{"id":18345,"date":"2026-06-17T18:50:12","date_gmt":"2026-06-17T21:50:12","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=18345"},"modified":"2026-06-17T18:50:14","modified_gmt":"2026-06-17T21:50:14","slug":"o-que-os-estudantes-de-jornalismo-querem-ser-quando-crescer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2026\/06\/17\/o-que-os-estudantes-de-jornalismo-querem-ser-quando-crescer\/","title":{"rendered":"O que os estudantes de Jornalismo querem ser quando crescer?"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Em um mercado cada vez mais diversificado, futuros jornalistas ampliam a vis\u00e3o sobre \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o.<\/h3>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por: ELLEN SABRYNE GERBER<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_0451-1-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-18349\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_0451-1-scaled.jpg 2560w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_0451-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_0451-1-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Profa. Dra. Ge\u00f3rgia Santos e as jornalistas convidadas Carol Winter e Grazi\u00e9li Bottari no palco do Jornalismo muda o mundo \/ Foto: Priscila Pereira<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Quando ingressou no curso de Jornalismo, Julia Balsanelli, aluna da 7\u00aa fase, imaginava um futuro na reportagem esportiva. A ideia era trabalhar pr\u00f3xima dos gramados, acompanhando competi\u00e7\u00f5es e atuando diante das c\u00e2meras. Com o passar da gradua\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, novos caminhos profissionais passaram a chamar sua aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p> \u201cN\u00e3o sabia que existiam tantas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o. Quando entrei, at\u00e9 me surpreendi com tantas vertentes que o jornalismo tem\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p> A descoberta da estudante acompanha uma transforma\u00e7\u00e3o observada no pr\u00f3prio mercado de trabalho. De acordo com a pesquisa Perfil do Jornalista Brasileiro, realizada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em parceria com a Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jornalistas (Fenaj), 34% dos jornalistas brasileiros atuam fora da m\u00eddia tradicional. Entre as principais \u00e1reas est\u00e3o a assessoria de imprensa, a comunica\u00e7\u00e3o corporativa, a comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica e a produ\u00e7\u00e3o audiovisual.<\/p>\n\n\n\n<p> No caso de Julia, a mudan\u00e7a de perspectiva come\u00e7ou durante um est\u00e1gio na Prefeitura de Itapo\u00e1.\u201cComecei a tomar gosto pela assessoria de imprensa e depois, quando tivemos essa disciplina na faculdade, isso s\u00f3 confirmou o meu interesse\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p> Hoje a estudante v\u00ea na \u00e1rea uma possibilidade de carreira t\u00e3o atraente quanto a reportagem. \u201cMe atrai a estabilidade. Pensando em outras \u00e1reas da minha vida, acredito que a assessoria me daria mais tempo para isso. Tamb\u00e9m gosto de pol\u00edtica e gostaria de trabalhar como assessora em uma prefeitura ou c\u00e2mara.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Al\u00e9m da Reda\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_0426-scaled.jpg\" alt=\"Fotografia colorida em plano aberto dos estudantes Giovanna Marques e Raulino Dalcim enquanto apresentam evento sobre jornalismo em palco decorado com lumin\u00e1rias e itens de jornais, diante de um tel\u00e3o com o tema 'Jornalismo muda o mundo: al\u00e9m da reda\u00e7\u00e3o'\" class=\"wp-image-18348\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_0426-scaled.jpg 2560w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_0426-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_0426-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Acad\u00eamicos da 5\u00aa fase de Jornalismo, Giovanna Marques e Raulino Dalcim, apresentado o evento \/ Foto: Priscila Pereira<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p> A percep\u00e7\u00e3o de que o jornalismo oferece possibilidades muito al\u00e9m das reda\u00e7\u00f5es foi tema da primeira noite do Jornalismo Muda o Mundo, na \u00faltima ter\u00e7a-feira (16). Com o tema &#8220;Al\u00e9m da Reda\u00e7\u00e3o&#8221;, o evento promovido pela 5\u00aa fase do curso de Jornalismo reuniu cerca de 70 estudantes para discutir diferentes trajet\u00f3rias profissionais dentro da comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p> Entre as convidadas para o painel &#8220;Do outro lado da pauta&#8221;, estava Carolina Winter, jornalista formada pelo IELUSC e atualmente executiva de Expans\u00e3o na Primeira Via Comunica\u00e7\u00e3o Integrada. Para iniciar a conversa, ela prop\u00f4s uma intera\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico, perguntando quais fun\u00e7\u00f5es os estudantes associavam ao trabalho de um jornalista al\u00e9m da reda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1500\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG-20260617-WA0054.jpg\" alt=\"Fotografia colorida em plano geral do audit\u00f3rio do IELUSC mostra o p\u00fablico de traz para frente nas poltronas enquanto, no palco , ocorre o painel com as convidadas do evento.\" class=\"wp-image-18353\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Estudantes do curso de jornalismo assistem ao bate-papo com as convidadas no anfiteatro do lelusc \/ Foto: Priscila Pereira<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p> Ao compartilhar sua trajet\u00f3ria profissional, Carolina mostrou que a carreira pode passar por diferentes \u00e1reas. Antes de atuar na comunica\u00e7\u00e3o empresarial e na expans\u00e3o de neg\u00f3cios, trabalhou como rep\u00f3rter, assessora de imprensa e investiu em forma\u00e7\u00f5es voltadas ao desenvolvimento humano. Segundo ela, cada etapa contribuiu para o desenvolvimento de habilidades que seguemsendo valiosas em qualquer \u00e1rea da comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p> &#8220;Quanto mais tecnologia se incorpora ao processo, maior \u00e9 o valor das nossas compet\u00eancias humanas&#8221;, afirmou. Para a jornalista, compet\u00eancias como escuta, empatia, curiosidade e capacidade de relacionamento tendem a se tornar ainda mais importantes em um cen\u00e1rio marcado pelas transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p> Carolina tamb\u00e9m incentivou os estudantes a explorarem diferentes possibilidades ao longo da carreira. &#8220;Existem muitos caminhos poss\u00edveis para quem escolhe o jornalismo, desde que seja um eterno curioso e corajoso para novos conhecimentos&#8221;, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p> Ao refletir sobre sua pr\u00f3pria trajet\u00f3ria, resumiu a influ\u00eancia da profiss\u00e3o em sua vida: &#8220;O jornalismo muda o mundo, mas o jornalismo muda a gente tamb\u00e9m&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p> Outra convidada do painel foi Grazi\u00e9li Bottari, produtora da NSC TV. Formada h\u00e1 mais de dez anos e especialista em Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o e Marketing, ela contou que ingressou no curso sonhando em ser rep\u00f3rter, mas encontrou nos bastidores uma forma diferente de fazer jornalismo.<\/p>\n\n\n\n<p> &#8220;Na produ\u00e7\u00e3o a gente n\u00e3o \u00e9 percebido muitas vezes, mas nada sai sem passar pelo produtor&#8221;, destacou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"2560\" height=\"1707\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_0471-scaled.jpg\" alt=\"Fotografia em plano m\u00e9dio das convidadas Ge\u00f3rgia Santos e Grazi\u00e9li Bottari sentadas em poltronas sobre um palco durante o evento. Ge\u00f3rgia Santos, \u00e0 esquerda, veste roupa preta e observa a colega com um sorriso. Grazi\u00e9li Bottari, ao centro, tamb\u00e9m de preto, segura um microfone enquanto fala ao p\u00fablico. Ao lado das convidadas h\u00e1 uma mesa com uma jarra de \u00e1gua e, \u00e0 direita, uma lumin\u00e1ria amarela apoiada sobre estruturas revestidas com jornais.\" class=\"wp-image-18347\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_0471-scaled.jpg 2560w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_0471-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/IMG_0471-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Professora Ge\u00f3rgia Santos e a convidada Grazi\u00e9li Bottari compartilhando sua trajet\u00f3ria e experi\u00eancias profissionais com jornalista \/ Foto: Priscila Pereira<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p> Durante a conversa, Grazi\u00e9li explicou que o trabalho envolve descobrir pautas, convencer fontes a conceder entrevistas, lidar com imprevistos variados e garantir que as hist\u00f3rias cheguem ao p\u00fablico da melhor forma poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p> A produtora tamb\u00e9m destacou o impacto social da profiss\u00e3o ao relembrar reportagens que contribu\u00edram para campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p> &#8220;A gente acha que s\u00f3 fazendo grandes reportagens muda o mundo, mas \u00e9 muito al\u00e9m disso. A gente d\u00e1 voz para muita gente que n\u00e3o tem&#8221;, afirmou. Ao final, deixou um conselho aos estudantes: &#8220;N\u00e3o se apaixonem pelo cargo, mas pelo jornalismo em si.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O jornalista que cada um quer ser<\/h3>\n\n\n\n<p> A caloura Eloisa Paiano, de 18 anos, tamb\u00e9m afirma ter ampliado sua vis\u00e3o sobre a profiss\u00e3o desde que ingressou na gradua\u00e7\u00e3o. Inicialmente interessada apenas no radiojornalismo, hoje ela considera outras possibilidades dentro da \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p> &#8220;O contato com os profissionais convidados ajudou a compreender melhor o dia a dia e as habilidades necess\u00e1rias para cada \u00e1rea&#8221;, afirma. &#8220;Frequentemente penso em trabalhar com assessoria de comunica\u00e7\u00e3o, algo que quando entrei no curso nem entendia direito o que era.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p> Para ela, a principal descoberta foi perceber que o jornalista n\u00e3o precisa permanecer na mesma fun\u00e7\u00e3o durante toda a carreira. &#8220;O que mais me surpreendeu foi perceber que um jornalista pode experimentar e vivenciar diferentes possibilidades dentro do jornalismo ao longo da sua trajet\u00f3ria.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um mercado cada vez mais diversificado, futuros jornalistas ampliam a vis\u00e3o sobre \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o. 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