem\u00f3ria e destaca a diversidade de linguagens afro-brasileira<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por David Martins<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Instituto Internacional Juarez Machado abriu, no dia 20 de novembro, a exposi\u00e7\u00e3o \u201cPresen\u00e7as Insurgentes: Corpos, Territ\u00f3rios e Mem\u00f3rias\u201d, que integra o projeto Al\u00e9m das Margens, iniciativa contemplada pelo Edital PNAB Municipal de Joinville. A mostra, que segue at\u00e9 31 de janeiro de 2026, re\u00fane cinco artistas negros Renata Felinto, Priscila Rezende, Peter de Brito, da Silva e Ant\u00f4nio Pulqu\u00e9rio e prop\u00f5e ao p\u00fablico uma imers\u00e3o em narrativas sobre ancestralidade, resist\u00eancia e presen\u00e7a negra no campo das artes.<\/p>\n\n\n\n<p>Com curadoria de Juliana Crispee S\u00e9rgio Adriano, a exposi\u00e7\u00e3o articula diferentes linguagens como pintura, performance, cer\u00e2mica e fotografi a. Para os curadores, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 deslocar o olhar convencional sobre corpo e territ\u00f3rio, trazendo para o cen\u00e1rio atual, as hist\u00f3rias, mem\u00f3rias e disputas que atravessam a experi\u00eancia negra no pa\u00eds. A presen\u00e7a de acervos de artistas como Abdias do Nascimento, Valda Costa, Soberana Ziza e Tauan Gon refor\u00e7a o di\u00e1logo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os destaques, a artista Renata Felinto afi rma que o primeiro impacto para o visitante ser\u00e1 a for\u00e7a visual dos muitos corpos e rostos negros que ocupam o espa\u00e7o expositivo, porque n\u00e3o \u00e9 um costume em Joinville. \u201cAs pessoas ter\u00e3o que circular, ler, conversar, buscar novas refer\u00eancias para compreender a diversidade de linguagens e discuss\u00f5es que est\u00e3o colocadas\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto Al\u00e9m das Margens se estende para al\u00e9m da galeria, promovendo feira afro-brasileira, gastronomia, apresenta\u00e7\u00f5es musicais, teatro e lan\u00e7amentos liter\u00e1rios. Para Renata, essa amplitude simboliza a necessidade de reconhecer a popula\u00e7\u00e3o negra como parte estruturante da cidade. \u201cAqui na regi\u00e3o somos quase 20%. \u00c9 preciso respeito e reconhecimento, n\u00e3o apagamento\u201d, afirmou Renata.<\/p>\n\n\n\n<p>Joinville, marcada pela heran\u00e7a europeia, tamb\u00e9m \u00e9 chamada para reflex\u00e3o. Para a artista, a mostra evidencia que a presen\u00e7a negra permanece e transforma a cidade. \u201cNossa heran\u00e7a est\u00e1 viva, educa e edifica. O p\u00fablico precisa compreender que a pluralidade \u00e9 constitutiva da hist\u00f3ria brasileira e joinvilense\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Com programa\u00e7\u00e3o que inclui jazz, MPB, performance e a\u00e7\u00f5es formativas, \u201cPresen\u00e7as Insurgentes\u201d se estabelece como um gesto de afirma\u00e7\u00e3o e de constru\u00e7\u00e3o de futuros poss\u00edveis, ampliando repert\u00f3rios e convidando a cidade a enxergar as narrativas negras.<\/p>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o reafirma que a arte negra, em sua pot\u00eancia cr\u00edtica e sens\u00edvel, abre caminhos para di\u00e1logos mais amplos e para uma cidade que reconhe\u00e7a sua diversidade viva entre gera\u00e7\u00f5es e perspectivas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exposi\u00e7\u00e3o tenciona estruturas e narrativas raciais em Joinville<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A mostra tamb\u00e9m se firma como um espa\u00e7o de enfrentamento ao racismo estrutural por meio da arte. Para o artista Peter de Brito, participar da exposi\u00e7\u00e3o \u00e9, antes de tudo, um gesto pol\u00edtico. Ele afirma que o impacto imediato para o p\u00fablico ser\u00e1 perceber a pluralidade da produ\u00e7\u00e3o afro-brasileira e o modo como essa presen\u00e7a desloca narrativas dominantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>\u201cA exposi\u00e7\u00e3o mostra que existem artistas afro-brasileiros e que esses artistas trazem questionamentos e reflex\u00f5es sobre a situa\u00e7\u00e3o atual das pessoas negras\u201d.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Dividindo a mostra com artistas de diferentes gera\u00e7\u00f5es e linguagens, Brito diz se sentir parte de uma mesma linhagem criativa. \u201cSinto-me um igual quanto \u00e0 ancestralidade, portanto com as mesmas preocupa\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter sociocultural\u201d, diz. Para ele, essa transversalidade refor\u00e7a o sentido coletivo do projeto, que n\u00e3o se limita \u00e0 exibi\u00e7\u00e3o de obras, mas \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um campo simb\u00f3lico compartilhado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o artista, concordar com as narrativas negras em um pa\u00eds marcado pelo racismo estrutural \u00e9 um compromisso \u00e9tico e est\u00e9tico, Brito entende sua presen\u00e7a e sua obra como instrumentos de transforma\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 o modo de me colocar como um agente de poss\u00edveis e inevit\u00e1veis mudan\u00e7as\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cPresen\u00e7as Insurgentes\u201d importam<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Renata Felinto, a exposi\u00e7\u00e3o marca um ponto de virada no cen\u00e1rio cultural de Joinville. Ela explica que a mostra evidencia a presen\u00e7a afro na cidade e combate o apagamento hist\u00f3rico que ainda persiste. \u201cEstamos aqui e sempre estivemos. Trabalhamos, estudamos e al\u00e9m de ensinar, sentimos. Reconhecimento \u00e9 o que precisamos\u2019. A artista refor\u00e7a que a exposi\u00e7\u00e3o amplia o repert\u00f3rio local e naturaliza todo tipo de identidade brasileira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Evento abre espa\u00e7o para di\u00e1logos sobre mem\u00f3ria e destaca a diversidade de linguagens afro-brasileira Por David Martins O Instituto Internacional Juarez Machado abriu, no dia 20 de novembro, a exposi\u00e7\u00e3o \u201cPresen\u00e7as Insurgentes: Corpos, Territ\u00f3rios e Mem\u00f3rias\u201d, que integra o projeto Al\u00e9m das Margens, iniciativa contemplada pelo Edital PNAB Municipal de Joinville. 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