{"id":2489,"date":"2019-06-11T13:14:13","date_gmt":"2019-06-11T16:14:13","guid":{"rendered":"http:\/\/revidigital.com.br\/?p=2489"},"modified":"2019-06-11T13:14:13","modified_gmt":"2019-06-11T16:14:13","slug":"turismo-rural-garante-renda-extra-no-campo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2019\/06\/11\/turismo-rural-garante-renda-extra-no-campo\/","title":{"rendered":"Turismo rural garante renda extra no campo"},"content":{"rendered":"<h4><em>Por Jucilene Schneider e Gustavo Mejia<\/em><\/h4>\n<p>O circuito do<strong> turismo rural<\/strong> de Joinville, formado pela <strong>Estrada da Ilha<\/strong>, Estrada Bonita, Pira\u00ed, Quiriri e Dona Francisca, envolve cerva de 1,5 mil pessoas, de acordo com estimativas da Empresa de Pesquisa Agropecu\u00e1ria e Extens\u00e3o Rural de Santa Catarina (Epagri). N\u00e3o h\u00e1 estat\u00edsticas atualizadas sobre o volume de visitantes e renda avinda desse segmento tur\u00edstico no Estado, mas depoimentos de fam\u00edlias e de representantes do setor mostram que a atividade tur\u00edstica ainda \u00e9 secund\u00e1ria para os agricultores locais.<\/p>\n<p>De acordo com Samir Migdady, presidente da <strong>Associa\u00e7\u00e3o de Turismo Eco-Rural de Joinville<\/strong> (Aterj), a procura pelo turismo rural nos \u00faltimos anos tem sido t\u00edmida. O pico de visita\u00e7\u00e3o ocorre entre os meses de novembro e maio.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2491\" aria-describedby=\"caption-attachment-2491\" style=\"width: 907px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2491 size-full\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/peixes.jpg\" alt=\"\" width=\"907\" height=\"503\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2491\" class=\"wp-caption-text\">Cria\u00e7\u00e3o de peixes e outros animais acaba ajudando a atrair visitantes \/Foto: Jucilene Schneider<\/figcaption><\/figure>\n<p>A <strong>Aterj<\/strong> foi fundada em 2005 para contribuir com o desenvolvimento e melhorar a qualidade de vida dos agricultores familiares que resolveram empreender na atividade tur\u00edstica. J\u00e1 s\u00e3o 14 propriedades associadas trabalhando para oferecer a seus visitantes contato direto com a natureza. A atividade tamb\u00e9m colabora para criar uma consci\u00eancia ambiental e proporcionar uma alternativa de renda para que os agricultores continuarem no campo.<\/p>\n<p>Dario Bergemann \u00e9 o vice-presidente da Aterj e dono da Agr\u00edcola da Ilha, tamb\u00e9m chamada de <strong>Parque das Hemerocallis<\/strong>. A propriedade onde hoje fica o seu jardim foi heran\u00e7a do pai de sua esposa Neuza. S\u00e3o 32 anos trabalhando como jardineiro, um desafio para ele, que desistiu de um emprego est\u00e1vel em uma empresa t\u00eaxtil para abrir seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Os planos iniciais de Dario n\u00e3o inclu\u00edam um jardim aberto ao p\u00fablico. Ele trabalhava apenas como paisagista e todas as plantas e flores usadas em seu trabalho eram cultivadas por outras pessoas. \u201cO <strong>jardim<\/strong> \u00e9 algo vivo, tem mais pontos a serem observados que uma casa\u201d, ressaltou. Por\u00e9m, ele percebeu que a qualidade das mudas n\u00e3o era muito boa, principalmente as <em>hemerocallis<\/em>, cujas cores sempre se misturavam pela falta de sele\u00e7\u00e3o dos fornecedores. O terreno herdado por Neuza ganhou uma fun\u00e7\u00e3o: o plantio das flores.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2492\" aria-describedby=\"caption-attachment-2492\" style=\"width: 790px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2492 size-full\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/capela.jpg\" alt=\"\" width=\"790\" height=\"485\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2492\" class=\"wp-caption-text\">Aluguel de capela em meio ao jardim tamb\u00e9m ajuda na manuten\u00e7\u00e3o da propriedade \/ Foto: Jucilene Schneider<\/figcaption><\/figure>\n<p>Atra\u00eddas pela beleza das flores, as pessoas, espontaneamente, come\u00e7aram visitar o jardim de Dario, mas, at\u00e9 2014, ele resistiu a cobrar a entrada. Atualmente, mesmo cobrando um ingresso de 20 reais por visitante, al\u00e9m de valores arrecadados com ensaios fotogr\u00e1ficos e aluguel da capela &#8211; no centro do jardim \u2013 Dario afirma que n\u00e3o consegue se autossustentar apenas com o turismo. A principal fonte de renda da fam\u00edlia ainda \u00e9 o paisagismo e a venda de plantas que ocorre no local. Sete pessoas trabalham na propriedade, entre eles est\u00e3o sua esposa e o filho, Tiago.<\/p>\n<p>Dario calcula que, desde 2014, o p\u00fablico j\u00e1 aumentou em 25%. Os meses com maior fluxo de visitantes s\u00e3o outubro, novembro e dezembro, quando as<em> hemerocallis<\/em> est\u00e3o em flora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A maioria das propriedades inclu\u00eddas no turismo rural comercializa produtos coloniais. Esse tipo de alimento muitas vezes ganha a prefer\u00eancia dos consumidores por ser natural e ter menos conservantes e produtos qu\u00edmicos de conserva\u00e7\u00e3o. Em Joinville, os bairros Vila Nova e Pirabeiraba destacam-se no com\u00e9rcio de produtos, como bolachas, melado, banana, entre outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jucilene Schneider e Gustavo Mejia O circuito do turismo rural de Joinville, formado pela Estrada da Ilha, Estrada Bonita, Pira\u00ed, Quiriri e Dona Francisca, envolve cerva de 1,5 mil pessoas, de acordo com estimativas da Empresa de Pesquisa Agropecu\u00e1ria e Extens\u00e3o Rural de Santa Catarina (Epagri). 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