{"id":3151,"date":"2019-09-09T16:04:20","date_gmt":"2019-09-09T19:04:20","guid":{"rendered":"http:\/\/revidigital.com.br\/?p=3151"},"modified":"2019-09-09T16:04:20","modified_gmt":"2019-09-09T19:04:20","slug":"campea-mundial-de-patinacao-herda-da-mae-a-paixao-pelo-esporte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2019\/09\/09\/campea-mundial-de-patinacao-herda-da-mae-a-paixao-pelo-esporte\/","title":{"rendered":"Campe\u00e3 mundial de patina\u00e7\u00e3o herda da m\u00e3e a paix\u00e3o pelo esporte"},"content":{"rendered":"<h3><em>Por Raquel Ramos \/ Parte 1<\/em><\/h3>\n<p>Como uma atleta chega a ser campe\u00e3 mundial de patina\u00e7\u00e3o se n\u00e3o tiver uma superm\u00e3e? Sem falsa mod\u00e9stia, a resposta de <strong>Fernanda Gomes Pereira Giraldi<\/strong> a essa pergunta \u00e9: &#8220;N\u00e3o chega&#8221;. M\u00e3e de <strong>Gabriella Pereira Giraldi<\/strong>, primeira brasileira a obter o t\u00edtulo de <strong>campe\u00e3 mundial<\/strong> de <strong>patina\u00e7\u00e3o art\u00edstica<\/strong>, Fernanda come\u00e7ou a se envolver com os <strong>patins<\/strong> na d\u00e9cada de 1990, quando estudava e treinava no Col\u00e9gio Bom Jesus. Na \u00e9poca, com apenas 11 anos, ela queria muito aprender a andar de costas igual \u00e0s meninas que via treinando na pista.<\/p>\n<p>O pai, embora n\u00e3o enxergasse futuro na atividade, acabou cedendo diante dos insistentes pedidos da menina. O que ele n\u00e3o imaginava, nem mesmo Fernanda, \u00e9 at\u00e9 onde essa brincadeira de crian\u00e7a chegaria.<\/p>\n<p>Com a pr\u00e1tica e os treinos, veio tamb\u00e9m a vontade de participar das competi\u00e7\u00f5es. Entretanto, por mais que o pai de Fernanda quisesse atender os desejos da garota, os tempos eram dif\u00edceis e faltavam recursos para pagar mensalidades e gastos com o esporte.\u00a0Inconformada, Fernanda falou com a professora Junelara Casagrande, explicou que n\u00e3o podia mais frequentar as aulas e, portanto, n\u00e3o poderia competir. &#8220;Como \u00e9 que a gente pode fazer?\u201d, indagou a menina. Junelara ent\u00e3o sugeriu que Fernanda a ajudasse, dando aulas para as crian\u00e7as menores. \u201cDessa forma eu pagava e fazia meus treinamentos&#8221;, conta.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3162\" aria-describedby=\"caption-attachment-3162\" style=\"width: 826px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3162 size-full\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/patinando-edit.jpg\" alt=\"\" width=\"826\" height=\"554\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3162\" class=\"wp-caption-text\">Fernanda come\u00e7ou a patinar aos 11 anos no Col\u00e9gio Bom Jesus, depois atuou como treinadora \/ Fotos: acervo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p>E como a vida \u00e9 uma escritora caprichosa de seus roteiros, come\u00e7ava ali, de forma totalmente despretensiosa, a carreira de treinadora. Como patinadora, ela at\u00e9 chegou a competir em n\u00edvel nacional, mas reconhece que nunca foi um destaque: &#8220;Patinava bem, n\u00e3o passava vergonha, mas nunca fui uma graaaaande patinadora&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Disposta a driblar qualquer obst\u00e1culo, a jovem Fernanda pedia ajuda para as m\u00e3es das colegas lhe ensinarem a bordar o <em>collant<\/em>. Ela desenhava os modelos e, depois de aprovado pela professora, confeccionava. &#8220;Meu pai me levava \u00e0 costureira e depois a Elzinete, m\u00e3e de uma amiga minha, me ajudava a bordar&#8221;, recorda. At\u00e9 essa particularidade faz de Fernanda uma m\u00e3e campe\u00e3. A habilidade que desenvolveu para criar e bordar os <em>collants<\/em> hoje \u00e9 mais um apoio \u00e0 filha Gabriella. No Campeonato Mundial, a jovem usou a roupa bordada com carinho pela m\u00e3e. &#8220;A diferen\u00e7a \u00e9 que, antigamente, eu bordava com canutilho, mi\u00e7angas, lantejoulas, hoje fazemos com cristais <em>Swarovski<\/em>&#8220;, afirma.<\/p>\n<h3>Entre a advocacia e os patins<\/h3>\n<p>E assim, de forma amadora e do jeito que dava, Fernanda levou seus treinos enquanto conseguiu.\u00a0 Tudo era muito dif\u00edcil, n\u00e3o havia quadra para treinar nem incentivo para o esporte. A necessidade de abra\u00e7ar uma profiss\u00e3o formal levou Fernanda a estudar Direito. Durante algum tempo ainda conseguiu conciliar os estudos com os treinos, mas, sem perspectiva de um futuro promissor, precisou deixar de lado os patins para se dedicar \u00e0 faculdade e aos est\u00e1gios. &#8220;No ano em que me formei, a patina\u00e7\u00e3o acabou completamente em Joinville&#8221;, lembra Fernanda com ar de des\u00e2nimo, como se falar do assunto a fizesse reviver aqueles dias.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo, Fernanda casou com Andr\u00e9 Luis Becker Giraldi e teve duas filhas: Gabriella, hoje com 18 anos, e Manuella (12), que tamb\u00e9m j\u00e1 \u00e9 patinadora e<strong> campe\u00e3 Sul-Americana<\/strong> de quarteto e grupo de show. &#8220;Quando a Gabi fez 5 anos, dei-lhe de presente um par de patins. Ela ficava patinando no corredor da casa onde mor\u00e1vamos&#8221;, conta. Por gosto, instinto e com a experi\u00eancia adquirida nas aulas que deu para crian\u00e7as, Fernanda ia dando instru\u00e7\u00f5es para a filha:\u00a0 \u201cFaz isso&#8230; faz aquilo&#8230;&#8221;<\/p>\n<p>O presente, segundo Fernanda, foi dado como um brinquedo qualquer e n\u00e3o como uma proje\u00e7\u00e3o de futuro, mas confessa que qualidade dos patins que deu \u00e0 filha era bem superior ao que ela pr\u00f3pria recebeu do pai quando iniciou os treinos.<\/p>\n<p>Observando o gosto que Gabriella passou a demonstrar pelo <strong>esporte<\/strong>, Fernanda foi ao Col\u00e9gio Oficina, onde a menina estudava, e perguntou se era poss\u00edvel alugar a quadra para ensinar a menina a patinar. &#8220;A diretora Marcia Poletti prop\u00f4s, j\u00e1 que conhecia minha hist\u00f3ria com a patina\u00e7\u00e3o, que eu tamb\u00e9m ensinasse a filha dela de 9 anos.\u201d<\/p>\n<figure id=\"attachment_3161\" aria-describedby=\"caption-attachment-3161\" style=\"width: 619px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3161 size-full\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/As-tr\u00eas-edit.jpg\" alt=\"\" width=\"619\" height=\"410\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3161\" class=\"wp-caption-text\">As filhas Gabriella e Manuella herdaram a paix\u00e3o da m\u00e3e pela patina\u00e7\u00e3o art\u00edstica<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Nasce uma treinadora<\/strong><\/h3>\n<p>A volta de Fernanda \u00e0s atividades da patina\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m marcou o in\u00edcio da trajet\u00f3ria da campe\u00e3 Gabriella. &#8220;Comecei a dar aula e logo foram aparecendo outras meninas querendo aprender. No primeiro m\u00eas eu j\u00e1 tinha 20 alunas&#8221;, observa. Nessa \u00e9poca, ent\u00e3o como treinadora de patina\u00e7\u00e3o, passou a montar coreografias para apresenta\u00e7\u00f5es com as crian\u00e7as. Isso foi em 2007. Ao mesmo tempo que advogava o dia inteiro no escrit\u00f3rio do pai.<\/p>\n<p>Com o incentivo do marido, Fernanda conseguiu, em 2009, um espa\u00e7o para dar aulas na academia Casebre. &#8220;Era um local mais central e, com o aumento na quantidade de alunos, fui obrigada a diminuir a atividade na advocacia&#8221;. N\u00e3o foi uma escolha f\u00e1cil, afinal Fernanda j\u00e1 amava tamb\u00e9m o Direito. &#8220;Eu n\u00e3o tinha mais condi\u00e7\u00f5es de sustentar as duas atividades, era cansativo, desgastante e, nessa \u00e9poca, eu j\u00e1 tinha a Manuella que era pequena&#8221;, conta.<\/p>\n<p>Tudo parecia apontar para o novo per\u00edodo que se iniciava. \u201cAt\u00e9 meu pai, que sempre quis que eu parasse de patinar, sentou comigo e disse que estava na hora de fazer a op\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>As experi\u00eancias seguintes mostrariam que Direito e Patina\u00e7\u00e3o voltariam a se encontrar. Em 2012, quando Fernanda assumiu a presid\u00eancia da Federa\u00e7\u00e3o Catarinense de Patina\u00e7\u00e3o, pode aproveitar o conhecimento acad\u00eamico para regularizar contratos e a parte jur\u00eddica da Federa\u00e7\u00e3o. Novamente, como de costume, ela contou com a ajuda de seu pai.<\/p>\n<p><strong><em>* Confira amanh\u00e3 a segunda parte desta reportagem<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_3159\" aria-describedby=\"caption-attachment-3159\" style=\"width: 565px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3159 size-full\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Campe\u00e3-edit.jpg\" alt=\"\" width=\"565\" height=\"518\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3159\" class=\"wp-caption-text\">Gabriella conquistou em julho o t\u00edtulo de campe\u00e3 mundial em Barcelona<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Raquel Ramos \/ Parte 1 Como uma atleta chega a ser campe\u00e3 mundial de patina\u00e7\u00e3o se n\u00e3o tiver uma superm\u00e3e? 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