{"id":2528,"date":"2019-06-14T15:59:43","date_gmt":"2019-06-14T18:59:43","guid":{"rendered":"http:\/\/revidigital.com.br\/?p=2528"},"modified":"2019-06-14T15:59:43","modified_gmt":"2019-06-14T18:59:43","slug":"sambaqui-atrai-pesquisa-arqueologica-internacional-para-joinville","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2019\/06\/14\/sambaqui-atrai-pesquisa-arqueologica-internacional-para-joinville\/","title":{"rendered":"Sambaqui atrai pesquisa arqueol\u00f3gica internacional para Joinville"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">A revista\u00a0<a href=\"https:\/\/royalsocietypublishing.org\/doi\/full\/10.1098\/rsos.180432\">R<\/a><\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/royalsocietypublishing.org\/doi\/full\/10.1098\/rsos.180432\">oy<\/a><a href=\"https:\/\/royalsocietypublishing.org\/doi\/full\/10.1098\/rsos.180432\">al Society Open<\/a> <a href=\"https:\/\/royalsocietypublishing.org\/doi\/full\/10.1098\/rsos.180432\">Science<\/a> publicou em setembro de 2018 um estudo realizado por pesquisadores do Brasil e do Reino Unido. A pesquisa revelou\u00a0 novidades na<strong> alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong> de uma popula\u00e7\u00e3o que habitava o litoral da <strong>Mata Atl\u00e2ntica<\/strong>\u00a0h\u00e1 mais de 5 mil anos. A partir do dia 10 de julho, esses estudos ser\u00e3o retomadas \u00a0no <strong>sambaqui Morro do Ouro,<\/strong> em Joinville. O estudo\u00a0envolve pesquisadores da Universidade de York (Inglaterra) com a\u00a0 participa\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es, como Exceter (Inglaterra), <strong>Univille<\/strong>, MAE, Museu Nacional do RJ e o <strong>Museu de Sambaqui<\/strong>. Os recursos foram obtidos por meio de edital da<strong> National Geographic<\/strong>.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2529\" aria-describedby=\"caption-attachment-2529\" style=\"width: 819px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2529 size-full\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Sem-t\u00edtulo.png\" alt=\"\" width=\"819\" height=\"478\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2529\" class=\"wp-caption-text\">Localiza\u00e7\u00e3o do sambaqui Morro do Ouro. \/ Ilustra\u00e7\u00e3o: Royal Society Open Science<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pesquisa \u00a0investiga o consumo, manejo e cultivo de vegetais dos antigos habitantes do litoral da Mata Atl\u00e2ntica. \u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">At\u00e9 poucos anos considerava-se que a <strong>dieta alimentar<\/strong> dos povos construtores de <strong>sambaquis<\/strong> era basicamente peixes e frutos do mar. Supunha-se que eles comiam outras coisas, mas n\u00e3o t\u00ednhamos as comprova\u00e7\u00f5es\u201d, explica <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Roberta Meyer Miranda, Coordenadora do Museu Arqueol\u00f3gico de Sambaqui de Joinville. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo Roberta, em 2007 a pesquisadora <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Dra. Ver\u00f4nica Wesolowski (MAE &#8211; USP), por meio de an\u00e1lises no sambaqui Morro do Ouro,<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> descobriu que esses povos se alimentavam de <strong>amido e tub\u00e9rculos<\/strong>, como milho e car\u00e1. Em 2015 e 2016, o Dr.\u00a0 Andr\u00e9 Carlo Colonese (Universidade de York)\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">investigou a dieta atrav\u00e9s de fragmentos de ossos de costela coletados de sepultamentos em sambaquis e comprovou o consumo de <strong>vegetais<\/strong>, indicando novas informa\u00e7\u00f5es sobre o<strong> modo de vida<\/strong> desses povos.<\/span><\/p>\n<blockquote><p>A produ\u00e7\u00e3o de alimentos \u00e9 um dos mais importantes acontecimentos na pr\u00e9-hist\u00f3ria humana. Queremos entender se a Mata Atl\u00e2ntica foi um dos primeiros centros de produ\u00e7\u00e3o de alimento na Am\u00e9rica do Sul, junto a outras \u00e1reas do continente. Morro do Ouro \u00e9 um dos sambaquis mais antigos na Ba\u00eda da Babitonga, datado de cerca de 5000 anos. Este s\u00edtio j\u00e1 nos deu ind\u00edcios de que as popula\u00e7\u00f5es que ali viviam consumiam muitas plantas&#8221;, conta\u00a0<span style=\"font-weight: 400;\"> Colonese.<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com o pesquisador, uma bateria de an\u00e1lises ser\u00e1 aplicada\u00a0 para confirmar\u00a0 se realmente existia o<strong> cultivo e manejo<\/strong> da vegeta\u00e7\u00e3o daquela \u00e1rea. Ser\u00e3o realizadas, inclusive, \u00a0an\u00e1lises de DNA de sedimentos para identificar as plantas consumidas por esses grupos humanos.<\/span><\/p>\n<p>Do Museu do Sambaqui integram a equipe principal de pesquisadores a arque\u00f3loga Dione da Rocha Bandeira e a coordenadora Roberta Meyer Miranda da Veiga. Volunt\u00e1rios tamb\u00e9m devem participar das escava\u00e7\u00f5es. \u201cNa arqueologia, tanto no Brasil quanto no exterior, \u00e9 comum a atua\u00e7\u00e3o de pesquisadores fora o corpo t\u00e9cnico. Alunos de arqueologia ou de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o costumam se cadastrar para participar, pois \u00e9 experi\u00eancia de campo\u201d, explica Roberta.<\/p>\n<p>Os chamados s\u00edtios-escolas funcionam dessa forma. Neste formato, ningu\u00e9m \u00e9 pago para escavar, no m\u00e1ximo os volunt\u00e1rios recebem aux\u00edlio de alimenta\u00e7\u00e3o e estadia.<\/p>\n<p>O apoio institucional do Museu do Sambaqui de Joinville a esta pesquisa, al\u00e9m da investiga\u00e7\u00e3o arqueol\u00f3gica, inclui educa\u00e7\u00e3o patrimonial. \u201cO objetivo \u00e9 promover um s\u00edtio-escola, por isso, estamos abrindo algumas vagas para alunos de comunica\u00e7\u00e3o e pedagogia, com participa\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria, sem custos\u201d, conta.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quem tiver interesse no assunto pode acompanhar as escava\u00e7\u00f5es a partir do dia <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">20 de julho, das 9\u00a0 \u00e0s 17 horas, gratuitamente. Algumas palestras, ainda sem data marcada, tamb\u00e9m v\u00e3o ocorrer no local.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A revista\u00a0Royal Society Open Science publicou em setembro de 2018 um estudo realizado por pesquisadores do Brasil e do Reino Unido. A pesquisa revelou\u00a0 novidades na alimenta\u00e7\u00e3o de uma popula\u00e7\u00e3o que habitava o litoral da Mata Atl\u00e2ntica\u00a0h\u00e1 mais de 5 mil anos. 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