{"id":3846,"date":"2019-12-08T22:35:08","date_gmt":"2019-12-09T00:35:08","guid":{"rendered":"http:\/\/revidigital.com.br\/?p=3846"},"modified":"2019-12-08T22:35:08","modified_gmt":"2019-12-09T00:35:08","slug":"tcc-analisa-jornalismo-popular-do-diarinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2019\/12\/08\/tcc-analisa-jornalismo-popular-do-diarinho\/","title":{"rendered":"TCC analisa jornalismo popular do Diarinho"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O <strong>Diarinho<\/strong> \u00e9 um jornal sediado em <strong>Itaja\u00ed<\/strong>, que circula desde 1979. O peri\u00f3dico conquistou seu p\u00fablico, ao longo dos anos, com seu estilo popular, mas tamb\u00e9m provocou pol\u00eamicas pelo uso do <strong>sensacionalismo<\/strong>. Em sua <strong>monografia<\/strong>, o estudante Leonardo Koch estudou as caracter\u00edsticas do<strong> jornalismo popular<\/strong> presentes nesse jornal e as mudan\u00e7as ocorridas ap\u00f3s a morte do fundador, Dalmo Vieira.<\/p>\n<p>Segundo Leonardo, a ideia de abordar o tema surgiu da constata\u00e7\u00e3o de que o jornalismo popular \u00e9 pouco estudado na gradua\u00e7\u00e3o e pela academia em geral. Por outro lado, esses ve\u00edculos mant\u00e9m uma audi\u00eancia cativa enquanto outros peri\u00f3dicos convencionais enfrentam um momento de crise. &#8220;Busquei compreender como s\u00e3o utilizados os <strong>crit\u00e9rios de noticiabilidade<\/strong> nas reportagens populares do ve\u00edculo e como esse estilo se manifesta na linguagem adotada pelo jornalismo popular&#8221;, explicou Leonardo.<\/p>\n<p>Em seu estudo, o estudante observou que, ap\u00f3s a morte de Vieira, quando o peri\u00f3dico passou a ser comandado pela neta, formada em jornalismo, o Diarinho passou por algumas transforma\u00e7\u00f5es, empregando m\u00e3o de obra profissional, com produ\u00e7\u00e3o de reportagens especiais, diminui\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias sobre <strong>seguran\u00e7a<\/strong> e amplia\u00e7\u00e3o de conte\u00fados sobre pol\u00edtica, entre outras. Entretanto, o estilo popular se manteve, sobretudo na linguagem adotada.<\/p>\n<p>Entre as caracter\u00edsticas observadas por Leonardo est\u00e3o o uso de g\u00edrias e express\u00f5es regionais, redu\u00e7\u00e3o de palavras, como &#8220;delega&#8221; (para delegacia) ou &#8220;prefa&#8221; (para prefeitura). &#8220;Al\u00e9m disso, o jornal usa mecanismos de participa\u00e7\u00e3o do leitor, como enquetes, e foco no jornalismo <strong>hiperlocal<\/strong>&#8220;, afirmou.<\/p>\n<p>O professor Sandro Galar\u00e7a, que reside em Itaja\u00ed, foi um dos avaliadores. Ele elogiou a escolha do tema e o cuidado com a conceitua\u00e7\u00e3o de jornalismo popular, j\u00e1 que o termo enseja tanto o jornalismo feito \u201cpelo\u201d povo \u2013 em vi\u00e9s comunit\u00e1rio &#8211; quanto \u201cpara o povo\u201d. \u201cMas voc\u00ea deveria ter discutido criticamente as quest\u00f5es \u00e9ticas que permeiam o Diarinho e o jornalismo popular\u201d, apontou o avaliador. Para Galar\u00e7a, o trabalho tamb\u00e9m precisa de melhor sistematiza\u00e7\u00e3o dos resultados.<\/p>\n<p>A professora K\u00e9rley Winques destacou que n\u00e3o apenas o jornalismo popular impresso, mas tamb\u00e9m os programas televisivos sensacionalistas, fomentam uma sensa\u00e7\u00e3o ampliada de inseguran\u00e7a que, por sua vez, alimentam em parte da popula\u00e7\u00e3o o sentimento de que \u201cbandido bom \u00e9 bandido morto\u201d e de que o pa\u00eds precisa de um \u201csalvador da p\u00e1tria\u201d. Ela tamb\u00e9m sugeriu que Loenardo coloque o link do guia de \u00e9tica do Diarinho no trabalho e verifique o n\u00famero de assinantes do jornal. O trabalho teve orienta\u00e7\u00e3o da professora Mar\u00edlia Crispi de Moraes. Leonardo foi aprovado com nota 8,5.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; O Diarinho \u00e9 um jornal sediado em Itaja\u00ed, que circula desde 1979. 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