{"id":411,"date":"2018-09-12T14:03:33","date_gmt":"2018-09-12T17:03:33","guid":{"rendered":"http:\/\/revidigital.com.br\/?p=411"},"modified":"2018-09-12T14:03:33","modified_gmt":"2018-09-12T17:03:33","slug":"ciclista-de-joinville-narra-experiencia-na-letape-du-tour-na-franca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2018\/09\/12\/ciclista-de-joinville-narra-experiencia-na-letape-du-tour-na-franca\/","title":{"rendered":"Ciclista de Joinville narra experi\u00eancia na L&#8217;\u00c9tape du tour na Fran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Foram 167 quil\u00f4metros pedalados durante 7 horas, 33 minutos e 36 segundos pelas montanhas da Fran\u00e7a, entre as cidades Annecy e Le Grand Bornand. Com subidas de at\u00e9 12 km e m\u00e9dia de 11% de inclina\u00e7\u00e3o, o percurso soma 4 mil metros de eleva\u00e7\u00e3o. Esse desafio foi vencido por <strong>Pedro Joel Barboza<\/strong>, 50 anos, residente em <strong>Joinville<\/strong>. Em julho deste ano, ele participou da<strong> L\u2019\u00c9tape du Tour 2018 de France<\/strong>.<\/p>\n<p>O evento foi criado em 1993 e \u00e9 realizado em v\u00e1rios pa\u00edses, inclusive no Brasil. Para qualquer ciclista amador, pedalar trechos j\u00e1 percorridos pelos maiores \u00eddolos do ciclismo \u00e9 um sonho e permite ter a exata sensa\u00e7\u00e3o do que seja competir na mais famosa e tradicional competi\u00e7\u00e3o de <strong>ciclismo<\/strong> do mundo. Tudo isso ao mesmo tempo em que acontece o famoso e oficial &#8220;Le Tour de France&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas, a hist\u00f3ria de Joel com o ciclismo n\u00e3o \u00e9 de amadorismo e come\u00e7ou bem antes da fa\u00e7anha na Fran\u00e7a. Morador do bairro Gl\u00f3ria, seu pai tinha restaurante, um dos primeiros a servir caranguejo na cidade. Para ajudar o pai, ele trabalhava como gar\u00e7om e, com as gorjetas que ganhava dos clientes, comprou, do irm\u00e3o, a sua primeira bicicleta esportiva. \u201cUm dia, eu estava na pracinha da rua XV conversando com os amigos, quando o Hasselmann passou e convidou: \u2018Venha treinar com a gente\u2019&#8221;, conta Joel referindo-se ao amigo Rubens Hasselmann, conhecido pelos joinvilenses pelas famosas empadas. E assim, aos 14 anos, Joel come\u00e7ou a treinar na pista em torno da Expoville, no \u00fanico lugar asfaltado que havia em Joinville. \u201cAli, ainda pi\u00e1, iniciei meus treinos\u201d, lembra.<\/p>\n<p>Participar do L\u2019\u00c9tape du Tour foi um projeto que come\u00e7ou h\u00e1 dois anos, quando ele assistia \u00e0 competi\u00e7\u00e3o pela TV. Surpreendeu a esposa, Claudia Regina Moser Barboza, ao dizer que iria festejar seu anivers\u00e1rio de 50 anos correndo aquela prova na Fran\u00e7a. Fez disso um objetivo e iniciou a prepara\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica com Ivan Razeira, fez reserva financeira e convidou amigos. De Joinville, partiram com a mesma finalidade Max Zuffo, Gerson Ritz, Carlos Eduardo Pereira e Arno Huch Junior. Eles praticam ciclismo por prazer, mas Joel faz quest\u00e3o de comentar que todos cuidaram do condicionamento f\u00edsico. Entre eles, apenas Arno e Joel foram atletas profissionais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_31992\" aria-describedby=\"caption-attachment-31992\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.ielusc.br\/aplicativos\/wordpress_revi\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Joel-2.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-31992 size-large\" src=\"http:\/\/www.ielusc.br\/aplicativos\/wordpress_revi\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Joel-2-510x370.jpg\" alt=\"\" width=\"510\" height=\"370\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-31992\" class=\"wp-caption-text\">Amigos tamb\u00e9m embarcaram na aventura<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cParticipar do L\u2019\u00c9tape foi uma realiza\u00e7\u00e3o pessoal, uma grande experi\u00eancia profissional&#8221;, declara Joel. &#8220;\u00c9 gratificante&#8221;, repete ele v\u00e1rias vezes durante a entrevista, e se diz orgulhoso por ter sido o colocado de n\u00famero 2.722 entre os 16 mil participantes. A prova \u00e9 amadora, qualquer pessoa pode fazer, mas ele, que j\u00e1 foi profissional, reconhece que havia pessoas com muito mais potencial no seu pelot\u00e3o. &#8220;Eles s\u00e3o muito mais competitivos, t\u00eam o ciclismo no sangue, s\u00e3o treinados desde crian\u00e7a e est\u00e3o muito mais bem preparados do que n\u00f3s&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Embora seja uma prova aberta a amadores, garantir a vaga exige sele\u00e7\u00e3o feita por meio do preenchimento de um formul\u00e1rio. Perguntas como: se j\u00e1 participou daquela ou de outra prova do Le Tour, h\u00e1 quanto tempo \u00e9 atleta, quais as principais provas de que j\u00e1 participou, se \u00e9 ou n\u00e3o profissional de ciclismo s\u00e3o feitas aos que pretendem participar.<\/p>\n<p>As respostas a essas perguntas garantiram a Joel a coloca\u00e7\u00e3o no segundo pelot\u00e3o junto com outros atletas com treinos e atividades cicl\u00edsticas feitas com regularidade. Com a classifica\u00e7\u00e3o obtida &#8211; e agora j\u00e1 com uma participa\u00e7\u00e3o no Le Tour &#8211; Joel pretende se inscrever no pr\u00f3ximo ano fazendo parte do primeiro pelot\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_31995\" aria-describedby=\"caption-attachment-31995\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.ielusc.br\/aplicativos\/wordpress_revi\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Joel5.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-31995 size-large\" src=\"http:\/\/www.ielusc.br\/aplicativos\/wordpress_revi\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Joel5-510x339.jpg\" alt=\"\" width=\"510\" height=\"339\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-31995\" class=\"wp-caption-text\">Prova reuniu 16 mil participantes<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Desafio guardado para sempre na mem\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Durante as quase oito horas que passou sobre a sua <strong>bicicleta<\/strong> Speed, Joel enfrentou passagens desafiadoras, subidas \u00edngremes e paisagens deslumbrantes. &#8220;Depois do Col de la Croix-Fry com vista para as montanhas de Aravis, vem uma subida de 7 km at\u00e9 o Plateau des Gli\u00e8res, com uma eleva\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 11%. Segue por 1,5 km em estrada sem asfalto at\u00e9 chegar no topo, onde os membros da resist\u00eancia costumavam se esconder durante a Segunda Guerra Mundial. Em seguida vem o Col de Romme e o Col de la Colombi\u00e8re. Esta \u00faltima, j\u00e1 no final da prova, torna-se uma das subidas mais dif\u00edceis com 1.613 metros acima do n\u00edvel do mar\u201d, descreve o manual t\u00e9cnico da prova. &#8220;Foi a \u00fanica prova compar\u00e1vel \u00e0 subida da Serra do Rio do Rastro&#8221;, relata o ciclista. \u201cO ganho total de altitude \u00e9 de mais de 4.000 metros, at\u00e9 a descida para a reta final em Le Grand-Bornand, e s\u00f3 ent\u00e3o se tem a recompensa de todo esfor\u00e7o de uma vida&#8221;, desabafa o ciclista joinvilense.<\/p>\n<figure id=\"attachment_31993\" aria-describedby=\"caption-attachment-31993\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.ielusc.br\/aplicativos\/wordpress_revi\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/joel4.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-31993 size-large\" src=\"http:\/\/www.ielusc.br\/aplicativos\/wordpress_revi\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/joel4-510x298.jpg\" alt=\"\" width=\"510\" height=\"298\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-31993\" class=\"wp-caption-text\">Percurso soma 4 mil metros de eleva\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Impressionado com a excelente organiza\u00e7\u00e3o, com o estado de conserva\u00e7\u00e3o das estradas secund\u00e1rias do percurso e com a acolhida dos moradores \u00e0 beira da estrada a aplaudir os atletas, Joel n\u00e3o hesita em descrever os trechos mais interessantes do desafio. Havia muitos socorristas por todo o caminho, assist\u00eancia mec\u00e2nica e pontos de abastecimento e hidrata\u00e7\u00e3o a cada 20 km. &#8220;Essas paradas eram em tendas com cerca de 200 metros quadrados&#8221;, fala Joel, enquanto abre os bra\u00e7os como quem quer dar no\u00e7\u00e3o do tamanho. Nas tendas, os competidores recebiam, com fartura, fruta, castanhas, t\u00e1buas de frios e queijos e bebida isot\u00f4nica.<\/p>\n<p>Logo ap\u00f3s a participa\u00e7\u00e3o no tour, em viagem pelo interior da Europa, ele se surpreendeu com a quantidade de ciclistas nas estradas. &#8220;Carros e bicicletas convivem em harmonia, porque todos respeitam as leis de tr\u00e2nsito\u201d, avalia.<\/p>\n<p><strong>Vamos pedalar?<\/strong><\/p>\n<p>Em sua trajet\u00f3ria profissional, na cidade em que sempre morou, Joel tamb\u00e9m realiza projetos sociais com base na sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. &#8220;Lembra que l\u00e1 no come\u00e7o eu te contei que o Hasselmann me disse \u2018vamos l\u00e1 <strong>pedalar<\/strong>?\u2019\u201d e prossegue: &#8220;Fa\u00e7o esse mesmo convite para meninos e meninas, porque vejo isso como uma possibilidade de futuro para as crian\u00e7as e adolescentes&#8221;. Conta com orgulho sobre as pessoas que trabalharam com ele na loja, treinam juntos. Sente-se recompensado quando muitos pais lhe agradecem pelo que faz.<\/p>\n<p>A responsabilidade do esportista assume tom de cr\u00edtica quando aponta a falta de incentivo e de pol\u00edticas p\u00fablicas para o esporte, em especial ao ciclismo. &#8220;Hoje s\u00f3 tem master correndo&#8221;, informa. Master s\u00e3o pessoas acima de 30 anos, que j\u00e1 t\u00eam vida feita e fazem do ciclismo seu esporte. A falta de jovens para treinar impossibilita a forma\u00e7\u00e3o equipes de competi\u00e7\u00e3o. &#8220;H\u00e1 um completo desinteresse pelo esporte, a mo\u00e7ada s\u00f3 quer saber de computador&#8221;, afirma. Sobre a alega\u00e7\u00e3o de que, no Brasil, ningu\u00e9m sobrevive do esporte ele reage: &#8220;Tudo o que tenho devo ao ciclismo. Foi o esporte que me deu&#8221;.<\/p>\n<p>Das lembran\u00e7as especiais de sua carreira, Joel cita &#8220;As voltas de Santa Catarina&#8221;, competi\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica dentro do calend\u00e1rio nacional e que atrai competidores de alto n\u00edvel t\u00e9cnico, com etapas de elevado grau de dificuldade. S\u00f3 nessas competi\u00e7\u00f5es Joel j\u00e1 subiu umas 15 vezes a Serra Rio do Rastro. Tamb\u00e9m cita os Jogos Abertos como &#8220;uma competi\u00e7\u00e3o que sempre emociona muito porque todo mundo quer ganhar&#8221;.<\/p>\n<figure id=\"attachment_31994\" aria-describedby=\"caption-attachment-31994\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/www.ielusc.br\/aplicativos\/wordpress_revi\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Joel1.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-31994 size-large\" src=\"http:\/\/www.ielusc.br\/aplicativos\/wordpress_revi\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Joel1-510x342.jpg\" alt=\"\" width=\"510\" height=\"342\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-31994\" class=\"wp-caption-text\">Joel: &#8220;Tudo o que tenho devo ao ciclismo&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A carreira de ciclista profissional est\u00e1 encerrada, mas a vida de atleta nunca. Joel continua e sempre ser\u00e1 ciclista de corpo e alma. Permanece em constante exerc\u00edcio para se manter fisicamente apto para outras competi\u00e7\u00f5es que ter\u00e1 pela frente. E, a mais pr\u00f3xima j\u00e1 agendada \u00e9 a <strong>L&#8217;\u00c9tape Brasil<\/strong>, em 30 de setembro, com percurso de 117 km em Campos do Jord\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A trajet\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Pedro Joel Barboza soma t\u00edtulos em competi\u00e7\u00f5es desde a d\u00e9cada de 90. Foi campe\u00e3o estadual nas categorias de base, campe\u00e3o estadual elite em 1990, campe\u00e3o brasileiro de <strong>mountain bike<\/strong> master (1999), campe\u00e3o nos Jogos Abertos, com medalha de ouro no 4 X 100, em 1992 e, mais tarde, como t\u00e9cnico, foi tetracampe\u00e3o dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina, tricampe\u00e3o de mountain bike cross-country elite, como t\u00e9cnico de <strong>Ricardo Pscheidt<\/strong> (2006, 2008 e 2010), al\u00e9m de ter participado quatro vezes do <strong>Ironman<\/strong>: dois em Florian\u00f3polis, um na \u00c1ustria(2014), outro no Canad\u00e1 (2015).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foram 167 quil\u00f4metros pedalados durante 7 horas, 33 minutos e 36 segundos pelas montanhas da Fran\u00e7a, entre as cidades Annecy e Le Grand Bornand. Com subidas de at\u00e9 12 km e m\u00e9dia de 11% de inclina\u00e7\u00e3o, o percurso soma 4 mil metros de eleva\u00e7\u00e3o. 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