{"id":2886,"date":"2019-07-31T17:49:05","date_gmt":"2019-07-31T20:49:05","guid":{"rendered":"http:\/\/revidigital.com.br\/?p=2886"},"modified":"2019-07-31T17:49:05","modified_gmt":"2019-07-31T20:49:05","slug":"amor-pelo-esporte-aproxima-aventureiros-do-perigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2019\/07\/31\/amor-pelo-esporte-aproxima-aventureiros-do-perigo\/","title":{"rendered":"Amor pelo esporte aproxima aventureiros do perigo"},"content":{"rendered":"<h4><em>Por Dielin\u00a0 da Silva<\/em><\/h4>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O esporte de <strong>aventura<\/strong> exige um grau de esfor\u00e7o f\u00edsico maior do que outras modalidades. <strong>Trilhas<\/strong> em mata fechada, <strong>escaladas<\/strong>, subidas em altas <strong>montanhas<\/strong> e at\u00e9 longos trajetos de <strong>bicicleta<\/strong> encaixam-se nesse tipo de esporte.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Algumas pessoas, como Liane Teresinha Zoz, 47 anos, buscam no esporte uma forma de largar o sedentarismo; outras, como Rossano Frankso\u00e1 Tribes, 42, t\u00eam conex\u00e3o com a <strong>natureza<\/strong> desde crian\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aos 9 anos, Rossano j\u00e1 fazia suas incurs\u00f5es pela mata, em companhia do av\u00f4, tios e do pai. Sua fam\u00edlia foi pioneira na abertura de algumas trilhas. \u201cDiante disso, foi f\u00e1cil incorporar outros tipos de aventura e hoje fa\u00e7o praticamente de tudo.\u201d E l\u00e1 se v\u00e3o 34 anos praticando esportes em meio \u00e0 natureza.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas, mesmo com tanta experi\u00eancia, Rossano n\u00e3o deixa de tomar cuidados para prevenir <strong>acidentes<\/strong>. \u201cNo meu caso, o risco operacional \u00e9 constante, pois al\u00e9m de trilhas consolidadas, eu abro trilhas em lugares isolados e inexplorados e normalmente fa\u00e7o isso sozinho\u201d, explica. \u201cTamb\u00e9m fa\u00e7o condu\u00e7\u00e3o em trilhas, ent\u00e3o, nesse caso, tenho a responsabilidade de cuidado com outras pessoas\u201d, completa.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2895\" aria-describedby=\"caption-attachment-2895\" style=\"width: 767px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2895 size-full\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Aventura-3.jpg\" alt=\"\" width=\"767\" height=\"522\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2895\" class=\"wp-caption-text\">Grupo de Resgate em Montanhas \u00e9 formado por volunt\u00e1rios que recebem treinamento especial \/ Foto: GRM<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por vezes os aventureiros acabam enfrentando complica\u00e7\u00f5es, como se perder na mata, por exemplo. \u00c9 a\u00ed que entra em a\u00e7\u00e3o o Grupo de Resgate em Montanha de Joinville (GRM), que atua em toda a regi\u00e3o norte de Santa Catarina. No total, s\u00e3o 62 membros e 15 candidatos em treinamento, que tamb\u00e9m atuam em a\u00e7\u00f5es de ajuda humanit\u00e1ria e utilidade p\u00fablica, conforme o coordenador do GRM, Ademir Camillo Junior.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Contato com animais pe\u00e7onhentos, gretas, precip\u00edcios, escaladas e passagem por rios turbulentos s\u00e3o alguns dos perigos j\u00e1 enfrentados por Tribes. Entre os cuidados para evitar apuros est\u00e3o provid\u00eancias como conhecer o pr\u00f3prio corpo e seus limites e os equipamentos a serem usados. \u201cUsar GPS, levar uma lanterna e at\u00e9 mesmo bast\u00f5es de caminhada podem ser bem \u00fateis\u201d, afirma Rossano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ademir tamb\u00e9m d\u00e1 algumas dicas de cuidados a serem tomados antes de um passeio na mata: \u201cIr com algu\u00e9m que conhece a trilha, ou at\u00e9 mesmo um guia; avisar\u00a0 as pessoas pr\u00f3ximas de quando est\u00e1 indo e quando vai voltar; levar alimentos de acordo com a atividade; utilizar roupas e equipamentos adequados; estar em condicionamento f\u00edsico adequado para aquela atividade; atentar-se \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de clima da regi\u00e3o na data escolhida.\u201d<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2896\" aria-describedby=\"caption-attachment-2896\" style=\"width: 811px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2896 size-full\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Aventura-4.jpg\" alt=\"\" width=\"811\" height=\"534\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2896\" class=\"wp-caption-text\">Desde crian\u00e7a, Rossano Tribes percorre trilhas na mata e pratica outras atividades em contato com a natureza<\/figcaption><\/figure>\n<p><b>O sonho que se tornou pesadelo<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O desejo do alpinista jaraguaense H\u00e9lio Fenrich, 43 anos, de atravessar a Transamaz\u00f4nica surgiu h\u00e1 15 anos, quando ele estudou e mapeou o local, por\u00e9m um fato inesperado o impediu de concretizar sua aventura. Naquela \u00e9poca ele se aproximou dos esportes de aventura atrav\u00e9s do alpinismo, assunto que estudava desde 1995, quando aconteceu a primeira conquista brasileira do Monte Everest.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Depois de muitas fa\u00e7anhas em altas montanhas, como as escaladas dos montes Denali e Aconc\u00e1gua, ele finalmente conseguiu marcar a viagem ao Par\u00e1. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Antes da partida, sua maior preocupa\u00e7\u00e3o era a longa dist\u00e2ncia entre os vilarejos da parte final da rodovia, cerca de 300 km uma da outra. O que ele n\u00e3o contava era com a possibilidade de ser assaltado logo no in\u00edcio do percurso. Restou-lhe apenas sua companheira da aventura, a bicicleta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA partir do momento que voc\u00ea se prop\u00f5e a fazer esse tipo de atividade, est\u00e1 sujeito a acontecer o que aconteceu comigo\u201d, comenta. \u201cPoderia ter acontecido em qualquer parte do Brasil\u201d, completa.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Mesmo com a possibilidade do fim desse sonho passando diante dos olhos, ele conseguiu manter a calma, pois sabia que era melhor n\u00e3o reagir. \u201cFoi uma situa\u00e7\u00e3o bastante desconfort\u00e1vel, por conta da perda financeira, mas o preparo emocional\u00a0 fez a diferen\u00e7a para que eu n\u00e3o me abatesse\u201d, relembra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e9lio criou uma vaquinha online para conseguir se manter durante a travessia e\u00a0 voltar para casa. Por causa do assalto, a aventura que deveria durar aproximadamente um m\u00eas durou apenas 21 dias.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2897\" aria-describedby=\"caption-attachment-2897\" style=\"width: 514px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2897 size-full\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Aventura2.jpg\" alt=\"\" width=\"514\" height=\"437\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2897\" class=\"wp-caption-text\">Assalto interrompeu aventura de H\u00e9lio na Transamaz\u00f4nica\/ Foto: arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p><b>Sa\u00edda para o sedentarismo<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A bicicleta tamb\u00e9m \u00e9 aliada de quem pratica atividades semanais. Liane Teresinha Zoz, 47, e o marido, Marcos Pscheidt Marques, 53, come\u00e7aram a pedalar h\u00e1 tr\u00eas anos porque precisavam praticar algum exerc\u00edcio. N\u00e3o se adaptaram \u00e0 academia e ent\u00e3o escolheram uma atividade ao ar livre, sem muito compromisso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No in\u00edcio pedalavam cerca de 40 a 50 km, indo de Jaragu\u00e1 do Sul at\u00e9 Corup\u00e1. Interromperam as pedaladas por algum tempo e voltaram \u00e0s atividades no ano passado, agora com um grupo de mais 11 pessoas al\u00e9m do casal.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Balne\u00e1rio Cambori\u00fa, Barra Velha e Laranjeiras s\u00e3o alguns dos destinos que a equipe percorreu. Liane diz que j\u00e1 passaram por alguns momentos de p\u00e2nico. \u201cMas foram apenas sustos\u201d, resume.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Dielin\u00a0 da Silva O esporte de aventura exige um grau de esfor\u00e7o f\u00edsico maior do que outras modalidades. 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