{"id":18364,"date":"2026-06-19T16:41:18","date_gmt":"2026-06-19T19:41:18","guid":{"rendered":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/?p=18364"},"modified":"2026-06-19T17:09:54","modified_gmt":"2026-06-19T20:09:54","slug":"a-cultura-sob-o-olhar-do-jornalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2026\/06\/19\/a-cultura-sob-o-olhar-do-jornalismo\/","title":{"rendered":"A Cultura sob o olhar do jornalismo"},"content":{"rendered":"\n<p>Muito al\u00e9m da divulga\u00e7\u00e3o de eventos, o jornalismo cultural ajuda a registrar mem\u00f3rias e aumentar debates sobre a sociedade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>por: Ellen Gerber<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/20254478-Edilson-02-online-audio-converter.com_.mp3\"><\/audio><\/figure>\n\n\n\n<p>M\u00fasica no caminho para a faculdade, artesanato, grafite, s\u00e9ries assistidas no fim de semana, livros, festas populares, exposi\u00e7\u00f5es e apresenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas. Mesmo sem perceber, a cultura faz parte do cotidiano das pessoas de diversas formas. Mais do que entretenimento, a cultura influencia comportamentos, ajuda a construir identidades, preserva mem\u00f3rias e contribui para a compreens\u00e3o da sociedade em que vivemos. Por meio dela, diferentes grupos expressam suas viv\u00eancias, preservam tradi\u00e7\u00f5es e produzem novas formas de interpretar a realidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A relev\u00e2ncia desse setor tamb\u00e9m pode ser observada nos n\u00fameros. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) mostram que a cultura e as ind\u00fastrias criativas re\u00fanem cerca de 5,9 milh\u00f5es de trabalhadores e geram R$ 387,9 bilh\u00f5es para a economia brasileira. Apesar desse impacto social, econ\u00f4mico e simb\u00f3lico, o jornalismo cultural ainda costuma ocupar menos espa\u00e7o nos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o do que outras editorias como pol\u00edtica, economia e esportes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cultura para quem?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Embora a cultura esteja presente no cotidiano da popula\u00e7\u00e3o, o acesso a algumas atividades culturais ainda \u00e9 desigual. A pesquisa H\u00e1bitos Culturais 2024, realizada pela Funda\u00e7\u00e3o Ita\u00fa em parceria com o Datafolha, aponta que a participa\u00e7\u00e3o em atividades presenciais varia significativamente conforme renda e escolaridade. Enquanto 26% das pessoas das classes A e B visitaram museus, apenas 6% das classes D e E realizaram a mesma atividade. No teatro, a diferen\u00e7a \u00e9 de 33% contra 7%.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados mostram que o consumo cultural n\u00e3o acontece da mesma forma para todos os brasileiros. Quest\u00f5es como renda, escolaridade, localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e acesso aos equipamentos culturais influenciam diretamente a participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o em determinadas atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>A cultura n\u00e3o se limita a museus, teatros ou outras manifesta\u00e7\u00f5es tradicionalmente associadas \u00e0s grandes cidades e \u00e0 elite. Ela tamb\u00e9m est\u00e1 presente em festas populares, express\u00f5es art\u00edsticas de rua, tradi\u00e7\u00f5es locais, artesanato, m\u00fasica e diversas outras que fazem parte do cotidiano.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, o jornalismo cultural tamb\u00e9m desempenha um papel importante ao ampliar a circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre eventos, artistas e iniciativas culturais. N\u00e3o apenas ao divulgar programa\u00e7\u00f5es mas a cobertura especializada pode ajudar a aproximar diferentes p\u00fablicos de manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas que, muitas vezes, permanecem restritas a alguns grupos sociais ou regi\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Al\u00e9m da programa\u00e7\u00e3o cultural<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Se a cultura est\u00e1 t\u00e3o presente no cotidiano da popula\u00e7\u00e3o, quem registra essas manifesta\u00e7\u00f5es, contextualiza seus impactos e ajuda o p\u00fablico a compreender sua import\u00e2ncia? A reflex\u00e3o esteve presente na segunda noite do Jornalismo Muda o Mundo, em um workshop ministrado pela jornalista B\u00e1rbara Siementkowski.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao apresentar sua trajet\u00f3ria profissional, a egressa do IELUSC e atual jornalista do NSC Total mostrou como interesses pessoais podem se transformar em oportunidades de carreira. Hoje com 33 anos, ela conta que a aproxima\u00e7\u00e3o com a cultura come\u00e7ou ainda na adolesc\u00eancia, quando participava de atividades ligadas ao universo dos animes e dos jogos de RPG. Anos depois, esteve entre os respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o do Hanamachi, primeiro evento de anime e cultura pop de Joinville. A experi\u00eancia de est\u00e1gio na R\u00e1dio Udesc tamb\u00e9m foi decisiva para ampliar sua rede de contatos e conhecer diferentes possibilidades de atua\u00e7\u00e3o na comunica\u00e7\u00e3o e na cultura.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/WhatsApp-Image-2026-06-19-at-15.47.24.jpeg\" alt=\"Fotografia de uma sala de aula com estudantes sentados e voltados para a frente. Ao centro, uma mulher veste blusa vermelha e realiza uma apresenta\u00e7\u00e3o sobre jornalismo cultural. Atr\u00e1s dela, um slide projetado em uma tela exibe t\u00f3picos relacionados ao tema. O ambiente \u00e9 iluminado e possui quadro branco e projetor no teto.\" class=\"wp-image-18366\" style=\"width:254px;height:453px\" width=\"254\" height=\"453\" srcset=\"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/WhatsApp-Image-2026-06-19-at-15.47.24.jpeg 900w, https:\/\/revidigital.ielusc.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/WhatsApp-Image-2026-06-19-at-15.47.24-864x1536.jpeg 864w\" sizes=\"(max-width: 254px) 100vw, 254px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">B\u00e1rbara durante workshop sobre jornalismo cultural, compartilhando experi\u00eancias sobre produ\u00e7\u00e3o e cobertura \/ Foto: Danielly Ketlyn Vieira.<br><br><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Para B\u00e1rbara, o jornalismo cultural vai al\u00e9m da divulga\u00e7\u00e3o de eventos e lan\u00e7amentos. A \u00e1rea contribui para dar visibilidade a produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas que frequentemente abordam quest\u00f5es sociais e ajudam a compreender diferentes aspectos da realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas t\u00eam o papel de tornar o mundo um lugar um pouquinho melhor. Trazem temas que fazem a gente refletir. Muitas produ\u00e7\u00f5es abordam assuntos importantes para a sociedade. O jornalismo cultural tem a fun\u00e7\u00e3o de reconhecer a import\u00e2ncia disso e registrar essas manifesta\u00e7\u00f5es\u201d, pontua.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Construindo caminhos na profiss\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de discutir o papel do jornalismo cultural, B\u00e1rbara destacou a import\u00e2ncia de iniciativas que aproximam estudantes da realidade do mercado de trabalho. Segundo ela, eventos como o Jornalismo Muda o Mundo ajudam futuros jornalistas a conhecer diferentes \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o e visualizar possibilidades para a carreira.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c0s vezes a gente chega na faculdade sem saber muito bem para onde seguir. Quando profissionais compartilham os bastidores da profiss\u00e3o e mostram possibilidades de atua\u00e7\u00e3o, isso abre a cabe\u00e7a dos estudantes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A jornalista tamb\u00e9m incentivou os estudantes a aproveitarem a gradua\u00e7\u00e3o para construir experi\u00eancias pr\u00e1ticas, desenvolver um portf\u00f3lio e criar conex\u00f5es profissionais. Participar de eventos, acompanhar a cena cultural e estar presente nos espa\u00e7os onde as pautas acontecem s\u00e3o formas de ganhar visibilidade e se inserir no mercado ainda durante a forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as habilidades necess\u00e1rias para quem deseja atuar na \u00e1rea, ela destaca o olhar jornal\u00edstico para as pautas, a presen\u00e7a constante nos eventos e a capacidade de atuar em diferentes fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sobre o evento<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Na segunda e \u00faltima noite do Jornalismo Muda o Mundo, al\u00e9m do workshop de cultura, os estudantes puderam conhecer os bastidores de uma transmiss\u00e3o ao vivo, os desafios da narra\u00e7\u00e3o esportiva e as estrat\u00e9gias da comunica\u00e7\u00e3o eleitoral. A diversidade dos temas abordados nesta edi\u00e7\u00e3o evidencia uma realidade da profiss\u00e3o: embora compartilhem a mesma forma\u00e7\u00e3o, jornalistas podem seguir caminhos bastante distintos ao longo da carreira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muito al\u00e9m da divulga\u00e7\u00e3o de eventos, o jornalismo cultural ajuda a registrar mem\u00f3rias e aumentar debates sobre a sociedade.&nbsp; por: Ellen Gerber M\u00fasica no caminho para a faculdade, artesanato, grafite, s\u00e9ries assistidas no fim de semana, livros, festas populares, exposi\u00e7\u00f5es e apresenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas. 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