{"id":4443,"date":"2020-07-09T14:32:54","date_gmt":"2020-07-09T17:32:54","guid":{"rendered":"http:\/\/revidigital.com.br\/?p=4443"},"modified":"2020-07-09T14:32:54","modified_gmt":"2020-07-09T17:32:54","slug":"mulheres-conquistam-novos-espacos-no-futebol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revidigital.ielusc.br\/index.php\/2020\/07\/09\/mulheres-conquistam-novos-espacos-no-futebol\/","title":{"rendered":"Mulheres conquistam novos espa\u00e7os no futebol"},"content":{"rendered":"<h4><em>Por Nadine Quandt<\/em><\/h4>\n<p>De segunda a sexta, J\u00e9ssica Bett \u00e9 estudante e estagi\u00e1ria de Jornalismo, mas, aos finais de semana, ela assume as fun\u00e7\u00f5es do cargo de presidente do <strong>Uni\u00e3o do Oeste<\/strong>, clube amador da <strong>Segundona<\/strong> de Joinville. Ela \u00e9 a primeira mulher a ser eleita presidente em um time de <strong>futebol amador<\/strong> da cidade. No cargo desde janeiro, J\u00e9ssica tenta conciliar seu dia a dia corrido com a agenda da presid\u00eancia do clube. \u201cAs reuni\u00f5es\u00a0 s\u00e3o feitas em dia que n\u00e3o tenho aula. Tentamos sempre nos programar com anteced\u00eancia\u201d, conta.<\/p>\n<p>A estudante de 27 anos ocupa um local incomum para mulheres. Segundo\u00a0 pesquisa do Instituto Ethos, de cada 300 cargos executivos no <strong>futebol brasileiro,<\/strong> apenas cinco s\u00e3o ocupados por mulheres. \u201cEu n\u00e3o queria me candidatar, porque tinha receio por ser a \u00fanica mulher na diretoria. Quando indicaram meu nome, tomei coragem e fiquei chocada com o resultado\u201d, revela J\u00e9ssica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_4445\" aria-describedby=\"caption-attachment-4445\" style=\"width: 809px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4445 size-full\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/J\u00e9ssica-Bett.jpg\" alt=\"\" width=\"809\" height=\"416\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4445\" class=\"wp-caption-text\">J\u00e9ssica Bett \u00e9 a primeira mulher a ocupar a presid\u00eancia de um time de futebol amador em Joinville\/ Foto: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p>Como o Uni\u00e3o do Oeste \u00e9\u00a0 um clube majoritariamente masculino, J\u00e9ssica teve medo de n\u00e3o ser respeitada, mas a receptividade foi boa. \u201cNo fim, todos me incentivam, algumas esposas de atletas, atletas do <strong>time<\/strong> feminino e torcedoras\u00a0 se dispuseram a ajudar no que for poss\u00edvel\u201d, conta a presidente. Para ela, o diferencial do clube \u00e9 seu ambiente acolhedor, que promove eventos para aproximar as fam\u00edlias. Todos os jogadores e funcion\u00e1rios s\u00e3o volunt\u00e1rios e o time se mant\u00e9m com o apoio dos torcedores e patroc\u00ednios.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, o Uni\u00e3o do Oeste organizou um campeonato de futebol feminino. \u201cDentro da diretoria j\u00e1 existia o desejo de em criar um campeonato mais longo dedicado ao p\u00fablico feminino\u201d, afirma J\u00e9ssica. O objetivo do evento era promover o crescimento da modalidade no munic\u00edpio e tamb\u00e9m apresentar as equipes ao p\u00fablico.<\/p>\n<p><b>Desbravando caminhos<\/b><\/p>\n<p>Joinville \u00e9 a maior cidade de Santa Catarina e n\u00e3o tem nenhum time profissional de futebol feminino. S\u00e3o aproximadamente 20 times amadores. O primeiro campeonato promovido pela prefeitura ocorreu no ano passado. \u201cO cen\u00e1rio do futebol feminino \u00e9 pouco assistido, possu\u00edmos atletas de n\u00edvel alt\u00edssimo, de rendimento excelente, mas infelizmente nunca nos d\u00e3o espa\u00e7o\u201d, conta Patr\u00edcia Borba, presidente do clube <strong>Damas da Bola.<\/strong><\/p>\n<p>As categorias femininas do futebol joinvilense encontram muitas dificuldades. H\u00e1 poucos campeonatos, a maioria financiados pelas pr\u00f3prias jogadoras. Os patroc\u00ednios s\u00e3o escassos e a falta de sal\u00e1rio das jogadoras faz com que elas abandonem o futebol para assumirem um trabalho remunerado. \u201cJ\u00e1 \u00e9 uma conquista fornecer, com muito trabalho, os uniformes sem custo para as jogadoras\u201d, afirma Patr\u00edcia.<\/p>\n<p><strong>Joinvilense na Sele\u00e7\u00e3o Brasileira de Futebol Sete<\/strong><\/p>\n<p>T\u00e2nia Pereira, 27 anos, \u00e9 joinvilense e jogadora da <strong>sele\u00e7\u00e3o brasileira<\/strong> feminina de <strong>Futebol Sete<\/strong>. Ela\u00a0 come\u00e7ou a carreira no Sem Maldade, time amador de campo, onde recebeu sua primeira convoca\u00e7\u00e3o nacional. \u201cO futebol de Joinville ainda est\u00e1 em uma fase inicial, falta investimento e aten\u00e7\u00e3o do governo. Por\u00e9m, as meninas se dedicam tanto que ultrapassam as dificuldades\u201d, conta T\u00e2nia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4446\" aria-describedby=\"caption-attachment-4446\" style=\"width: 723px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-4446 size-full\" src=\"http:\/\/revidigital.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Futebol-sete.jpg\" alt=\"\" width=\"723\" height=\"502\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4446\" class=\"wp-caption-text\">T\u00e2nia j\u00e1 ganhou dois t\u00edtulos de Copa das Na\u00e7\u00f5es e uma Copa Am\u00e9rica. Atualmente atua em Florian\u00f3polis<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ela come\u00e7ou a treinar no futebol aos sete anos, na escolinha Funda\u00e7\u00e3o Joinville. \u201cNo in\u00edcio sempre ouvimos piadas, n\u00e3o acham que o futebol \u00e9 um esporte feminino. Superei isso e tenho orgulho de onde cheguei com minha habilidade\u201d, revela a jogadora. T\u00e2nia joga Futebol Sete desde de 2016, conquistou com a sele\u00e7\u00e3o brasileira dois t\u00edtulos de Copa das Na\u00e7\u00f5es e uma Copa Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>Atualmente, T\u00e2nia \u00e9 jogadora contratada do time Ava\u00ed J\u00fanior, em Florian\u00f3polis, mas tamb\u00e9m\u00a0 tamb\u00e9m trabalha como promotora de vendas para complementar a renda.<\/p>\n<blockquote><p>Nenhum jogador profissional masculino precisa ter dois empregos. Quando come\u00e7arem a investir no futebol feminino, ele vai crescer sem parar (T\u00e2nia Pereira, jogadora)<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Nadine Quandt De segunda a sexta, J\u00e9ssica Bett \u00e9 estudante e estagi\u00e1ria de Jornalismo, mas, aos finais de semana, ela assume as fun\u00e7\u00f5es do cargo de presidente do Uni\u00e3o do Oeste, clube amador da Segundona de Joinville. 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