{"id":2601,"date":"2019-06-25T15:30:08","date_gmt":"2019-06-25T18:30:08","guid":{"rendered":"http:\/\/revidigital.com.br\/?p=2601"},"modified":"2019-06-25T15:30:08","modified_gmt":"2019-06-25T18:30:08","slug":"vendas-virtuais-ameacam-livrarias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2019\/06\/25\/vendas-virtuais-ameacam-livrarias\/","title":{"rendered":"Vendas virtuais amea\u00e7am livrarias"},"content":{"rendered":"<h4><em>Por Luana Ver\u00e7osa<\/em><\/h4>\n<p>Conforme os resultados da Pesquisa Produ\u00e7\u00e3o e Venda do Setor Editorial Brasileiro, o mercado editorial teve um decr\u00e9scimo real de 4,5% em 2018, mesmo considerando a infla\u00e7\u00e3o do per\u00edodo. O levantamento divide o desempenho das<strong> editoras<\/strong> entre &#8220;mercado&#8221; (venda em livrarias, distribuidores, escolas, igrejas, bancas, etc) e &#8220;governo&#8221; (programas de compras para estudantes e bibliotecas escolares), e os piores n\u00fameros foram nas vendas para o mercado, chegando a decair 10,1% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p>As <strong>livrarias<\/strong> j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o a \u00fanica forma de comercializa\u00e7\u00e3o de <strong>livros<\/strong> no Brasil. Elas ainda t\u00eam uma participa\u00e7\u00e3o muito relevante, mas que est\u00e1 em decl\u00ednio. Em 2018, foram respons\u00e1veis por 50,45% do faturamento das editoras &#8211; uma queda de 20,84% &#8211;\u00a0 e por 46,25% dos exemplares comercializados (-20,62%). Esse modelo de neg\u00f3cio est\u00e1 perdendo espa\u00e7o para outros canais em crescimento. As distribuidoras (27%), <em><strong>marketplaces<\/strong> (29%)<\/em> e <strong>livrarias virtuais<\/strong> (25,2%) foram destaques em faturamento.<\/p>\n<p>Em n\u00famero de exemplares comercializados, os meios que registraram maior crescimento, mesmo que alguns tenham\u00a0 pequena participa\u00e7\u00e3o do mercado, foram bibliotecas privadas (72%), livrarias exclusivamente digitais (32,8%), <em>marketplaces<\/em> (31,2%), distribuidores (17,4%) e empresas (13,1%). Os resultados de venda s\u00f3 n\u00e3o foram piores por causa das compras do governo (em todas as esferas), que s\u00e3o sazonais, e por isso sujeitas a oscila\u00e7\u00f5es ano a ano.<\/p>\n<p>O aumento mais significativo que pode ser observado no relat\u00f3rio \u00e9 o do pre\u00e7o dos livros. O valor m\u00e9dio dos exemplares teve um acr\u00e9scimo em todos os subsetores: os did\u00e1ticos ficaram em uma faixa m\u00e9dia de R$ 34,65, com um aumento de 5,59%; obras gerais ficaram 7,07% mais caras (R$ 11,60 em m\u00e9dia); volumes religiosos e CTP (Cient\u00edficos, t\u00e9cnicos e profissionais), foram os que tiveram os menores acr\u00e9scimos (3,64% e 3,89%), custando, respectivamente, R$ 9,49 e R$ 46,53. Esses valores n\u00e3o s\u00e3o referentes ao pre\u00e7o final, pago pelo consumidor, mas a uma m\u00e9dia do que recebem as editoras.<\/p>\n<h3>Pre\u00e7o ainda assusta<\/h3>\n<p>O pre\u00e7o alto dos livros \u00e9 um dos principais fatores para as pessoas passarem longe das livrarias na hora de comprar. O estudante de Jornalismo Diego Mahs costuma comprar cerca de 4 ou 5 volumes por m\u00eas e, na maioria das vezes, opta por plataformas online ou sebos, onde encontra exemplares\u00a0 mais baratos. \u201cNa verdade, eu prefiro comprar livros em livrarias, pela quest\u00e3o do cuidado, do cheiro de novo&#8230; \u00c0s vezes, quando voc\u00ea compra em sebo,\u00a0 j\u00e1 vem riscado\u201d, confessa o estudante. Mas ele tamb\u00e9m aponta que a diferen\u00e7a de pre\u00e7os entre as livrarias f\u00edsicas e os sebos acaba levando \u00e0 compra de um livro usado. Al\u00e9m do mais, o valor final costuma ser irredut\u00edvel nas livrarias. Nos sebos, al\u00e9m da op\u00e7\u00e3o de pagar uma parte da compra com outro t\u00edtulo usado, os clientes se sentem mais \u00e0 vontade para negociar o pre\u00e7o que v\u00e3o pagar, principalmente por n\u00e3o se tratar de um produto \u201czero\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2602\" aria-describedby=\"caption-attachment-2602\" style=\"width: 619px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2602 size-full\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Diego.jpg\" alt=\"\" width=\"619\" height=\"490\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2602\" class=\"wp-caption-text\">Leitor de livros-reportagem, Diego sente falta de mais atrativos culturais nas livrarias<\/figcaption><\/figure>\n<p>Mas, no fim das contas, a experi\u00eancia de comprar livros em lojas f\u00edsicas, sejam eles novos ou usados, n\u00e3o \u00e9 muito distante, segundo analisa Mahs. \u201cAmbos os modelos de neg\u00f3cio precisam trabalhar para superar os e-commerces. O que as livrarias e os sebos pecam bastante \u00e9 em n\u00e3o transformar o ambiente da loja em um espa\u00e7o cultural\u201d, avalia. Na opini\u00e3o dele,\u00a0 livrarias e\u00a0 sebos precisam promover mais eventos culturais para atrair clientes e disseminar a import\u00e2ncia do livro. Oferecer vantagens aos clientes, como cart\u00f5es de fidelidade ou descontos tamb\u00e9m s\u00e3o estrat\u00e9gias recomendadas pelo leitor.<\/p>\n<h3>A import\u00e2ncia dos livreiros<\/h3>\n<p>\u201cEu acho que as pessoas v\u00e3o at\u00e9 as lojas f\u00edsicas pela experi\u00eancia\u201d, \u00e9 o que defende Catherine Kuehl. Ela trabalhou como caixa de uma <strong>livraria<\/strong> durante tr\u00eas anos. \u201cAs pessoas gostam de ter algu\u00e9m que as atenda, pegando os livros e entregando na m\u00e3o. Elas gostam do tratamento. N\u00e3o \u00e9 o produto que importa, \u00a0\u00e9 a experi\u00eancia da compra\u201d, explica.<\/p>\n<p>Catherine conta que o emprego na loja foi sua primeira oportunidade no com\u00e9rcio, e que n\u00e3o lhe foi exigido nenhum tipo de forma\u00e7\u00e3o ou conhecimento espec\u00edfico. \u201cPerguntaram se gost\u00e1vamos de ler, eu sempre fui apaixonada, mas n\u00e3o sei se isso influenciou a decis\u00e3o deles por me contratar.\u201d Ela tamb\u00e9m relata que sempre ganhou livros enquanto trabalhava l\u00e1, por participar de treinamentos ou como reconhecimento por ter batido alguma meta.<\/p>\n<p>Trabalhar na livraria foi a realiza\u00e7\u00e3o de um sonho de crian\u00e7a de Catherine, no entanto, h\u00e1 alguns anos, as grandes livrarias mudaram bastante o seu modelo de neg\u00f3cio. Se antes elas podiam ser charmosos espa\u00e7os culturais, hoje\u00a0 a maioria est\u00e1 localizada dentro de algum shopping. Os produtos n\u00e3o se restringem mais a livros e os sal\u00e1rios oferecidos aos atendentes s\u00e3o cada vez mais baixos. Somando isso a todas as outras dificuldades de atuar no setor de vendas, a fun\u00e7\u00e3o do livreiro pode acabar se tornando bem pouco desejada. \u201cO com\u00e9rcio \u00e9 um meio ingrato. Durante esses tr\u00eas anos, eu fui desrespeitada por clientes, presenciei epis\u00f3dios de machismo e racismo. Vi uma amiga angolana chorar por que uma cliente recusou-se a ser atendida por ela\u201d, conta.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2603\" aria-describedby=\"caption-attachment-2603\" style=\"width: 620px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2603 size-full\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Catherine.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"425\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2603\" class=\"wp-caption-text\">Catherine trabalhou em uma livraria durante tr\u00eas anos \/ Foto: arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p>O papel de curador foi se perdendo com as novas tend\u00eancias do mercado e, com isso, perdeu-se um dos principais trunfos da experi\u00eancia de compra em lojas f\u00edsicas. A transforma\u00e7\u00e3o do <em>livreiro <\/em>em um simples <em>vendedor <\/em>tamb\u00e9m acaba, de certa forma, contribuindo com a deprecia\u00e7\u00e3o das livrarias, que se tornam apenas uma loja qualquer. \u201cElas vendem um bem importante para a manuten\u00e7\u00e3o da vida em sociedade, vendem conhecimento. Informa\u00e7\u00e3o \u00e9 um direito humano\u201d, argumenta Catherine. \u201cS\u00f3 que isso n\u00e3o \u00e9 valorizado como deveria, nem muito procurado.\u201d<\/p>\n<h3>Luta por espa\u00e7o no Mercado Editorial<\/h3>\n<p>Segundo a doutora em teoria liter\u00e1ria e pesquisadora Regina Dalcastagn\u00e8, o campo liter\u00e1rio brasileiro ainda \u00e9 extremamente homog\u00eaneo. Em seu livro <em>Literatura Contempor\u00e2nea Brasileira, um territ\u00f3rio contestado <\/em>(2012)<em>, <\/em>ela defende que, apesar de ter ocorrido uma amplia\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de <strong>publica\u00e7\u00e3o<\/strong>, tanto nas grandes editoras comerciais quanto nas pequenas casas editoriais, com edi\u00e7\u00f5es pagas, blogs ou sites, esses espa\u00e7os n\u00e3o s\u00e3o vistos da mesma forma e n\u00e3o t\u00eam o mesmo valor para a visibilidade dos autores.<\/p>\n<p>\u201cPublicar um livro n\u00e3o transforma ningu\u00e9m em escritor, (&#8230;) algu\u00e9m que est\u00e1 nas livrarias, nas resenhas de jornais e revistas, nas listas dos premiados dos concursos liter\u00e1rios, nos programas das disciplinas, nas prateleiras das bibliotecas.\u201d Ou seja, apesar de conseguirem ter seus livros publicados, muitos escritores e escritoras n\u00e3o conseguem alcan\u00e7ar o devido reconhecimento por suas obras. Os autores que ser\u00e3o lembrados por esse t\u00edtulo, conclui a pesquisadora, s\u00e3o geralmente parecidos entre si: pertencem a uma mesma classe social, t\u00eam a mesma cor e o mesmo sexo.<\/p>\n<p>Dalcatagn\u00e9 menciona que em todos os principais pr\u00eamios liter\u00e1rios brasileiros (Portugal Telecom, Jabuti, Machado de Assis, S\u00e3o Paulo de Literatura, Passo Fundo Zaffari &amp; Bourbon), entre os anos de 2006 e 2011, foram premiados 29 autores homens e apenas uma mulher (na categoria estreante, do Pr\u00eamio S\u00e3o Paulo de Literatura). Outra pesquisa, mais extensa, coordenada por ela na Universidade de Bras\u00edlia, mostra que, de todos os romances publicados pelas principais editoras brasileiras (Record, Companhia das Letras e Rocco), em um per\u00edodo de 15 anos (de 1990 a 2004), 72,7% dos autores eram homens.<\/p>\n<p>Ainda mais grave que a baixa presen\u00e7a de mulheres \u00e9 a homogeneidade racial: 93,9% dos autores e autoras eram brancos, 3,6% n\u00e3o tiveram a cor identificada e os \u201cn\u00e3o brancos\u201d somavam apenas 2,4 pontos percentuais. Al\u00e9m disso, mais de 60% deles viviam no Rio de Janeiro ou em S\u00e3o Paulo. Esse cen\u00e1rio evidencia preju\u00edzos tanto pela aus\u00eancia representativa de mulheres e negros no circuito liter\u00e1rio mais prestigiado, quanto pela limita\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o considerada relevante, pelo mercado, ao territ\u00f3rio geogr\u00e1fico onde est\u00e3o as maiores editoras, distribuidoras e livrarias do Brasil.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2607\" aria-describedby=\"caption-attachment-2607\" style=\"width: 965px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2607 size-full\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Books.jpg\" alt=\"\" width=\"965\" height=\"506\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2607\" class=\"wp-caption-text\">Autores do eixo Rio-S\u00e3o Paulo, brancos e do sexo masculino lideram publica\u00e7\u00f5es nas grandes editoras<\/figcaption><\/figure>\n<p>Com o objetivo de romper com esse sistema de distribui\u00e7\u00e3o reproduzido desde o s\u00e9culo 19, que empodera apenas as grandes empresas do ramo editorial no pa\u00eds, a jornalista e escritora goiana Larissa Mundim fundou, em outubro de 2017, a ONG <em>e-c\u00eantrica. <\/em>Sob a coordena\u00e7\u00e3o da Casa da Cultura Digital (GO) e com o apoio da Lei Goyazes, a iniciativa prop\u00f5e a conex\u00e3o entre agentes estrat\u00e9gicos, realizando um mapeamento para a constru\u00e7\u00e3o de um banco de dados onde curadores, leitores, pesquisadores e <em>publishers <\/em>poder\u00e3o localizar autoras e autores, coletivos, pequenas editoras e outros profissionais aut\u00f4nomos como ilustradores, designers, fot\u00f3grafos, diagramadores, editores e revisores em todas as regi\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p>Depois do mapeamento, o objetivo \u00e9 criar uma rede de articula\u00e7\u00e3o de produtores, por meio de encontros e, futuramente, de uma loja virtual coletiva que cobre uma taxa de administra\u00e7\u00e3o justa. No entanto, antes do e-commerce, surgiu um ponto de vendas f\u00edsico para livros especiais, zines e artes gr\u00e1ficas, em Goi\u00e2nia. O lugar chama-se <em>O Jardim<\/em>, e n\u00e3o \u00e9 uma livraria. \u00c9 um jardim mesmo. Nas palavras de Larissa Mundim: \u201cum conceito expandido de livraria, um conceito expandido de livro\u201d.<\/p>\n<p>A <em>e-c\u00eantrica <\/em>tamb\u00e9m colabora com iniciativas que buscam amenizar a invisibilidade hist\u00f3rica da produ\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica e liter\u00e1ria das regi\u00f5es Norte, Nordeste e Centro-Oeste do territ\u00f3rio nacional &#8211; sem a excluir o trabalho que \u00e9 feito no Sudeste e no Sul &#8211; assim como o fortalecimento e a amplia\u00e7\u00e3o da visibilidade do trabalho da mulher cis e trans, no mercado editorial.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do projeto e-c\u00eantrica, Larissa Mundim tamb\u00e9m \u00e9 coordenadora da Casa da Cultura Digital de Goi\u00e2nia e dona da Nega Lilu Editora que, por meio de novas tecnologias, apoia a\u00e7\u00f5es de incentivo \u00e0 qualifica\u00e7\u00e3o de novos autores, a forma\u00e7\u00e3o de leitores e a democratiza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 literatura. A editora fundou o <em>Coletivo e\/ou<\/em>\u00a0e\u00a0 mant\u00e9m di\u00e1logo permanente com a Cidade, promovendo interven\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas. Os integrantes do grupo s\u00e3o os autores e autoras selecionados pelos editais da Nega Lilu Editora para a <em>Cole\u00e7\u00e3o e\/ou<\/em>, que atualmente somam 72 pessoas.<\/p>\n<p>Outro projeto importante de incentivo \u00e0 leitura no pa\u00eds \u00e9 o coletivo <em>Leia Mulheres<\/em>. O clube brasileiro inspirado no <em>#readwomen2014<\/em>, projeto-manifesto criado pela escritora e ilustradora brit\u00e2nica Joanna Walsh, tem o objetivo de incentivar a leitura de obras das mulheres escritoras que sobrevivem a um mercado editorial com preponder\u00e2ncia de vozes masculinas. A iniciativa foi trazida em 2015 para o Brasil pela consultora de marketing Juliana Gomes, a jornalista Juliana Leuenroth e a transcritora Michelle Henriques, em S\u00e3o Paulo. Atualmente mais de 50 cidades j\u00e1 fazem parte do projeto.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-2605\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Leia-Mulheres.jpg\" alt=\"\" width=\"511\" height=\"496\" \/><\/p>\n<p>A partir de discuss\u00f5es de participantes do Leia Mulheres em Joinville, tamb\u00e9m foi formado o <em>Coletivo Virg\u00ednia<\/em>, que iniciou as atividades em 25 de janeiro de 2019, data do\u00a0 anivers\u00e1rio da escritora inglesa Virginia Woolf. O grupo \u00e9 formado por\u00a0 15 mulheres, de diversas \u00e1reas profissionais, como jornalismo, publicidade, direito, educa\u00e7\u00e3o, administra\u00e7\u00e3o, design, biblioteconomia, letras, entre outras, e seu objetivo principal \u00e9 criar a\u00e7\u00f5es que facilitem e estimulem o acesso a obras escritas por mulheres.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Luana Ver\u00e7osa Conforme os resultados da Pesquisa Produ\u00e7\u00e3o e Venda do Setor Editorial Brasileiro, o mercado editorial teve um decr\u00e9scimo real de 4,5% em 2018, mesmo considerando a infla\u00e7\u00e3o do per\u00edodo. 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